Father's Day

1 Capítulo 1


Notas iniciais
É a primeira vez que escrevo uma fanfic da serie Sherlock (BBC), realmente adoro a série bem como os livros de sir conan doyle. Finalmente tomei coragem e escrevi algo...

Espero que gostem!

-Finalmente... –Suspirou aliviado enquanto descia do carro, em frente de sua casa. John Watson-Holmes sabia que não deveria reclamar tanto, pois a verdade era que não tinha tanto trabalho assim na pequena clínica pediátrica, a não ser alguns casos de epidemia de gripe, normalmente tudo ocorria com muita tranquila se comparada a seus trabalhos anteriores. Por exemplo: o exército (trabalhando em meio a uma guerra) ou pior...Ajudando um certo detetive consultor. O que seu eu do passado iria pensar se o visse agora? Ele sendo um médico pediatra? Provavelmente iria pensar que seueu do futuro deveria estar louco em engajar em uma especialização totalmente aquém do que normalmente estava acostumado... Contudo, a verdade é que a época de desvendar crimes e perigos constantes tinham se findado. Outro capítulo se abriu em sua vida, logo a pediatria se encaixava perfeitamente em sua nova realidade.

-Eu disse para ele checar a correspondência. –Resmungou ao notar a pilha de cartas enfiadas no pequeno buraco destinado ao correio – Não é algo tão difícil de fazer, não é? Qual será a desculpa desta vez? Vai criar mais outra conspiração?

Continuou a resmungar enquanto subia os degraus de sua casa. Às vezes, sentia um sentimento de nostalgia, ali não era 221B, Baker Street. Não. Era um bairro residencial, típico da classe média londrina. Grande e espaçosa. Quem imaginaria que o famoso detetive iria deixar seu covil para ir morar em um ambiente nada sombrio ou recheado de segredos e assassinatos?

-Sherlock? –Perguntou enquanto abriu a porta, foi recebido incialmente pelo Golden terrier, Doyle. O cachorro saltou sobre John, quase o derrubando.

-Oh! Olá! –Disse amorosamente –Senta!

Doyle ignorou o comando e continuou com sua saudação alegre.

-Bloody Hell... Doyle! Assim vais babar o meu casaco! Onde está Sherlock? E as crianças?

O cachorro parecia ter entendido, desta vez. Levantando suas orelhas e correndo pelo corredor, parando e olhando para trás para ver se John o seguia.

-Sim, já vou garoto. Deixe que pelo menos eu...-Subitamente John paralisou, tinha notado algo muito estranho, a casa estava muito silenciosa. Aquilo nunca era um bom sinal. Jogou o cachecol e o casaco em um canto qualquer do hall de entrada –Vamos, Doyle! Mostre onde esses monstrinhos estão!

O cachorro latiu (como se confirmando, ou apenas dizendo eu já iria mostra, você que é lento!) logo seguiu pelo corredor.

“O que será que eles estão fazendo agora?” Pensou, ansioso.

O som de uma pequena explosão e cheiro de fumaça advindo da cozinha respondeu a sua pergunta silenciosa.

-Esssperimentooo! –Gritou uma voz infantil.

John tomou coragem e adentrou na cozinha, apesar de anos morando com Sherlock se supunha que já deveria estar preparado para esses eventos, mas a verdade é que sempre se surpreendia com o caos provocado por seu marido e agora até suas crianças também faziam parte do clube “deixem John Watson louco” (fundando por Sherlock).

A cozinha, muito mais espaçosa que a do antigo apartamento em Baker Street, estava uma verdadeira zona de guerra culinária. Ovo, farinha e manteiga tinham se tornando a decoração dominante. Além disso, uma fumaça negra agora escapava pela a janela aberta.

-O que está acontecendo aqui? –Perguntou para o trio, obviamente, responsáveis pela confusão.

-Esssperimentooo! –Disse um garoto de cabelos loiros escuros e olhos verdes. Usava uma bata de laboratório, provavelmente de Sherlock, cujas as mangas cobriam suas mãos. Também tinha uns óculos de proteção no rosto. O menino sorria, totalmente alheio ao olhar de desaprovação de seu pai.

experimento, Patrick. –Corrigiu Sherlock com um sorriso no rosto e dando um cafune nos cabelos sujos de farinha do menor –E eu já te expliquei, estamos cozinhando e não fazendo experimentos.

-Humm... Hum... –Um garotinho menor, também vestindo uma camisa, muito grande para seu pequeno tamanho, e os meus óculos de proteção, puxava as calças de Holmes e apontava para o fogão. A criança era evidentemente mais nova, cabelos negros encaracolados e expressivos olhos azuis, era difícil não negar de quem ele tinha herdado aqueles traços genéticos.

-Sim, eu sei Anthony. Já iremos pegar os cupcakes. Ou, poderíamos chamar de carvões...

-Vou perguntar novamente, já que obviamente estão me ignorando: O que exatamente estão fazendo aqui?

-Esssperi...-Patrick já iria começar a falar mais foi calado por Anthony que enfiou um biscoito na boca do irmão.

-Cozinhando. –Disse Sherlock dando os ombros – Ou tentando, pelo menos. Eu sou um químico, John, logo o simples ato de misturar os ingredientes não deveria ser algo tão difícil.

-Pois, pelo o visto, seu vasto conhecimento de química não ajudou muito em relação a isso. –John, apesar de irritado, teve que sorrir, era evidente o quão chateado Sherlock estava por ter falhado, afinal de contas, seu marido era orgulhoso demais para admitir um erro e teimoso em demasia para pedir ajuda.

-Mas isso tudo foi por uma boa causa, se me lembro bem, você é um daqueles tipos de caras em que acredita nesse tipo de coisa.

-Se isso é uma tentativa de me fazer te perdoar...

-Hum... –Anthony agora puxava as calças de John, lhe chamando a atenção.

-O que foi, Tonny? Oh! Céus...Veja como você está sujo. –O menino apontou para a mesa, ignorando o pai que tentava limpar seu rosto.

-O que? –John se deixou ser puxado pelo seu filho caçula. Na mesa, havia cartões e cupcakes parcialmente queimados com uma cobertura colorida. Intrigado, pegou um dos cartões.

-Você gostou? Gostou? Eu e Greg fizemos! Totalmente sozinho! Sem ajuda do papai! –Explicou Patrick com entusiasmo, migalhas de biscoito saltavam e sua boca, o menino nem tinha acabado de comer o seu biscoito.

-Oh... –Lágrimas começaram a se formar em seus olhos. Era difícil manter a compostura ao ver a escrita trêmula de seus filhos. “Feliz dia dos pais”, algumas letras estavam ao contrário, mas pelo visto Patrick tinha evoluído bastante na escrita, apesar de ter apenas 5 anos, isso tudo deve ter influência de Sherlock que constantemente estimulava os seus filhos a desenvolver as habilidades acadêmicas através de jogos e “experimentos” –Hoje? Digo... Hoje é o dia dos pais?

-Você esqueceu, não foi? –Havia um tom de provocação na voz de Sherlock, a qual fez John quase saltar um palavrão Git, Twit, Prat... Enfim, tinha um repertório bastante grande para utilizar, mas com as crianças presente iria conter o seu impulso.

-E você reclama que eu esquecia as coisas triviais como o sistema solar. –Continuou a provocação.

-Ora, eu posso ter esquecido, mas você praticamente deletou esse conhecimento! Se eu me lembro bem, você disse que era inútil e na “caixa de arquivo” que é o seu prodigioso cérebro manter ocupado com “conhecimentos” que nunca iria utilizar. Tinha que deixar espaço para coisas interessantes... Como os mais de 40 tipos de fumos diferentes? Ou a classificação química dos alvejantes em relação a marca?

-Bem, para alguns casos, isso era relevante. –Se defendeu, emburrado.

-Yeah! Casos! Pai! Eu quero ser um detetive! –Interpôs, eufórico, Patrick.

-Detetives são bobos...Quero ser um médico. –Disse Antony, raramente falava então aquilo era um evento para ser recordado.

John teve que rir daquilo, seus filhos realmente o surpreendiam mais e mais.

-Minha caixa de arquivo, como você refere, está cada vez mais cheia de informações que, no passado, consideraria irrelevante. –Disse Holmes acariciando os cabelos escuros de Anthony e o ajudando a subir na cadeira.

-Sério? Como o que?

-Datas que antes considerava tolas: Halloween, Natal, páscoa... Dia dos pais. Além disso, o aniversário do nascimento de Patrick e de Antonhy. Quando ambos começaram a andar e pronunciar suas primeiras palavras. Quais sãos as comidas preferidas dos nossos filhos... Quais são seus medos. Qual é o desenho animado preferido de Pat ou qual é o livro preferido de Tonny... Tudo isso... Se continuamos com analogia de uma “caixa de arquivo” deves imaginar que agora ela está superlotada, mas não pretendo deletar essas informações tão cedo.

-Sherlock...-Balbuciou, impressionando. Seu coração começou a bater rapidamente. Aquela declaração era deveras maravilhosa. Sem dúvida, ambos mudaram muito desde que Patrick foi abandonado na entrada do antigo apartamento, apresentando apenas uma carta e documentos de nascimento. Pat era filho de John com uma antiga namorada, talvez não devesse nem ser considerado namorada, fora mais uma mulher que conhecera em um pub e passaram uma noite juntos, tão somente. Mas desta noite a qual John nem se lembrava dos detalhes, nasceu seu pequeno Patrick... Naquele momento, toda a sua vida mudou, não só isso... Sherlock, que de início, parecia relutar com a ideia de ter um bebê recém-nascido atrapalhando seu cotidiano, logo se apaixonou pelo o novo membro da família. Aquilo resultou em uma verdadeira grande transformação, algo que ninguém esperava de Skerlock Holmes... Como por exemplo, o pedido de casamento que o detetive fez a John no aniversário de primeiro ano de Patrick. Ou mesmo, quando o mesmo Sherlock decidiu que era a hora de terem um segundo filho, Molly Hooper logo se ofereceu para ajudar, desta forma veio ao mundo Antonhy Christophe Watson-Holmes... Depois, para completar a família, adotaram Doyle. Quem iria imaginar que eles se tornariam uma típica família comum? (talvez nem tão comum assim, mas se comparado ao estilo de vida anterior, sem dúvida era mais perto do normal). Agora ambos tinham se afastado de suas antigas atividades (parcialmente, pois Sherlock ainda dava consultoria em alguns casos, contudo não com tamanha frequência) e seus focos passaram para uma nova aventura: Criar seus amados filhos.

-Eu também me lembro do seu aniversário, sabe? E de nosso casamento...-Continuou a tagarelar o detetive, agora um pouco embaraçado, com as bochechas meio rubras.

-E eu me lembro da noite de núpcias. –Piscou John ao marido, agora sim o corar se tornara mais evidente em seu companheiro.

-Papai! Os cupcakes! Você tem que provar! –Interrompeu Patrick segurando um dos “bolinhos”. Antonhy também pegou um e ofereceu.

-Oh! Sim! Já irei! –Pegou um dos cupcakes e comeu, tentou não fazer careta devido o gosto de queimado, para sua surpresa nem estava tão mal assim –Bom!

-Yeah! Eureka! –Gritou Pat animado. Tonny deu um tímido sorriso.

-Obrigado, meus monstrinhos...- Deu um beijo sonoro na testa dos menores – Esse foi o melhor dia dos pais que já tive!

-Falta o presente do papai! –Anunciou o filho mais velho apontando para Sherlock.

-Pat, o que eu disse sobre a apontar para os outros? –Repreendeu John, mas não havia raiva em seu tom, de modo que o garoto apenas riu –Talvez, o presente do seu pai envolva limpar a cozinha?

-Você é tão simplista, John. –Sorriu – Um presente vindo de mim não deve se limitar a limpeza e a coisas domesticas.

-E o que seria?

-A noite, quando tivermos em nosso quarto, irei te mostrar. Afinal, esse dia também me pertence. Tenho direito de ganhar presentes.

-Oh! Sim... Irei de mimar bastante hoje. –Provocou John dando um leve beijo nos lábios sujos de farinha de seu amado marido.

O momento foi interrompido pelo o toque da companhia e o latido de Doyle.

-Visitaaaaas! –Gritou Pat já correndo para a porta, tropeçando na grande bata que usava e caindo no chão, mas isso não o impediu, logo se levantou e continuou a correr. Tonny, por outro lado, continuou sentado mordiscando o cupcake que tinha nas mãos.

-Você está esperando alguém? –Resmungou Sherlock, já ficando mal-humorado.

-Não...

-Tio Mycroft! Tio Greg! – Os gritos de Patrick logo desvendaram o pequeno mistério relacionado as visitas.

-O que o Plonker do meu irmão está fazendo aqui? –Resmungou.

Tonny interrompeu a sua tarefa para encarar o pai, com olhos curiosos.

-Não repita essa palavra Anthony! -Mandou John –Sherlock, controle a sua boca! Vamos ver o seu irmão e tentar ser amigáveis, ok?

O detetive apenas emitiu um grunhido de insatisfação.

**~~**

-Elizabeth! Como está linda! –Disse John para a garotinha de dois anos de lindos cabelos cacheados castanhos.

-Obvio que ela está linda, é minha filha afinal. –Disse Mycroft, mas não havia qualquer raiva ou provocação em sua fala, apenas expressava um fato, nada mais. O Holmes mais velho, ou melhor senhor Holmes-Lestrade, deixou que a sua pequena filha descesse de seu colo para ir correndo se juntar a seus primos.

-Se levarmos em conta o ponto de vista genético ela é minha filha. –Resmungou Greggory, Mycroft lançou um olhar fatal ao marido e este apenas deu os ombros se sentando no sofá ao lado de Sherlock que, por sua vez, fulminava o irmão mais velho com os olhos.

-O que está fazendo aqui?

-Por que não deduz isso, little brother?

John pigarreou interrompendo a já habitual briga entre os irmãos Holmes.

-Eu iria oferecer chá mas...

-Sua cozinha está praticamente destruída, eu sei. –Disse Mycroft com um meio sorriso –Meu irmão tentou usar suas inexistentes habilidades culinárias para lhe fazer uma surpresa.

-Como você...

-Não precisa ser um “consultor detetive” para deduzir isso, meu caro John, seus filhos e meu little brother estão cobertos de farinha.

Sherlock corou, tentando, em vão limpar a camisa.

-Ora, Myc, não provoque o seu irmão, como se você também não tivesse destruído a nossa cozinha hoje. –Sorriu o inspetor da polícia londrina.

-Greggory! –Rosnou Mycroft ruborizando.

-Aha! –Disse triunfante, Sherlock –Tentou fazer a receita de suflê de nossa mãe!

O Holmes mais velho não respondeu, ainda mais o seu irmãozinho não estava perguntando só explicitando um fato.

-Por isso estão aqui? –Questionou John fitando o casal.

-Digamos que... Temos que esperar que os bombeiros terminem o seu serviço em nossa casa. –Admitiu Greg, Sherlock gargalhou.

-Ora, cale-se! –Resmungou Mycroft –Como se você também tivesse acertado na cozinha hoje!

-Pelo menos eu não causei um incêndio!

-Parem vocês dois, hoje é dia dos pais, não deviam estar agindo como crianças e sim como pais que é o que somos. –Repreendeu John, já sem paciência. Ao falar isso os dois casais voltaram o seu olhar para as três crianças que brigavam com peças de lego na sala. Anthony tinha em suas mãos o seu cupcake e comia lentamente e observando seu irmão mais velho, Patrick, que tagarelava alguma história imaginária usando seus bonecos de super-heróis como os “atores”. Elizabeth apenas ria e batia palmas. Doyle estava deitado próximo aos pequenos, como que vigiando-os.

-Quem diria... Eu nunca imaginaria que nós nos tornaríamos perfeitos pais. E querem saber? Eu não me arrependo nem um pouco de ter iniciado uma família... –Comentou Greg piscando para o seu esposo que exibiu um pequeno sorriso de aprovação. John também sorriu e lançou um olhar amoroso para Sherlock que o correspondeu.

- Plonker! –John logo reconheceu a voz de seu caçula, Greg conteve um sorriso e Mycroft lançou um olhar de reprovação ao irmão.

- Plonker? –Agora era a vez de Elisabeth repetir a palavra – Plonker! Plonker!

-Oh! Céus! –John cobriu o rosto envergonhado. Desta vez era Greggory quem gargalhava.

-Pare de rir, Greg! Agora ela vai ficar repetindo essa palavra o tempo todo!

- Ora, ninguém vai ligar! É até fofo!

-Imagine ela falando Plonker na frente do primeiro ministro ou da rainha?! Sabe que as vezes eu a levo ao trabalho!

- Isso seria hilário! –Riu Sherlock, John mordeu o lábio inferior para conter o próprio riso.

Mycroft cruzou os braços diante do peito, totalmente emburrado pela a falta de seriedade de seus companheiros e principalmente do seu marido em relação a uma situação que poderia ser de implicância a segurança nacional!

-Aposto que amanhã ela já vai adotar outra palavra preferida... –Greg tentou reconfortar seu parceiro.

-Isso foi sua culpa...-Sussurrou a Sherlock que ainda detinha um sorriso vitorioso no rosto.

-Eu sei. –Falou, orgulhoso, fazendo com que John rolasse os olhos diante de tal demonstração de infantilidade.

-Um, dois e Já! FELIZ DIAS DOS PAIS! –As crianças gritaram juntas, até Doyle uivou com o coro. Os ditos pais sorriram e logo foram atacados por seus pequenos tesouros.

Sem dúvida... Era um Feliz...Dia dos pais.

Notas finais
Para saber mais sobre os palavrões ingles aqui um site legal: http://molhoingles.com/ingles-britanico-os-50-melhores-insultos-da-lingua-inglesa/

O cachorro, Doyle eu me basei no sir conan doyle kkk (espero que ele não me assombre por colocar o nome no cachorro!)

Enfim, espero que tenham gostado! Se sim, deixem comentários, quem sabe eu tomo mais coragem e escrevo outras fics deste ship!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!