Fazendo Meu Filme 4 | Continuação
7 Capítulo 6
Capítulo 6
A viagem para Londres foi longa. Eu e o Leo conseguimos assistir quatro DVDs, ouvir música, dormir e ainda ficamos conversando por algumas horas, até que o avião pousou em Londres.
Descemos, esperamos as malas e logo a Tracy chegou com a Julie para nos buscar, cumprimentei minha mãe inglesa e apresentei-a ao Leo. Perguntei quem estava com o Kyle no hospital e a Tracy respondeu que era o Teddy.
Como não iríamos para Brighton, a Julie pediu a mãe da Ana Elisa para ficarmos lá. Fomos de carro até a casa da Ana, chegamos lá, a mãe dela foi muito simpática comigo e com o Leo. Ficamos num quarto muito bonitinho, que segundo a mãe da Ana Elisa, era o melhor quarto da casa, ninguém o usava pois era o único que ficava no primeiro andar. Rimos disso, e fomos desfazer nossas malas no quarto.
Quando chegamos ao quarto, levei um susto, a Ana Elisa estava sentada em uma das camas e deu o maior grito quando me viu.
–Fani! Leo! Que saudade de vocês! –Ela nos deu um abraço.
–Ana que bom te ver! Que saudade! –Falei.
–Ai, nossa, nem acredito que vocês estão aqui! Só faltou a Gabi!
–Nos vamos para o Brasil, porque não vai também? –O Leo sugeriu.
Nesse momento ela ficou um pouco séria. Eu sabia o motivo, ela estava lembrando do Felipe. Devia ser muito doloroso. Então falei num ímpeto.
–Ainda vamos ter muito tempo pra ver isso. Por enquanto temos que focar na nossa viajem a Brighton, estou tão empolgada!
Nesse momento a dona Agnes entrou no quarto.
–Fiquem á vontade! Estou preparando um lanchinho pra gente!
–Obrigada dona Agnes! –Falei.
–Sem formalidades! Você é quase uma irmã pra Ana Elisa!
Rimos. Mais tarde eu e o Leo saímos para visitar o Kyle, o hospital não era muito longe, e então fomos a pé. Fui lembrando aos poucos do que eu passei lá, mas era interrompida pelo Leo toda hora, olhando com a maior carinha de felicidade, perguntando alguma coisa sobre a cidade. Ele parecia encantado, com estilo meio medieval de Londres. Até que chegamos no hospital. Esperamos um pouco na recepção até que fomos chamados por uma enfermeira que nos informou o número do quarto.
Chegamos lá, estavam Tracy, Teddy e Julie, dei um abraço muito forte no Teddy, eu estava com muita saudade, ele estava enorme, com 16 anos. Abracei com cuidado meu pai inglês, perguntei como ele estava, até que lembrei que tinha me esquecido de apresentar o Leo para o meu pai e meu irmão.
–Este é o Leo, meu namorado. –Falei em inglês.
Eles foram muito legais com o Leo, o Teddy até brincou ‘make happy my little sister, hun’*. Mas o Kyle estava passando muito bem, receberia alta no outro dia. Depois de uns minutos, despedi de todos e o Leo também, fomos embora andando e no meio do caminho o Leo pediu para que déssemos uma voltinha pela cidade.
–Pode ser mas, não vamos demorar muito. A dona Agnes pode ficar preocupada.
Ele concordou, eu o levei até umas ruas, de que eu me lembrava, que chamavam mais a atenção de turistas. Pelo que eu percebi, o Leo amou tudo! Ele ficava me abraçando e me beijando, e quando estávamos um pouco mais perto da casa da Ana Elisa, não sei se pelo clima que a ruazinha tinha, com uns banquinhos e uns lampiões, coisa de filme mesmo, o Leo começou a falar.
–Fani, minha princesa, sei que para chegarmos até aqui, foi muito difícil! Passamos por muita coisa nesses anos todos, mas sei que agora é o momento certo.
Ele deu uma pausa. Quase perdi o ar.
–Eu te amo, te amo, amo muito, muito mesmo! E a partir de agora quero te fazer muito mais feliz.
Era impossível, eu estava muito feliz, só de estar ao lado dele.
–Todos os filmes de romance, sempre tem aquela parte em que vocês, protagonistas, são pedidas em casamento. E o nosso filme não vai ser diferente!
Eu não estava ouvindo aquilo. Meu coração estava batendo muito forte.
–Fani, aceitar se casar comigo?
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