Faça-me, Quero Ser Tua.
7 Distante do Mundo Real
Notas iniciais
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O carro seguia pelas ruas de Cancun enquanto eu não conseguia me concentrar em nada além da mão de Carlos Daniel possessivamente em minha cintura. Tirando-me de meus pensamentos, ele moveu-se no banco puxando de seu bolso um telefone celular. O vi rolar os dedos pela tela e em seguida colocar algum número para chamar. Ele virou o rosto para o lado contrário, para que eu não o visse. Baixei a cabeça e me movi no banco, afastando-me dele. Ele percebeu e olhou-me franzindo o cenho, segurando o telefone próximo ao ouvido. Carlos Daniel moveu-se no banco e outra vez puxou-me para perto de si, e antes de conversar com alguém do outro lado da chamada, murmurou algumas palavras próximo ao meu ouvido.
–Fique perto de mim.
Suas palavras poluíram minha mente ecoando por todos os lados enquanto ele mirava no fundo de minha íris. Seu olhar castanho me enfeitiçou, e só fui capaz de sair dele quando vi alguém dizer seu nome do outro lado da linha. Uma mulher.
–Carlos Daniel Bracho, quero minha suíte limpa dentro de 20 minutos.... sim. Também uma refeição para dois... sim.... Não, suco natural, nada de álcool. Leve. Sim...
O vi desligar o celular e coloca-lo no bolso outra vez. Minha cara devia ser hilária. Escabelada, suja de sangue, e completamente apavorada.
–James, direto para o hotel.
–Mas o que você pensa que está fazendo? –sussurrei irritada com ele.
Olhando-me nos olhos, ele alisou minha cintura com a mão que me envolvia.
–Cuidando de você.
Mas o que é isso? Quando isso começou? Que coisa é essa de Cuidar de mim? Onde ele quer chegar com tudo isso? Santo Deus, ele é meu chefe, e sei como é sua fama... ele só quer... só...Levar mais uma pra cama. Só isso. E eu... serei apenas mais uma.
–Você não tem que fazer isso. –murmurei com um fio de voz.
Seu olhar encontrou-se com o meu, e acabei me perdendo ali, no fundo daquele olhar negro.
–A questão não é eu ter que fazer ou não. Eu quero fazer, e vou fazer.
Mas o que é isso? O que ele pensa que é? Pensa que eu sou o que? Santo Cristo, esse homem vai me enlouquecer. Sua mão que estava livre voou até mim e pousou na curva de meu rosto. Eu não consegui me mover. Minha mente implorava pra eu sair dali, mas meu corpo não reagia, necessitava das suas carícias. Tremi quando ele segurou meu rosto, e engoli em seco quando seus dedos deslizaram sobre minha garganta. Minha pele clamou pelo seu toque fazendo-me perder a noção do mundo a minha volta. Meu olhar colado com o seu foi desviado quando ele mirou meus lábios, e sem desviar dali, correu sua língua sobre os seus. Meu olhar foi desviado para sua boca, que me enfeitiçou no primeiro instante. Engoli em seco outra vez, e senti os dedos dele pressionarem minha garganta. Carlos Daniel fechou os olhos e logo os abriu, mirando-me no fundo de minha alma. Com nossos olhares colados, ele deslizou seus dedos para minha nuca, acariciando-me. Minha pele ouriçou-se com seu toque quente, e desejei, mais do que nunca, poder sentir seu beijo cobrir meus lábios. Meus olhos se fecharam desfrutando do toque quente pressionando minha cintura e acariciando minha nuca. Senti quando seu rosto aproximou-se do meu, e o som das batidas do meu coração ecoaram em minha cabeça... aceleradas, descompassadas, clamando por ele.
Senti quando seu rosto aproximou-se do meu rosto e sua respiração misturou-se com a minha. Ele parecia tão delicado, tão carinhoso... tão distinto do homem que me obrigou a beber e em seguida a despi-lo.
Senti minha boca secar e minha respiração acelerou-se descontroladamente quando ele aproximou-se ainda mais e roçou seu nariz ao meu.
–És tão bela...
Suas míseras palavras soaram como veneno, e sem controlar-me, perdida nas sensações que seus dedos sobre minha pele, sua respiração com a minha, seu toque, perdida em todas as coisas que aquele homem provocava em mim, entreabri meus lábios.
Carlos Daniel colou sua testa a minha, tocando sua respiração quente aos meus lábios. Minha mente foi levada a outra dimensão, querendo que ele tocasse seus lábios aos meus e jurasse ser apenas meu. Um sonho impossível.
–Quero te beijar, mas não o farei. –murmurou deslizando seu nariz por minha pele, em direção ao meu pescoço. Meu rosto automaticamente virou-se dando acesso a ele. Não sei o que me passa! Perto dele perco o controle de tudo. Minha mente não processa, e fico pressa a essas malditas sensações que ele me envia.
–Solte-me... –murmurei movendo-me e apoiando as mãos ao peito dele, tentando afasta-lo.
–Se empurrar-me, irei te beijar querendo ou não. E te garanto que não pararei, e pouco me importará se não estamos sozinhos.
Minhas pernas viraram gelatina como todo o meu interior, que pareceu desejar ainda mais o toque dele. Sua mão que estava em minha nuca, deslizou pela lateral de meu corpo, passando pelos meus braços e seguindo até minha mão. Engoli em seco outra vez e meus lábios soltaram ar quente, tentando acalmar-me. Foi em vão. O calor que saiu de meus pulmões tocou o pescoço dele, e foi o fim. Eu queria seu beijo.
Sua mão, correu até a minha, e pressionou meus dedos contra seu peito. Meus olhos se fecharam e senti o calor de sua pele, passar por entre o tecido e atingir a minha, cambaleando meus pensamentos.
–Empurre-me. –murmurou ele, com a voz rouca, respirando com o rosto próximo a minha pele. –Faça.
Minha voz desapareceu, e não consegui me mover. Seu braço que envolvia minha cintura, puxou-me mais para si e colou seu rosto ao meu pescoço. Minha pele arrepiou-se, meu corpo implorou por mais, e descontroladamente, um mísero som saiu de meus lábios. Gemi baixinho ao seu toque.
–Sh! Não faça isso. Não poderei me controlar.
Sua voz rouca e calma invadiu meus pensamentos, e senti sua boca fazer o contorno de minha orelha. Carlos Daniel respirou e ativou um milhão de pontos desconhecidos em mim.
Minha mente tentava raciocinar, mas era impossível.
–Por Favor... solte-me. –murmurei presa em seus braços, fechando os dedos de minha mão que ele mantinha presa em seu peito, entre seus dedos e sua pele. Agarrei o tecido entre meus dedos, e descontrolada, o puxei lentamente para mim. O vi tomar fôlego, e quando pensei que ele me soltaria, ele me puxou mais para si, empurrando minhas costas contra o banco de couro. Perdi o chão, e soltando o ar de encontro a minha pele, as palavras em tom rouco saíram da garganta dele.
–Sua mente pode querer que eu pare, mas seu corpo clama por minhas carícias.
Sua boca raspou por minha pele e quando menos esperei, ele tirou sua mão de sobre a minha, que estava em seu peito. Sua mão que firmava minha cintura, desapareceu, e despertando pra realidade, ele estava se afastando. Senti quando o carro em que estávamos parou, e me dei conta que chegamos ao hotel. Antes que eu pudesse dizer algo, ele envolveu meus dedos com os seus, e assim, puxou minha mão para junto a dele. Sua boca aproximou-se da minha, e entrei em desespero. Minha respiração tomou um rumo mais acelerado, e antes que eu raciocinasse ele tocou seus dedos aos meus lábios. Seu olhar tocou com o meu, e tive de me controlar pra não chorar. Não sei o motivo, mas tive de me controlar.
–Vamos. –Disse deslizando os dedos por meus lábios secos e logo correndo-os pelo desenho de meu rosto. –Precisamos de um banho, e você precisa comer algo.
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