Fault of Boys- Cage
3 As memórias serão meu próprio castigo
Notas iniciais
Vir ao bar era o ponto alto do meu dia, desde que Lena e Mark começaram a namorar duas semanas atrás. Mas hoje, quando eu cheguei, fantasiando sobre beber até que a realidade não fosse um problema, não fui o único.
Parecia a droga de uma reunião de família. Bray já estava aqui quando passei pela porta. Cameron estava fumando um cigarro e observando cada passo que Emily dava.
Em é praticamente da família, seus pais são donos da fazenda ao lado da nossa, e ela não tem irmãos, de modo que os seis de nós assumimos este papel desde que ela era um pequeno bebê. O que ela não é agora, e acho que Cameron notou isso mais que o resto de nós. Mas eu não estou prestes a me meter neste problema.
Max estava jogando sinuca com alguns colegas, e dona do bar fazia um esforço em tentar não se lembrar que ele tem apenas 19. Ele é um enorme bastardo, maior que quase todos nós, exceto Bray, então é fácil esquecer.
Mark e Lena entraram logo atrás de Asher e Nox. Mark parece o canalha mais feliz do mundo enquanto tem suas mãos na minha garota. Porra, não! De novo não... Ela é a garota dele, graças ao grande filho da puta que vos fala.
Asher entra a uma certa distância de Nox, é tudo o que ele vem tentado fazer ultimamente, e eu não posso dizer que eu entendo. Eu vejo como Nox olha para ele. Para ela é como se Asher tivesse pendurado a droga da lua. Ele vem se mantendo de se aproximar dela por achar que seus sentimentos estão confusos. Mas, porra, Nox não está confusa. Ela tomou uma decisão quando disse não ao Bray, apenas Asher parece não ter notado isso.
Bray, que estava sentado ao meu lado, se contorceu no banco.
— Lá se vai uma noite agradável — resmunga, e eu tenho de concordar. Bray toma o último gole do que estava bebendo e levanta.
— Onde você está indo? — Questiono. — Fugindo tão cedo da reunião de família?
— Eu não tenho mais nobreza restando em mim para assistir a esta merda. Vou procurar um lugar com menos expectadores para o meu porre, talvez fora da cidade. Diga a mamãe que eu não vou dormir em casa esta noite, a última coisa que eu preciso é que ela chame a polícia. Não tenho mais 18 anos. — Ele dá um último longo olhar na direção dos casais felizes, e suspira, antes de se virar com um: — Boa sorte!
Yeah! Vou precisar.
Eu deveria ter seguido Bray.
Eu bebia o suficiente para que a bebida demorasse para fazer efeito no meu organismo, e, especialmente esta noite, ela não parecia estar fazendo nenhuma merda de diferença.
Eu me sentei aqui fingindo que não ouvi todas as risadas forçadas que ela deu. Ou como já era a terceira vez que ela jogava uma perfeitamente boa e cheia lata de refrigerante no lixo. Ou que ela foi ao banheiro seis vezes, mesmo não estando bebendo porra nenhuma.
Atualmente ela e Nox estavam tendo uma conversa atrapalhada, enquanto Mark jogava sinuca, e Asher caminhava diretamente na minha direção.
Às vezes eu simplesmente odeio a conexão que temos.
— Pare com esta merda, Cage. — Ele diz e eu travo minha mandíbula — Mark é o único que não percebe como você olha para ela.
— Isso, ou ele prefere ignorar. Volte para sua mesa Ash, eu não preciso de uma grande lição.
— Eu não vim te dar uma lição, só um aviso: Tire seus olhos da mulher do seu irmão, não precisamos de mais merda nesta família.
Eu aperto minha mão na beirada do balcão a ponto de sentir algumas farpas da madeira furarem minha pele.
Asher avalia minha reação — Não é tão bom quando é com você, né? — Filho da mãe, ele estava usando minhas palavras contra mim. — Merda, Cage! Porque você deixou ela fazer isso? Eu vejo a forma como ela te olha, não é a mesma que ela olha pro Mark. Lena finge bem, mas você está tornando isso difícil para ela. Eu posso ver que ela não quer feri-lo. — Asher aponta sua cabeça na direção do Mark — Pense bem no que vai fazer, mano.
— Não pretendo fazer coisa nenhuma, Ash. Ele é a melhor escolha.
— Mas que porra? Cage, não...
Cortei seu grande discurso— Nós dois sabemos que é verdade. Agora volte para a mesa, sua garota está esperando por você para tomar uma porra de atitude.
Asher me lança um olhar cansado — Não isso de novo...
— Asher Mason Henley, cada pessoa desta merda de cidade sabe que Nox só está esperando por você para toma-la. Ela é sua cara, sempre foi.
. ♥ .
Eu estava ficando maluco. Fazia quase quarenta minutos que Mark a levou embora. Estava cedo para sair de um bar na sexta à noite, e eu só ficava me perguntando o que eles estavam fazendo. O pensamento de que eles poderiam estar transando me tira do meu caminho. Com uma neblina assassina eu levanto do meu banco de bar e entro no meu carro.
Minha compostura rachou em mil pedaços. Eu tinha empurrado Lena para o Mark, mas eu não podia deixar isso acontecer. Era a mim que ela queria. Ela é minha, seu prazer era meu. Não dele. De desgraçado nenhum. Apenas meu.
Eu já devia estar um pouco bêbado a essa altura, quando tomo a decisão de caçar o filho da puta que levou minha mulher. Não que eu tenha ido muito longe. Acho Lena duas quadras depois da sua casa, andando sozinha.
Eu paro o carro, e desço. Lena se assusta, mas não grita quando vê que sou eu.
— O que você pensa que está fazendo andando sozinha no escuro?
— Não está tão escuro, Cage. Caso não tenha percebido já inventaram essas coisas geniais chamadas postes. — Sua voz soa irritada, e ela não para pra falar comigo. Eu sigo atrás dela.
— Quer parar de andar? Por que você está tão irritada? — Ela me ignora. Eu alcanço seu braço, forçando-a a parar.
Lena se vira para mim intempestivamente— O que você quer comigo? — Grita irritada. Ela esteve bebendo em algum momento desde que o Mark a deixou em casa até agora, pois sinto o cheiro em seu hálito. — Você diz que devo ficar com ele, mas me olha a noite inteira. Me deixe em paz Cage, eu entendi que não quer nada comigo, eu segui o seu concelho.
— Eu não consigo, preciosa. Eu... tem me deixado louco ver vocês dois. — Seguro seu rosto em minhas mãos. Ela tem os olhos marejados, e nublados com confusão. — Ele te tocou? — Pergunto de repente.
— O quê?
— Ele tocou em você? — Minha voz soa um pouco irritada, mas não posso evitar, o pensamento me tem em parafusos.
Ela sacode a cabeça em negação. — Ele apenas me beijou.
— Bom. — Digo resoluto. Havia mais uma questão que eu precisava saber... —Eu podia ver que você estava fingindo. Por que?
Ela ri cinicamente— Por que ele é um bom homem, ele me faz rir e toma conta de mim. Mas ele não faz meu coração disparar, — diz olhando nos meus olhos — ele não traz as faíscas.
Eu puxo seu corpo contra o meu, sentindo-a em meus braços. Descanso minha testa contra a dela, roçando meu nariz contra o seu. Lena ofega audivelmente, meu nome saindo dos seus lábios.
Gemo quando seu aroma invade meus sentidos. Eu a quero, meu corpo pede por ela. Meu pau presta toda a tenção nela, e só nela por um tempo agora. — Me diga o que você quer.
— Droga, Cage! Eu quero você!
. ♥ .
Nossos corpos são extensões um do outro. Eu amo a forma como ela corresponde ao meu toque, aos meus comandos. Como seu prazer aumenta quando eu falo sujo com ela.
Adoro que sua boceta já esteja molhada e tudo que eu tenho feito é beija-la. Seu short preto já descansa no chão do quarto, sua camisa se encontra levantada me dando uma visão clara de seus mamilos rosados, sua calcinha de renda rosa está rasgada em minhas mãos.
— Abra as pernas para mim, — não é um pedido — eu vou lamber esta boceta.
Lena se recosta contra a pilha de travesseiros na cabeceira da cama e faz como eu peço sem hesitar por um segundo sequer.
Ela está olhando nos meus olhos no momento em que minha língua faz contato com a carne tenra entre suas coxas. Eu não perco tempo, ou prolongo. Vou direto ao que eu quero há tanto tempo.
— Porra, preciosa! Esta é a boceta mais doce que eu já provei. — Lena geme, repetidamente enquanto eu continuo a lamber. Suas mãos apertam meu cabelo, me mantendo como se eu fosse a algum lugar. Seus quadris se levantam do colchão em reflexo, quando eu chupo seu clitóris. Ela grita jogando a cabeça para trás. — Isso, não se controle, Lena. Grite para mim, me deixe saber como você adora minha boca em você.
Minhas mãos estão prendendo suas pernas, para impedi-la de fechar quando seu prazer a atinge. Com cada gemido eu me sinto mais louco, eu intensifico o ataque da minha língua em suas dobras.
Ela parece descontrolada, ofegante e a porra mais linda que eu já vi. Suas pequenas mãos deixam meu cabelo e sobem para encontrar seus mamilos empinados. Seus seios estão pesados com desejo, quando ela brinca com eles.
— Foda-se, sim. Aperte-os para mim, amor.
É o fim para ela. Eu aplico mais pressão com minha língua em se clitóris, e ela goza gritando meu nome tão alto que eu tenho certeza de que as pessoas no andar de baixo ouviram.
Eu sequer posso me importar com isso quando eu tiro o que resta de roupas no meu corpo antes de me juntar a ela na cama.
Meu corpo cobre o dela, me encaixando entre suas pernas. Meu pau está tão duro que eu poderia transar com uma pedra e fura-la. Eu serro minha mandíbula e tento me acalmar, mas olhar em seu rosto corado e satisfeito traz meu homem das cavernas para fora.
Abaixo minha cabeça, beijo seus lábios. — Diga-me o que você quer, preciosa.
— Eu quero você, sempre você. Me foda, Cage, eu preciso de você dentro de mim, por favor.
Ela não precisa me dizer mais nenhuma palavra, ela pede e é dela instantaneamente. Eu deixo minha vontade tomar conta de mim, e meu corpo ter o que sempre quis.
Prendo seus braços em cima da sua cabeça, e nós dois gememos quando eu afundo meu pau em sua entrada apertada. Eu não me apresso agora, tomo o meu tempo apreciando quão bem ela se sente a minha volta, ou como nossos corpos se encaixam com perfeição.
Essa mulher foi feita para mim. Ela não tem nenhum receio de me dizer o que quer, dentro e fora do quarto.
— Eu quero montá-lo. — Confessa. E eu estou lá para atender todas as suas fantasias.
Virando nossos corpos, eu assisto quando Lena se posiciona em cima de mim, segura meu pau e guia para sua entrada, afundado nele com um gemido de satisfação. Ela também não se apressa, movimentado devagar sua bunda bonita para cima e para baixo no meu pau, transando comigo da forma mais gostosa.
Eu estou além de mim quando seguro a carne firme do seu traseiro e movimento mais rápido. Puxo um mamilo apertado na minha boca, e mordisco um pouco. Lena joga a cabeça para traz, suas paredes se apertam ao meu redor e eu sei que ela vai gozar antes que ela faça. Depois disso eu estoco deliberadamente, me empurrando mais profundamente dentro dela, até que minha semente é despejada em suas profundezas, e eu a marco com meu prazer.
. ♥ .
Se você me perguntar, eu não fechei os olhos nem por um segundo esta noite. Eu apenas não pude. Senti que a merda estava prestes a bater no ventilador, e minha única preocupação era a mulher deitada comigo.
A distância entre um lado e outro da cama foi demais para mim. Suavemente trouxe seu corpo para perto do meu e a enrolei em meus braços. Eu estava muito certo de que não estava apenas obcecado por ela, eu amava Lena. Mas também tinha certeza que Mark não ia apenas aceitar esta desculpa por ter dormido com a sua — porra — namorada.
A noite se transformou em dia diante dos meus olhos, eu tinha minha garota — sim, minha. — onde eu queria, seu corpo completamente nu cobria o meu e ela dormia pesadamente. Minhas mãos acariciavam de forma involuntária toda a extensão do seu cabelo até o fim de suas costas.
E isso foi quando o pesadelo começou.
O toc toc na porta foi baixo, mas firme. E eu me desembaracei cuidadosamente do corpo de Lena, já sabendo que alguma merda ia dar errado. Ela apenas não precisava assistir.
Vesti minha calça jeans e fui atender a porta do quarto de hotel que eu tinha alugado. Como eu não tinha dito a ninguém onde estaria, só podia ser um dos meus irmãos. Eu só esperava que não fosse o...
— Mark. — Bem, porra! Tinha que ser da forma mais difícil. Eu saí pela porta tomando cuidado para que ele não a visse enrolada na cama, e fechei a porta suavemente atrás de mim. — O que você está fazendo aqui?
— Cara, já são oito da manhã e você não tinha voltado para casa. Mamãe mandou caçar sua bunda e ver se você não tinha conseguido ser preso em alguma confusão desta vez. — Ele fala com um sorriso. — Pense na surpresa que eu tive quando vi seu carro na porta do hotel. Você geralmente não precisa de tanto conforto para transar. O que me faz pensar sobre quem é a pessoa tão especial você teve aí ontem à noite. — Ele gargalha alto.
— Shh. Cale-se.
— Oh merda, ela ainda está aí? Você deixou uma menina passar a noite?
Não qualquer menina, porra. Lena não era como qualquer uma das outras que eu tive. Eu apenas apertei minhas mãos em punhos com raiva. Ele não deveria estar aqui.
Ignoro propositalmente suas perguntas. — Você já sabe que estou bem, agora dê o fora.
— Qual é mano, quem está aí com você? — Ele fala brincando, mas eu fico como um cervo na frente dos faróis. Eu vejo toda a diversão deixar seu rosto quando eu travo, sem conseguir mentir uma resposta para ele. Eu nem sequer poso fingir, ele já sabe que algo está errado. — Cage? Que porra está acontecendo? Me diz quem está aí.
Eu sou incapaz de olhar nos olhos do meu irmão e admitir o que eu fiz. Mas não preciso, ele junta dois mais dois sem minha ajuda.
— Ela não estava em casa hoje de manhã... — resmunga para si mesmo encabulado. — O que você fez, Cage? Por favor me diz que você não fez o que eu estou pensando. Diga-me que não é ela. — Ele implora.
E, mais uma vez, eu não posso.
Mark passa por mim e abre suavemente a porta, com todo o medo de uma pessoa a ponto de perder a esperança.
Ele fecha os olhos com força, sua respiração acelera. Ele não grita comigo, ou faz um show. Mas se vira para mim, fechando a porta com a mesma suavidade que abriu.
Com os punhos em nós, diz: — Eu nunca pensei que você fosse capaz de me trair. Aparentemente, eu estava errado. — Ele ri em desprezo — Espero que ela valha a pena, irmão. Pode ser que ela faça com você o mesmo que fez comigo.
Eu travo meus dentes, seu comentário desperta meu lado propenso a socar a cara das pessoas. Ele pode falar o que quiser de mim, mas não vou permitir que ele fale assim dela. — Não! Não fale dela assim. — Respiro fundo, tentando controlar meu temperamento. — Xingue, fale mal, odeie. Desconte toda a sua raiva em mim, me bata o quanto quiser, eu não vou reagir. Mas não fale mal dela. Ela não merece. Foi tudo minha culpa.
Mark me olha com desprezo.
— Você não merece qualquer sentimento vindo de mim, nem sequer o ódio, por que isso ainda significa que eu me importo. Eu não vou sequer te bater Cage, por que assim as coisas estariam acertadas, e eu prefiro que você sofra com a culpa.
O olhar no seu rosto me diz que de hoje em diante eu estou morto para ele.
Eu pedi pela minha destruição, e as memórias vão ser meu próprio castigo.
Fale com o autor