Fate of Destiny
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Turu bom?
Espero que sim :)
Primeiramente eu gostaria de agradecer a melhor beta de todas a Annie S2 Beijos pra tu, diva S2
Ela me ajudou (e espero que continue ajudando) com a história -)
E agora eu agradeço à você que está lendo essa notinha. Obrigada.
Espero que goste :)
Vamos ler?
Ravena estava indo para mais um dia de trabalho. Ela andava pelas ruas de Gotham, ora olhando para o chão ora olhando para frente. Era mais um dia como todos os outros, sem nenhuma emoção ou algo novo que a chamasse atenção.
O dia parecia normal, úmido com um pouco de névoa pairando sobre o ar. A rua estava cheia de carros e nas calçadas as pessoas andavam apressadamente para o seu destino. Gotham podia ter a fama de uma cidade sombria e, na maioria das vezes, úmida, mas também era uma cidade bem movimentada.
Ravena olha para o lado e vê um enorme edifício, onde vários carros e pessoas entravam. O edifício era da família Wayne. Ravena sempre passava por lá, já que esse era o caminho mais curto para chegar ao seu trabalho, sempre olhava para aquele edifício e imaginava que fosse um formigueiro enorme, onde todos trabalhavam o tempo todo, mesmo quando chegavam em suas casas, cansados, continuavam trabalhando.
Na sua pequena distração, não percebeu um garoto vindo em sua direção. Os dois se esbarram, fazendo com que os livros do garoto caíssem no chão, espalhados em volta dos dois.
As pessoas que passavam ao lado deles ficaram olhando, mas não fizeram nada para ajudar. Algumas pisavam em cima e nem se desculpavam, outras passavam ao redor e tentavam não encostar nos livros, como se fosse uma doença contagiosa.
— Desculpa. – Disse o garoto, pegando seus livros que haviam caído no chão.
— Tudo bem. – Ravena disse conforme o ajudava. – Eu que me distraí. – Ela olha para o garoto como se o conhecesse, e de fato, ela o conhecia. Aquele era Garfield Logan, filho dos cientistas Mark e Marie Logan. Ambos trabalhavam na Wayne Interprise, cujo dono era Bruce Wayne.
Ela olha novamente para o garoto na sua frente e fica espantada, pois Garfield era mais velho que ela, no entanto parecia bem mais novo com seus olhos castanhos que brilhavam como os de uma criança, seus cabelos bagunçados e seu corpo pequeno e frágil.
O jovem apenas sorri enquanto pega mais um livro do chão, para que ela perceba que estava tudo bem e que ele não estava com raiva ou algo do tipo. O sorriso dele também remetia muito ao sorriso de uma criança alegre e cheia de vida.
Eles se levantam e Ravena entrega cuidadosamente os livros para ele.
— Obrigado. – Fala Garfield, depois continua seu caminho. Ele parecia apressado, pois nem deu chance de Ravena pedir desculpas ou falar “de nada”.
Ravena coloca sua mão no bolso e pega seu celular, ao ver as horas começa a correr, pois estava mais do que atrasada para o seu trabalho.
“Merda!” Pensou enquanto corria. Aquela foi a única vez que ela havia chega atrasada no trabalho, porém também seria a última.
Ela trabalhava como ajudante em uma loja de roupas, mas como não era uma pessoa que falava muito, havia muitas reclamações de como ela atendia aos clientes e isso fazia com que a taxa de vendas dela caísse cada vez mais.
Seu chefe já não estava sabendo lidar com a situação, então sua única alternativa seria demiti-la, assim as vendas tenderiam a aumentar, e como ele, e nem ninguém da loja, tinham aproximação ou intimidade alguma com a Ravena, não seria tão difícil fazer isso.
Assim que Ravena chegou em seu trabalho, ignorou suas colegas de trabalho, que pareciam mais agitadas que o normal e foi direto até o banheiro dos funcionários, onde guardou as suas coisas e vestiu seu uniforme da loja.
Quando o chefe de Ravena pediu para que ela fosse ao seu escritório, dizendo que tinha algo muito importante para falar, ela foi sem questionar.
Ravena bateu na porta da sala do seu chefe, e este pede para que ela entre. Ela entra e é convidada a se sentar na frente dele.
— Ravena, você sabe que a nossa loja não vai muito bem, não sabe? – Ele pergunta enquanto enche seu copo de vodca.
Ravena olha para o seu chefe, ela sentia e sabia o que iria acontecer, mas esperou para que ele mesmo dissesse então ela apenas afirmou com a cabeça.
— Não estou mais podendo continuar com algumas empregadas, por isso resolvi despedir algumas e entre elas, você. – Falou, tentando suavizar a situação, mas sem sucesso.
Ravena sabia que aquilo iria acontecer algum dia, pois sabia que ela era uma das piores, se não a pior, funcionária daquele lugar, então era só questão de tempo.
— Tudo bem. – Disse Ravena calmamente enquanto se levantava.
— Espere.
Ela fica parada, sem entender nada, enquanto ele pega algo de dentro da sua gaveta. Era um envelope e ele o entrega para Ravena.
— É o seu salário desse mês. Não precisa trabalhar hoje.
Ravena pegou o envelope e foi até o banheiro retirar suas coisas do armário, que eram apenas a roupa com a qual havia saído de casa e a sua bolsa, para se trocar e deixar seu uniforme, já que era da loja e iria servir para outra funcionária.
Quando ela saiu da loja sentiu todos os olhares das funcionárias direcionados a ela. Ninguém ali gostava de Ravena, nem ao menos falavam com ela, por a acharem estranha de mais.
Naquele momento Raven se sentia perdida, não ligava para o que os outros pensavam. Perguntas rondavam sua mente, fazendo-a sentir-se um pouco tonta enquanto andava novamente pelas ruas de Gotham.
“E agora? Como irei pagar a faculdade e ajudar a minha mãe com as contas? Somos só nós duas e não temos mais ninguém. Eu tenho que procurar um emprego, mas e se eu demorar a achar um?” Ravena se atormentava com essas perguntas que, aparentemente, não tinham respostas.
Ela passa novamente na frente da Wayne Interprise, quando vê uma linda garota de cabelos escuros chorando, ao lado dela estava outra moça. Raven ia apenas passar por elas, quando ouviu:
— Fui demitida...– A mais nova falava.
Ravena para na faixa de pedestres ao lado delas, enquanto os carros passavam.
— E você trabalhava com o que mesmo? – Perguntou a mais velha.
— Trabalhava na Wayne Interprise como assistente da secretária... – A menina não se aguentou e voltou a chorar. – Agora vão colocar outra no meu lugar! – Ela berrou no meio da rua, chamando a atenção de quem estava por perto.
— Não fica assim... – A mais velha falava com calma e vergonha ao mesmo tempo, mas não estava adiantando muito, já que a mais nova chorava cada vez mais.
— Eu nunca mais vou arranjar um emprego igual! Eu ganhava tão bem e ainda podia ver...
Ravena não prestou mais atenção no que a garota falava, pois tudo o que precisava ouvir ela já havia dito. Ela, então, decidiu dar meia volta e entrar no edifício, pois sabia que não poderia voltar para casa sem nem ao menos tentar.
...
Ao entrar no edifício se deparou com muitas pessoas andando de um lado para o outro, dando a impressão de que lá dentro era mais agitado do que nas ruas.
O lugar era enorme, priorizava a simplificação dos volumes nos objetos, a geometrização das formas nas salas e no chão, e o predomínio de linhas retas nas paredes. As coberturas eram planas e as paredes brancas e lisas e sem decoração. Janelas amplas, vidraças de vidro que deixavam a luz de fora entrar e alguns vasos de plantas se espalhavam pelo local, dando um ar de calmaria.
Ravena foi até a recepcionista que estava atendendo a uma ligação e ao mesmo tempo ajeitava sua maquiagem. Ela resolveu esperar um pouco e teve sorte de não ter demorado tanto para que a mulher desligasse.
— Olá. – Falou Ravena. – Eu vim ver se tem alguma vaga de emprego aqui.
A recepcionista olha para ela de cima a baixo como se a estivesse analisando em cada detalhe, depois pega o telefone e começa a digitar.
— Temos uma novata. – Ela fala ao telefone enquanto cerra suas unhas. – Ela até que é bonita, mas é meio estranha. – Ela olha Raven com o canto dos olhos. – Tá. Vou mandá-la subir. – Ela desliga o telefone e se vira para Ravena. – Parece que é o seu dia de sorte, garota. – Ela da uma piscadela. – É só você subir no elevador. É no penúltimo andar à direita. Siga direto até encontrar uma loira sem sal.
Ravena não falou nada, apenas balançou a cabeça e foi em direção ao elevador. Como ela poderia imaginar um dia tão estranho como esse?
Quando chegou no elevador outra pessoa entrou com ela, era um homem alto, forte, de cabelos negros e olhos azuis, mas ele não estava vestido como todos dentro da empresa: usava uma camisa cinza, jeans escuros, tênis e jaqueta preta. Ele parecia nem perceber a presença da Raven.
Eles ficaram algum tempo no elevador, em silêncio, até o homem descer antes dela, deixando-a sozinha.
Depois de alguns segundos Ravena chegou ao seu destino. Ela seguiu as coordenadas da recepcionista e quando viu a linda mulher de cabelos tão loiros, mais tão loiros, que quase pareciam brancos, andou na sua direção.
— Olá. – Disse a mulher sorrindo. – Eu sou a secretária do senhor Grayson. Chamo-me Dawn Granger. Estou procurando uma nova assistente, a última foi um desastre.
Ravena fica olhando para aquela mulher a sua frente, que usava roupas formais e transmitia seriedade e competência. Talvez fosse bom trabalhar com alguém assim.
— Prazer, meu nome é Ravena Roth. – Ela fala séria e com a sua voz baixa.
Dawn olha para Ravena e percebe que a garota era realmente estranha e seria perfeita para trabalhar com ela e com Dick.
— Ravena, o trabalho como minha assistente é de meio período, já que criamos esse cargo para pessoas com baixa renda que estudam em universidades pagas. – Ela começa a andar. – Eu lhe darei uma ficha de inscrição, você terá que preencher tudo e quando acabar me entregue. – Ela entra em uma sala e Ravena, entra logo atrás. – Quando acabar poderá ir. Eu mesma revisarei tudo e caso seja aprovada, ligaremos. – Ela pega a ficha, que estava em sua mesa e entrega para Ravena.
Ravena balança a cabeça e pega a ficha, que tinha várias perguntas e algumas interessantes, como: “Você já roubou a sua mãe?”.
Ravena sentiu uma leve vontade de rir ao ler aquela pergunta. “Quem roubaria minha mãe?” Se perguntou ao imaginar alguém tentando roubar sua mãe.
— Pode sentar-se à mesa de assistente. – Dawn fala sorrindo.
Ravena senta-se à mesa, pega uma caneta que Dawn havia-lhe emprestado e começa a preencher a ficha. Sentia que estava no caminho certo e que logo conseguiria um emprego.
Notas finais
Nos vemos nos comentários ;)
Até a próxima :3
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