Faud

4 Capítulo 4 - Inquieto


Notas iniciais
Desculpe com a demora! Foi difícil para mim escrever esse capitulo e também viajei esse final de semana então demorei para terminar.
Mas ufa, consegui!
Espero que gostem do capitulo e comentem por favor!
Como prometido fiz esse capitulo um pouco longo que os anteriores e vai aumentar daqui por diante, OK?

A musica estava alta e era bem alegre.

Em meio ao salão havia um grupo de dançarinas que entretinham os convidados com suas danças sensuais. Os convidados estavam espalhados pelo salão. Alguns prestavam atenção na dança enquanto bebiam, outros estavam sentados conversando com conhecidos.

Algo peculiar havia ali era a presença de vários corredores. Estes corredores levavam a quartos privados se algum convidado quisesse continuar uma ‘conversa’ mais íntima com uma mulher ou até mesmo com um homem.

Mas o que mesmo estava roubando a atenção de todos era a linda e jovem 'mulher' que estava sentada ao lado do anfitrião da festa. Bem, pelo modo de como Faud estava vestido, todos ali não imaginavam que ele era na verdade um homem. Mesmo assim, Faud não podia negar que sempre fora desejado por muitos e sabia que se vestisse bem atrairia mais olhares desejosos como estava ocorrendo ali.

Algumas mulheres o olhavam com inveja por está chamando atenção e por estar tão perto de Jafar. Já os homens admiravam a sua beleza e também sentiam inveja, mas por Jafar guardar uma flor tão exótica só para si. Jafar percebia tudo isso e se divertia com os olhares que eram lançados para Faud.

–Eu sabia que você atrairia a atenção de todos na festa. –disse Jafar para Faud que estava ao seu lado.

–É por isso que não me visto desse jeito. –disse Faud indignado.

Ele odiava chamar tanta atenção. Aquilo o estava incomodando muito.

–Não diga uma coisa dessas. Sabe o quanto você poderia ganhar se utilizasse mais essa beleza toda? Certamente poderia ganhar o suficiente para pagar a sua divida.

–Prefiro ganhar meu dinheiro honestamente.

–Você realmente é muito ingênuo.

Faud não falou nada e Jafar preferiu deixar assim. Não queria brigar com ele por coisas bobas. Jafar queria que Faud estivesse de bom humor para poder avançar as coisas. Jafar ficou planejando em sua mente como levaria Faud para aqueles quartos privados, mas seu pensamento foi interrompido quando uma linda mulher apareceu em sua frente.

–A quanto tempo não é Jafar!

–Como está a mais linda flor do deserto? –disse Jafar se levantando e beijando a mão direta da mulher.

–Pare com seus galanteios Jafar. Sabe muito bem que isso não me atinge.

–Minha querida Layla, acho que já se passou o tempo em que as mulheres caiam aos meus pés. E tenho certeza que você era uma delas.

–Como você é modesto. Por que fica procurando outras mulheres se já tem uma flor tão exótica ao seu lado. –disse a mulher chamada Layla apontando para Faud.

–É verdade. Ela é uma flor incrivelmente exótica. Tive muita sorte encontra-la. –disse Jafar sentando novamente ao lado de Faud e passando seu braço pelo ombro deste.

–Tenho pena de você, jovem. Ficar na teia desse homem é muito perigoso. Mas olhar para a cor de seus olhos vejo que você tem um longo caminho pela frente. Então acho que não preciso me preocupar em te tirar dos laços desse homem.

Faud se surpreendeu. Era a primeira vez que encontrava alguém que parecia saber o que a cor de seus olhos significava. Ele queria que ela falasse mais, mas teve receio em ouvir algo que pudesse ser desagradável.

–Pare com essas coisas. Até parece uma sacerdotisa. –disse Jafar rindo.

–Você sabe muito bem que esse tipo de ocupação não é para mim. –disse Layla se sentando no lado de Jafar que estava vago.

Os dois conversavam animadamente de um jeito bem intimo. Podia perceber que os dois já se conheciam a bastante tempo. Aquela intimidade deixava Faud incomodado. Ele era o excluído da conversa. Faud já pensava em sair dali quando Jafar se levantou repentinamente.

–Minha querida flor terei que me ausentar por um momento. Mas pode ficar conversando com a Layla. Tenho certeza que vai apreciar sua conversa.

Jafar se distanciou e foi conversar com um grupo de homens do outro lado do salão. Layla pegou um como de vinho e se aproximou de Faud.

–Pelo que parece você é bem calada. Ainda não consegui ouvir a sua voz hoje. Como se chama flor exótica?

–Meu nome é... Faud. –ele hesitou por um momento se deveria dizer seu nome para aquela mulher.

–Bonito nome. Tem um grande significado, mas é um nome de hom... –Layla não pode concluir o que estava falando pois ela percebeu Faud era realmente um homem. –Há! Você me enganou meu jovem. Mas saber que você é um homem não diminui nem um pouco a sua beleza para mim.

–Obrigado... –disse Faud um pouco tímido.

–Você trabalha meu jovem?

–Sim... Cuido de uma loja de temperos.

–Que garoto trabalhador. Você está subindo no meu conceito. Gosto de garotos como você que trabalham.

–A senhora também trabalha?

–Sim... Como posso dizer... Eu cuido de uma casa muito conhecida aqui na cidade.

–Uma casa?

–Sim uma casa do prazer! Você sabe o que é isso, não é? –disse Layla sorrindo maliciosamente.

–Sim! –disse Faud ficando todo vermelho.

–Não se preocupe. Não farei nada com você jovem. Por que não conversamos sobre outra coisa?

Com a sugestão os dois começaram a conversar sobre varias coisas. Depois de vários copos de vinho Faud ficou mais aberto e conversou mais animadamente com Layla. A principio ele a achou uma mulher chata, mas com a conversa que estava tendo percebeu que Layla sabia de muitas coisas.

Como Faud não estava acostumado a beber muito ele começou a se sentir sonolento e um pouco tonto. Pedindo desculpas a Layla, ele se levantou e procurou pela saída. Mas ele só encontrava portas que levaram para vários corredores. Por fim ele decidiu entrar em um desses corredores, mesmo não sabendo para que serviam. Andando um pouco encontrou um escada que parecia levar para um quarto.

'Droga, essa casa é um labirinto, não consigo achar a saída. O único jeito é sair pela janela. Se essa escada der para um quarto certamente deverá ter uma janela e de lá eu vou sair.'

Enquanto subia Faud se sentia incrivelmente sonolento, então ele se apoiava na parede para não cair. Mas Faud tropeçou na escada e desequilibrado pendeu para o lado, mas antes que se acaba no chão uma mão agarrou seu ombro e deu apoio para não cair.

–Jafar! –disse Faud se virando.

–Você bebeu muito, não? O que você está fazendo aqui?

–Quero ir para casa.

Jafar balançou a cabeça negativamente e empurrou Faud para frente fazendo-o subir novamente as escadas. No final das escadas havia um lindo quarto muito parecido com o qual Faud teve que se trocar. Repentinamente Jafar pegou Faud pelos braços e jogou-o na cama macia. Aquilo pegou Faud de surpresa, mas antes que fizesse outro movimento Jafar já estava em cima dele prendendo suas mãos.

–Parece que você já está no ponto. –disse Jafar com um sorriso malicioso.

–Deixe-me. –disse Faud tentando se soltar.

–Não. Essa noite eu terei você só para mim, querida flor exótica.

Antes que Faud pudesse falar algo, sua boca foi colada aos lábios de Jafar. Este parecia querer mais daquele contato simples, pois sua língua pedia passagem por entre os lábios macios de Faud. Confuso e sonolento Faud não resistiu e se rendeu aos beijos de Jafar.

Ele era muito experiente, então sabia dar prazer só com um beijo. Sua língua explorava cada canto daquela boca virgem e desejada por muitos. Sugava avidamente e mordiscava. Sua língua se enroscava com a de Faud. Isso fez todo seu corpo tremer.

Faud se sentia estranho a cada investida que a língua de Jafar fazia em sua boca uma onda de calor invadia seu corpo. Aquele beijo estava tirando todo o seu fôlego e resistência. Ele não conseguia pensar mais em nada, a não ser como aquilo estava bom.

Por fim, quando o ar faltou para os dois Jafar se afastou e observou Faud. Este estava com os olhos semicerrados, ofegava rapidamente e estava bem vermelho. Aquela imagem de Faud assim estava deixando Jafar ainda mais excitado.

Jafar voltou a beijar Faud mais profundamente e começou a toca-lo. Primeiramente nas costas, depois sua mão ia descendo até sua pernas. Ainda aos beijos, Jafar fez Faud separar suas pernas e se colocou em mais contato com ele.

Mas aquilo não era o suficiente. Jafar queria sentir mais daquela pele parda exótica. Então ferozmente rasgou a parte de cima do vestido. Deixando todo o pescoço e o peito de Faud exposto. Nesse momento Jafar se afastou para contemplar Faud novamente.

Faud não tinha mais forças para nada. Sua mente dava voltar e o calor percorria todo o seu corpo deixando-o excitado. Mas aquilo tudo ainda era novo para ele, então sentiu uma vergonha imensa quando Jafar rasgou o vestido deixando-o quase todo exposto.

A imagem de Faud naquele momento deixou Jafar ainda mais excitado. Faud estava vermelho de vergonha e tentava desviar os olhos de Jafar, ofegava rapidamente e tenta esconder com suas mãos seu peito desnudo. Mas aquilo deixou uma imagem erótica na mente de Jafar.

Não aguentando mais, Jafar pegou as mãos de Faud e a prenderam em cima da sua cabeça. E sua boca foi em direção ao pequeno e delicado pescoço de Faud. Começou a lamber e a dar leves mordidas.

–Huuummm! –gemeu Faud levemente quando Jafar deu um chupão no seu pescoço.

Jafar sorriu ao ouvir aquilo. Agora ele tinha certeza que Faud estava gostando do que ele estava fazendo. Já Faud se surpreendeu consigo mesmo.

‘Aquele som... foi eu quem fez?’ pensou Faud com o pouco de consciência que ainda lhe restava.

Faud pensou em resistir, mas Jafar continuava a lamber e morder seu pescoço. Até que a boca dele encostou no ouvido de Faud.

–Você gostou disso? –disse enquanto lambia a orelha de Faud.

–Não... Huumm...

Faud não estava aguentando aquilo. O calor que estava sentindo era imenso. Nunca em sua vida sentira isso antes. Mas ele não tinha forças para resistir aquilo tudo.

Jafar continuava a lamber e a distribuir chupões pelo pescoço de Faud. Ali ele podia sentir nitidamente o cheiro e o gosto de Faud. E isso o estava deixando louco. O cheiro de Faud era delicioso. Tinha um toque doce, mas ao mesmo tempo era cítrico. Jafar queria se deliciar mais com aquilo.

Assim sua língua começou a descer para a clavícula de Faud. Assim como sua língua, suas mãos também se movimentaram. Elas passaram das pernas para as nádegas, apertando-as e puxando-as para fazer mais contato.

–Ahhh... –gemeu Faud de prazer e surpresa.

Faud podia sentir um volume grande no meio das pernas de Jafar que de vez em quando se esfregava nele. As grandes mãos de Jafar estavam agarradas em suas nádegas e sua boca passeava pelo seu corpo.

‘Isso está indo longe demais...’ pensou Faud.

Ele sabia que estava se sentindo incrivelmente excitado e que estava gostando aquilo tudo, mas sua consciência o acusava. Ele sabia que estava fazendo isso pelo simples prazer e que não sentia nada por Jafar. Ele sabia que Jafar só estava interessado em seu corpo e não em sua pessoa. Isso era ainda pior. Se entregar para uma pessoa que não o amava era uma das coisas que sua mãe o pediu para não fazer. Se ele continuasse com aquilo Faud se sentiria como se estivesse mentido para sua mãe.

‘Preciso resistir’

Por fim o desespero bateu em Faud. O prazer que estava sentindo se transformou em enjoo. Lágrimas começaram a brotar nos olhos de Faud. Tudo o que ele mais prezava era as suas memorias e lições que aprendera de sua preciosa mãe.

‘Eu não quero desaponta-la’

Faud precisava pensar em como tiraria aquele homem grande de cima de si.

Notas finais
E ai gostaram do Jafar atacando o pobre do Faud?
Foi a primeira vez que escrevi algo desse tipo então estou meio insegura se escrevi bem... Então me digam se fui bem ou ruim, ok?
Ah! A Layla é um personagem muito importante futuramente e ela está ligada de certa forma ao Heidrun. Vocês entenderam a piada de Jafar ao dizer que ela parecia uma sacerdotisa? Vocês entenderam o que é uma casa do prazer?
Aquilo não entenderem é só me perguntar que responderei!
Será que Faud ira conseguir fugir de Jafar?
O que o futuro o reserva?
Só esperando o próximo capitulo!