Fault of Boys- Cameron

1 Modus operante: Não sei lidar.


Notas iniciais
[ Mesmo sendo uma série, essa história pode ser lida a parte e, ainda assim, ser entendida. ] Playlist: ♥ Like I’m Gonna Lose You- Meghan Trainor Feat. John Legend So I'll kiss you longer baby Any chance that I get I'll make the most of the minutes and love with no regrets we're not promised tomorrow So I'm gonna love you Like I'm gonna lose you I'm gonna hold you Like I'm saying goodbye Wherever we're standing I won't take you for granted 'cause we'll never know when When we'll run out of time ♥ Jealous- Nick Jonas I don't like the way he's looking at you I'm starting to think you want him too Am I crazy, have I lost ya? Even though I know you love me Can't help it I'm getting ready to face you Can call me obsessed ♥ Jealous- Labrinth I wished you the best of All this world could give And I told you when you left me There's nothing to forgive But I always thought you'd come back Tell me all you found was Heartbreak and misery It's hard for me to say, I'm jealous of the way You're happy without me I'm jealous of the nights That I don't spend with you I'm wondering who you lay next to Oh, I'm jealous of the nights

O clima estava tão pesado que você poderia cortar a nuvem de tensão com uma faca. Gostaria de dizer que era apenas por causa da condição em que os feridos deram entrada no hospital, mas não era.

A mãe de Jess tinha chegado, mas, mesmo com toda a reputação dela, a única a fazer um escândalo foi a Senhora Henley. Alysson Hill estava mais em choque do que qualquer coisa, e a Sra. Henley correu diretamente para ela, completamente insana, para dizer, no mínimo, no momento em que ela pisou na sala de espera do hospital.

Cage teve que, literalmente, segura-la de ir bater no rosto da mãe de Jess, gritando que a culpa era da filha dela. Insensível. Não é como se ela fosse a única mãe com um filho na sala de emergência. Pelo que as enfermeiras puderam nos contar, Jess foi quem a chegou aqui quase sem batimentos. Asher estava desacordado, mas pelo menos respirava sem a ajuda de aparelhos.

Bray estava dilacerado. Não havia outra palavra para descrever isso. Ele só conseguiu se sustentar em suas próprias pernas até o momento em que ele passou pela porta do hospital e subiu até o andar de trauma. A enfermeira estava em agonia por ter que dizer a ele que não tinha informações sobre o estado de Jess.

Ver um homem tão grande como ele desabar era de cortar o coração de qualquer pessoa, mais ainda quando ele literalmente precisava ser carregado.

Eu entendia o sentimento, eu fui a única que teve de lhe informar sobre o acidente, e, que de onde eu pude ver, Jess não parecia nada bem. Havia mais sangue do que vi em toda a minha vida, e, com certeza, eu estava indo para ter pesadelos no momento em que eu fechasse meus olhos a noite.

Cameron tinha me pedido para dirigir até a fazenda e levar a trágica notícia, então ele me abraçou, como se ele nunca fosse me ver depois disso. A ameaça de perda ficou nele, e ele se segurou em mim por um bom tempo. Mas ele não foi o único atingido. Eu também não queria deixar ele ir, mas eu precisava. Somente família podia ir na ambulância, e, mesmo que eu fosse assim considerada, Cameron era o único de nós dois que realmente tinha o sangue certo.

Eu estava chorando torrencialmente quando ele relutantemente me soltou, e então segurou meu rosto e implorou em um desespero frenético para que, pelo amor de Deus, eu fosse devagar e prestasse atenção na estrada.

— Eu não posso perder você, Emily, você me ouviu? Eu não posso. — Ele disse olhando nos meus olhos, com a voz rouca de emoção. E isso só trouxe mais lágrimas ao meu rosto.

Abri a boca para responde-lo, tentar garantir que ia ficar tudo bem, que eu ficaria segura, que Asher ficaria bem, qualquer coisa, mas eu era inútil. Tudo que eu consegui foi coaxar o nome dele.

Cameron...

A emoção que eu vi em seus olhos foi demais para lidar sem colapsar, principalmente em um momento como esses. Asher também era o meu irmão mais velho, e ele tinha estado lá para mim em todos os momentos que eu precisei. Meu pai não era ruim, mas ele não era muito amoroso e não trabalhava com banalidades, de modo que Asher foi praticamente o meu segundo pai, suprindo tudo que meu pai verdadeiro deixava em branco. Eu já tinha perdido ele uma vez, e foi bem mais que o suficiente.

Eu entendia o desespero que Cameron estava sentindo, em mais de um sentido, porque, apesar de tudo que aconteceu entre nós, ainda tínhamos os sentimentos todos soltos a nossa volta. E ele ainda era o único que eu queria para me segurar agora, e eu queria ser capaz de segura-lo também.

Não era a primeira vez que tinha que lidar com a possível perda de uma vida, mas foi a primeira vez que eu fui confrontada por ela, assim, cara a cara. A ameaça de morte é uma praga. Não fosse o suficiente você se achar em profundo estado de agonia pela falta de conhecimento em saber se as pessoas que você ama iam sobreviver, ou não, ainda tinha aquele sentimento inquietante de impotência que vinha com ela.

Não poder fazer nada era absolutamente uma das piores sensações do mundo. E, não é só não poder fazer nada pelos feridos, mas ter provas mais que esclarecedoras do quanto que a vida humana é frágil e finita, de modo que você também não pode fazer muito pelos sãos, no fim das contas.

Isso se infiltra sem permissão no seu cérebro num momento como esse. Porque, por mais que eu soubesse que era altamente improvável que algo acontecesse com o Cameron, enquanto ele ia dentro de uma ambulância para um hospital, eu também não conseguia me convencer de que solta-lo era uma boa ideia.

Eu queria manter ele por perto, debaixo da minha vista, de onde eu podia ter bastante certeza de que todas as partes estavam inteiras, e ele estava respirando corretamente.

Eu me agarrei nele novamente, segurando sua camisa apertada em meus punhos e enterrando meu nariz contra ela, para sentir seu cheiro e guarda-lo comigo. Para tentar encontrar coragem, mas também refúgio dos meus medos. E eu tinha muitos deles.

— Shh, baby. Vai ficar tudo bem, eu prometo. — Ele sussurrou no meu ouvido, enquanto passava uma mão tranquilizante no meu cabelo. No momento, eu não entendia como ele podia não estar surtando, mas agradeci a Deus, por que, pelos menos um de nós pôde se manter em linha reta. — Mas você tem que me soltar, Emy. Eu tenho que entrar lá com o Asher.

Eu respirei fundo e afrouxei meu aperto. Ele beijou minha testa e então segurou meu rosto novamente, olhando diretamente dentro dos meus olhos.

— Pelo amor de tudo o que é mais sagrado, Emy, vá com cuidado. — Pediu novamente. Eu assenti, fazendo uma promessa inaudível. Ele me estudou por meio segundo, antes de juntar sua boca na minha, em um beijo suave. — Eu amo você, menininha. Sempre.

Não era um adeus, mais um até logo. Uma promessa de que eu deveria esperar por mais. Eu tentava me convencer, porque, no momento, isso soou demais como um adeus para que eu pudesse lidar bem com ele. Eu não disse de volta. Somente atenuaria o tom de despedida. Mas, eu queria. Queria gritar.

Eu o amava também.

E então, ele se virou e saiu, me deixando para lidar com absorver tudo.

Eu dirigi para a fazenda dos Henley em velocidade média, porque, ao mesmo tempo que eu queria chegar logo, eu também queria manter minha promessa para ele. E, chegar lá foi tanto um alívio quanto o início de uma nova dor.

Eu não conseguiria dirigir nem por mais cem metros, as lágrimas já estavam embaçando meus olhos a ponto de ficar quase impossível enxergar. Eu também não me preocupei em estacionar corretamente, ou de forma suave. O que eu fiz foi uma puxada de freios forte o suficiente para chamar a atenção de todo mundo no gramado da frente. Todos e cada um deles olhou em direção a caminhonete do Cameron de forma que a pergunta ‘que porra e essa?’ estava mais que explicita.

Mesmo Bray e a Senhora Henley, que, lembrando agora, pareciam em profusa discursão, pararam e encararam. Não foi até que eu desci que eles perceberam que não era o Cameron dirigindo. E a falta dele não foi perdida, porque essa foi a primeira coisa que eles correram para perguntar. Dizer que eu estava abalada, seria apenas fazer pouco caso da realidade. Com a pressão de todos eles a minha volta, eu mal conseguia formar as palavras.

Até que Max empurrou o aglomerado de cima de mim, inclusive sua mãe, e segurou o meu rosto.

— Respire, baby. — Ele ordenou calmamente. — Dentro e fora. Devagar.

E foi assim até que me acalmasse por tempo o suficiente para puxar uma respiração profunda, ao invés de somente ofegar.

— O que aconteceu? — Ele exigiu quando eu firmei minha respiração. — Onde está o Cameron?

Mas então, meu cérebro confuso não soube processar e absorver tudo em tempo. Eu tinha um recado para dar, mas estava no modo aleatório, de forma que eu não respondi nada a Max.

Uma imagem continuava repetindo e repetindo na minha mente. E, por mais que eu quisesse garantir a eles que Cameron estava bem, e Asher machucado, porém não tão mal, aparentemente, a única coisa que eu fiz foi girar ao redor até encontrar o olhar meio assombrado do Bray.

Então eu corri diretamente para ele e segurei seus braços, provavelmente mais apertado do que eu pretendia.

Eu disse apenas uma coisa. Todo o resto, acho que ele foi capaz de ler nos meus olhos.

— Foi Jess.

. ♥ .

A chegada até o hospital foi meio que um borrão para mim. Eu acho que vim com o Mark, mas eu não conseguia ter certeza. Eu sabia que Max me segurava apertado, e eu só o apertava de volta, porque eu estava meio desligada emocionalmente. Meu melhor amigo parecia assustado, mas ele estava aguentando melhor do que eu.

Senhora Henley precisou de um sedativo, no fim das contas.

Bray se arrastou até um canto da sala de espera e estava sentado no chão, com os joelhos para cima, a cabeça pendida e os dedos enfiados pelo cabelo. Ele parecia desesperado e prestes a quebrar em mil e um pedaços. Ele também se recusou a um sedativo, e Cage se recusou a deixar aplicarem nele a força. E foi uma merda, porque Mark pensava que eles deveriam sedar o Bray, que não seria humano mantê-lo em tanto sofrimento, porque sim, parecia que ele estava em dor física.

Cage argumentou que desumano seria que eles o deixassem fora do ar enquanto ele estava sob o risco de perder a mulher que ama. E, quando Mark argumentou de volta, com raiva e punhos apertados, Cage apenas se virou para ele e disse: — Se você acha que é melhor dessa forma, então você vai ser o único felizardo a lhe informar caso algo aconteça com Jess enquanto ele dorme.

Mark tanto não podia, quanto foi impedido de rebater essa. Cameron o puxou até colocar distância entre ele e Cage.

Max realmente teve de empurrar o Cage para longe, até que ele estava sentado na cadeira, ao lado de onde Bray permanecia sentado no chão.

Eu podia ouvir seus soluços e ver seus ombros balançando. Eu nunca o tinha visto assim, nem mesmo quando ouviu a notícia da morte de Asher. Naquela época, ele foi um dos que entrou em estado de negação.

A única pessoa que chegou perto de igualar a reação de Bray, foi Nox.

Eu não sei como ela chegou aqui, nem mesmo como ela soube. Mas ela estava aqui, e ela também parecia bastante desesperada. A diferença é Nox permitiu que alguém a segurasse, e Bray não.

Ela estava sendo abraçada pelo Mark no momento em que o médico do Asher saiu para dizer que ele se encontrava estável, mas ainda estavam executando exames para saber se ele permanecia fora de risco. Ele não tratou Jess, mas ele deixou a notícia de que ela estava em cirurgia, e que tinha perdido muito sangue. Ela precisaria de uma transfusão, e seu sangue raro não recebia outro senão aquele que ela tinha. O hospital estava tendo dificuldade em achar o sangue para Jess, e o doc. perguntou se não havia ali nenhum parente dela que tivesse o mesmo sangue.

Bray não tinha se levantado do chão, parecendo não confiar em suas próprias pernas para o sustentar, mas suspendeu a cabeça o suficiente para ouvir e ver o médico. Eu fiquei surpresa que ele não atacou o pobre coitado por informações, como Nox fez. Eu tinha minhas suspeitas de que ele estava em choque.

O médico falou diretamente com a mãe de Jess quando perguntou sobre o sangue.

A pobre senhora Hill estava consternada, pois, como informou, ela não tinha o mesmo sangue que Jess e era o único parente dela que estava presente. O médico nem mesmo foi capaz de ser profissional, e esconder seu pessimismo, quando ouviu isso.

Até que uma voz altiva e masculina se fez audível, do canto mais distante da sala que usávamos. Não acho que alguém tinha prestado atenção nele até o momento, mas ele falou como se tivesse ouvido toda a conversa.

— Eu vou doar o sangue para ela.

A mãe de Jess parecia que ia desmaiar com a informação, tanto quanto eu, não sabia se de alivio ou de choque. Aquele era o último parente de Jess que eu via se oferecendo para fazer isso.

Mas então, aqui estava ele.

— Temos o mesmo tipo sanguíneo. — Steven garantiu ao médico. — E ela é minha meia irmã.

Ele estava com um curativo sob o supercilio esquerdo, e o olho arroxeado e começando a fechar. Tinha um pouco de algodão em uma das narinas, para estancar sangramentos, e uma de suas mãos estava enfaixada. Ele não estava aqui por Jess, mas sim por culpa do Cameron.

O doutor olhou de cima a baixo para o Steven, mas ele não questionou muita coisa mediante sua aparência. Acho que era o desespero falando mais alto, porque Steve parecia uma merda.

. ♥ .

Eu não entendia como ele ainda tinha forças para ficar de pé. Já fazia mais de duas horas que estávamos no hospital, e Cameron ainda não tinha parado de andar de um lado para o outro. Eu o conhecia, e essa era sua reação natural quando ele estava preocupado, mas então, eu também nunca tinha passado tanto tempo perto dele quando ele estava fazendo isso. Era um pouco enlouquecedor.

A sala ainda continuava na mesma, e Cameron era a única movimentação ativa.

Bray ainda estava no chão, mas não fazia mais barulhos. Cage e Mark ainda estavam em cantos opostos, e Nox ainda estava lá com o Mark. Max esteve sentado ao meu lado, mas ele tinha ido verificar sua mãe. A mãe de Jess ainda estava sentada sozinha, e, tanto quanto eu queria ir oferecer algum conforto, ela não parecia querer falar com ninguém.

Eu queria alcançar o Cameron, mas, se tem uma coisa que eu aprendi com o passar dos anos, é que seria melhor deixar ele gastar toda sua energia. Então, resignada, eu apenas esperei.

Steven apareceu novamente, com mais um curativo em seu corpo, dessa vez, pelo menos, ele poderia dizer que era por fazer algo útil. Ele não chegou a entrar na sala, no entanto. Ficou parado no beiral da porta.

Fui a única a notar sua presença. Senhora Hill, Mark e Nox estavam sentados de costas para a porta. Cameron estava andado de cabeça baixa. Bray ainda permanecia na mesma posição, de onde ele não se moveu, e o Cage estudava o chão como se fosse a coisa mais interessante que ele viu em séculos.

Eu me levantei.

— Hey. — Saudei em voz baixa quando o alcancei.

— Hey, Emy. — Ele respondeu com um meio sorriso. Ele parecia cansado, mas não bravo.

Eu esperava que ele pelo menos me lançasse algum desprezo, mas somente foi agradável.

— Eu sinto muito pelo Cameron. — Coloquei para fora, antes de mais nada.

Steven olhou por cima do meu ombro, onde eu supus que ele poderia vê-lo, antes de me olhar.

— Você não precisa se desculpar por ele.

Sim, eu precisava, porque o Cameron nunca faria. Mas a verdade é que Steven não tinha culpa nenhuma sobre os machucados que ele recebeu. Ele não estava indo para chegar a qualquer lugar comigo que eu não quisesse, e Cameron agiu como se ele fosse me estuprar.

— Ainda assim, eu sinto muito. — Garanti. — Como você está se sentido?

— Morto. — Ele brincou com um pequeno sorriso, mas então pareceu reconsiderar, levando em conta toda a situação. — Sinto muito. — Suspirou. — Eu estou exausto. Acho que derramei mais sangue do que o recomendado hoje.

Nem brinca.

— Aliás, foi muito legal da sua parte doar sangue para Jess. — Eu disse.

— Eu sou um idiota de meio período, Emy. — Eu ri. Steve deu de ombros. — Não, sério. Nós não podemos ser acusados de nos dar bem, mas eu não quero ver ela morta. Depois de tudo que Jessica já passou na minha mão, era o mínimo que podia fazer.

— Foi um mínimo grandioso, Steve. — Eu lhe garanti, porque ele parecia sincero.

Ele deu de ombros novamente, e essa foi a primeira vez que eu notei Steven Jackson sendo algo perto de tímido. Então ele olhou por cima do meu ombro novamente, e, impassível, voltou a olhar para mim.

— Eu acho que é hora deu ir. Preciso urgentemente tirar um cochilo. Me ligue se eles precisarem de mim novamente, sim? Você tem o meu número.

Eu balancei a cabeça afirmativamente, e então o abracei. Foi um abraço bastante curto, e, num intuito de despedida, eu beijei sua bochecha.

Steven sorriu, antes de se virar e sair sem mais nenhuma palavra. Eu apenas fiquei e assisti ele ir.

Senti sua presença atrás de mim antes de ouvir sua voz.

— Emy. — Chamou num tom contido.

Eu me virei e o encarei. Algo estava fora de lugar, porque, apesar de seus pulsos estarem fechados e apertados, ele não estava agindo sobre nada. Ver um Cameron segurando seu temperamento era novo.

— Eu espero que tenha sido o suficiente de uma despedida, menininha, porque eu não posso lidar com isso. — Ele me informou.

Eu hesitei.

— Com o quê você não pode lidar?

— Com o jeito que ele olha para você. — Diz. — Eu quase desejo que ele olhasse para você com o interesse que olha para qualquer outra garota, mas não, ele também sabe que você é diferente. Especial. Eu reconheço no rosto dele quando ele observa você. — Cameron me informa, colocando em seu olhar um monte de palavras não ditas.

— Steve não tem sentimentos por mim, Cameron. — Eu nego.

— Um cego veria, querida. — Assegura. — Mas ele não pode ter você, no entanto.

— Não?

Cameron balança a cabeça. — Não. — Confirma, e então coloca os braços ao redor da minha cintura, e me puxa para perto dele. Encosta sua testa na minha, encara meus olhos. Ele está a uma respiração de distância da minha boca, me deixando sem folego. — Não. Ele não pode ter o que é meu, Emy. Nunca.

Com isso, sua boca está na minha.

Eu me derreto nele, e, no momento em que sua língua pede passagem pelos meus lábios, eu sei que ele está certo.

Por mais que eu seja capaz de oferecer o meu corpo para o Steve, uma parte de mim nunca poderá ser tocada por ele: o meu coração. Por que este pertence ao Cameron, e eu não estou vendo ele me devolvendo em qualquer momento em breve, nem, possivelmente nunca.

A última coisa que penso antes de me entregar no seu beijo, é que esta foi a primeira vez que ele me tocou em público.

. 3 .

FAULT OF BOYS- BRAY

Eu tinha certeza que não estava bêbado, e se eu não estava, ela com um inferno de certeza não estaria. E isso é que não fazia nenhuma merda de sentido. Essa atração, esse fogo que surgia quando ela me tocava. Se eu fosse honesto comigo mesmo diria que até a maneira como ela olhou para mim, me afetou pra caralho.
Essa atração, de onde vinha? Onde ela tinha estado todos esses anos?
Porque eu não poderia ter reparado nisso antes? Ah, sim. Porque eu gastei anos desejando o que meu irmão tinha, e me esqueci de olhar ao meu redor. Teria feito da minha vida um lugar melhor do que está agora. Jess esteve lá o tempo todo, eu apenas não podia tirar minha cabeça do bunda tempo o suficiente para ver isso. E, porra, agora que eu via, certo como merda, que eu não vou deixa ir.

Notas finais
Hei pessoas! Como tão? Primeiramente eu queria saber o que acharam do dueto Cameron-Emily? Segundo: #TeamBonsMeninos (Mark-Asher-Max) ou #TeamBadBoys (Bray-Cage-Cameron) ??? É isso aí, até o next. Bjos. P.s.: Pobre Bray :´(