Notas iniciais
Olá coisinhas lindas! Perdoem a demora! Yaaaaay, é o casamento! Leiam as notas finais! —x- Capítulo reescrito

"A conversa brincalhona começa, contra todas as suas observações rápidas, como passar bilhetinhos

(...)

Vou passar a eternidade me perguntando se você sabia.

Que eu estava encantada em conhecê-lo."

Enchanted (Taylor Swift)

—x-

Ela respirou fundo, olhando pelo canto do olho para seu pai, que sorriu, assim como ela.

As portas de madeira se abriram, revelando uma Fani com um sorriso enorme um buquê de rosas chá, que eram suas favoritas.

Seu vestido era tomara que caia, com algumas florezinhas bordadas no corpete, era justo até a cintura e depois se abria, como um vestido de baile. Não era exagerado, mas era deslumbrante, como ela queria.

Seu cabelo semi-preso tinha várias pedrinhas de cristal e caía em seu ombro em belos cachos.

Sua maquiagem era suave, destacando suas feições e seus olhos, que se encontraram com os do Leo quase que de imediato.

O noivo tinha seu terno impecável, um verdadeiro milagre, dado o seu nervosismo. Seu cabelo, por incrível que pareça, estava arrumado, embora Fani amasse o jeito bagunçado dele.

Seu sorriso crescia a cada passo que sua noiva dava em sua direção.

Fani sentiu frio na barriga todo o caminho até o altar. Sentia vontade de correr até seu noivo, mas se controlou. Afinal, sua madrinha estava certa ao lhe dizer que flutuava em direção ao altar, já que quase não sentia o chão ao seus pés.

Era como o primeiro beijo, só que muito melhor e mais intenso. Assim que seus pés tocaram o altar, borboletas deram loopings em seu estômago. Seu pai depositou um beijo em sua testa e entregou sua mão ao Leo, indo para seu lugar logo em seguida. A noiva entregou seu buquê à mãe e voltou seu corpo para o padre.

Antes que o mesmo começasse a cerimônia, o Leo sussurrou em seu ouvido, fazendo-a se arrepiar:

— Você está linda.

— Você também! – ela sussurrou de volta, sorrindo.

— Estamos aqui para unir Estefânia Castelino e Leonardo Santiago, perante à Deus e a todos aqui presentes.... – ouviu-se a voz do padre.

A partir daí, tudo foi um borrão, ela só tinha olhos para ele e ele só tinha olhos para ela.

— Estefânia, você aceita Leonardo como seu legítimo esposo, para amar e respeitar na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, até que a morte os separe?

— Aceito. – ela disse, sorrindo.

— Leonardo, você aceita Estefânia como sua legítima esposa, para amá-la e respeitá-la na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, até que a morte os separe?

— Aceito.

— Então, pelo poder a mim concedido, diante de Deus e de todos aqui presentes, eu os declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva, meu caro.

— Só se for agora. – ele disse, fazendo todos rirem.

E então ela sentiu as mãos dele em suas costas, acabando com a distância entre seus corpos.

Seus lábios se encontraram de forma doce e apaixonada.

Ao fundo, palmas e mais palmas. As mulheres tinham lágrimas nos olhos e algumas choravam descontroladamente. Os homens, embora nunca fossem admitir, também estavam emocionados.

Ele acabou o beijo, um pouco insatisfeito, o que a fez rir. O casal, de mãos dadas, desceu do altar e seguiu para a porta da igreja, onde entrariam na limusine e seguiriam para o salão onde ocorreria a festa.

Assim que entraram no veículo, o Leo lhe deu outro beijo, dessa vez mais duradouro. Eles sorriram um para o outro e o carro acelerou, indo em direção ao salão.

—X-

Fani

Quando entramos na limusine, o Leo começou a me beijar. Era um beijo tão bom, nossos lábios se encaixavam perfeitamente, como se fôssemos um só. E, no final, acho que nós realmente somos um só. Afinal, o Leo é minha vida, sem ele eu não sou nada, não sou ninguém.

Ele terminou nosso beijo com um selinho e sorriu para mim. Sorri de volta.

— Você é linda, sabia? – ele disse, me fazendo corar.

— Você que tá dizendo... – respondi, ciente de que estava completamente vermelha.

Ele riu.

— E fica ainda mais linda vermelhinha...

Ele me deu um beijo.

— Eu te amo – ele disse

— Eu também te amo – respondi

Então deixamos as palavras de lado e voltamos a nos beijar. Afinal, passamos o dia todo sem nos encontrar! Para quem mora junto, isso é muito tempo.

— Leo... – eu chamei, depois de um tempo.

— O que foi, linda?

— Ahn... No bilhete do buquê você disse que tinha uma surpresa... – fiz uma pausa.

— E...?

— Será que... eu posso saber o que é?

— Claro que não! – ele riu – É uma surpresa!

— Você contou só pra me deixar curiosa! Não é justo!

— Claro que é! – ele riu ainda mais.

— Eu não ia te contar, mas, só pra me vingar, eu também tenho uma surpresa.

— Ah, não! Assim não vale! A ideia da surpresa foi minha! Isso não é justo! – ele reclamou

— Claro que é! – o imitei, rindo ainda mais.

E fez cara de bravo e eu o puxei para mais um beijo.

A limusine parou. Chegamos.

O Leo abriu a porta e saiu, me ajudando a sair logo em seguida.

Eu não tenho palavras para descrever minha reação ao ver a entrada do salão toda iluminada e o céu noturno estrelado acima de nossas cabeças. Era tudo muito perfeito para ser real!

O Leo segurou minha mão, me fazendo sorrir, um sorriso sincero de amor e felicidade. Ele sorriu também.

—X-

Quando entramos no salão todos nos esperavam, aplaudindo e parabenizando-nos pelo casamento.

Nós passamos de mesa em mesa, de grupo em grupo, agradecendo e conversando um pouco.

Frases como “Vocês formam um lindo casal” e “A cerimônia foi linda, está tudo perfeito” eram frequentes, mas sinceras.

Depois de agradecer a todos, o Leo disse que ia conversar um pouco com os garotos e eu falei que ia falar com as meninas.

Encontrei todas num canto conversando.

— Oi meninas!

— Fani, oi! Parabéns! Foi lindo! – disse a Pri, me abraçando.

Todas as outras fizeram o mesmo, parabenizando-me pelo casamento.

— Obrigada, gente. De verdade!

Continuamos conversando amenidades, até que a Nat interrompeu.

— Me deem licença. Preciso ir ao banheiro. – a Nat disse, saindo. Ela parecia meio enjoada, porém, eu não falei nada.

—X-

Estávamos todos sentados à mesa quando a Marilu disse:

— Ei, não vai ter discurso, não?

E então as meninas entraram no coro:

— Discurso! Discurso! Discurso!

Em pouco tempo, todos no salão diziam:

— Discurso! Discurso! Discurso!

O Leo, meio envergonhado, se levantou e todos aplaudiram, alguns até assobiaram.

— Obrigada, Marilu, por me lembrar do discurso. – ele disse, irônico. Todos riram, inclusive eu.

— Bom, todos sabem por que estão aqui – ele começou, fazendo todos se calarem – e eu estou grato por terem vindo. É difícil colocar em palavras tudo o que estou sentindo agora, mas eu posso lhes afirmar que não há homem mais feliz no mundo do que eu, neste momento. Afinal, eu finalmente realizei meu sonho e me casei com a mulher que eu amo. E, é claro, não posso deixar de agradecer a Deus que, mesmo depois de tantos obstáculos e tanto tempo, nos uniu novamente. E eu também queria agradecer a essa linda mulher ao meu lado – eu corei – por me fazer o homem mais feliz do mundo. Obrigado, Fani. Eu te amo!

Palmas irromperam de todos os lados do salão, enquanto o Leo se sentava e me dava um selinho rápido. Era a minha vez.

— Eu gostaria de começar agradecendo a todos por terem vindo, mas, principalmente, eu gostaria de agradecer ao Leo, meu marido – completei, sorrindo-, por me fazer a mulher mais feliz do mundo. Obrigada, Leo, por iluminar minha vida e ser essa pessoa maravilhosa que você sempre foi e sempre será. – falei, enxugando as poucas lágrimas que caiam sem permissão – Todos vocês conhecem nossa história, sabem pelo que passamos (e não foi pouco) para chegarmos até aqui. Por isso agradeço, a todos vocês, nossos amigos, que se esforçaram para que ficássemos juntos. Sem vocês nós não estaríamos aqui. E, por último, mas não menos importante, eu gostaria de dizer o quanto eu te amo, Leo, mas não sei se conseguiria expressar em palavras sem inundar o salão inteiro – eu disse, rindo e chorando ao mesmo tempo, fazendo todos rirem -. Eu te amo, Leo. Com todo o meu coração. Para sempre.

Encerrei meu discurso e me sentei novamente. O Leo me deu um mega beijo e sussurrou um “Eu te amo” no meu ouvido. Eu sussurrei um “Eu te amo mais” de volta e nós ficamos abraçados, conversando.

— Senhoras e senhores, preparem-se para a dança do casal. – o DJ falou no microfone.

— Ai não... – o Leo reclamou.

— Vamos! – eu disse, já de pé, estendendo minha mão.

— Ah, tá bom. Só porque foi você que me chamou. – eu ri.

Fomos para a pista de dança e nos posicionamos.

Os primeiros acordes de I Won’t Give Up, de Jason Mraz, alcançaram meu ouvido e então eu e o Leo começamos a nos mover conforme a música seguia.

Naquele momento, éramos apenas nós, e mais ninguém.

Notas finais
*tentando não me afogar nas minhas próprias lágrimas* Fani e Leo são uns amores