Faça-me, Quero Ser Tua.

12 Desprotegida na Madrugada


Notas iniciais
Oi... bem... irei ser bem direta: Ainda não é esse o cap do beijo, e quem não quiser mais comentar e ler a fic, fique a vontade. Não obrigo ngm a ler, e sou muito grata a quem le, sempre fui. Beijos as minhas leitoras fiéis!!! Grande beijo a uma das minhas melhores amigas, dona Karina, por sempre estar comigo e compreender-me como ninguém. Te amo Kah, esse cap é pra vc. Desfrutem...

Ele apertava-me contra si, dentro do elevador. Minha boca, completamente seca, ansiava por conhecer a forma dele de beijar. Ansiava por conhecer seu gosto. Aquela imagem desapareceu, e sangue e cacos de cristal apareceram frente aos meus olhos. Pluft! A imagem foi embora. Ele apareceu frente aos meus olhos, roçando seus dedos em minha mandíbula, e logo, a imagem sumiu de novo.

Acordei em um sobressalto; confusa, aturdida.. Droga, onde estou? Olhei ao meu redor, e ainda sonolenta, cai em realidade. Oh sim... OH CÉUS! Não foi só um sonho, foi verdade! Levantei-me da cama quase que correndo, e em poucos segundos, sondei o quarto a procura dele. Graças a Deus ele não estava. Graças a Deus.

Caminhei a passos largos de volta para a cama, e sentando-me com as pernas trêmulas, agarrei o telefone que estava sobre o criado mudo, e sem demoras, disquei o número da recepção. Dei sorte, e quem atendeu foi Julia, uma colega que trabalhou bom tempo comigo no turno normal. Depois de dar a ela algumas explicações por estar no quarto do Chefão, -assim como ela o chama- pedi que me transferisse para o depósito das camareiras. Bom, estou com sorte. Quem atendeu desta vez, foi Raquel, Irmã de Malu, minha amiga.

–Lina? O que houve?

–Quel, preciso de um grande favor. –murmurei sem demoras.

–Diga! Fale logo mulher.

–Preciso que pegue minhas roupas em meu armário. Está destrancado. Só preciso que as pegue, e traga para mim na Suíte presidencial exclusiva. –oh que ela ia pensar de mim?

–OH CÉUS! Então o que estão falando por ai é verdade.

Ah droga... fofocas de trabalho. Já começaram.

–Escute Quel, te digo o que quiser saber, mas outra hora. Mas preciso que me faça esse favor. –minhas mãos começaram a suar. –Por favor Quel.

–O Que eu não faria por ti, hein Lina? Mas... –oh Deus.

–Mas? –revidei já tremendo de verdade.

–Vocês transaram?

O QUE! Ela... ela... perguntou isso mesmo? Então... é o que todos pensam... o céus. Eu não fiz nada!
–Não! –berrei com minha garganta formando um nó.

–ok. Se você disse que não, é por que nada aconteceu mesmo. Mas ainda me deve detalhes. Já estou subindo ai.

Desliguei o telefone enquanto minha respiração acelerada e minha mente assustada tentavam se controlar. Jesus. Então... todos pensam que eu realmente dormi com ele? Mas... oh Droga.

Levantei-me da cama, com as pernas trêmulas e caminhei até o bar, onde tantas bebidas estavam. Não hesitei, mas ainda não sei o que estava se passando comigo. Agarrei a garrafa de licor e servi uma pequena dose em um dos copos. Não mais pensei, e virei o liquido quente para o interior de minha garganta. Ui! Arde! Mas é tão bom. Não sei o que estava passando em minha mente mas parecia que o licor acalmou-me um pouco. Ou não.

A campainha da porta soou, e sem demoras, corri para abri-la. Raquel olhou-me dos pé a cabeça, e vi imediatamente suas bochechas corando.

–Ainda bem que não houve nada, né Lina.

–Quel, prometo que te conto o que quiseres saber, mas outra hora.

–Paulina, olhe bem o que você está fazendo Menina. Olhe bem. –Aqueles olhos azuis me fitaram o fundo da alma, e mesmo sendo “inocente” em tudo o que me estavam “acusando,” senti meu peito arder em remorso.

–Obrigada Quel, obrigada.

Raquel entregou-me minhas roupas, e assim, fechei a porta. Com o coração acelerado, caminhei até o banheiro, e com uma pressa de outro mundo, me despi das roupas dele e vesti as minhas. Dobrei as roupas dele com as mãos tremendo e as larguei sobre o balcão do banheiro.

Calcei minhas sandálias e prendi os cabelos da mesma forma de antes, deixando-os um pouco melhor.

Sai do banheiro quase que voando, e sem olhar para trás, caminhei até a saída da suíte. Não tive tempo de perguntar-me onde ele estava, onde o homem das Trevas estava, ele havia desaparecido. Graças aos Céus. Corri para o elevador dos empregados e atirei-me dentro dele, tentando outra vez controlar meus impulsos nervosos que possuíam minha mente. Apertei o botão luminoso, e rapidamente o elevador começou a deslizar para baixo, levando-me para o térreo.

Desci com meus dois pés esquerdos, completamente desajeitada, mas outra vez dei sorte. A saída dos funcionários estava deserta. Mas, que horas são? Olhei de relance para o relógio que ficava acima da mesa onde passávamos o catão ponto, e assustei-me ao ver que os ponteiros marcavam mais de meia noite, quase uma da madrugada. Santo Cristo, isso são horas? Mas não importa, tenho que ir para casa.

Abri a porta de saída e imediatamente o frio cortante acompanhados da chuva bateram contra mim. Deus, que frio. Sai para a rua sem mais me preocupar, a única coisa que eu realmente queria, era chegar em casa e tomar um banho quente, em seguida, mergulhar em minhas cobertas.

O frio da noite cortava minha pele enquanto minhas pernas cambaleavam pelas ruas. Meus pensamentos conturbados tentavam achar um rumo entre todas as coisas que aconteceram em um único dia. Como podia tudo isso estar acontecendo? Logo comigo? Se fosse com a avoada da Manu, não me assustaria tanto, mas comigo? Eu que nunca... nunca... bem. Por que eu?

Passei por duas quadras iluminadas, mas quando entrei no beco onde cortava o caminho para casa, a escuridão assustou-me. Meus colegas de trabalho sempre diziam que eu não devia andar sozinha por aqui, mas nunca preocupei-me, afinal, minha única rotina era de casa pro trabalho do trabalho para casa. Adentrei na estreita rua de paralelepípedos, e acelerei meu passo o mais rápido que pude. Não sentia mais meus dedos, minha cabeça latejava urrando de dor, e eu estava completamente ensopada. O curativo em minha mão começou a se desfazer, e o latejar do ferimento ameaçou pulsar por toda a extensão de meu braço. Droga.

Estava quase na metade do caminho, exatamente onde a única lâmpada que havia no caminho estava queimada á dias, quando notei um automóvel parado ali. Aquele local era extremamente deserto durante a noite, mas na luz do dia, era uma boa feira de produtos artesanais. O som de uma grande trovoada interrompeu meus pensamentos fazendo-me tremer inteira. De repente, assustando-me por inteira, o automóvel escuro ligou os motores, e automaticamente, meu coração acelerou multiplicando suas batidas inúmeras vezes. Minha respiração acelerou-se tentando controlar meu nervosismo e tentando também controlar o medo que tomava conta de mim.

Sozinha... Vagando pelas ruas em uma madrugada... Desprotegida... Durante uma grande tempestade: um cenário perfeito para tantas coisas ruins.

Acelerei meu passo, meu coração ecoando em minha cabeça misturando-se com o som dos relâmpagos no céu. Dei mais dois passos a frente e cheguei mais próxima ao carro. Desviei-me do veículo, e quanto cheguei próxima de sua porta dianteira, o mísero som de uma das portas foi audível.

Minhas entranhas remoeram-se em medo e nervosismo, e antes que eu pudesse dar outro passo trêmulo a frente, um braço forte me envolveu e uma mão violenta calou minha boca, silenciando qualquer súplica minha por ajuda.

Notas finais
Gente... suspense total... omg! e agoraa! Quem ainda quiser, comente. Grande beijo.. Dai.