Fastio

14 Nostalgia


Notas iniciais
Ilação: ação de inferir, de concluir; inferência. Obrigada a vocês que continuam me incentivando através de comentários em um fandom completamente floppado.

Metade da refeição de Hao é dividida entre os gatos de rua e ficamos cercados por eles. A garçonete não parece feliz e me dou conta, sorrindo após essa ilação pessoal, de que os semelhantes também se atraem e por isso estamos aqui.

— Desde quando você se tornou o senhor dos gatos? — derrubo uma porção de peixe. Os gatos lutam por ela.

— Desde que Matamune quis salvar todas as causas perdidas mundo afora.

O nome me causa certa nostalgia.

— Ele sente sua falta. Sempre fala de você.

— Ele é um idiota.

E o responsável por eu ainda estar viva.

Notas finais
Para quem desconhece a história, Matamune é um Nekomata, um gato de duas caudas. É dito, na mitologia japonesa, que quando um gato completa 1000 anos de existência, ele se torna um Nekomata. SPOILER ALERT! Matamune era um gato de rua que foi judiado pelos humanos e perdeu toda sua família. Na época, Hao era um onmyouji extremamente poderoso e seu nome era temido. Ele o encontrou já como espírito e acolheu Matamune, treinando ele e cedendo sua própria energia de forma que ele se tornou extremamente poderoso. O próprio Matamune, se tornando o espírito guardião da família de shamans gerada por Hao, é responsável por matar seu criador 500 anos depois, quando ele participa da nova batalha dos shamans em busca do título de Shaman King, que seria o mesmo que ser Deus. Matamune é o responsável por salvar a vida de Anna quando a maldição dela, o reishi, sai de controle, e ela cria demônios tão poderosos que poderiam matar qualquer um. Matamune se sacrifica para que ela fique viva. Esse é um estigma que Anna sempre carregou. Recomendo a leitura de Osorezan para maiores entendimentos, porque já dei spoilers demais. Até o próximo, comentem para eu saber o que estão achando!