Fate/Night BLOOM

1 Ritual & Primeira Dupla



Antes, é necessário entendermos algumas coisas fundamentas, principalmente a respeito do mundo criado originalmente por Kinoko Nasu, o qual já foi reescrito diversas vezes por outros autores, e que irão servir como base para a introdução dos eventos e elenco. Isso ocorre pois, aquilo que conecta a maioria, senão todas, as figuras importantes no meio do palco caótico que é Fate/Stay Night continuará sendo a famosa Guerra do Santo Graal, mas nesta situação ela sofrerá com uma série de modificações.

Todavia, as origens e os membros responsáveis pela concepção do ritual, como as três grandes famílias de magos, permaneceram idênticas, tendo diferenças digamos risíveis em relação ao matéria fonte. Portanto, a execução desta cerimonia secreta permanece com o exato mesmo objetivo, alcançar o que a sociedade dos feiticeiros chama de “Raiz”, que em tese seria um poço metafisico de poder e conhecimento infinito. Ao longo dos séculos, diferentes indivíduos versados nos caminhos da magia empregaram vários métodos pra tentar realizar este sonho aparentemente impossível, mas novamente, a colaboração entre os Einzbern, Makiri e Tohsaka teria sido a que chegou mais perto de transformar esse desejo milenar em realidade.

Agora nos deparamos com alterações fundamentais, se tratando dos conceitos e funções. Pois, nos pontos de convergência da chamada Linha de Ley, ou Veia do Mundo, neste universo além deles proverem altíssimas quantias de Mana do próprio planeta Terra, também servem como pontos de acesso ao Reino Espiritual Superior. Local esse que abriga as almas dos mortos, principalmente de magos e criaturas cujos circuitos mágicos foram desenvolvidos. Sendo que, é na divisa dos mundos interligados, em uma espécie de plano intermediário, que habita o grande prêmio, o objeto onipotente realizador de desejos, também conhecido como Flor Perene.

Com isso foi-se criado o Florescer Espiritual, o ritual para invocar a flor divina que adormece na fronteira mística entre os dois reinos, lhe entregar poder para faze-la desabrochar e, como consequência, permitir que um dos participantes a utilize pra realizar um milagre.

Similar ao material que me baseei, originalmente a invocação foi concebida como algo pacifico, com todos colaborando igualmente pra chegar no objetivo final, mas por divergências de ideias e o orgulho exacerbado dos participantes é que as coisas escalaram para um conflito sangrento. Então, após essa primeira tentativa desastrosa, a igreja resolve intervir e se dispõe como a nova supervisora imparcial, construindo uma estrutura no subterrâneo da catedral que abrigaria o Jardim das Almas para aguardar a chegada da Flor. Infelizmente a segunda tentativa, embora contasse com um vencedor, o qual tinha muita influência sobre a instituição da Torres do Relógio, foi considerada uma falha pela destruição causada, além do pedido egoísta em desacordo com os interesses da Associação dos Magos, tendo um resultado deveras perturbador, algo que acabou fazendo o ritual ser suspenso por quase cinquenta anos.

No seu grande retorno, a “Terceira Guerra” como foi batizada pelas famílias envolvidas, já não havia qualquer traço de civilidade entre os magos que se declaravam como participantes, assumindo de vez a máscara de evento brutal onde todos se enfrentam pra tornar suas maiores ambições em realidade. Isso era algo inevitável, dada a natureza humana, mas os atos realizados aqui foram os responsáveis por configurar o modo como as “Guerras” seriam travadas posteriormente, pela malicia dos Mestres, as alianças entre Servos e as Ascensões.



Aproveitando a deixa, acredito que esse é um ótimo momento pra mencionar mais a respeito dos Servos, falar sobre a função deles no Florescer Espiritual.

Basicamente, o instrumento de poder ilimitado é trazido no inicio de cada guerra na forma de um mísero botão, escondido entre múltiplas flores num jardim secreto, e a única maneira de fazê-lo se abrir é o bombardeando com a energia vital dos Espírito Superiores convocados por ele. Seu desabrochar completo requer pelo menos 5 de um total de 7 guerreiros vindos do outro lado, todos atrelados a feiticeiros distintos, os quais recebem a denominação de “mestres” durante o conflito. O símbolo dessa união, que também qualifica e comprova a participação de alguém no ritual, é um conjunto formado por quatro Selos de Comando tatuados nas costas de suas mãos dominantes.

Estes poderosos selos também conferem aos usuários a capacidade de dar ordens inquestionáveis para seus respectivos Familiares, também podendo trazê-los instantaneamente para perto de si caso seja necessário, porém qualquer uma dessas ações os removerá da pele por definitivo. Importante ressaltar que, participantes sem à última marca não podem sustentar seus aliados espectrais, então quando não houver nenhuma estes irão desaparecer aos poucos até sumirem por completo. Na morte, os espíritos selecionados são apagados da existência, e tanto sua Mana colossal quanto seu Tipo de Karma, ligado à sua classe, viajam até a Flor Perene.



Sobre as Classes de Servos, ao invés das sete tradicionais que o grande público já está acostumado, aqui neste universo há exatamente duas, sendo elas:

– Akana (💜) – Enquadra todos os Espíritos Superiores que nutrem um Karma Negativo, com muitos sendo a própria personificação da arrogância, obsessão e teimosia. Estes que, diferentemente de sua contraparte, já foram pessoas no passado, porém, ao chegarem no outro lado se desprenderam do senso de humanidade, dos antigos nomes e das memórias que cultivaram na Terra, se apegando a resquícios desconexos de maneira doentia.

⤷ Azakana (Ascensão)– É a evolução da Classe Akana, a qual surgi após os requisitos das mecânicas de fortalecimento, permitidas no ritual, se cumprirem. A ascensão consiste basicamente num Servo subjugar outro de categoria correspondente, e assim assimilar sua alma a força. Este ato, apesar de brutal, não impede o objeto divino de desenvolver-se corretamente, só prolonga a guerra em termos estratégicos.

– Kanmei (🩵) — Enquadra todos os Espíritos Superiores que nutrem um Karma Positivo, os quais nasceram diretamente do imaginário humano e se manifestaram dentro do próprio Reino Espiritual, são dotados de uma personalidade geralmente tranquila, gentil e justa.

⤷ Kami (Ascensão) – É a evolução da Classe Kanmei, a qual surgi após os requisitos das mecânicas de fortalecimento, permitidas no ritual, se cumprirem. A ascensão consiste basicamente num Servo assimilar a alma de outro de categoria correspondente, todavia nesse caso ambos precisão entrar em acordo e decidir qual existência irá prevalecer no final. Este ato deliberado também não impede o objeto divino de desenvolver-se corretamente, só prolonga a duração do Florescer Espiritual em termos estratégicos.

É válido dizer que, embora eles possuam trunfos na forma de fortíssimas habilidades mágicas ou armas exóticas, conhecidas como “Fantasmas Nobres”, utilizá-las dificilmente culminara na revelação de suas identidades em vida, o que acaba não abrindo uma vantagem estratégica de maneira preguiçosa, tal qual a obra original.

Como um bônus, os catalizadores, nessa versão da história servem muito mais como oferendas, algo para atrair espíritos com determinado karma para que sejam convocados como aliados dos magos na batalha. Além disso, nem todos os Servos precisão de feiticeiros pra serem trazidos do mundo dos mortos, pois durante os primeiros dias de cerimônia, a fronteira se torna frágil, o que acaba possibilitando que Espíritos Superiores brotem espontaneamente do Jardim das Almas na igreja, necessitando realizar um pacto pra entregar os Selos de Comando a um Mestre.



Por fim, chegamos as figurinhas carimbadas que participam da Quinta Edição do Florescer Espiritual, mas não vamos ver todas num único capítulo, comêssemos por hora somente com a primeira dupla de Mestre e Sevo, formada por Tohsaka Rin e Dyeda, o Espírito da Lâmina Quebrada (Riven).

A mestra, conhecida como Rin, é a sucessora da família Tohsaka, tendo se preparado para esta guerra por dez anos, com o legado de seu finado pai Tokiomi em mente, o qual também havia participado dela. Ironicamente ou não, assim como seu antecessor acabou convocando um Servo da Classe Akana, atribuindo esse resultado a um pequeno erro de cálculo durante sua oferenda, ficando bem frustrada por não conseguir um Kanmei como parceiro, o qual a mesma julga ser mais fácil de lidar e compreender.

Sua serva, chamada simplesmente de Dyeda, é o espírito de uma guerreira corajosa que foi abatida de maneira humilhante no calor duma batalha há milhares de anos, com sua espada se estilhaçando no processo. Incapaz de encontrar paz, passou a eternidade vasculhando obsessivamente os campos remotos do mundo dos mortos, buscando os fragmentos de sua lâmina destruída, isto é, até ser invocada.

A relação entre ambas é marcada por uma hostilidade inicial, nascida da decepção de uma mestra competitiva e da resistência orgulhosa de uma familiar carrancuda, cínica e teimosa, evoluindo posteriormente para um equilíbrio tenso e produtivo, pois estão unidas por um contrato mais funcional que afetuoso. Todavia, até esse atrito se converter num mínimo de respeito, Tohsaka e a Akana ainda entrariam em choque, com esta última demonstrando pouquíssima obediência, pontuada por comentários secos ou silenciosas demonstrações de desacordo.



Sobre as Habilidades da Serva, nós temos as seguintes:

– Asa Quebrada (Passiva) – Enquanto Dyeda atacar com sua espada gigante de maneira quase ininterrupta, cada golpe subsequente recebe um aumento de força em comparação com o anterior, sendo que, se a sequência de ataques for interrompida a contagem é reiniciada. A magia também melhora a qualidade do fio da arma portada.


– Abraço Demoníaco (Ativo) – Uma magia que independe da arma mágica de Dyeda, a qual serve pra devastar uma enorme área a sua volta, e seu nível de destruição está diretamente atrelado ao seu estado emocional intenso.


– Lâmina Reforjada (Fantasma Nobre) – Dyeda reconstrói a outra metade de sua espada quebrada, bem como as partes faltantes da armadura que veste, ampliando seu alcance e diversas vezes o próprio poder, mas com isso sua agressividade e instinto assassino também se intensificam. Neste estado, a Serva pode destruir propositalmente a lâmina que empunha, manipulando os cacos que se desprenderem e os fazendo voar furiosamente a sua volta, podendo utilizá-los tanto para atacar de maneira imprevisível quanto pra fortalecer sua defesa.