Faça-me, Quero Ser Tua.

14 -As Coisas que estás Fazendo Comigo...


Notas iniciais
Título um tanto esclarecedor... não creem?? jiji Bem.. espero que gostem e que me amem ao fim do cap... Comunico que o tchuco está com mais de 8 mil palavras... jijij Espero que anseiem pelo dia desse cap (terei que dividi-lo neh) jjij Beijos e Desfrutem desse cap ( q eu ameei) jiji[

–Diga...

Santo Cristo, como ele quer que eu fale assim, com seu toque, suas mãos, seus lábios, sua voz... com tudo isso assim... tão perfeito para mim?

Seus dedos correram pelas minhas costas, entrado sorrateiramente –e sem demoras- por debaixo de minha camiseta. Ofeguei baixinho sentindo seu toque em mim. Seus dedos quentes, macios e firmes, tocando-me como nunca ninguém tocou. Sua outra mão ainda segurava minha nuca e meus cabelos, e ali, sobre ele, sentindo-o meu por um tempo qualquer, eu não lembrava-me mais de ferimento, de frio, nem de dor... apenas de como ele mexia comigo.

Meus pensamentos foram quebrados quando a mão dele que corria minhas costas passou pela lateral de minha cintura e envolveu sem demoras meu seio, encaixando-o perfeitamente em sua mão.

Droga! Eu... Eu não posso fazer isso! Não posso. Mas... eu quero... quero senti-lo como nunca quis sentir outro alguém. Quero senti-lo meu nem que seja apenas uma vez... mas quero, preciso. Acorde Paulina, ele irá te levar para a cama, fazer contigo o que bem entender, e na noite seguida irá desfilar com uma bela mulher de classe em sua frente enquanto você esta de joelhos limpando a suíte dele. Acorde!

–Pare o carro... –murmurei com a voz temblando. Eu queria, mas... não. Não posso seguir com isso, não posso.

Apoiei minha mão sã sobre seu peito e o empurrei e automaticamente ele soltou-me de seus braços, apoiando suas mãos em minha cintura, por sobre a camiseta –mas ainda deixando-me sobre ele.

–Pare o carro! –disse ele em tom alto e firme, revelando outra vez o homem belo mas assustador que todos conheciam, escondendo o meu príncipe carinhoso e delicado.

Carlos Daniel tentou olhar-me nos olhos, mas evitei, e imediatamente o carro parou. Desajeitadamente, abri a porta e pulei para fora, cambaleando e quase caindo sobre a rua de paralelepípedo. O vento uivava por entre as palmeiras na beira da praia no lado oposto e a chuva gelada automaticamente começou a cortar minha pele, ardendo como estilhaços de vidro. Ele manteve a porta do carro aberta por alguns segundos, e não consegui suportar, levantei meus olhos e olhei dentro dos seus, perdendo-me na cor estranha em que estavam. Ele mirou-me igualmente no fundo de meus olhos, e no mesmo instante encolhi-me ao seu olhar. Abracei-me sentindo seu calor desaparecer de mim e quando ele balançou a cabeça lentamente em negação e em seguida desviou seu olhar do meu, a porta se fechou e o carro seguiu seu movimento, deslizando pela rua desnivelada.

Observei o carro sair de minha frente enquanto as cores vibrantes da lanterna traseira afastavam-se embaçadas de meus olhos. Segui meu caminho, ainda tinha mais uns trinta minutos para caminhar. Dei apenas alguns passos a frente, tentando organizar a coisas que acabaram de acontecer...

A Chuva fria... o beco escuro... o carro negro... o sequestro... meu belo sequestrador... suas palavras para mim... seus dedos em minha pele... sua boca logo em seguida... sua voz pedindo para que eu dissesse sim... minha negação... a chuva fria outra vez.

Meu raciocínio foi interrompido quando levantei meu olhar ao ver a luz vermelha aparecer mais forte frente a mim. O Carro parou milésimos depois, e enquanto meu coração acelerava-se mil vezes mais, uma das portas se abriu, e de lá, meu homem das trevas saiu, caminhando sob a chuva em direção a mim. O vento batia de encontro a ele com força e como se fosse em câmera lenta, o sobretudo escuro que ele usava voava tentando sair de seu corpo. Ele pouco se importou. Ele caminhou com passos rápidos e eu não conseguia mover-me. Não sei o que me passava, mas não consegui de jeito algum.

Carlos Daniel parou frente a mim, as gotas frias de chuva batendo contra nossos rostos, o vento congelando-nos, e nossos olhares de encontro um ao outro, em busca de perguntas e respostas. Ele não esperou nada mais, e quando abri meus lábios para dizer alguma coisa a ele, um de seus braços envolveu minha cintura, sua outra mão mergulhou entre meus cabelos, e uma mísera frase sussurrada saiu dos lábios dele.

–As coisas que estás fazendo comigo...

E assim, nossos olhares que se mantinham fixos, dispersaram-se quando ele cobriu meus lábios com os seus.

Sua boca quente encontrou-se com a minha enviando milhões de ondas por todo meu corpo. Seus dentes puxaram meu lábio inferior e sua língua empurrou minha boca em busca de passagem, em busca de minha entrega. O Fiz. Minha mão machucada apoiou-se cuidadosamente ao peito dele e a outra correu para seus cabelos. Minha boca se abriu para ele e sua língua adentrou minha boca ordenando o compasso para a minha, que ainda tentava assimilar o que se passava. Seus dedos em meus cabelos pressionaram minha cabeça com ainda mais força, pedindo mais de mim. Meus lábios abriram-se mais tentando entregar a ele o que ele queria. Minha língua entrou no compasso que ele a colocava e o beijei da maneira como aconteceu tantas noites em meus sonhos, -mas nenhuma na chuva. Seus dentes roçavam-se ao redor de meus lábios enquanto ele me beijava com uma força incalculável, como se aquele beijo fosse definir sua vida. Aquele sabor que a menos de uma hora atrás eu sonhei em conhecer, estava de encontro ao meu, e era melhor do que em mil sonhos. Seu gosto... um gosto sem explicações, sem nada suficientemente comparável. Quando menos esperei, ele afastou seus lábios dos meus, e ofegante, assim como eu, colou sua testa na minha.

–Droga... tens um sabor, Paulina... um Sabor... Santo Deus...

Antes que eu pudesse tomar ar, ele puxou meus cabelos e sua mão empurrou minha cabeça contra si, possuindo minha boca com a sua outra vez. A chuva fria caia sobre nós e o vento cortava minha pele, mas o calor do beijo que trocávamos, estava aquecendo-me como nenhum cobertor poderia fazer. Sua língua sondou cada canto de minha boca, e antes de se afastar, ele mordeu meu lábio superior e depositou em seguida um beijo suave. Seus dedos afastaram-se de meus cabelos, e os outros de minha cintura, e logo, cada uma de suas mãos envolveram uma lateral de meu rosto. Eu permaneci de olhos fechados, e mesmo com o som da chuva e de algumas trovoadas, podia sentir e ouvir sua respiração acelerada.

–Estás bem? –perguntou-me em um tom suave e delicado.

Balancei minha cabeça em concordância e deslizei minhas mãos para sobre as suas, cuidando o meu ferimento.

–Por que não me disseste para te beijar antes, quando ordenei?

Oh. Bem...

–Não sei... eu...

–Esqueça, -murmurou com seus dedos correndo por minhas bochechas. -Cada dia de espera para conhecer teus lábios valeu a pena.

Oh! Abri meus olhos e o vi encarando minha boca, que latejava depois de conhecer a dele.

–Agora venha... –disse ele olhando-me nos olhos, e em seguida afastou-se tirando o grande casaco, envolvendo-me nele. –Vamos... Você vai acabar doente desse jeito, teimosa.

E assim, ele envolveu seus braços ao entorno de mim, e enquanto a chuva molhava-nos, ele guiou-me para o carro.

Nada ao meu redor fazia mais sentido, e a única coisa que eu conseguia pensar era em seu beijo e a sensação de estar presa em seus braços, desfrutando de seu gosto tão bom.

Notas finais
Pararam com as acusações? Espero que tenham gostado... Mereço coments? espero que sim! beijos e até a próxima kkkk