Notas iniciais
Heeey, folks! Nem demorei dessa vez, estava ansiosa demais! Além de que o capítulo estava quase pronto, só precisava de uns ajustes. Enfiiim, eu AMO esse capítulo, quase choro com ele e EU PRECISO QUE VOCÊS AMEM ELE TAMBÉM! Nos vemos lá embaixo, lindas!

Fani

Acordei sentindo uma dor forte na barriga, me fazendo gemer baixinho, enquanto levantava devagar, devido ao barrigão de 37 semanas – o equivalente a nove meses e uma semana. É, o tempo passou rápido.

Respirei fundo, passando a mão na minha barriga, que estava rígida por conta da contração. Olhei a hora, constatando que ainda eram três da manhã. Depois que a dor passou resolvi me deitar de novo, esperando a próxima contração chegar, mas acabei pegando no sono.

A segunda contração veio às quatro e quinze da manhã, me fazendo despertar de novo. Deixei o Leo dormindo na cama e fui caminhar pela casa, pois a minha médica me disse que ajuda com a dor.

Acabei parando em frente ao quarto do meu bebê, que já estava todo arrumadinho desde o sétimo mês de gravidez, que foi quando nós finalmente descobrimos o sexo. Nunca me esquecerei desse dia...

Flashback On

Apertei a mão do Leo, nervosa.

— Calma, amor. Já vão nos chamar!

— Eu não aguento mais esse suspense, Leo! – falei, abaixando a cabeça para a minha barriga e completando – Escuta aqui, amor da mamãe, essa consulta você tem de mostrar para a gente, senão eu vou ter que fazer o seu quarto todo branco ou amarelo. Você não quer isso, a mamãe não quer isso e a sua dinda Gabi também não quer isso!

Ouvi a risada do Leo, antes de a enfermeira entrar na sala e chamar meu nome.

— É agora... – ele murmurou

Entramos no consultório e a enfermeira me ajudou com a troca de roupa. A médica entrou na logo depois, com sua simpatia e animação. Ela era bem maluquinha, eu tenho que admitir, mas eu até que gostava desse jeito dela.

— Como estamos hoje, mamãe? Alguma queixa ou dúvida? – ela perguntou, já sentada na sua cadeira.

Respondi a todas as suas perguntas e também fiz algumas, antes de partirmos para a parte mais esperada: a ultrassom.

Depois de ter me deitado e ter sido lambuzada com todo aquele gel, segurei a mão do Leo, que estava sentado do meu lado, enquanto esperávamos a imagem surgir na tela. Primeiro ouvimos a batida do coraçãozinho e eu me emocionei como se aquele fosse o meu primeiro ultrassom.

À medida que o nosso bebê ia aparecendo, a obstetra ia apontando na tela, sinalizando que tudo estava na mais perfeita ordem.

— Bom, agora que eu já enrolei vocês o suficiente, vamos ver se esse bebê colabora? – ela disse, movendo o aparelho sobre a minha barriga.

— E então, conseguiu ver? – o Leo perguntou, ansioso.

— Parabéns, temos aqui uma linda princesinha! – ela disse, me surpreendendo.

— Eu falei que era uma princesa, amor. – meu marido disse, se vangloriando.

— Quer dizer que o papai já sabia? Caramba!

— Ele não me deixava dizer que era um menino, sempre me corrigia! – falei, enquanto vestia o meu vestido.

Deixamos o consultório alguns minutos depois, cada um com um sorriso maior que o outro.

— Você preferia que fosse um menino?

— De forma alguma. – respondi – Eu realmente só me preocupava com a saúde dela, mas é bom saber que terei alguém para fazer programas de meninas comigo!

Ao chegarmos em casa, fomos logo mandando mensagens, fazendo ligações e avisando a todos, que ficaram muito felizes. Mais tarde, a Gabi me ligou, querendo saber de tudo. Ela estava esperando um lindo garotinho, o Rafael.

Deixei o telefone no modo viva voz enquanto guardava os pratos no armário e o Leo terminava de lavar e secar os copos do jantar.

— Eles vão ser namoradinhos, Fani!

— Epa, epa! Nada de arrumar namorado para a minha filha! – o Leo protestou, arrancando risadas nossas.

— É ruim, não é? Passar de consumidor para fornecedor! – ouvimos a voz do Victor ao fundo. Eu e a Gabi rimos, enquanto o Leo bufava e terminava de guardar a louça.

Encerramos a ligação pouco tempo depois, já que tem a questão do fuso. Não preciso nem dizer que a noite terminou maravilhosa, não é?

Flashback Off

Eu ri sozinha, caminhando para a sala, quando senti outra contração. Checando as horas, confirmei que elas já estavam começando a diminuir de intervalos, agora eram de quarenta em quarenta minutos.

Sentei um pouco no sofá, passando a mão pela barriga. Me veio à cabeça o momento em que eu descobri que estava grávida.

Flashback On

Fazia semanas que eu me sentia estranha, meus seios doloridos, um cansaço incomum e enjoos que não passavam. De início, pensei que era a minha menstruação chegando, mas descartei a hipótese depois que senti os primeiros enjoos e que a dita cuja atrasou (coisa que nunca acontecia comigo).

Comecei a desconfiar do meu estado lá para a terceira semana com os sintomas, que não davam trégua. Resolvi marcar um exame, escondido do Leo, obviamente, e fui para o laboratório após o almoço, para não correr o risco de sair do trabalho e não dar tempo.

Lá, tiraram meu sangue e me mandaram aguardar, pois o resultado era liberado após alguns minutos. Sentada na sala de espera, divaguei sobre como nossas vidas mudariam se eu tivesse a confirmação daquilo que eu já achava que era.

As minhas mãos tremiam quando fui pegar o exame das mãos da enfermeira, que me olhou complacente. Decidi me sentar e abri o resultado, me sentindo estranhamente ansiosa. Correndo os olhos pela página, cheguei ao final, que dizia:

Gonadotrofina coriônica humana (hCG): REAGENTE

Respirei fundo, absorvendo a informação. Eu definitivamente estava grávida.

Ao contrário do que eu esperava de mim mesma, não consegui esboçar nenhuma reação. Só fiquei lá, sentada, estática, segurando o papel e olhando para ele como se tivesse recebido a pior notícia possível.

— Tudo bem com você? – perguntou uma senhora muito simpática ao meu lado, me tirando do meu transe.

— Sim. Tudo ótimo, na verdade. Eu acabei de descobrir que estou grávida.

— É uma notícia maravilhosa, mas você não parece estar muito feliz com isso... – ela observou, me analisando.

— Eu estou feliz. Estou mesmo. É só que... é bem assustador, sabe? Pensar no quanto a minha vida vai mudar de agora em diante, do tamanho da responsabilidade que eu tenho agora. – expliquei, sem saber porque estava me abrindo para uma completa estranha.

— Não fique nervosa, meu bem. Só o fato de se preocupar com isso mostra que será uma boa mãe para o seu bebê.

— A senhora acha mesmo?

— Com toda certeza! Eu já criei doze filhos, vinte netos e sete bisnetos. Acredite, eu sei o que estou dizendo. – ela falou, me deixando de queixo caído.

— Nossa, deve ser uma linda família!

— Eles são tudo o que eu poderia pedir e muito mais do que eu esperava. Não se preocupe, minha jovem, tenho certeza de que se sairá bem!

— Puxa, muito obrigada! A senhora realmente me ajudou muito, mas agora eu tenho que ir. Vou pensar em como contar para o meu marido. – falei, me despedindo.

— Tudo bem, vai lá. Boa sorte! Felicidades a você e ao seu marido.

— Felicidades à senhora também e a toda sua família, dona... – eu disse, me dando conta de que não sabia o seu nome.

— Lucy.

— Dona Lucy. Muito prazer em te conhecer, eu me chamo Fani.

Acabamos trocando telefone, com a promessa de nos encontrarmos novamente e tomarmos um café. Ainda permaneci uns dez minutos dentro do carro, no estacionamento, apenas pensando em como contar essa notícia para o Leo.

Flashback Off

Lembrar a minha reação ao descobrir gravidez iniciou um acesso de risos, que só parou quando eu senti outra contração, marcando que o tempo entre as contrações tinha diminuído para trinta em trinta minutos.

Comecei a relembrar a reação do Leo quando contei, enquanto caminhava em direção ao quarto, logo eu precisaria do meu marido e era melhor ficar por perto.

Flashback On

O Leo chegou em casa por volta das dezenove horas, pendurando o casaco nos ganchos perto da porta e largando as chaves na mesinha perto do sofá.

Eu estava sentada no sofá, tentando me acalmar enquanto bebia um copo de água. Não havia a possibilidade de beber vinho, e eu não conseguia suportar o cheiro de nenhum dos sucos que eu fiz, então só me restou a boa e velha água.

— A gente precisa se mudar daqui. – comecei, enquanto ele ia na cozinha e se servia de uma taça de vinho. Não morávamos mais naquele meu antigo apartamento, que era bem menor que esse, mas eu queria que o bebê tivesse o conforto de um jardim, coisa que só uma casa poderia ter.

— Porque? Pensei que gostasse daqui. – ele perguntou, confuso.

— Bom, acontece que esse lugar está prestes a ficar muito pequeno. – falei, vendo-o sentar de frente a mim no sofá.

— Algum parente ou amigo nosso está vindo nos visitar?

— Não.

— Então não vejo o porquê de o apartamento reduzir de tamanho de repente.

— Porque não seremos mais só nós dois, amor. – expliquei.

— O que você quer dizer com isso? – perguntou. Essa era a minha deixa.

Levantei, indo buscar o resultado do exame na bolsa e entregando a ele, que fazia uma cara confusa (e bem fofa, por sinal) enquanto lia.

— Fani, amor, eu não estou entendendo. O que significam todos esses exames? Você está doente? Por favor me diz que você não está morrendo! Você está morrendo? Deus, o que será de mim sem você? – ele disparou, tão rápido que não consegui nem abrir a boca para explicar, sem contar a força do abraço que ele me dava agora, que tirava todo o meu ar.

— Amor, calma. Eu não estou morrendo. – consegui falar, rindo do seu exagero.

— Não? – perguntou, ao que eu neguei com a cabeça e ele soltou um suspiro de alívio – Ai, Graças a Deu!

— Leo, olha para mim. Eu não estou morrendo. Na verdade, é o contrário. Eu estou criando uma vida. – falei, mas ele continuava a me olhar com uma cara confusa, me fazendo revirar os olhos. Haja paciência! — Eu estou grávida, amor! – continuei, colocando em todas as letras.

— Você o que? Ai meu Deus! Fani, por que não me falou logo?! Isso é maravilhoso, amor! – ele exclamou, me enchendo de beijos.

— Eu até teria dito, mas você começou a surtar pensando que eu ia morrer!

— Vamos combinar, você não deixou muito claro o que estava acontecendo. – ele reclamou.

— Tenho que admitir, foi de propósito. A sua reação foi impagável! – eu ri, confessando os meus atos. Nem passava pela minha cabeça que o Leo ia surtar desse jeito!

— Está rindo de mim, é? Pois agora você vai ver o que é risada de verdade! – ele disse, me pegando no colo e me levando para a cama, onde me atacou fazendo cócegas na minha barriga, o meu ponto fraco.

Depois que a crise de riso passou, ficamos apenas nos encarando, sorrindo um para o outro.

— Está feliz? – perguntei.

— Está de brincadeira? Esse é o melhor presente que você poderia me dar! Eu te amo demais! – ele falou, me enchendo de beijos.

— Nós também te amamos. – falei, o meu coração transbordando de tanto amor.

O Leo desceu seus beijos pelo meu colo, parando em inha barriga, onde ele levantou a minha blusa e depositou um beijo, bem embaixo do meu umbigo.

— Oi, bebê do papai! Saiba que eu já te amo muito e desde agora já estou ansioso para te conhecer!

As lágrimas escorriam dos meus olhos, tamanha a emoção do momento. Ou talvez fossem só os meus hormônios...

Flashback Off

Fiquei abismada ao constatar como as lembranças vinham facilmente à memória, era como se tudo tivesse acontecido ontem. Tudo bem, a primeira gravidez de uma mulher é bem marcante, mas a riqueza de detalhes em minha mente era impressionante.

Continuei divagando sobre as minhas memórias, enquanto as contrações iam diminuindo de intervalo não tão lentamente.

Uma coisa que passou pela minha cabeça foi o fato de minha gravidez ser regada a enjoos, mas eu não tive episódios de desejos incomuns, como eu via a Natália e a minha mãe falarem muito.

Apesar disso, consigo me lembrar de um episódio específico em que eu tive um desejo incontrolável. Para falar a verdade, foi horrível, mas no final eu recebi uma recompensa...

Flashback On

— Leo, acorda! – sacudi seu ombro, já sentada na cama. Eu estava com vinte e seis semanas (o equivalente a seis meses e meio) e acordei com uma vontade imensa de comer melancia com sal e mostarda. Estou grávida, me julguem!

— O que foi? Está passando bem? É o bebê?

— Eu estou com muita vontade de comer melancia com sal e mostarda, amor. – sussurrei, meio envergonhada por estar desesperada apenas por causa de um desejo.

— Está com desejo, é isso? – assenti – E que combinação nojenta é essa?

Ele riu baixinho, vendo a minha cara de desespero. O Leo sabia que eu não acreditava muito nessa coisa de desejo, e como eu nunca tinha sentido, fiquei ainda mais cética em relação a isso.

— Amor, é normal na sua condição. Só não sei onde eu vou achar uma melancia a essa hora... – comentou, observando que já se passavam das três da manhã.

— Eu sei que é praticamente impossível, mas eu sinto como se fosse uma necessidade, minha boca se enche de água só de pensar. – expliquei, praticamente implorando – A gente pode, por favor, procurar no Wallmart ou em algum lugar parecido? Estamos nos Estados Unidos, aqui a gente pode pedir um baquete a essa hora, então com certeza vamos achar uma melancia bem deliciosa...

— Tudo bem, eu vou. Você pode ficar aí, bem quietinha. – ele disse, se levantando da cama.

— Não precisa, eu vou com você.

— Nem pensar! – exclamou – Fica aí deitada que daqui a pouco eu estou de volta.

Ele não me deixou nem protestar, apenas depositou um beijo leve em meus lábios e saiu, batendo a porta da frente logo em seguida.

Meu marido não demorou nem uma hora e voltou com uma melancia gigantesca, ao estilo brasileiro. Salivei em expectativa, correndo para a cozinha.

Tirou a casca rapidamente, polvilhando o sal e eu despejei a mostarda, abocanhando a fruta, como se fosse a última do mundo.

Enquanto eu devorava a melancia, o Leo me olhava como se eu fosse louca.

— O quê? – perguntei, esquecendo que eu estava com a boca cheia.

— Não sei que gosto tem essa mistura, mas não me sinto nem um pouco tentado a experimentar.

Eu gargalhei, largando a casca da melancia no prato.

— É surpreendentemente bom.

— Eu duvido muito... – ele murmurou, se levantando e fazendo menção de pegar o meu prato, mas eu o impedi.

— Não, deixa comigo. Você teve que sair de casa apenas para matar essa minha vontade louca de comer melancia. Pode ir se deitar, eu já vou indo. – falei, segurando a sua mão e pegando o prato que eu sujei.

— Amor, você está grávida, não pode fazer esforço... – ele tentou argumentar.

— Lavar o prato que eu mesma sujei não é esforço algum, Leo. Basta você colocar a melancia na geladeira, já que eu não posso carregar peso. Depois disso, já pode se deitar, eu já abusei demais de você hoje. – falei.

— Tem certeza?

— Tenho sim, amor. – falei, dando um selinho em seus lábios.

— Tudo bem então. – ele disse, antes de se virar e ir para o quarto.

Quando termino de lavar, vou andando em direção ao quarto e sinto um enjoo muito forte, me fazendo sair quase correndo para o banheiro.

Chegando lá, vomito tudo que tinha e o que não tinha no meu estômago. A fraqueza foi quase imediata: caí sentada no chão e lá mesmo fiquei, zonza.

O Leo chegou quase que de imediato, perguntando como eu estava e me colocando sentada na tampa fechada do vaso sanitário.

— Fani, amor, está tudo bem? – ele perguntou.

Seu rosto estava sério, preocupado.

— Sim, foi só um enjoo bem forte. Provavelmente essa mistura maluca que eu comi agora a pouco. – explique, passando a mão pelos cabelos.

— Consegue ficar de pé? – meu marido perguntou, e eu apenas acenei com a cabeça.

Utilizando sua mão estendida como apoio, levantei, mas não consegui passar muito tempo em pé, logo uma tontura se fez presente e se o Leo não tivesse me segurado, eu teria caído.

— Droga, Fani. Acho melhor te levar no hospital, você não está bem...

Leo me ajudou a colocar um vestido, pegou nossos documentos e a chave do carro e seguiu para o hospital mais próximo. Chegando lá, o médico que me atendeu disse que eu estava desidratada, coisa que não é tão difícil quando se está grávida, por conta dos enjoos.

Depois de ficar um tempo no soro e estabilizar o nível de hidratação do meu corpo, recebi alta, com recomendações médicas para ficar de repouso o resto do dia e dobrar a quantidade de líquidos que eu deveria ingerir.

Chegando em casa, fui logo para a geladeira pegar a garrafa d’água (eu simplesmente não consigo me acostumar com a água da torneira) e dei logo de cara com a maldita melancia.

Fiquei encarando a fruta por um bom tempo, pois o Leo chegou a perguntar se estava tudo bem.

— Está tudo certo, amor, mas você precisa tirar essa coisa maligna daqui. – ele me olhou confuso, sem entender do que se tratava e eu explique – A melancia.

Minha reação exagerada causou uma série de risos em meu marido, que depois de se recuperar perguntou:

— E o que eu devo fazer com ela? Sem chance alguma de jogar no lixo uma melancia inteirinha!

Levantei o dedo indicador para que esperasse um pouco, enquanto eu bebia o resto da minha água.

— Dá um pedaço para o porteiro, o resto fica para os vizinhos, sei lá. Só tira essa coisa daqui, por favor!

— Tudo bem. – ele disse, me abraçando e me dando um selinho – Vai lá tomar um banho e se deitar que eu vou distribuir melancia por aí.

Eu sorri, percebendo como eu era sortuda por ter o Leo, que sempre estava disposto a fazer de tudo para me agradar.

— Já disse que te amo hoje?

Ele pareceu pensar, antes de responder:

— Hoje? Não, acho que não...

— Sendo assim, eu te amo! Infinitamente. — falei, olhando em seus olhos.

— Eu te amo duplamente infinito! – ele disse, me fazendo rir.

Nos abraçamos e eu respirei fundo, sentindo o seu perfume que me inebriava. Curiosamente, mesmo nas primeiras semanas de gravidez, o perfume do Leo era o único que não me enjoava.

Senti uma pontada na barriga e nos separamos, surpresos.

— Sentiu isso? – perguntei, passando a mão pela barriga.

— Sim. O que foi?

— Eu não sei, nunca tinha sentido isso antes... – falei sentindo de novo.

Segurei a mão do Leo e a pus sobre a minha barriga, para que ele também sentisse.

— Ai meu Deus! – exclamei, quando a compreensão me atingiu – O bebê está chutando, amor!

Continuamos aproveitando o momento, que deve ter durado mais uns dois minutos, antes que o bebê parasse com sua festinha na minha barriga.

Flashback Off

Toda gravidez, acredito eu, tem altos e baixos. Muito mais altos que baixos, na minha opinião. É um momento mágico, mas também pode ser um completo pesadelo às vezes.

Você se sente feliz, realizada. Mas também pode se sentir desconfortável, principalmente no que diz respeito às mudanças que ocorrem no corpo. A gente fica mais larguinha, mais rechonchuda, e às vezes isso mina a confiança de uma mulher.

É exatamente aí o momento em que os papais (de primeira viagem ou não) devem começar (ou continuar) a elogiar a nós, mamães, nos fazendo sentir desejadas, sensuais, ainda que estejamos com uma bola de basquete na barriga.

Nesse quesito, eu, ainda bem, não tenho do que reclamar. Se o Leo já era romântico quando namorávamos, depois que descobrimos a gravidez ele triplicou o nível de fofura. Sempre me trazia flores, fazia minhas vontades, me ajudava no que eu não conseguia mais fazer por conta do barrigão... Enfim, um verdadeiro príncipe.

Balancei a cabeça, saindo do “Modo Leo” e continuei a vagar pelas minhas memórias, à procura da última lembrança: a escolha do nome.

Flashback On

Já tínhamos o enxoval todo pronto e o quartinho dela também, mas não conseguíamos decidir o nome da nossa princesa, já que o Leo queria Valentina e eu estava apaixonada por Sofia.

Tínhamos acabado de nos mudar para a casa nova, num bairro bem tranquilo de Los Angeles, e nós dois estávamos sentados num balanço que tinha no jardim (nem preciso dizer que foi um dos principais motivos pelo qual compramos o imóvel, não é?), tentando decidir o nome da nossa princesa.

— Lucia? – sugeriu.

— Não. – respondi, e ele cortou da lista – Cecilia?

— Até gosto, mas não. – ele rejeitou – E que tal Mel?

— Mel... – testei, repetindo mais umas duas vezes.

— E então? O que você acha?

— Eu gosto de Mel. Mas prefiro que o nome seja Melissa e o apelido Mel. E não o nome.

— Melissa... – ele falou, pensativo – É, eu gosto de Melissa.

— Então está decidido? – confirmei.

— Sim, está decidido.

— Então o nome da nossa princesa será Melissa. – falei, sorrindo.

— Princesa Mel, é eu posso me acostumar com isso.

Ri, encostando minha cabeça em seu ombro e sentindo um beijo em minha cabeça.

Flashback Off

Fiquei sorrindo sozinha, sentada na cama, ao relembrar cada um desses momentos. As contrações ficaram mais rápidas e mais fortes, até que eu não aguentei e acordei o Leo.

— Amor, acorda! – sussurrei, balançando seu ombro.

Ele despertou, sentando-se na cama.

— O que foi, está sentindo alguma coisa? É a bebê? – ele perguntou, alarmado.

— Está na hora, amor. – falei, dando um sorriso – A nossa Mel vai nascer.

Notas finais
E então? Amaram? Eu sei que deixei algumas de vocês chateadas por não ter detalhado a gravidez da Fani, mas está aí o motivo! Espero, de todo o coração, que tenham gostado! GENTE, quando fui postar o capítulo meus olhos correram a tela e eu vi a coisa mais linda do mundo: FMF 5 TEM MAIS DE 40 MIL VISUALIZAÇÕES!!! Eu to passando mal, é sério! Muito obrigada de todo coração à todos que leem e que acompanham a fic. Agora, uma notícia triste: estamos oficialmente na reta final! Fiz as contas e só temos mais seis capítulos até o fim *chora* Por isso, não se assustem se os capítulos demorarem: ou eu estou muito ocupada deixando eles maravilhosos, ou a escola não está me ajudando. OOOOOU, talvez, eu só não queira que acabe e fique adiando o inevitável (coisa que é bem a minha cara).