Faça-me, Quero Ser Tua.

28 -E Por que ainda está aqui?


Notas iniciais
Oi amores! olhem q cap grande! Espero q gostem! Dedico ele a uma grande amiga, q esta cm sempre, me incomodando, aconselhando, e td mais... Te Amo Paula

Saímos do Hotel pela porta da frente, e os olhos de todos ali queimaram-me. Bem, não era pra menos. O que uma funcionária como eu, mal vestida, que não tem nem onde cair morta está fazendo ao lado do chefe? Passamos pelo hall, ele de cabeça erguida ao meu lado, e eu cabisbaixa sem saber onde me enfiar. Que vergonha! Todos que nos miram parecem saber o que se passa! Que horror!

James nos esperava como sempre mas desta vez me impressionei ao vê-lo dar a volta abrindo a porta da frente para mim. Entrei no belo carro prata, -o qual não conhecia – e fiquei boquiaberta com o que vi. O carro era realmente fascinante. Não sou dessas de ficar alucinada com essas coisas, mas esse era o carro mais lindo e incrível que já vi.

–Você vai dirigir? –questionei vendo-o entrar no carro, tomando o volante em mãos.

–O que tem de mal? –respondeu-me em uma pergunta sorrindo travesso, colocando os dedos ao redor da direção de couro.

–É... –minha voz ficou trêmula e perdi o comando da fala.

–O que achou do carro? –disse-me com um olhar de menino inocente, como um que ganha seu presente de aniversário esperado.

–É Lindo. –respondi surpresa por sua pergunta, mas descrevendo mais seu sorriso do que o carro.

–Vamos descobri-lo juntos... É um MERCEDES-BENZ CLA 200 1.6 FIRST EDITION TURBO.Dizem que é bom de motor. Comprei-o ontem. –Sorriu-me dando vida aos motores, orgulhoso.

– Você sabe dirigir? –perguntou-me quando o carro rugiu desafiando as ruas do anoitecer em Cancún.

–Não... nunca tive a oportunidade... –falei quieta, mirando a maneira como ele dirigia. Ele era realmente lindo em tudo que fazia. Outra qualidade sua, que pude perceber bem durante todos os nossos contatos, é a maneira como ele absorve tudo o que escuta e vê, e sua seriedade no que faz –independe de ser seu mundo negro ou eu sobre sua mesa.

–O que está pensando? –questionou-me quando paramos em um semáforo.

–Quer mesmo saber? –revidei movimentando meus dedos inquietos.

–Quero saber tudo e muito mais de ti. Quero descobrir coisas que nem você mesma saiba que é capaz de fazer.

Meu coração bateu descompassado, e senti imediatamente a respiração acelerar. Aquela promessa não feita, dita de maneira forte, precisa, deixou minhas pernas bambas e os pensamentos em migalhas. Seguimos nosso percurso, desfilando pelas ruas do México, indo para algum lugar que ele havia decidido.

–Então... O que estava pensando? –perguntou outra vez, agora mirando-me nos olhos por um breve momento.

–Eu... estava pensando em como você se concentra para fazer as coisas. –admiti baixando meus olhos, mirando outra vez meus dedos.

–Tudo o que fazemos, se queremos que seja bem feito precisamos de no mínimo concentração. Não adianta estar ali, pronto para fazer, mas com a cabeça longe. Tua mente e corpo tem que estarem em sintonia. Essa é a alma de tudo.

Suas palavras bem faladas, fizeram um rubor enorme subir no meu rosto. Engoli em seco, vendo-o outra vez tão formal, até que ele riu, voltando meu foco para seu rosto.

–Para Tudo é necessário estar em sintonia. –Disse-me levando uma das mãos para os lábios. –Como por exemplo hoje a tarde. –virou-se para mim enquanto estacionava o carro. O mover do veiculo parou, e em um pequeno silenciar ele desligou o motor. –Seu corpo estava em sintonia com sua mente e seus desejos... –prosseguiu. –E eu estava em sintonia com você.

Ele desceu do carro, deixando-me ali ofegante e assustada. Deus... ele... tinha razão! Essa era a pior parte. Ele abriu a porta traseira, pegando seu blazer, e meio segundo depois estava ali, abrindo a porta pra mim. Ele deu-me sua mão, e a segurei firme, saindo do veiculo.

–Obrigada. –murmurei mirando-o nos olhos, vendo-o mover-se de forma elegante ao meu redor. –Onde estamos? –questionei mirando a entrada do que parecia um restaurante.

–É um bistrô de um amigo. Poderemos beber e comer algo bem a vontade.

Quase perdi a sustentação de minhas pernas quando ele apoiou sua mão em minhas costas. Estamos em público e ele está me tocando... oh Céus...

Entramos no local pouco iluminado, e imediatamente senti um cheiro adocicado... bastante semelhante ao vinho. Uma moça ruiva –bem vestida e toda maquiada- caminhou até nós, e envergonhada baixei meu olhar. Antes que ela pudesse dizer algo, Carlos Daniel jogou suas palavras escuras sobre ela, e a vi tremer dando a volta em um dos balcões.

–O de Sempre. –disse para a moça.

Ele conduziu-me para um corredor largo e de tonalidade marrom, com luminárias em amarelo e vermelho. Sentamos em uma mesa no canto, um tanto escondida, e Quando fui sentar-me em sua frente, ele me puxou para seu lado.

Tremi inteira quando ele me acomodou no grande banco de madeira e estofamento –que caberia mais duas pessoas tranquilamente- ele apoiou sua mão em minha perna, como se aquilo fosse algo natural entre nós dois –que obviamente não era- e manteve-se calado, até que um moço caminhou até nós.

–Boa Noite. –disse educado. –Senhor Bracho... –o cumprimentou. –Senhorita.

Sorri para o rapaz, e Carlos Daniel largou seu rio de palavras sobre ele.

–Uma dose de Grand Marnier para ela e um duplo Blended Whisky para mim. E... algumas nozes e amêndoas.

O rapaz se retirou, deixando-me completamente confusa com aquele pedido e com a maneira como Carlos Daniel estava me tratando.

–Você sabe que não bebo. –disse a ele sem mira-lo.

Fazendo-me quase dar um salto no lugar em que eu estava, ele correu os dedos por minha calça jeans, e começou a brincar com o botão da peça de roupa. Oh Meu Deus. Respirei fundo, e levando minha mão até a dele, em um toque firme tirei seus dedos de lá. Ele sorriu-me, passando os mesmos dedos pela boca, contornando aquele desenho que foi uma incrível bondade de Deus.

–Você não fez isso com meus dedos quando te toquei hoje a tarde. –murmurou olhando-me de canto.

O que!

Sem pensar mais, tentei levantar, sentindo-me realmente ofendida. Queria sair dali, mesmo que o quisesse de uma forma louca. Ele sempre fazia isso, me toca e logo me ofende.

–Sh! Hey, aquiete-se. –Disse segurando em meu braço.

–Você é um canalha... –murmurei entre os dentes cerrados, remoendo-me de raiva e algo que não sabia explicar.

–Você sempre soube. –falou-me aproximando seu rosto do meu, levando sua mão em minha nuca.

Nossas palavras ditas até agora desapareceram, e ficou ali apenas eu, ele, e a vontade de sentir seus lábios de encontro aos meus.

–Você não fará isso em público. Fará? –questionei mirando-o nos olhos, sentindo seus dedos em minha nuca, puxando-me para si.

–Não. Não farei. –Ele soltou-me como se tivesse levado um choque com minhas palavras, e afastando-se, continuou. -Não antes de te dizer algumas coisas.

–Tudo bem... –murmurei sem ter o que dizer realmente.

O rapaz o qual Carlos Daniel fez os pedidos aproximou-se de nós, largando as bebidas e os aperitivos sobre a mesa. Carlos Daniel imediatamente levou seu copo a boca, tomando um bom gole do Whisky.

–Não vai provar? –perguntou-me depositando seu copo a mesa.

–Sabe que não gosto de beber... –murmurei mirando o copo sobre a mesa.

–Você deveria tomar... –disse-me sorrindo.

–Por quê? –Perguntei curiosa. Qual o motivo eu teria para beber.

–Apenas para relaxar... hm?

Com a voz aveludada, ele levou o copo até a altura de meu queixo, mantendo seu olhar com o meu. Olhei em sua íris, confiando nele –como sempre- e acabei por pegar o copo de sua mão. Abri meus lábios, deixando que uma pequena dose do líquido deslizasse por minha boca. Era quente, e podia-se sentir o queimar do álcool misturado ao sabor de...

–Tem Gosto de Laranja... mas é forte. –murmurei passando a língua nos lábios.

–Oh Lina...-ele largou o braço sobre a mesa, e logo apoiou a cabeça ali. -Não faça isso... -sussurrou entre um riso.

–O que eu fiz? –questionei sem saber o que ele estava dizendo, ao que se referia.

Ele encostou-se no banco outra vez, sorrindo-me de um jeito tão... oh meu... auto controle, volte. Minha mirada bateu com seus lábios, e o encarei, lembrando em um borrão a imagem de seus lábios envolvendo meu mamilo, chupando-o firme... Oh Deus! Fechei os olhos, mandando a imagem para longe, e quando os abri, não pensei. Apenas agarrei o copo e derramei todo o licor por minha garganta.

–Ui! –murmurei sentindo meus olhos lacrimejarem e a garganta arder. –Forte! –ri, passando a ponta dos dedos por minha boca que ardia.

–Deus! –ele disse entre um riso, mas logo ficou sério, agarrando meu pulso com firmeza. Ele puxou-me para mais perto, raspando seu polegar contra mim, e mirei seu toque, sentindo toda minha pele clamar por ele. –tens que ser esse poço de inocência?

–O que? –questionei absorvendo o que ele disse... como assim?

–Assim... sem saber o quão bom o indecente pode ser.

–Eu... –deixei que a pequena dose de licor falasse o que eu não diria sã. –Acredito que seja bom.

–Acredita? –murmurou ele pressionando forte meu punho.

–Acredito. –afirmei erguendo meus olhos, mirando-o profundamente naquela íris que parecia me esconder tudo, mas me prometia o mais insensato e maravilhoso momento de minha vida.

Ele sorriu, mirando-me com um encanto no olhar, e soltando meu punho virou-se, pegando seu paletó, revirando-o. De lá, o vi tirar um envelope branco, largando-o sobre a mesa.

Fiquei ali, mirando o papel selado com uma tira dourada, enquanto ele sorria.

–Ia dar-te no dia em que deixou o desenho de seus belos dedos em minha cara. Mas... depois das circunstâncias... –ele riu empurrando o papel até mim. –Mas estou te convidando hoje.

Ele levou uma das mãos até o copo de Whisky, secando-o. Fiquei boquiaberta mirando-o, vendo-o esconder um sorriso. Ele virou-se para mim, e então passou a língua nos lábios, como se... oh Deus.

–Abra-o. –disse apontando para o envelope.

Mirei-o mais uma vez, desviando meu olhar entre ele e o papel.

–Faça.

Agarrei o envelope em mãos, sentindo a textura do material. Parecia ter um monte de ruguinhas, era gostoso de se tocar. Corri os dedos pela tira dourada, e a abri, revelando letras cursivas douradas. Além de seu nome no topo do papel, dizia ali que ele estava organizando um jantar de Gala em nome de sua empresa associada a uma cerâmica da capital... Cerâmica Bracho. Será que ele é dono disso também? Oh Deus... e o que ele faz me dando isso?

–O que quer que faça com isso? –questionei mirando-o, enquanto ele mantinha o olhar fixo ao meu.

–Quero que vá comigo.

–O QUE! –disse rapidamente, dando um salto do meu assento. Ele sorriu, levando os dedos até meu rosto.

–Quero que seja minha acompanhante. –disse sereno, deslizando os dedos por minha bochecha. Como se eu ir com ele a um evento fosse algo normal, que acontece com qualquer camareira.

–Você enlouqueceu! –murmurei incrédula. Como ele poderia estar mesmo falando sério?

–Não, pelo contrário. –Disse desenhando a curva de minha mandíbula com os dedos. E eu me mantinha ali, parada, perdida no que ele acaba de dizer... Eu, com ele, em um jantar, de gala. Oh Deus.

–Você sim, está louco. –afirmei fechando o envelope e dando a ele.

–Não, não estou. Necessito levar alguém comigo, e quero que seja você. –disse-me pegando uma amêndoa e a jogando na boca graciosamente.

Ele

Realmente

–Não sei esse tipo de coisa... gente fina, e... elegante... olhe pra mim, e olhe pra você. –falei apontando para seu peito. Droga, estou nervosa, e irritada.

–A Festa acontece dentro de 5 dias, e até comprei um vestido pra você. –disse brincando com uma das nozes sobre a mesa. Desviando seu olhar de mim.

–Você o que...?

–Sim, você irá comigo. E se não for... eu não irei. E deixaremos 350 pessoas nos esperando.

Puta Merda.

–Carlos Daniel...-falei mais para mim do que para ele. Apoiei meu rosto em mãos, tentando buscar algo para dizer. –Não posso fazer isso. –falei sinceramente. Nunca fiz isso, nem se quer vesti algo para uma festa.

Ele se virou de frente para mim, segurando meu queixo entre seus dedos, e suavemente puxou-me para perto. Apoiando sua boca ao meu ombro. Ele beijou-me ali, arrepiando minha pele inteira, e então, incendiando-me murmurou em meu ouvido.

–Ninguém lá sabe o que estamos fazendo... ou melhor... –respirou ali, largando ar quente sobre minha pele. -...não sabem o que faremos.

–Carlos Daniel... –murmurei sentindo-o respirar em minha orelha, sentindo meu corpo falhar, sentindo aquela maldita vontade de ser dele.

–Então... irá me acompanhar? –questionou passando seus lábios por meu pescoço, deixando-me ainda mais ouriçada, e agora, em um queimor sem fim.

–Não sei se poderei cumprir isso... é demais pra mim. –murmurei sem forças, movimentando lentamente meu rosto, tocando-o com o dele.

–Tenho algumas coisas para te dizer, e... –ele suspirou rosando seu rosto ao meu. –E então você me diz o que deseja depois.

–Tudo Bem. –murmurei com a voz embargada, efeito da proximidade.

–Escute. –disse-me firme, se afastando. –Não acredito que queiras que eu te toque depois do que temos para conversar, então quero algo teu.

Suas palavras, mirando-me nos olhos, fizeram um calafrio percorrer minha espinha... Deus o que ele tem a dizer? Movimentei minha cabeça em concordância, um pouco assustada e também receosa, e antes que eu pudesse dizer algo, ele voou sua mão até minha nuca, puxando-me forte, batendo seus lábios aos meus. Assustei-me com tal ato, sendo pega de surpresa, mas não tive como negar ao que meu corpo sentia. Sua língua invadiu minha boca, exigente, explorando-me, e deixei as coisas acontecerem, correndo minhas mãos para seu pescoço, envolvendo-o, puxando para mim. Ele gemeu em minha boca, passando seus dentes contra mim, e com sua outra mão envolveu minha cintura, colando meu corpo ao dele, deixando-me quase em seu colo. Sua boca me puxando, seus dedos correndo ávidos em meu corpo, fazendo-me esquecer de onde estávamos, fazendo-me esquecer de quem somos. Ele se separou de mim, ofegante, mirando meus olhos, ainda mantendo-me perto. Mirei em sua íris, e então ele fechou os olhos com força, como se recordasse de algo.

–Sabes que quero te fazer mulher, não sabes? –disse-me baixinho, aproximando-se, passando os dedos em minha nuca e os lábios ao redor dos meus.

–Sei.

–E não tens medo? –perguntou afastando-se apenas para mirar meus olhos.

–Sim. –respondi quase sem voz.

–E Por que ainda está aqui?

–Por que confio em você.

Notas finais
E ai? mereço comentários? Beijoos! e ñ esqueçam de dizer lá em minha page o que estão achando da história, o que querem ver, e td mais! Acompanhem lá as fotos de algumas cenas da fic também! Beijos! #Comentem, #Favoritem #Recomendem #LasAmo