Fatal

2 Capítulo 2 - Caçada


Notas iniciais
Yo o/ Olha eu aqui de novo, gente Espero que gostem desse capítulo novo Fics de ação não são muito meu forte Boa litura e obrigada aos que estão acompanhando a fi

A noite estava escura, uma fina garoa caía e tudo o que se podia ouvir era o som de pneus a derrapar violentamente pela pista molhada.

Notava-se que a muito a cidade havia já ficado para trás, mas ainda assim, os três carros seguiam em alta velocidade, em uma caçada sem fim.

"Não exagere, Kuchiki" — ouviu a conhecida voz grave soar pelo radio-comunicado de seu carro preto.

Poderia simplesmente ignorar aquelas palavras, mas seu terrível senso de responsabilidade a fez puxar o microfone para responder.

"Com todo respeito, Capitão Hitsugaya, mas esse caso é meu e não deixarei que esse criminosos escapem" — sua voz soou dura e não houve resposta do outro lado.

O silencio reinou novamente.

Outra curva fechada se estendia a frente, o motor rugiu alto e ela apenas dirigia com mais ferrosidade com a certeza de que não os deixaria escapar.

Em um movimento rápido e calculado, a moreno puxou a arma, que deixara carregada no banco ao lado.

A pista se abria reta e plana a sua frente, então soltando o volante, ela se inclino para a janela aberta.

Sem se importar em estar sendo racional ou não, a pequena puxou o gatilho, efetuando dois disparos certeiros, os quais acertaram o ultimo pneu direito do carro perseguido.

Rodopiando pela pista, o potente carro esporte, bateu estrondosamente de encontro a uma placa sinalizadora qualquer.

"Me deem cobertura. Agora!" — gritou Rukia para o comunicador antes de deixar o veiculo, munida de sua arma calibre 38, totalmente recarregada.

Em menos de cinco minutos, seus dois companheiros já lhe davam o reforço necessário, cercando o veiculo vermelho por todos os lados, impossibilitando qualquer tentativa de fuga.

Cautelosa, Rukia parou diante do carro, de onde um densa nuvem de fumaça saía do motor.

— O veiculo está cercado! Rendam-se pacificamente ou então não terei piedade! — exclamou imponente com a arma em mãos.

Tensos, os outros dois oficiais se encarravam sem realizar nenhum movimento.

A qualquer falha uma vida poderia ser perdida.

— Por... Por favor... — uma voz feminina soou incerta logo após a porta do carro ser destravada lentamente. — Ajudem ele, por favor... — finalizou colocando-se a visão dos policiais. Sua face retorcia-se manchada por lagrimas e sangue, que lhe causava panico.

— Matsumoto! — exclamou a Kuchiki, sinalizando para que a loira revistasse a garota loira, que chorava baixo.

— Sim, Capitã — respondeu ela, executando rapidamente o que lhe fora mandado, algemando a garota logo depois. — Está limpa — declarou puxando a prisoneira.

— Por favor. O Stark... Ele... — balbuciou ela, implorando ajuda para o companheiro.

Lançando um olhar rápido para Hitsugaya, Rukia aproximou-se do veiculo, sendo seguida pelo rapaz, que não abaixara a arma em momento algum.

Observando pela porta aberta, tudo o que se podia ver dentro do veiculo era o corpo do homem, que antes dirigia, com a cabeça encostada ao volante, de onde o sangue pingava.

Seu ferimento não era tão grave quanto a garota loira pensava.

— Capitão — chamou a morena, checando os sinais vitais de Stark. — Ele está vivo e creio que não corre risco algum, apenas reviste o carro e Matsumoto, contate a central pedindo para que mandem a divisão de recolha, tenho certeza que não facilitaram para que vocês apreendam essa quantidade absurda de drogas, vocês iram precisar de reforços — declarou Rukia seriamente, dando as costas aos dois oficiais.

Seu trabalho ali já estava feito, havia entregado os traficantes praticamente de mão beijada para os dois policiais.

— Kuchiki — chamou o rapaz de exóticos cabelos brancos. — Sei que não é da minha conta, mas não deveria se arriscar tanto. Sei que quer acabar com todo esse esquema de trafico da cidade, mas isso pode te matar — avisou vendo a mulher continuar seu caminho, sem olha-lo. — O comandante Kuchiki não ia gostar de saber de sua imprudência — disparou vendo-a paralisar.

— Isso não tem nada a ver com meu irmão — sibilou ela ainda de costas para ele. — Tenha um bom trabalho, capitão — despediu-se ela, adentrando o carro de vez, dando meia volta para retornar a cidade.

Seu corpo tremia de adrenalina, um ano e meia haviam se passado da morte de Ichigo e agora ela ocupava o posto máximo na divisão de Narcóticos, o qual o ruivo antes participara.

Aquele insaciável desejo de vingança ainda corria forte em sua veias e Rukia apenas o alimentava mais e mais.

Pouco a pouco o esquema de Aizen Sousuke caía e logo ela teria sua vingança sobre aquele que encomendara a morte do único homem que ela juro amar, nem que isso lhe fosse realmente fatal.

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Um emaranhado de imagens bonitas se abria aos olhos do homem, que apenas observava tudo de longe. O dia parecia estranhamente bonito de mais, mas tudo o que se ouvia a sua volta era um choro desesperado, o qual ele não sabia a quem pertencia.

Um cheiro forte de sangue irritava seu nariz, sentia nojo mesmo que já tivesse varias vezes se banhado naquele mesmo liquido vermelho.

Rostos e mais rosto apareciam a seus olhos. Pessoas conhecidas e desconhecidas chamavam seu nome.

O choro havia parado de repente e um sussurrar de vozes crescia, sentia-se mergulhado no mais puro mar de sangue grotesco.

Em busca de fugir de tudo aquilo, seus olhos se abriram desesperados.

Odiava aqueles pesadelos, mas já havia se acostumado com eles, assim como já se acostumara com a culpa que carregava.

Era um assassino e não tinha como fugir de si mesmo. Isso sempre fora tudo o que sabia ser.

Perturbado, o homem tentou se mover, mas fora impedido por dois corpos nus que estavam sobre seu peitoral forte. Flashes da noite anterior voltaram a sua memoria.

A noitada havia sido quente!

Impaciente, ele apensa emburrou as duas mulheres para o lado e deixou a cama. Encontrava-se nu, assim como elas, mas não se importou.

Catando as roupas pelo chão, ele se vestiu apresado. Precisava sair dali e respirar um ar fresco. Talvez sair sem rumo em sua moto o ajudasse.

Uma batida oca soou pelo ambiente e ele logo pode constatar que alguem estava a porta.

— Grimmjow? — ouvi o chamado seguido de novas batidas.

— Já estou indo, porra! — exclamou irritado por ter seus planos frustrados por Ulquiorra, que com certeza lhe trazia mais algum trabalho sujo para fazer. — O que é dessa vez?! — indagou ao abrir a porta dando de cara com o moreno de profundos olhos verdes.

— Aizen-sama quer lhe falar — respondeu friamente, o que irritou o azulado.

Mesmo que estivessem na mesma situação o moreno não parecia querer mudar isso, muito diferente de Grimmjow.

— Por quê? Você mesmo não pode me falar quem vai ser o merda que vou ter que matar dessa vez, não é assim que funciona?! — berrou, seu sangue fervia e ele nem mesmo entendia a verdadeira razão dessa sua ridícula explosão repentina.

— Apenas venha — ordenou o outro dando-lhe as costas.

Sentia vontade de matar Ulquiorra e mandar tudo a merda, mas não podia, ainda não.

Sem escolha, Grimmjow apenas seguiu o homem silencioso. Sentia que nada de bom poderia vir daquele chamado tão repentino, mas ainda assim iria obedecer o que lhe fosse ordenado.

— Grimmjow — saudou Aizen logo ao ver o homem adentrar seu luxuoso escritório.. — Sente-se — mandou e continuou ao ver que o azulado não esta a fim de conversa. — Tenho uma missãozinha para você e se realizar com sucesso, posso lhe conceder a liberdade que tanto deseja — declarou vendo os olhos azuis se acenderem com um brilho quase predatório.

— Me fale mais sobre isso — disparou o Jaegerjaquez ansioso. Sua liberdade parecia ao alcance de suas mãos.

— Preciso que mate Kuchiki Rukia — falou com um sorriso falso tomando-lhe a face.

— Só isso? — pergunto Grimmjow desconfiado.

— Vejo que é um homem esperto, Grimmjow, então irei te explicar tudo desde o principio, mas saiba que essa missão pode lhe ser fatal... — advertiu Aizen.

— Não me subestime, Aizen-sama — avisou seriamente. — A unica coisa que me pode serfatal, sou eu mesmo...

Um silencio tenso se fez presente entre os dois homens, dali em diante nada mais serio o mesmo, a vida de inocentes corria perigo e assim a caçada logo começaria.

Notas finais
Bom, está ai... O que acharam? Comentem, por favor Bjus e anoite volto com mais atualizações.