Fazer você acreditar
4 Capítulo 4 - Primeiro dia
Passei a minha adolescência toda estudando para entrar na Faculdade de Medicina da Universidade do Estado de Nova York (SUNY). Eu e Aria tínhamos o mesmo sonho: queríamos ser médicas, ela iria cuidas de crianças e eu da pele das mães delas. Esse era o nosso plano.
Primeiro dia de aula no campus da universidade teria que ser de arrazar. Precisávamos montar o nosso legado e a cima de tudo, ficar pode dentro de tudo o que acontecia naquele lugar.
Só outra coisa me preocupava além disso: Mirrors e minha mãe. O hotel fica em Nova York, não muito longe da minha universidade. Ashley vai querer que eu a visite todo os dias e pior vai me obrigar a entender como funciona aquele lugar.
Assim que colocamos as nossas coisas no quarto do dormitório da SUNY, senti meu celular tocar. Como eu imaginava, era a Ashley.
– Oi Ash… Mãe.
– Sol!!! Que saudades minha filha! Já chegou na SUNY? Quando vem me visitar?
– Não sei. Ainda tenho que resolver muitas coisas aqui.
– Você podia ter vindo morar aq…
– Lógico que não. Você sabe muito bem que…
– Eu sei filha, mas as coisas agora mudaram.
– Deixou de ser um bordel? Perguntei assim que sai do quarto.
– Não...Mas…
– Então nada mudou. Não vou voltar a morar aí.
– Você precisa saber com..
– Como isso ai funciona. Já sei disso. Quando eu tiver tempo passo aí e resolvemos isso.
– Me avisa antes pra eu mandar preparar um lanche ou algo melhor.
– Não se preocupe. Agora tenho que ir.
– Tchau Sol. — escutei a respiração forte dela — Eu te amo!
– Eu também…
Disse apenas por educação. Não amava a Ashley, na verdade odiava quando ela queria dar uma de mãe protetora. Eu podia ter escolhido qualquer outra faculdade, pra ficar bem longe dela, mas a Ella me fez prometer que seria a de Nova York. Eu a amava como se fosse minha mãe, sei que ela também foi prostituta, mas ela não teve escolha e assim que teve oportunidade construiu uma família. Não fez igual a Ashley e deu o golpe em um milionário.
Para dar as boas-vindas a mim mesma e a Aria decidi fazer uma festinha do pijama no nosso quarto. É claro que as bebidas alcoólicas eram proibidas, mas ninguém precisava saber que o nosso suco estava batizado. Voltei para o quarto após desligar o telefone e anunciei minha ideia para Aria.
– Mas quem nós vamos convidar?
– Todo mundo ue. Vamos fazer um folder no computador, imprimir várias cópias e entregar para as pessoas nos corredores e colocar em baixo da porta de cada quarto.
– E você acha quem alguém vai vim? Somos calouras lembra?
– Aria irmãzinha. Você ainda não aprendeu? Eu chego para causar, o meu reino tem que saber que eu sou a rainha. E não pode passar de hoje.
– Amanhã temos aula.
– Temos despertador.
– E onde vamos conseguir bebidas?
– Está tudo dentro da minha mala.
– E se pegarem a gente.
– Não vão pegar.
– Mas e se pegarem?
– Aria!
– Ta bom! — disse ela ligando o computador — Vamos começar!
Anos e anos de convivência e Aria sempre fez esse joguinho: tentava me impedir dos planos malucos, mas sempre concordava e me ajudava com tudo.
Ela é ótima com programa de computador. Assim que ela terminou, vesti meu pijama cor de rosa com babado branco peguei os folhetos e comecei a entregar.

Ouvi várias piadinhas, cantadas e garotas loucas querendo saber quem era a loira dando uma festa um dia antes das aulas começarem. Ninguém rejeitou o panfleto, todos ficaram entusiasmados com a ideia. O quarto era um cubículo, mas nada como um revesamento para a animar a festa.
Ás 23h em ponto estava tudo pronto: eu e Aria de pijamas comportados porém lindos e ousados, o “suco” estava em várias jarras espalhadas pelo quarto e a caixinha de som estava com o pen drive com as músicas.
Como eu já esperava, 20 minutos depois o quarto estava lotado. Vários gatinhos e garotas de roupas curtas curtiam a ousada festa das calouras.
– OMG! Isso aqui ta uma loucura Hanna!
– Eu sei Aria. Uma ótima estreia não acha?
Nem deu tempo dela me responder, um garoto de cabelo preto e olhos azuis a puxou para dançar. Peguei mais um copo do “suco” e fui atender a porta.
– Olá meninas! Cumprimentei duas garotas de cabelos pretos, pijama de bicho e salto alto.
– Você é a anfitriã? Perguntou a morena mais magra.
– Fiquem a vontade, honey. Disse abrindo a porta.
– Não queremos entrar nesse… pedaço do Brooklin. Afirmou a morena mais baixa.
– Caloura não é? — afirmei com um sorriso — Eu sou Spencer Hastings.
– Mona Vanderwaal.
– Hanna Marin.
– Você está perdoada caloura. Mas fique sabendo que quem dar festas do pijama neste campus somos nós.
– Não sabia que era exclusividade sua.
– Que isso não volte a se repetir.
As duas saíram rebolando nos pijamas de bicho.
– Quem eram? Perguntou Aria atrás de mim.
– Duas veteranas de salto e um bicho amarrado no corpo.
– Spencer e Mona fazem duas festas do pijama todo semestre: uma no último dia de aula e outra um dia antes das aulas voltarem. Disse uma garota morena, alta e de olhos lindos.
– Ou seja hoje?
– Exatamente.
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