Notas iniciais
Nesse capítulo eu decidi fugir um pouco do genérico que eu prego na história, mas como não deixa de ser clichê então a sinopse continua a mesma. E como no Capítulo anterior, temos o review do capítulo dois: "Ah que cara sortudo, ainda to esperando uma waifu para mim" - W. Guimarães "Achei que ia ter secçu, mas ainda assim gostei. Suas notas são muito resenha." - S. A. Pardus

— (Olá senhoras e senhores, que surpresa vê-los aqui novamente, ainda mais depois que o autor pesou a mão no “Deus Ex Machina” do ultimo capítulo, acho que podemos concluir que o meu primeiro poder é a sorte dele ser burro, hahaha! Vamos ao que importa, próxima parada: Terra!)

Se passaram cerca de cinco semanas desde que saí de Kerloma, viajando diretamente para o planeta que mê foi indicado por Elva e Suria, porém havia pegado um caminho mais longo por onde houvesse um menor fluxo de naves e planetas habitados, para que pudesse evitar de encontrar outros caçadores de recompensa como os Rantarianos.

Quando cheguei a orbita de seu planeta, enviei uma sonda para que pudesse reconhecer a atmosfera e o ambiente, a mandei para uma região sem habitantes próxima a uma grande floresta, ao chegar lá foi constatado uma menor quantidade de oxigênio na sua atmosfera, mas isso era quase perfeito, com o tempo eu descobri que minha anatomia é quase idêntica a de um humano.

Decidi que iria pousar em uma região vazia próxima a alguma cidade pequena, ou um vilarejo, afinal meu objetivo além de me esconder era poder também ajudar a evitar mortes e eu poderia fazer isso melhor ajudando a proteger pessoas mais fracas.

Depois de uma pesquisa utilizando sensores da nave e fazendo pesquisas em uma rede que de comunicação e conhecimento que ainda engatinhava e ainda era muito escassa, conhecida como internet eu decidi pousar na floresta próxima onde a sonda havia pousado, próximo a ela existiam algumas aldeias que não apresentavam nenhuma tecnologia, parecida com as que haviam no meu planeta.

Após pousar na floresta fiz mais algumas pesquisas, eu havia pousado neste planeta chamado terra no ano de 1987, em uma região conhecida como Amazônia que compreendia uma grande quantidade de aldeias de nativos indígenas, o país acabava de sair de uma ditadura militar e havia uma exploração de matéria prima naquela área, devido a isso decidi deixar minha nave escondida na atmosfera para que não houvesse risco dela ser encontrada.

Vesti a armadura equipando o escudo na braçadeira e coloquei a espada em sua bainha amarrada a minha cintura, junto com isso peguei uma bolsa com alguns suprimentos como alimentos, água, lanterna, um monitor de dados e um pequeno filtro que purificava água em pequenas quantidades, coloquei-a em minhas costas e desci da nave, ativei seu sistema de inércia que a manteria camuflada no espaço vagando até que eu a reativasse novamente.

Comecei a vagar por aquela floresta seguindo um pequeno mapa o qual havia impresso para a aldeia conhecida mais próxima daquele local, sentia meu corpo extremamente leve neste planeta, mal sentia o peso da armadura em mim, mas não havia tempo para pensar nisso, afinal pretendia chegar antes do anoitecer para não passar a noite dormindo a céu aberto, mas a verdade é que eu estava sendo muito otimista e talvez um pouco irresponsável, afinal não sabia como seria recebido e sabia uma meia duzia de palavras que aprendi a pronuncia enquanto fazia minhas pesquisas na internet.

Se passou um tempo de caminhada até que eu chegasse ao rio, o qual eu deveria seguir até encontrar a aldeia, mas antes de seguir aproveitei para filtrar um pouco d’água e encher o meu segundo cantil. Dei seguimento a minha jornada, ainda estranhando como parecia estar leve apesar da sensação de ar rarefeito que era causada pela menor quantidade de oxigênio no planeta.

Acredito que eu já estava bem próximo da vila quando fui atacado por uma serpente preta e vermelha, eu seu bote ela acabou por quebrar os dentes na bota de minha armadura, não tínhamos serpentes assim em meu planeta, mas resolvi não arriscar caso ela fosse venenosa e ainda pudesse atacar outras pessoas e a coloquei no rio para que fosse levada plea correnteza ainda atordoada de dor.

Já ao final do dia com fumaça subindo ao céu cheguei na aldeia, digamos apenas que não foi um bom começo afinal foi recebido por homens que estavam nus e empunhavam lanças de madeira e arcos contra mim, eles falavam em seu idioma e ela não parecia ser sequer semelhante a que eu aprendi algumas palavras, mesmo assim levantei meus braços e disse as palavras que havia aprendido.

— Eu vim paz, querer ajudar vocês! – Eles escutaram, mas pareciam não entender o que eu dizia também. – (A pronto, usei todas as palavras que eu sabia do país e no final nem os próprios habitantes entendem.).

Decidi então me mover vagarosamente enquanto eles gritavam eu retirava minha bolsa de minhas costas vagarosamente e soltava a espada de minha cintura colocando minhas mãos a baixo unidas como se me entregasse a ser preso, graças aos céus aquilo havia funcionado, eles me amarraram e me levaram a uma grande cabana de palha, ainda com lanças apontadas para mim.

Dentro desta cabana estavam algumas crianças que pareciam estar brincando, mas também um velho senhor, cujo o qual eu supunha ser o líder da vila.

Foi uma situação deveras complicada enquanto o chefe falava eu nada entendia e o mesmo se repetia quer eu dissesse as poucas palavras que eu aprendi, quer eu falasse em Interli ou em Acerliano, nada funcionava eu estava amarrado e com lanças apontadas para mim, aquilo me preocupava bastante e quando eu já perdia as esperanças escuto um grande alvoroço la fora, mulheres entraram gritando e os homens então saíram para fora me deixando com as mãos amarradas, a vila estava sendo atacada.

Me abaixei em frente aquele velho homem como se o reverenciasse, me levantei e as crianças que estavam ali na barraca se esconderam ainda mais, eu estava amarrado, mas haviam ainda estava com a minha armadura e aqueles homens que saíram levaram com eles a minha bolsa e minha espada.

Ao sair da tenda notei que havia uma fera uma espécie que não existia em meu planeta, uma espécie de gato gigante preto, era enorme, seu amanho em pé deveria ser maior o meu, eu então vi minha bolsa e minha espadas jogadas próxima a cabana, fui até la e peguei a espada, mas ela estava enroscada em sua bainha e não conseguia retira-la, fiz então força para alargar um pouco as cordas que me amarravam, mas para minha surpresa e sorte elas se arrebentaram, deveriam estar velhas.

Peguei então minha espada e a desembainhei, coloquei novamente o escudo em minha braçadeira que havia sido retirado logo antes de ser amarrado e me coloquei ao lado daqueles que lutavam com a fera, bati com a espada no escudo enquanto tentava fazer a fera se afastar, parecia estar funcionando quando de surpresa ela salta em minha direção, me derrubando ao chão, mas ao tentar me morder consegui proteger meu rosto colocando o escudo em sua frente, uma péssima hora para não ter um elmo.

Tentei então empurrar o animal para trás e para minha surpresa mais uma vez consegui sem nenhuma dificuldade, para ser sincero foi algo que deixou a mim mesmo assustado, aquele animal era enorme na minha opinião e ao empurrado para trás só o vi parar ao bater em uma árvore a uma certa distância, eu nem se quer tinha colocado tanta força, ele estava desnorteado, mas ainda era feroz após recuperar seu sentido de direção correu em minha direção rapidamente, mas desta vez ele bambeou e caiu, então com cautela e com meu escudo na frente eu me aproximei do animal, ele parecia ofegante e machucado, ele me olhou sem poder reagir, mas ainda possuía a mesma ferocidade em seu semblante.

Encostei minha mão em seu dorso notei que algumas costelas estavam quebradas, e pelo som de sua respiração era como se faltasse ar, acreditei então que havia perfurado o seu pulmão, eu não era veterinário e muito menos médico, tudo que eu sabia sobre lesões e fraturas foi do treinamento de primeiros socorros do exército, tentei sinalizar para que aqueles nativos me ajudassem, mas não aparentavam querer ajudar a fera que havia acabado de ataca-los.

— Sinto muito amigo, não queria que acabasse assim, o máximo que posso fazer é acabar com seu sofrimento. – peguei minha espada que havia deixado ao lado do animal, me levantei vagarosamente, afinal aquilo não era algo que eu queria realmente fazer, preparei então um golpe forte e certeiro com a espada, ela então viu sangue pela primeira vez com um golpe que atravessou a garganta do animal, seu sangue também se espalhou por parte da minha armadura e escorreu ao chão.

Com o animal morto os índios se aproximaram e olharam a fera caída do chão então um deles virou para os outros e gritou algo enquanto erguia minha mão e os outros gritaram o mesmo erguendo suas lanças e isso se repetiu algumas vezes.

Depois dos gritos e do que aparentava ser uma comemoração eles me levaram novamente a cabana do velho senhor e falaram com ele com grande animo, estavam contando o que havia acontecido, homem então se levantou e veio em minha direção e por acreditar que era seu líder me abaixei em sinal de respeito, porém o mesmo me levantou com seus braços frágeis e me abraçou. – (Admito que foi uma experiência bem estranha um idoso pelado me abraçando). Depois disso ele me levou até fora da cabana e disse algo então como já era noite eles acendiam a fogueira.

Eles queriam trazer o animal para o fogo, porém era muito pesado e dois homens o levavam com certa dificuldade me movi para ajudar e consegui levanta-lo sozinho e leva-lo em minha mãos, aquilo tudo já estava estranho de mais, primeiro a armadura estava muito leve, primeiramente eu achei que era devido as modificações do Michi e então a caminhada parece mais fácil mesmo com o ar rarefeito, as cordas usadas para me amarrar estavam boas quando fui pegar minha bainha para colocar a espada eu a olhei, joguei um animal enorme a uma longa distância, a qual ele só parou ao bater em uma árvore com força suficiente para feri-lo fatalmente e agora o estava carregando sem notar a diferença de peso dele para a minha mochila.

Deixei então o animal próximo a fogueira, como eles me sinalizavam e fui pegar minhas coisas que estavam próximas a cabana em que eu fui apresentado ao chefe, nela havia um pequeno monitor que mostrava todos os dados que a sonda recolhia em terra, eu então os olhei novamente linha a linha, dado a dado até chegar em um que me surpreendeu. A gravidade deste planeta era pelo menos 100x menor* que a do meu, isso explicava minha força fora do comum. – (Ótimo eu tenho super força, um poder super original em, ta de parabéns autor).

Naquela noite todos festejaram e comeram a carne do animal que eu havia matado, eu porém comi de minhas rações e enquanto todos pulavam e dançavam eu fui ao rio próximo limpar o sangue da armadura, a retirei e a lavei, a coloquei para secar em algumas árvores e aproveitando que estava sozinho decidi me banhar no rio.

Enquanto me banhava no rio escutei alguns sons vindos da mata estava escuro e eu conseguia ver muito pouco além da luz da fogueira que vinha da aldeia, decidi então sair da água e peguei minha espada ainda sem roupa, então escutei mais um barulho vindo de mais longe um pouco, peguei também a braçadeira a qual o escudo se encaixava e peguei também a lanterna e fui em direção ao som.

Quando próximo ao local onde escutei o barulho ainda não via nada por ali, então decidi voltar para onde estava a armadura, vesti minhas roupas e levei a armadura para mais próximo a aldeia, ao voltar os índios me levaram até uma cabana onde eu dormi.

Dois anos se passar desde aquele dia, com muito esforço eu aprendi a língua daqueles nativos e pude ajuda-los graças a descoberta da minha força, sempre ajudando em colheitas e algumas caçadas para alimento e somente para tal, me recusava a matar apenas pela diversão e os índios também o que me deixava bem confortável naquela região, adquiri muitos hábitos e muito conhecimento sobre a floresta, seus animais e suas lendas, mas algo ainda me incomodava, eu estava ali para ajudar as pessoas e acabei me tornando parte de sua comunidade, eu claramente auxiliava em ataques animais, mas ali eu não podia fazer muito mais.

Quando estava pensando sobre minha permanência ali algo novo aconteceu, alguns homens diferentes daqueles nativos chegaram a aldeia, todos os chamavam de “Homem Branco”, eu não entendia aquilo, eram apenas homens normais, mas alguns estavam armados com armas que eu não conhecia ainda. Junto a estes homens veio também um nativo semelhante aqueles com quem eu vivia, este porém se vestia, assim como os outros homens, os chamados “Homens Brancos” começaram a falar em uma língua que eu não tinha aprendido, mas eu reconhecia algumas palavras, que aprendi no dia em que cheguei, porém o Índio que veio com eles repetia tudo de forma que pudéssemos entender. Eu estava voltando da pesca com alguns outros índios quando o discurso começou, como eu estava sem armadura, apenas vestindo roupas de certo modo até semelhantes aquelas decidi me esconder e escutar.

— Nós viemos em paz, apenas gostaríamos de falar com vocês sobre o nosso Deus, podemos falar com o seu cacique? – Cacique era o nosso líder, aquele senhor que me recebeu no dia em que eu cheguei, ele porém havia falecido a seis meses e seu filho um forte e já experiente guerreiro havia ficado em seu lugar.

— Eu conheço os homens brancos, meu pai falou deles, eles vieram antes atrás de metal amarelo e não havia Deus em seus olhos, nós já temos um Deus aqui e ele trabalha como nós índios. – o Cacique falava de mim neste momento, ele acha que eu era como um Deus pela minha força e mesmo que eu tentasse explicar que não para eles, não havia como mudar sua mentalidade. – Podem ir em bora.

Assim que terminou de falar o índio e os homens brancos conversaram em seu idioma por algum tempo, eu começava a me preocupar com eles, apesar de experiente, o nosso cacique atual não era dos mais pacientes.

— Por favor, não queremos o metal amarelo, queremos apenas falar de Cristo para vocês. – insistiu o índio vestido. – Estes dois a quem insistem são padres, homens de Deus. – Apontava ele para os dois homens do grupo que estavam desarmados e com malas, além deles haviam mais quatro que levavam armas e malas, fora isso havia também um burrinho que levava alguns mantimentos.

— Não quero, Deus nenhum de homem branco vai apagar traição por metal amarelo, gûarinim Tupã* é justo e bom homem. – Gûarinim Tupã é como eles me chamava, significava algo como Deus Guerreiro.

Já sem muita paciência nosso cacique deu um grito chamando os outros para a batalha, todos então se prontificaram com suas lanças, os homens armados do grupo prepararam suas armas também enquanto aqueles que não tinham arma gritavam algo que eu não entendia, mas pareciam tentar impedir que os homens de seu próprio grupo atirassem.

— Melhor irem para casa agora. – Disse o cassique enquanto avançada.

— Nós iremos, não viemos para brigar. – Era o que o índio dizia, quando um dos homens do seu grupo disparou uma arma acidentalmente acertando um dos índios.

O cacique ao ver aquilo não deu escolha aos homens mais, e apenas ordenou que atacassem, naquele momento eu que ainda estava escondido decidi aparecer, gritando para que não brigassem, pedi para que todos abaixassem as armas.

Os índios assim o fizeram os “homens brancos” demoraram um pouco mais, pois seu tradutor precisou traduzir a eles, mas vendo que os índios fizera, repetiram o gesto também.

Me aproximei do índio que havia sido atingido, por sorte o ferimento foi superficial pois o projetil passou de raspão, usei água do meu cantil que estava comigo para lavar o ferimento e peguei um pedaço de pano das minhas roupas já surradas e amarrei em seu braço para estancar qualquer tipo de sangramento e em seguida me levantei indo em direção ao grupo de estranhos.

— Eu estou vendo que está traduzindo para eles, apesar de não entender, diga a eles para irem a beira do rio esperar lá, eu conversarei com o cacique para que eles possam falar e depois ir em bora, isso se eles realmente quiserem. – Esperei o índio traduzir e então sinalizei com a cabeça como se perguntasse se estava tudo bem, todos repetiram o gesto como se concordassem e se foram.

Quando o grupo já havia saído chamei o cacique para conversar em sua oca, eramos amigos pois ele me ajudou desde que eu havia chegado ali, ele me ensinou muito sobre os animais e a caçar, e eu aprendi sua língua junto com seus filhos então sabia que ele me escutaria.

Expliquei-lhe minha situação e que estava ali para ajudar as pessoas, sejam elas quem forem ou como forem, pedi-lhe então que cedesse aqueles homens que eles poderiam falar a aldeia, apenas uma noite para que fossem embora no dia seguinte e disse que planejava ir com eles, pois desejava conhecer a língua que eles falavam, novas cidades e aldeias para que eu pudesse ajuda-los como eu havia ajudado a ele e sua aldeia no tempo que havia ficado lá.

Ele por ser meu amigo ainda com muita resistência aceitou, mas não sem antes me contar uma história, sobre homens como aqueles que vieram atrás de metal amarelo, quando ele ainda era uma criança e como eles foram embora deixando parte da água suja e a aldeia na miséria, caso seu pai não fosse um homem sábio e decidido trazer a aldeia mais fundo na floresta ao invés de ficar na miséria em que foram deixados, eles teriam perecido. Em resumo não deveria confiar nos homens brancos e nem no índio que havia se juntado a eles.

Eu concordei com ele e depois desci até o rio, para falar com aqueles homens que lá estavam, eles então se dirigiram a mim diretamente, sem o seu tradutor supondo que eu lhes entendesse, devido a minha aparência, afinal não parecia um nativo. Eu por minha vez me dirigi ao tradutor e pedi que explicasse que eu havia vindo de longe e que só entendia a língua dos índios, ele então serviu de intermediário para nós.

— Conversei com o cacique, ele concordou em que vocês falassem de seu Deus durante a noite e dormissem, mas devem ir embora amanhã pela manhã, ele não é muito fã de homens como vocês. – Disse aquilo enquanto o índio traduzia a cada frase que eu dizia, todos concordaram com aquela isso, inclusive aqueles que estavam armados. – Mais uma condição, eu partirei com vocês amanhã e irei para aprender seu idioma e sua cultura quero ajudar a todos neste mundo, com eu ajudei a aldeia.

— Você pode vir conosco se estiver de coração aberto a Jesus cristo. – Disse o Índio que com eles estava após uma breve discussão entre todos eles, eu não entendi as palavras mas pelas atitudes eles ficaram meio divididos entre se deixavam ou não eu acompanhá-los, mas assim ficou decidido.

Voltei para vila e arrumei minhas coisas, desde o filtro que ainda estava inteiro, até o monitor da sonda que estava quase sem bateria, a sonda se recarregava com energia solar, mas seu monitor não e eu não tinha nenhuma outra então quando acabasse ela iria realmente chegar ao fim. –(Até eu decidir chamar a nave para recarregá-lo pelo menos, não vamos ser tão dramáticos assim haha!). Peguei também algumas frutas e legumes como suprimento. Durante a viajem e separei a armadura para vesti-la antes de partir.

Quando a noite chegou os homens vieram e se apresentaram um a um, dois deles como eu havia comentado antes eram padres, Joaquim e Guilherme, o Índio se chamava Rod, ele se apaixonou pela história e amor de Jesus quando apresentaram a ele quando ainda era um jovem e assim como eu ele decidiu ir com os padres e aprendeu sua língua e vem servindo de tradutor desde então, os homens armados eram antigos caçadores que apenas foram contratados para proteger os missionários de animais selvagens.

Eles então começaram a nos falar sobre aquele tal Jesus, que era Deus ao mesmo tempo filho e o espirito santo, era meio confusa toda aquela história, mas no fim das contas ele parecia ser um homem bondoso e lembrava meu pai, quando contaram que ele evitou que seus discípulos guerreassem para enviar mortes e se sacrificou por todos, ele lembrou o meu pai então tive muito respeito por este homem, fosse ele Deus ou não.

Quando acabaram toda aquela história já era tarde e as crianças em sua maioria já haviam dormido, então todos os restantes se retiraram a sua oca, eu por minha vez me recolhi junto aos viajantes próximo a fogueira e a céu aberto, antes de pegar no sono perguntei a Rod se apenas contar aquelas histórias estaria bom, ele então me respondeu algo que achei interessante.

— Nós viemos passar alguns meses procurando alguma aldeia em que pudéssemos ficar por algum tempo, porém todas as aldeias dessa região se lembram de homens ruins que vieram a muito tempo atrás do metal amarelo que chamamos de ouro, essa é a primeira que nos deixou falar alguma coisa estamos felizes por conseguir apresentar nosso senhora todos e se só um se converter já haveria valido a pena. – Naquele momento achei tremenda a fé daquele homem e me senti feliz por ter encontrado pessoas tão boas e dispostas assim.

Então veio a manhã seguinte e com ela nós acordamos e nos alimentamos, fui a oca e vesti a armadura e peguei minha mochila e coloquei minha espada em minha cintura, eu não havia utilizado a armadura muitas vezes no período em que estava na aldeia então ela estava em perfeito estado.

Os homens que estavam armados riram ao me ver e os padres fizeram o tradutor perguntar de onde eu vinha, eu disso apenas que de muito longe e sorri. Logo antes de sairmos o cacique veio até mim e agradeceu tudo o que eu havia feito por eles e eu agradeci igualmente por eles me acolherem.

Começamos então nossa jornada, ao sair da vila eu notei que o burrinho que levavas as cargas com ele parecia meio cansado e pedi se eu poderia levar metade ao tradutor, ele falou que era muito peso para mim carregar, mas que eu poderia pegar um pouco se realmente quisesse. Dividi então igualmente as coisas entre as mas que o burrinho carregava nas costas e levantei tudo carregando-as uma em cada braço, todos ficaram chocados ao ver aquilo e começaram a comentar entre si.

— Os padres acham que você pode ser um anjo que caiu do céu, e os caçadores pensam que você pode ser um demônio – falou Rod sobre o que eles comentavam. – O que você realmente é?

— Eu prefiro não dizer, mas acho que posso dizer que vim do céu. – Ele parou por um instante mas logo se pôs a nos seguir novamente.

Caminhamos por três dias em busca de uma nova aldeia, mas nada encontramos, estávamos ficando realmente entediados principalmente os caçadores que não tiveram que proteger-nos de nada, então quando paramos de caminhar no final do terceiro dia sem nada para fazer eles saíram para andar sozinhos sem dizer nada para nós.

Estava soltando as coisas e ajudando a montar o acampamento, quando começou a escurecer realmente eu fui atrás de lenha enquanto procurava um bom tronco para cortar encontrei os caçadores, estavam atirando contra um árvore e olhando mais de perto notei que haviam alguns macacos na mesma, eu então corri com um um passo forte me levando diretamente a eles quando deram um tiro eu usei o escudo que ricocheteou a bala para chão eu tomei a arma dele com força enquanto brigava com ele por tenta matar os animais com aquela arma estranha, infelizmente ele não entendia e assustado com minha força e meus gritos caiu para trás, e os outros saíram correndo.

O que havia caído desmaiou então eu o arrastei pelo pé até o acampamento e o joguei enquanto recém acordava em meio aos padres e ao Rod, então eu disse.

— É isso que a fé de vocês prega? Este homem e seus amigos estavam matando animais por diversão, isso é errado e injusto com a vida – Eu não controlei meu tom de voz e acabei por gritar com todos ali que acabaram ficando assustados.

— Nós sentimos muito, eles são homens contratados não necessariamente partilham da mesma fé que nós. – Enquanto Rod se explicava o caçador acordava e saia correndo gritava de medo, sua arma eu havia trazido em minha oura mão e a quebrei.

— Vamos voltar para sua cidade, sua civilização, tenho muito que aprender sobre suas culturas e não confio mais em vocês na floresta, eu nos protegerei. – dizia aquilo então derrubei o tronco de um arvore próxima apenas com um golpe forte liberando minha raiva, usei aquela madeira para fazer nossa fogueira naquele dia, nos alimentamos em silêncio e ao terminar de comer os Padres Joaquim e Guilherme se retiraram a sua barraca.

— Rod meu cacique disse para não confiar em homens como vocês e nem mesmo em você, estou começando a achar que ele estava certo. – disse aquilo enquanto me levantava, peguei minha espada e um galho da fogueira para iluminar meu caminho enquanto fazia uma pequena caminhada noturna para ver se os caçadores voltavam.

— Não importa o que os homens fazem somos falhos, Jesus é o único perfeito. – Disse Rod enquanto eu me afastava, logo ele se recolheu também.

Caminhei ao redor do acampamento naquela noite e como a dois anos atrás eu escutei um barulho estranho vindo da floresta ao mesmo tempo que não via nada, desembainhei então minha espada e segui em direção ao barulho, então quando cheguei de onde o barulho parecia ter vindo não havia nem sinal de presença nenhuma, a não ser pegadas que levavam até onde eu estava.

Então escutei outro barulho, vindo de onde aparentavam vir aquelas pegadas e eu o segui mais uma vez, nada encontrei novamente e nenhum outro som eu havia escutado, decidi então me virar e voltar, ao me virar me deparo então com um jovem aparentava ter uns trêze anos e seus cabelos era vermelhos e pontudos como fogo, ao olha-lo ele não vestia nada além de uma tanga com folhas e carregava uma lança de madeira, porém um fato era interessante, seus pés eram virados para trás.

Eu já havia escutado histórias sobre o curupira de antigos índios, mas acreditei que eram apenas histórias e crendices que não possuíam fundamento, tudo que eles queriam era um motivo para que não houvesse caça por lazer e não tinha nada contra isso, pelo contrário sempre fui a favor, porém vê-lo ali na minha frente foi deveras estranho, mais estranho ainda quando ele começou a falar comigo na língua dos nativos.

—Eu vi o que você fez hoje, dois anos atrás quando eu vi o que fez com aquele onça eu fiquei em dúvida se era mesmo necessário ter feito aquilo e te observei, pensando se te puniria. – ele dizia aquilo enquanto andava dando voltas ao redor de mim e me olhava de cima abaixo. – Hoje é notável que fiz a escolha certa em não puni-lo naquela noite.

— Então de que planeta você veio? – Perguntei convicto de que devido a suas adversidades ele era apenas um alienígena, assim como eu era naquele planeta.

— Haha, você acha que eu sou como você? Um homem vindo de outro mundo a uma terra onde ninguém acredita que há vida em outros mundos, pois você está errado. – Ele então parou colocando sua lança contra a minha armadura e a atravessando, mas sem quebra-la até chegar em meu peito. — Eu estou aqui desde sempre e sou quase tão velho quanto este mundo, eu vi a evolução dessa raça, vi suas guerras e vi desmatarem suas florestas de todo o planeta até sobrarem tão poucas e cada vez menos sobrarão, acho que você poderia me chamar de Espírito ancião.

-Espírito ancião?! Isso é realmente algo novo. – dizia aquilo sem gaguejar, mas suava frio devido a surpresa de sua lança transpassar a armadura sem quebra-la e ainda assim senti-la em meu peito. – O que você gostaria de mim então?

— Por enquanto nada, fiquei satisfeito com a sua atitude de hoje. – ele então retirou a lança, a mesma e a armadura estavam intactas, ele então tornou a dar voltas até parar nas minhas costas.– Mas pode chegar uma hora, caso se torne digno o que eu acho muito difícil em que eu possa lhe ajudar, pode também chegar o momento em que eu tenha que lhe matar por um bem maior, mas não se preocupe haverão outros além de mim para conhecê-lo também.

— Outros além de você? – Dizia aquilo me virando e então nada havia lá, ninguém nem mesmo os passos estavam lá.

— (Rapaz, finalmente alguma ação, um mistério de verdade, parece até que é outra pessoa que ta escrevendo esse capítulo haha! Bem vamos ver no capítulo da próxima semana se continua nessa melhora crescente e com alguma ação grande talvez? Afinal os fãs estão pedindo Hehehe!)

Notas finais
O Loko, olha você aqui de novo em mais uma notas finais, estou surpreso de ter sequer passado das notas do autor haha! Em todo caso eu sei que coloquei um pouco de religião na história, mas era apenas pelo contexto de movimentação, isso não será o foco da história. E Infelizmente para vocês não é outra pessoa que escreveu este capítulo, sou eu mesmo ausdhaus foi só uma brincadeira do personagem asduusdh. Convido vocês que gostaram da história a me seguir no twitter, lá eu posto algumas ideias que estou tendo e algumas coisas que estou fazendo, mas nenhum spoiler direto da história.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.