Favorite Drug
1 Favorite Drug - Capítulo único.
Notas iniciais
Música que me ajudou a escrever: http://letras.mus.br/porcelain-and-the-tramps/835281/
Obs: É um estilo meio gótico industrial.
Boa leitura! ♥
Era madrugada, apesar de não parecer devido àquela agitação do local. Luzes de tonalidades selecionadas para dar um tom mais erótico ao recinto eram bem posicionadas, deixando tudo mais agradável e excitante. Apesar daquela casa luxuriosa se encontrar num bairro periférico, os visitantes eram sempre pessoas cheias de requintes.
E nada daquilo parecia ser inédito para si, enquanto obsevava minuciosamente aquele local em busca de algo. Ou melhor, de certo alguém que seria o único capaz de sanar sua raiva naquele momento, transformando-a em luxúria. Os passos pesados e a testa franzida deixava bem à mostra toda a irritação de Harbinger.
E estava irritado, muito irritado. Sua vontade era de quebrar os ossos de todos aqueles filhinhos de papai presentes no recinto.
Porém conteve-se. Até porque a sua visita naquele local era em busca de outro propósito. E o propósito pareceu lhe encontrar, pois logo sentiu o olhar celeste sobre si, que lhe fitava atentamente. Virou o rosto para o lado, observando a perfeita personificação de sua luxúria logo adiante, dançando sensualmente sobre um palco de apresentação bem colocado naquele local. E que mesmo acompanhado de alguns outros, sua beleza naturalmente erótica era a que mais atraia todos os olhares daquele local tão abaçanado pela incontinência.
Inclusive o seu olhar. E de certo modo irritava-se por sentir-se são atraído por aquele maldito homem.
E os olhos azuis tão vivos dele pareciam apenas lhe observar naquele instante. Como se estivesse insinuando-se para si, num convite mudo para despertar todos os seus instintos carnais. E o âmbito sensual que envolvia aqueles olhos azulados talvez fosse o seu ponto fraco para deixar-se cair naquela áurea tão intensa e lasciva.
E além dos movimentos libidinosos da dança e da troca de olhares tão luxuriante ainda tinha como um toque final a música que tocava no momento, fazendo tudo conspirar para cair naquela perdição...
Eu sou sua droga favorita
Sua droga favorita
Apenas uma provada nunca é o suficiente
Eu sou sua droga favorita
Você não consegue se livrar deste vicio, não
Eu sou sua droga favorita
Sua droga favorita
“Eu sou sua droga favorita...”, tsc, será que aquela música foi realmente feita para ele? Foi o que pensou no momento em que escutou aquilo, achando tudo muito ironia do destino enquanto andava em passos pesados até o outro lado do local, ignorando completamente as outras pessoas que estavam no caminho.
E conforme se aproximava, conseguia constatar ainda mais de perto a beleza tão conhecida de Schiller. E o sorriso do ruivo parecia apenas alargar-se ao vê-lo aproximar-se de uma maneira tão urgente.
E ele sabia disso. Sabia que o taurino buscava por si urgentemente.
Eu vou colocar minhas unhas nas suas costas
Você consegue me sentir como um ataque de espinhos?
Você quer e pede de joelhos na minha frente
Mas não enquanto você não implorar por favor.
E a maldita musica parecia deixa-lo ainda mais centrado naquele desejo tão crescente em seu âmago.
Mas o pior era o sorriso dele... Schiller parecia alargar ainda mais aquele meio riso sensual ao ver sua raiva, como se gostasse daquilo. E tão logo o ruivo já estava desvencilhando-se dos demais dançarinos da casa, sabendo que com certeza ele viria atrás de si.
E logo já estava andando por um vasto corredor, com várias portas onde cada uma delas dava para um quarto, local onde levavam clientes com vontades mais intensas. Tocou suavemente a maçaneta de uma porta qualquer, olhando o objeto de metal em sua mão, distraído, ainda com o meio riso.
Mas logo sua falsa distração foi cortada ao sentir seu ombro direito ser segurado e puxado com certa força, fazendo-o virar-se para o outrem. As costas bateram contra a porta de madeira, fazendo-o gemer levemente baixo com aquela brutalidade. Por sorte estavam sozinhos no corredor, porém alguém poderia chegar á qualquer momento... O que tornava a situação ainda mais desejosa quando sentiu o maior o prensar mais contra a porta e encostar os lábios em sua orelha esquerda.
- Novamente deixado de lado? – Sussurrou cheio de malícia para o maior que parecia inebriando-se em seu pescoço, passando o nariz pela pele sensível, deixando-lhe arrepiado por sentir a respiração quente contra sua tez, porém, o sorriso permanecia em seu belo rosto andrógino.
- Desgraçado... – O respondeu apenas com uma única palavra, descendo ambas as mãos grandes até a cintura delgada do canceriano, apertando-a e o puxando mais contra si, começando a roçar seus lábios na pele deliciosamente exposta.
Os efeitos colaterais são sexuais
Você ama o modo como eu experimento
Os efeitos colaterais são sexuais
Você ama o jeito que eu digo
- Vamos para o quarto... – A voz do canceriano era rouca e convidativa. O corpo magro que estava coberto apenas por roupas sensuais típicas dos dançarinos daquela casa de luxúrias deixava evidentes as curvas do corpo completamente perfeito.
E ele era perfeitamente sensual. Erótico, libidinoso, salaz...
O taurino não lhe respondeu nada concretamente, apenas abriu a porta e com impetuosidade o puxou para dentro daquele cômodo, fechando em seguida enquanto roubava-lhe um beijo impudico.
Tinha muita raiva naquele momento por sentir-se trocado por outro. Mas era nos braços daquele homem tão concupiscente que conseguia esquecer tudo isso. Aquele ruivo que era bem mais sensual e que atraia bem mais a sua atenção...
Eu sou sua droga favorita
Sua droga favorita
Apenas uma provada nunca é o suficiente
Eu sou sua droga favorita
Sua droga favorita
Você não consegue quebrar este vicio, não
Eu sou sua droga favorita... droga favorita...
Sua droga favorita
A língua cálida do maior parecia a cada segundo mais desesperada por domar a sua entre o ósculo ousado que se fazia no momento. Ele o prensava com força contra a parede, o fazendo gemer mais cheio de tesão enquanto correspondia-lhe o beijo ousado. Movia com um pouco de dificuldade o corpo que estava prensado entre a parede e o físico forte e escultural do taurino, roçando-se de uma maneira bastante ousada, provocando no outrem mais arrepios, sentindo a forma que o corpo dele correspondia prontamente ao seu.
Aos poucos as roupas iam sendo retiradas apressadamente, sendo jogadas pelo o chão, até que logo ambos já estavam na larga cama. As mãos grandes seguravam com bastante firmeza a cintura de Schiller, o puxando mais contra si, fazendo-o sentir sua masculinidade em riste contra a entrada desejosa, o que parecia estar levando-o a loucura.
O canceriano o encarava com um olhar lascivo, abraçando a cintura do maior com ambas as pernas e lambendo os próprios lábios sensualmente, deixando a boca deliciosamente desejável ainda mais úmida e convidativa. Os braços envolveram o pescoço dele e o puxou para um beijo erótico, e logo gemeu entre o beijo ao senti-lo ganhar cada vez mais centímetros em seu corpo, tomando-o para si.
Os movimentos já se tornavam mais velozes. Schiller gemia sensualmente e contorcia seu corpo a cada nova investida em seu ponto de maior prazer, passando as unhas grandes pelas costas largas, deixando suas marcas no taurino. Ondulava o corpo e rebolava sensualmente contra o falo em riste que o tomava naquele momento, tornando o ato mais impudico, sentindo mais prazer e tendo a certeza que ele estava enlouquecendo juntamente a si.
Beijos eróticos, mordidas cálidas, arranhões sensuais... Tudo conspirava na mais perfeita sincronia da luxúria.
Os cabelos ruivos espalhavam-se pela cama enquanto era tomado com certa brutalidade, fazendo-o gemer deliciado, o enlouquecendo, e fazendo-o buscar por mais e mais. A pele amorenada coberta por uma fina camada de suor enquanto ele contorcia-se de prazer sob seu corpo, os olhos abaçanados, os sussurros provocativos...
Não havia dúvida alguma, estava viciado nele.
E logo o orgasmo arrebatador dominou ambos os amantes, os fazendo sentir ondas elétricas percorrerem por todo o corpo, deixando a deliciosa sensação de prazer tomar conta de ambos, quase ao mesmo tempo.
O sorriso típico do ruivo permanecia em seus lábios bem desenhados. Aquele sorriso que tanto odiava...
Levantou-se rapidamente da cama, buscando suas roupas e vestindo-as, vendo que ele permaneceu deitado na cama totalmente despido, os cabelos rubros espalhados pelo o corpo levemente bronzeado. Era uma perfeita imagem erótica e bastante convidativa a seu ver. Mas não se daria ao luxo de cair novamente naqueles encantos sensuais.
- Deveria voltar mais vezes. – Quebrou o silêncio que havia se instalado no local enquanto o maior vestia-se apressadamente.
- Eu deveria nunca mais voltar. – Murmurou irritado, de costas para o ruivo enquanto terminava de vestir sua calça jeans. Ele parecia saber o poder de sedução que tinha sobre seu corpo...
- Você sempre volta Harbinger. – Concluiu e deu uma leve risada antes dele sair, vendo como ele bufava irado com aquela afirmação.
Mas era uma grande verdade aquilo.
Andava rapidamente para a saída daquele estabelecimento libidinoso, enquanto sua mente dizia-lhe que Schiller tinha total razão.
Afinal, ele era sua droga favorita.
Fim
Notas finais
Enfim... Espero a opinião de vocês nos comentários! Faça uma autora feliz! :D
Beijos! ♥
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