Fazer você acreditar
6 Capítulo 6 - Notícia
– E quem mais seria. — fiquei muda, não fazia ideia como ela tinha conseguido o meu número. — Olha preciso falar com você. Hoje às 17h no Gimme Coffee.
– Não posso. Tenho um monte de coisa pra estudar. Estou na faculdade agora.
– Eu sei, medicina. Mas eu realmente preciso falar com você. É muito importante.
– Olha Ali…
– É sobre a sua mãe.
Como assim a Alison queria falar comigo sobre a Ashley. O que ela sabia que eu não sabia? Na verdade tudo, a Alison sempre sabia de tudo. Mesmo andando com ela, praticamente 24h, eu não fazia ideia como ela sabia de tantas coisas. Ela sempre me dizia que era os segredos que nos unia. E eu acreditei cegamente nisso, na verdade ainda acredito.
– Está bem. Me encontre no Gimme.
Assim que desliguei Aria quis saber porque a minha amiga louca estava me ligando. Confesso, acho que pintei uma Alison bizarra para a Aria. Por inveja mesmo, não queria a minha irmã idealizando outra garota a não ser eu.
– Posso ir?
– Não. Alison disse que quer me ver sozinha. Tem algo muito sério pra me contar.
– Será que ela está grávida?
– Claro que não! Sei lá!
Será que a Ashley estava grávida? Nem sei se é possível na idade dela. Eu sei que ela não é muito velha, mas mesmo assim.
Não consegui pensar em outra coisa durante a aula, precisava ocupar minha mente até às 17h se não eu iria enlouquecer.
– Chama a… Como é mesmo o nome da morena?
– Emily?
– Isso. Chama ela para nosso quarto depois da aula.
– Você vai fazer ela limpar aquela bagunça?
– Pode ser. Se ela não tiver ninguém pra me indicar.
Assim que saímos da aula fomos direto para uma lanchonete que tinha ali perto. Por incrível que pareça Emily era garçonete de lá.
– Olá meninas. O que vão querer?
– Que horas acaba o seu turno? Perguntou Aria.
– Ás seis.
– Que pena! A gente queria te convidar pra ir lá no nosso quarto.
– Posso passar lá depois.
– Ótimo.
– Só tem um probleminha… — eu disse fazendo ela se virar pra mim — Ele ainda está cheio de plumas.
– Conheço alguém que pode ajudar vocês. — ela virou pra trás — Wren!
O tal do Wren estava encostado no balcão e veio até a nossa mesa como um cachorrinho. Estava na cara que ele era louco pela Emily.
– Hanna e Aria esse é Wren Kingston. Wren minhas amigas estão precisando dos seus serviços.
– Diga aí.
– Nosso quarto está cheio de plumas, do teto até o chão.
– Típico da Spencer. — Ele deixou escapar — Me dê a chave, antes das seis estará tudo limpo.
– E quanto vai custar esse favorzinho? Perguntei antes de entregar a chave.
– Um vinho, duas taças e a Emily.
– Wren! Reprendeu Emily.
– Estou falando sério. Não é fácil achar nerds para limpar uma bagunça daquelas, preciso de um incentivo.
– Ela topa.
– O que?
– É Emily, é só sair e beber vinho. Disse querendo parecer menos mandona.
– Olha Wren vai ser só isso okay. E eu só estou topando porque sei que não é nada fácil ser caloura nessa faculdade. E vocês… — ela disse olhando diretamente pra mim — Ficam me devendo uma.
Entreguei a chave para o Wren e o dinheiro pra ele comprar o vinho e as taças. Emily anotou o nosso pedido e Aria ficou o tempo todo falando como eu fui manipuladora e chata.
– Para de querer ser tão certinha Aria. Isso não combina com a gente okay. Eu fiz um favor, esse tal de Wren para ser muito gente boa.
– Se ele fosse, a Emily já tinha saído com ele.
– Não se ela ainda fosse apaixonada pelo tal de Toby.
– Sem essa de vidente Hanna. Você nem conhece ela direito.
– Mas conheço paixões. E adoro ser cupido.
Depois do lanche fomos fazer algumas compras. Nada como uma tarde entre roupas e sapatos para esquecer os problemas. Ficamos a maior parte do tempo na Barneys, eu e Aria amamos a roupas de lá, pois lá sempre encontramos o que precisamos.
Com muitas sacolas nas mãos voltamos para a lanchonete onde a Emily trabalhava. Assim que nos viu, ela saiu de trás do balcão e foi ao nosso encontro.
– Vão querer alguma coisa meninas?
– Por que os nerds fazem favores para o Wren? Perguntei.
– Porque ele consegue aquelas pilulas mágicas para eles.
– Pilulas mágicas? Perguntou Aria.
– Aqueles remédios que deixa a pessoa mais concentrada. E também tem aquele que deixa a pessoa acordada a noite toda.
– E ele cobra só um vinho, duas taças e você? Sem ofensas!
– Ele não precisa de dinheiro Hanna. O pai dele é um dos caras mais ricos de Nova York. Ele faz tudo isso por diversão. E aí, vão querer alguma coisa?
– A Aria vai. Estou saindo, vejo vocês mais tarde.
Peguei minha bolsa e sai da lanchonete pensando em como seria o encontro com a Alison. Chamei um táxi e durante todo o percurso fiquei criando diálogos na minha cabeça. Assim que cheguei ao Gimme vi a cabeleireira loira dela fitando seriamente o celular, respirei fundo, arrumei a bolsa e o cabelo e a passos firmes parei de frente pra mesa que ela estava.
– Fala Dilaurentis, o que você quer?
– Hanna!
Ela largou o celular na mesa, se levantou e me deu um abraço caloroso.
– OMG! Como vocês está… Incrível!
O que? Sem ofensas? Sem Hanna-baleia?
– Rosewood fez bem pra você hein. Você está uma gata!
Fiquei sem falas. Em todo a minha vida eu nunca tinha escutando um elogio saindo da boca da Alison. Ela sentou de novo na cadeira e ficou me olhando. Como ela conseguia continuar a mesma depois de tanto tempo? O rosto era o mesmo e o corpo estava mais perfeito do que antes.
– Não vai sentar?
– Não. Tenho outras coisas fazer.
– É melhor você sentar Hanna.
– Fala logo Ali.
– Tudo bem. — ela abaixou a vista, respirou fundo e olhou pra mim de novo — A sua mãe… Ela… Está morrendo!
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