Notas iniciais
Para sair de "desatualizada", lol
Enjoy :)

24- Dilemas.

Justin P.O.V.:

Eu fiquei mal nos dias que se passaram. Bem, eu acordei, já tinha certeza de que iria viver, mas... Sei lá, mesmo com Kate e Steve ficando lá comigo 23h por dia, eu sentia um vazio doloroso no peito. Eles podiam estar se preocupando comigo, mas eu não queria mais que eles se preocupassem. O fato de eu quase ter morrido não mudou minha decisão de ir embora. Quando se passaram dois dias desde que eu havia acordado, eu finalmente troquei uma palavra com Steve. Eu estava deitado na cama do hospital, quando ele apareceu com Kate.

- Steve, eu... – Gaguejei. – Posso pedir uma coisa?

- Claro, Justin. – Ele disse, sorrindo.

- Você promete que não vai brigar comigo? – Perguntei.

- Prometo. – Ele disse. – Agora, fala o que está acontecendo.

Eu suspirei.

- Quando isso tudo terminar, você... Pode me levar embora? – Perguntei.

- Claro. – Ele disse. – A gente volta pra casa assim que você ganhar alta, ok?

- Não... – Eu disse. – Embora mesmo... Me devolver pro orfanato...

Steve pareceu em choque.

- Devolver? – Ele perguntou. Eu suspirei, e uma lágrima correu meu rosto.

- É... Eu quero ir embora. – Falei. – Só isso.

- Bem... Se é isso que você quer... Eu faço qualquer coisa pra ver você bem. – Steve disse. Eu pensei que ele iria me dar uma bronca, mesmo tendo prometido que não o iria fazer, mas, quando ele teve aquela reação, eu pensei duas coisas: 1- Ele deve estar pensando “Se eu me importo com ele, devo deixá-lo livre”; e 2- Ele deve estar pensando “Ótimo, ele quer ir embora!!”; Eu não sei qual era a alternativa correta. Mas, enquanto eu ficava triste com meu pai, Selena e Kendall me colocavam para cima. Selena me dava beijos que me levavam para o céu e me traziam de volta, e Kendall me fazia rir um bocado. Mirage também. Cada vez eu me via mais parecido com ela. Descobri que ela era canadense, minha mãe era canadense, descobri que Mirage tinha um filho que, como eu, foi tirado dela quando era pequeno, coisas assim. Meu Deus, eu comecei a pensar se ela era minha mãe biológica, mas logo aquilo desapareceu da minha mente. Era impossível. Minha vida não dava uma dentro. Nunca deu e nunca vai dar. Passou-se uma semana, e eu ganhei alta. Com gessos, e ataduras, mas ao menos conseguia andar sozinho. Mentira, eu ainda andava de muletas, me amparando em Kendall. Voltamos para Nova York com um jato do FBI, e eu vi de novo a minha casa. Na mesma noite em que cheguei em casa, eu fui para o meu quarto dormir, normal, eu estava exausto. Steve passava por perto, e pareceu explodir. Ele veio para perto de mim, me pegou pelos ombros e me jogou de costas contra a parede.

- Você quer ir embora, rejeitar tudo o que eu fiz por você, e ainda quer ficar aqui?! Lembre-se, você não é mais um de nós! – Ele gritou, fazendo força em mim contra a parede. As muletas caíram no chão, e eu fiquei perplexo, olhando pra ele, tão assustado que não conseguia nem reagir. Steve provavelmente iria me bater, mas Kate apareceu na hora, e o separou de mim.

- O que você está fazendo?! – Ela perguntou para Steve. – Pare com isso, ele é só um garoto!!

Steve bufou, e saiu. Eu fiquei parado, encostado á parede, perplexo. Kate me abraçou, e disse que estava tudo bem. Ela pegou as muletas de novo para mim, e me levou para o meu quarto. Eu fiquei um tempo deitado na cama, sem conseguir dormir, e, quando eram dez da noite, eu me levantei e caminhei com a ajuda das muletas até a varanda. Me sentei na cadeira de balanço que tinha lá, e baixei a cabeça. Eu fiquei sentado lá um tempo enorme, até sentir sono e adormecer ali mesmo. Estava frio, mas eu nem liguei. Um bom tempo depois de eu ter adormecido, eu fui acordado suavemente. Abri os olhos, e vi que Kate estava ali. Ela disse que estava frio, e me levou de volta para o meu quarto. Eu dormi sendo observado por ela. Bem, eu sabia que iria ficar alguns dias sem ir para a escola até poder andar sozinho, de certa forma era bom passar dias em casa, mas eu estava chegando ao meu limite de tudo. O Conselho Tutelar apareceu no dia seguinte e, em duas semanas, eu iria voltar para o orfanato Destiny Hope, aonde fui abandonado pelo meu pai biológico quando ainda era criança. Naquelas duas semanas, eu iria poder me decidir se era mesmo aquilo que eu queria.

Minha relação com Selena estava indo bem. Podíamos dizer que namorávamos, contando o tempo que passávamos juntos, como a gente se beijava e como nós saíamos, como encontros, mesmo a gente dizendo que não podíamos ficar juntos. Na verdade, eu nem lembrava mais daquilo, eu nem lembrava mais de que dissemos que não podíamos ficar juntos. Eu queria pedi-la em namoro, mas, sei lá, eu acho que eu faria o capitão do Titanic parecer que ganhou na loteria de tão mal que eu me sairia. Qual é, eu tinha 13 anos, e ela tinha quase 19. Eu não falei com ela por um tempo depois que completaram dez dias que eu havia voltado para Nova York. Bem, eu lembro que eu fiquei um pouco que incomunicável por alguns dias, trancado no quarto. Até Kendall conseguir abrir a porta do meu quarto pelo lado de fora com a chave do Mach-6 (Como?), eu fiquei longe de tudo e todos.

- Hey, Justin, está tudo bem? – Kendall me perguntou, assim que abriu a porta. Eu ergui o olhar, ainda deitado na cama.

- Como você entrou aqui? – Perguntei. Ele ergueu a chave do Mach-6. Eu ergui uma sobrancelha. – É por que eu estou sem óculos, mas essa é a chave do seu carro?

- Não, sua visão está melhorando! Meu Deus, o que houve aqui, Sr. Anti-Limpeza? – Ele perguntou, passeando o olhar pelo meu quarto, que estava bagunçadíssimo. Não me lembrava a última vez que havia arrumado meu quarto. Antes eu tinha mania de limpeza. Um pouco.

- Muito engraçado. – Falei. – Não viu que eu mal consigo levantar? – Perguntei.

- Não culpe os joelhos quebrados. – Ele riu, depois sentou ao meu lado. – Sabe o que eu estava pensando ultimamente?

- O que? – Perguntei.

- Lembra de quando eu te deixei dirigir o Mach-5 do Steve, ano passado? – Kendall perguntou. Eu ri.

- E eu capotei. – Completei. Kendall riu.

- Exatamente. Ficamos de castigo durante quanto tempo? – Ele perguntou.

- Algumas semanas. – Falei. – Steve e Kate quase mataram a gente. – Eu falei. Ele riu de novo.

- Você já sabe se vai embora mesmo? – Kendall me perguntou. Eu suspirei.

- Acho... Que sim. – Respondi. – Não quero ser mais um problema.

Kendall suspirou, e me fez sentar.

- Olha, eu sei que preciso me desculpar por bastante coisa. – Ele disse. – Começando por... Sei lá, por tudo.

- Como assim? – Perguntei.

- Não é necessário ser um gênio para saber que tudo de ruim na sua vida aconteceu por minha causa. – Ele me disse. – Desculpe por tudo de ruim que aconteceu. Eu não devia ter deixado você ir pra Miami. Se você quer ir embora por causa de mim, eu... Sinto muito mesmo.

- Não, – Falei. – Não tem nada a ver com você. É... Um problema meu. – Dei uma pausa. – Olha, eu posso ter... Passado a odiar você durante esse tempo que você decidiu ser piloto, mas... Esse tempo em Miami foi ótimo pra mim. – Eu dei de ombros. – Se não fosse você e suas ilusões de agente secreto, – Ri, lembrando de que eu estava achando que aquela coisa de FBI era coisa da cabeça dele. – Eu nunca teria beijado uma garota. Ainda mais uma garota mais velha.

Kendall riu.

- Sério? Eu só sirvo pra isso, é, safadinho? – Ele disse, me dando um soco leve no meu ombro. Eu ri um pouco.

- Sério, você é o melhor irmão que alguém pode ter. – Eu protestei. E Kendall pareceu feliz com aquilo. Parou de rir, e só sorriu.

- É muito bom ouvir isso de você, maninho. – Kendall disse. – E eu quero continuar chamando você de maninho, seja você um Knight ou não, ok? Vai ter que avisar isso para sua próxima família.

- Claro. – Respondi.

Notas finais
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