Favour

1 My heart with you


Notas iniciais
Hello~ Caro paneleiro secreto of mine, espero que você aprecie seu presente. Adorei escrevê-lo (principalmente procurar uma capa para ele e aumentar meu arsenal de fanarts). ♥ Caros leitores que não são meu paneleiro secreto, espero que se divirtam. ♥ For you all: o enredo se passa uma noite antes de Catelyn Stark chegar em Ponteamarga com a comitiva do Robb para falar com o Renly. "My heart with you" é uma música linda do The Rescues. A one ainda não foi betada (os colegas estão de férias, né), so... Segura esse forninho. Boa leitura!

Quando o rei levantou-se do cadeirão de Lorde Caswell, a senhora sua esposa fez menção de imitá-lo.

– Aproveite um pouco mais do banquete, minha rainha – Renly tocou-lhe o ombro suavemente. – Está gostando tanto das canções.

Margaery sorriu gentilmente, anuindo. Era uma doce jovem, gentil e bonita. Mas nenhuma de suas qualidades o faria amá-la do modo como lhe era esperado. Por outro lado, ninguém além daqueles com quem partilhava as mantas de dormir precisava ter conhecimento disso.

– É apenas um mal-estar repentino – ele franziu o cenho como se sentisse dor. – Devo me retirar para os meus aposentos para garantir que estarei de pé no torneio de amanhã.

– Certamente, meu senhor – Margaery inclinou-se numa curta reverência.

Então, delicadamente, o rei deixou sua rainha com um beijo na fronte, tendo a consciência de que seus súditos no estrado tinham os olhos nele. Com sua cortesia usual, curvou-se diante deles, pedindo desculpas por retirar-se antes do fim do banquete e desejando boa sorte aos combatentes de amanhã.

– E mais uma vez, agradecemos a hospitalidade, Lorde Lorent – o Senhor de Ponteamarga inclinou-lhe a cabeça com um sorriso contido nos lábios.

Sor Emmon Cuy e Sor Parmen Crane posicionaram-se um de cada lado do rei, com as mãos no cabo da espada. Os demais cavaleiros ficariam para assegurar a proteção da rainha – exceto pelo Senhor Comandante. Renly abordou seus cavaleiros sobre banalidades do tempo, apostas para o torneio que viria com a aurora e a paisagem de Ponteamarga no caminho até a torre onde Lorde Caswell lhe cedera seu próprio quarto de dormir.

A porta era guardada por homens de Jardim de Cima, com suas placas de peito verdes e douradas. Renly recebeu suas reverências com um aceno de cabeça, esperando que a porta lhe fosse aberta para continuar seu caminho.

O quarto de dormir de Lorde Caswell ficava no último andar da torre, onde o Senhor Comandante da Guarda Arco-Íris encontrava-se em vigília.

– Sor Loras – Renly o cumprimentou com a cortesia que cabia a um rei para com seu cavaleiro.

– Vossa Graça – Loras Tyrell caiu sobre um joelho, fazendo esvoaçar seu manto colorido e os caracóis castanhos que eram seu cabelo.

Respeitosamente, o jovem pôs-se de pé para abrir os aposentos. Mesmo com as feições delgadas mostrando seriedade, Renly podia apostar que ele estava se segurando para não despachar os irmãos em armas e trancar-se consigo no quarto de uma vez.

– Sor Loras me fará companhia, cavaleiros – Renly despediu-se de seus homens, penetrando no quarto de Lorde Caswell.

Metade de sua corte, e isso incluía os cavaleiros da Guarda Arco-Íris, sabia que tipo de companhia Loras Tyrell fazia ao rei, mas não se censura os atos de um rei – muito menos de um amado como Renly o era. Por isso Sor Emmon e Sor Parmen tomaram o lugar do comandante na guarda da porta obedientemente sem perguntas ou esgares.

– Como quiser, Vossa Graça.

As criadas haviam acendido grossas velas de cera de abelha e espalhado pétalas de flores na sacada que se estendia para dentro da noite. O quarto estava fresco e perfumado, com a luminosidade que Renly apreciava.

– Viemos ajudar Sua Graça com as roupas – a voz humilde de uma criada se fez ouvir da alcova.

O rei encontrou mais duas atrás desta e um jovem Tyrell impaciente.

– Sua Graça mandará chama-las se precisar de seus serviços – Loras deu um passo para dentro do quarto com a mão ameaçando fechar a porta. – Não o incomodem sem necessidade.

Renly cerrou as pálpebras num reflexo quando a porta foi fechada bruscamente. Loras desceu a trava de madeira, trancando-os. Um suspiro ruidoso deixou seus lábios, enquanto caminhava para o fundo do quarto.

– Deve ser mais gentil com os servos, sor – o rei tirou sua coroa ornamentada com galhadas de veado, depositando-a em sua almofada sobre uma mesa.

– E acaso eu não o sou? – Loras aproximou-se para retirar o cinto da espada. – Peco apenas em momentos como este, Vossa Graça. É difícil não pecar quando se trata de você.

Tyrell ofereceu um sorriso malicioso na penumbra do quarto, levando as mãos às presilhas de ouro em forma de cabeça de veado que prendiam o manto do rei. O pano caiu em ondas verdes no chão, sendo seguido pelo gibão de veludo negro. Renly se desfez das botas sozinho, apressando-se em ajudar Loras com a armadura.

Caminharam para a sacada descalços, com sorrisos leves nos lábios e olhos que se recusavam a deixar os do outro. A mão do cavaleiro encaixava-se fácil na de seu senhor, tanto pela prática quanto por aquilo que eles acreditavam ser o destino – traçado pelos deuses ou não.

– Quem vencerá as justas amanhã, Senhor Comandante? Algum palpite? – Renly apoiou-se no guarda-corpo, mirando o acampamento de seu exército e as estruturas para o torneio depois dos muros do castelo. Suas íris azuis pareciam negras sob o céu da noite.

Loras riu debochado, cruzando os braços contra o peito.

– Venci as justas em Porto Real no Torneio do Mão, Vossa Graça. Por que haveria de perder essas?

O rei o estudou por instantes. Reparou em cada pequeno detalhe que já conhecia de cor, desde as discretas pintas na linha da clavícula ao modo como seu cenho se franzia quando estava se gabando. Era belo como a irmã, mas o amor o fazia parecer que então o era mais.

– Ah, meu amado cavaleiro – Renly meneou a cabeça negativamente, voltando-se para seu acampamento. – Todos sabem de suas habilidades em cima de um cavalo, empunhando espada, lança ou machado. Porém, algumas batalhas são vencidas com cortesias e sorrisos, não empertigando-se sob uma bela armadura e os olhares açucarados de jovens donzelas.

Os lábios de Loras apertaram-se por sentir contrariado, mas aquele era o primeiro momento a sós que tinham em dias e ele não estava disposto a desperdiçá-lo por caprichos.

– Ainda me recordo de como venceu nossa primeira batalha com suas cortesias e sorrisos, Vossa Graça – ele sorriu, aproximando-se do rei tranquilamente.

As pedras ásperas do piso da sacada mordiscaram a sola de seus pés onde não havia pétalas de flor. Ele colou o tronco contra as costas de Renly, absorvendo o perfume floral de seus cabelos negros na altura da nuca.

O rei suspirou em resposta, cerrando as pálpebras com serenidade e esticando os lábios num sorriso singelo.

– Aqui fora não, sor – ele riu, murmurando no escuro.

– Todos já sabem, ou, se não, desconfiam, Vossa Graça – Loras roçou a ponta do nariz em sua nuca. – Que diferença faz?

– Uma coisa é saberem às cegas – Renly virou-se para ele, segurando-o gentilmente pelos ombros. – Outra é esfregarmos isso nas fuças deles. Pense na senhora minha esposa, não podemos fazê-la passar por tamanha vergonha.

– Maragery sabe – Loras deu um muxoxo, desviando os olhos.

– Ela é uma senhora gentil em se fazer de cúmplice em nossos atos – Renly apertou os lábios, claramente com pena da jovem que partilhava sua cama, mas era repelida por outro amor.

Um silêncio constrangedor instalou-se entre eles. Ouviram os guardas no pátio embaixo, rindo e especulando apostas para o torneio.

– Mas, diga-me – o rei tomou seu cavaleiro pela mão, conduzindo-o de volta para o quarto –, quem vencerá o corpo a corpo?

Loras passou por ele para jogar-se na cama. Seu sorriso orgulhoso enfeitava seus lábios, despertando instintos pouco decentes em Renly.

– Ora, Vossa Graça, precisa mesmo que eu te diga quem é o vosso melhor combatente?

O rei foi obrigado a corresponder o sorriso com uma risada frouxa. Cuidadosamente, apoiou as mãos e depois os joelhos sobre a cama. O lençol mostrava o centauro da Casa Caswell bordado em fio de ouro, fazendo-o ponderar por um instante sobre o tamanho do pecado que carregaria por violar o leito de Lorde Lorent.

– Creio que é um certo cavaleiro impulsivo, sedento de glória – Renly arrastou-se sob o dossel dourado com as sobrancelhas erguidas, dando ênfase em cada adjetivo. – Mas também creio que seja o rapaz que vi florescer em Ponta Tempestade, com olhos doces e beijos que são como o roçar das pétalas de uma rosa.

Loras apoiou-se nos antebraços, ajeitando-se para recebê-lo em seu colo. Porém, antes que pudesse tomá-lo nos braços, Renly segurou-o pela cintura e inverteu as posições.

– Sim – as íris azuis brilhavam profundas e hipnotizantes sob a luz das velas. – É este mesmo meu melhor e mais bravo combatente.

Trocaram a sombra de um sorriso antes de atracarem-se num beijo sôfrego. As mãos de Loras ladearam a cabeça do rei no colchão, e seu joelhos, o quadril. De maneira provocativa, instigou a pélvis ainda coberta contra a dele, recebendo um grunhido abafado entre seus lábios.

– Sor, a senhora minha esposa deve chegar logo – Renly observou, deitando a cabeça no colchão para afastar-se dos lábios do rapaz.

– Magaery é uma grande entendedora das entrelinhas. Sabe o que estamos fazendo e no que vai acabar – Loras sorriu de canto, ardiloso. – Caso ela não interprete bem os sinais e nos pegue assim, pode sentar-se numa cadeira e assistir – ele deu de ombros.

As mãos de Renly subiram para sua cintura, afagando a pele alva com os polegares. Fez menção de seguir a linha pélvica bem delineada que sumia para dentro dos calções de Loras, mas deteve-se.

– Anda muito ansioso, sor.

– Há um exército inteiro atrás de você e criadas enxeridas querendo saber se precisa de ajuda com o banho o tempo todo – Loras sentou-se em seu colo, cruzando os braços. – Quando vamos poder nos dar ao luxo de outro momento como este?

O rei não sabia, e era difícil calcular que em alguma brecha de tempo poderiam escapar para um quarto e desfrutar da companhia um do outro como queriam. Precisavam comparecer a conselhos de guerra, sorrir, acenar, dançar com as senhoras e instigar os cavaleiros do exército. Um rei vivia para o reino, não para seus prazeres pessoais.

Loras esperou por uma resposta, embora ambos soubessem que se tratava de um pergunta retórica.

– Temos uma guerra para lutar, meu amado cavaleiro – Renly suspirou, segurando-o com mais firmeza. – Claro que preferia passar meus dias somente com momentos assim, mas... O mundo não nos dá muitas escolhas, não é?

Os olhos azuis do rei tornaram-se melancólicos, e Loras amaldiçoou-se por ser tão ambicioso. Sentia que a quentura do quarto estava se esvaindo, mas ali não era Ponta Tempestade ou Jardim de Cima, onde poderiam desistir de um momento e retomar o ato no dia seguinte. Ali era Ponteamarga e agora, bem mais do que um lorde e seu escudeiro, eram Rei e Senhor Comandante. Os olhos estavam sempre sobre eles.

– Preciso de um favor para competir amanhã, Vossa Graça – Loras deslizou os dedos pela tez que a camisa de Renly revelava, tentando fazê-lo esquecer de que quase arruinara a noite.

O Baratheon sorriu, aliviado por conseguirem prosseguir.

– Certamente, sor.

O beijo que se seguiu foi meio mordidas, meio línguas que escapavam para fora da boca e encontravam-se no ar entre eles. Loras contornou o queixo alheio com os lábios, já tendo decorado há muito o desenho deste.

Renly retirou-lhe a camisa enquanto brincava com o pescoço dele, precisando de ajuda para fazer isso com a sua própria. Os calções foram os próximos a encontrar o chão de pedras com a roupa íntima.

O cavaleiro provocava um atrito dos membros semieretos com vigor, arrancando grunhidos de ambos. Renly subiu as mãos de sua cintura para as ancas, procurando um caminho até sua entrada. Ali, roçou um dedo, obrigando-o a interromper o beijo com um gemido.

Loras mordeu o lábio inferior, fitando-o tão intensamente que o rei julgou poder sentir os mesmos arrepios que corriam por sua espinha. Ele ajeitou-se para que a preparação se tornasse mais fácil, procurando manter o beijo como conseguia.

Com sua mão livre, Renly apertava a carne do cavaleiro com possessividade. Loras entendeu o recado, descendo os lábios por seu pescoço, clavícula e então lhe devorando os mamilos com gosto. Ele gemeu, deliciando-se com a ânsia de seu amante por marcá-lo com as pequenas sucções que deixava por seu abdômen.

Na altura de seu baixo ventre, Loras escorregou mais para trás, ajeitando-se de modo a fitá-lo com o tão conhecido brilho de luxúria em suas íris castanhas. Renly levou as mãos a lhe emoldurar o rosto, entrelaçando os dedos com seus cachos sedosos.

– Se me permite, Vossa Graça – o cavaleiro o abocanhou quase que por inteiro, fazendo um suspiro deleitoso abandonar seus lábios entreabertos.

O jovem Tyrell levava jeito para aquilo. Tinha a língua como um veludo e os lábios de rosa abarcavam bem seu tamanho. Fazia as bochechas contraírem-se, apertando o rei com delicadeza, enquanto a boca ia e vinha pela extensão.

Vez ou outra lhe direcionava o olhar, apenas para alfinetá-lo com sua volúpia. E Renly delirava, tendo a visão embaçada pelo calor que emanava de seus corpos. Seus gemidos eram sussurros estimulantes sob o dossel de Lorde Caswell, altos o suficiente para que apenas seu cavaleiro ouvisse. Porém, foi obrigado a aumentar o tom quando suas bolas receberam lambidas lascivas que anteciparam chupões ousados.

– Onde andou aprendendo essas coisas, sor? – Sua voz falhava pelas ondas de prazer que arrepiavam os pelos de seu corpo.

– Sor Bryce me disse que uma seguidora de acampamento uma vez fez o mesmo nele – Loras parou o que fazia para dedicar-lhe um sorriso obsceno. Sua mão assumiu o lugar da boca, bombeando com firmeza. – Vossa Graça não obteve agrado nisto?

– Oh, pelos deuses, Loras – Renly tombou a cabeça nos travesseiros de penas de ganso, impulsionando o quadril para cima para que o cavaleiro retomasse seus agrados.

Loras cerrou as pálpebras e voltou a tomá-lo na boca, satisfeito pela resposta.

Quando o Baratheon julgou ser o bastante – ou que não podia aguentar mais –, tocou seu rosto com as pontas dos dedos gentilmente. Então, Loras virou-se de costas para ele e apoiou-se nas mãos e nos joelhos.

– É uma bela visão, sor – Renly umedeceu os lábios, ajeitando-se sobre as tíbias.

Com cuidado, roçou os dentes na carne das nádegas alheias, escorregando tranquilamente até sua entrada.

– Separe mais as pernas, meu amado cavaleiro – sussurrou, empurrando levemente uma coxa. – Isto, assim mesmo.

Sua língua cobriu a entrada de Loras com lambidas que alternavam entre curtas e mais demoradas. A ponta penetrou-o com zelo, lubrificando-o. Os gemidos que chegavam a seus ouvidos aprovavam o beijo atrevido. Vagarosamente, adicionou um dedo na preparação, escorregando-o com certa pressão.

– Vamos logo ao que interessa, Vossa Graça – o rapaz retraiu-se, indicando que desejava pular a introdução.

Renly aquiesceu – ainda que o outro não pudesse ver seu rosto –, bombeando-se uma vez antes de posicionar o membro diretamente na entrada de Loras. Investiu contra ele devagar, esperando que encontrasse o encaixe para seu volume.

– Prossiga – o Tyrell pediu com a voz manhosa, principiando um rebolado discreto contra seu falo.

O rei deitou beijos cálidos em suas costas, erguendo uma mão até seus cachos. As primeiras estocadas vieram fortes e profundas, com intervalos demorados. Mas logo tinham um ritmo sôfrego e firme. Os gemidos misturavam-se, os de Renly abafados contra as costas de seu cavaleiro; os de deste, enchendo o ar pesado com o perfume das velas.

Loras equilibrou-se nos joelhos, colando as costas contra o tronco de Renly tempo o suficiente para lhe alçar os lábios num beijo dificultado pela posição que se encontravam. Quando voltou a apoiar as mãos no colchão, as investidas dentro de si aumentaram de velocidade. Então, precisou descer para o antebraço, levando uma mão à própria ereção que latejava dolorosamente.

Não foi preciso mais do que algumas bombeadas para que o Cavaleiro das Flores se desfizesse sobre a roupa de cama de Lorde Caswell, emitindo um gemido engasgado com o prazer que lhe entorpecia o corpo. Renly o seguiu segundos depois, retirando-se de seu interior às pressas antes de gozar em sua coxa.

Desfrutaram ainda de um instante para olhar nos olhos um do outro e sorrir. O rei apreciou seu rapaz, achando-o ainda mais belo com a respiração alterada, o suor grudando mechas de seu cabelo na fronte e as bochechas avermelhadas pelo prazer. E beijou-o por isso e também pelo desejo impossível de mantê-lo para sempre assim.

Mas algum sábio Aegon Targaryen havia dito que uma coroa não deve assentar fácil na cabeça. E agora, tendo seu amado nos braços, Renly Baratheon podia dizer que sentia na alma o peso de sua coroa de ouro.

Ajudou Loras a vestir a armadura e o manto de Senhor Comandante da Guarda Arco-Íris, e despediu-se dele com um beijo singelo e um sorriso enamorado nos lábios. Então, enfiou-se sob as mantas de dormir, assistindo uma última reverência de seu cavaleiro antes que este deixasse o quarto.

Só então o rei se deu conta do tamanho da cama, que para ele continuou vazia mesmo quando a sua rainha beijou-lhe os lábios e deitou-se ao seu lado.

—-x--

O pavilhão do rei tinha uma luminosidade aconchegante àquela hora da manhã. Através das paredes de seda verde, os sons dos últimos preparativos para o torneio chegavam com empolgação. Cavalos relinchavam, espadas eram polidas e homens brindavam a sorte com cornos de cerveja.

Loras coroou seu senhor com delicadeza, penteando seus cabelos negros tão sutilmente quanto podia. Fazia-lhe pequenos afagos no lóbulo da orelha, conseguindo sorrisos doces e divertidos.

Renly segurou sua mão, contorcendo-se na cadeira para encará-lo.

– Ainda tenho um último favor para lhe dar, meu Cavaleiro das Flores – diminuiu o tom de voz na alcunha, quase sussurrando com seus lábios provocadores.

Levantou-se e caminhou até os baús que os criados tinham empilhado num canto, apanhando o menor deles e voltando para Loras. O baú revelou um pêssego grande e vistoso, que ele retirou com cuidado para presentear seu campeão.

– Veio de Dorne. O sumo é tão doce e suculento quanto seus beijos – sorriu.

Loras virou a fruta nas mãos, procurando palavras que substituíssem sua vontade de tomar os lábios do rei ali mesmo – mas era arriscado, com seus irmãos em armas podendo adentrar o pavilhão a qualquer momento.

Renly beijou-o calidamente no topo da cabeça, sobre seus cabelos ondulados.

– Já me deu o maior de todos os favores, Vossa Graça – ele ergueu os olhos brilhantes de amor e glória –: o vosso coração.

Notas finais
Obrigada pela leitura. ♥ Lollallyn.~
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!