Fast And Furious- Miami
13 All We Know Is Falling
Notas iniciais
Enjoy :)
13- All We Know Is Falling.
Justin P.O.V.:
Eu mostrei o que eu era capaz de fazer. Estava feliz, havia conseguido o objetivo principal da Operação! Não dava para ficar melhor!
Mas, infelizmente, podia piorar. No mesmo dia, guardei o chip em um cofre especial. Um dia depois da Operação Chip 1, eu e Kendall discutimos. Mas não foi aquelas discussões bestas que não duravam muito. Foi aquelas discussões sem motivo, mas sérias. Tanto que Kendall saiu do QG, e, um tempo depois dele ter saído, eu saí também. Fui caminhando por uma rua, até chegar em uma lanchonete. Estava com dinheiro e fome, qual seria o problema de comer um pouco? O problema seria encontrar Kendall na mesma lanchonete. Bebendo. Ás vezes doía o coração saber que ele fazia a mesma coisa que meu pai fazia para afogar as mágoas. E, quando meu pai estava bêbado, descontava sua loucura em mim. Eu não gostava de álcool, era ruim, mas Kendall bebia quando tinha problemas, mesmo não tendo idade o suficiente. E eu tive de começar a me acostumar com isso. Sim, Kendall nunca encostou as mãos em mim para me machucar, mas... Eu sabia que, com aquela história de álcool, não iria demorar que isso acontecesse.
Eu saí da lanchonete, queria ficar longe de Kendall, e então vi um homem com uma arma. Segui a mira da arma, e vi que ele queria atirar em Kendall. No meu irmão. Eu não iria deixar. Me joguei nas costas do homem, e comecei a gritar para que ele soltasse a arma. Ele se levantou e tentou se livrar de mim, me jogando contra paredes e tal. Só conseguiu me ferir quando me jogou contra uma parede de vidro, e depois no chão. Eu bati a cabeça e as costas na parede, e desabei, apagado, e o homem, ao me reconhecer, me colocou no ombro e me jogou no banco do seu carro. Eu estava sendo seqüestrado. Quando eu abri os olhos, estava caído no chão de bruços, sangrando por cortes na parte de trás do corpo, com uma dor de cabeça forte, quase não conseguia mexer as pernas, e nem conseguia ver, por que estava sem óculos. Deixei a cabeça cair em meus braços, e nisso, a porta se abriu. Royalton entrou, eu não percebi na hora que era ele, só quando ele ficou á minha frente, eu ergui o olhar e percebi quem era.
- O que você quer comigo? – Perguntei, com a voz séria.
- A localização do seu irmão, garotinho. – Ele disse. – É só me dizer, que eu libero você. É simples.
- Primeiro. – Murmurei. – Esse garotinho tem nome. E é Justin. Segundo, eu não sou mais um garotinho. E, terceiro. – Eu dei uma pausa. – Eu nunca vou contar a você onde ele está.
Eu recebi um chute no meio do estômago. Gemi alto e praticamente me dobrei ao meio, segurando a barriga.
- É isso que vai acontecer se essa sua marrinha continuar, moleque. – Ele disse. – Agora me conta aonde ele está!
- Não! – Gritei. Recebi mais um chute na boca do estômago. Gritei de dor, e apertei os olhos com força, arfando. Baixei a cabeça, e Royalton abriu um sorriso cínico.
- Continue a negar, garoto, e eu mato você. – Ele disse.
- Eu não vou... – Gaguejei. – Não vou contar!
Ele suspirou, me deu mais um chute e saiu. Eu fui perdendo o ar pouco a pouco, e em alguns minutos, eu dei um raso suspiro e fechei os olhos, perdendo a consciência. Eu acordei amarrado a uma cadeira, amordaçado. Minha camisa xadrez estava aberta, e minha camiseta branca que eu havia vestido por baixo estava á mostra. Eu arregalei os olhos e comecei a me debater, murmurando coisas inaudíveis abafadas pelo pano que cobria minha boca, na tentativa de ser ouvido, e, quem sabe, até mesmo solto. A porta foi aberta, e, nisso, um homem que eu não conhecia apareceu. Estava com um porrete nas mãos, o que me fez estremecer. O homem chegou perto da cadeira aonde eu estava preso, e arrancou o que estava prendendo minha boca.
- Aonde eu estou?! O que você quer de mim?! – Protestei, logo ao ver minha boca livre. Eu via borrões, ainda estava sem óculos, então encarei o nada.
- Aonde está seu irmão, moleque? – O homem perguntou.
- Eu não vou contar! – Falei. O homem caminhou até a minha frente e deu com a ponta do porrete bem no meio das minhas pernas. Eu gritei e encolhi as pernas com o impacto, a dor de ser atingido com aquilo bem nas minhas partes baixas era terrível.
- Conte logo aonde ele está que isso tudo termina! – O homem disse.
- N-não!! – Protestei, apertando os olhos de dor, e fui repreendido com o mesmo golpe, no mesmo lugar. Gritei de novo, mais alto, a dor parecia um milhão de vezes maior. Pronto, eu estava infértil. O homem repetiu a mesma pergunta várias vezes, e a cada negação minha, as agressões ficavam mais fortes. No peito, nos braços, no rosto. Mais algumas horas e meu rosto estaria totalmente ferido, com sangue escorrendo pelo meu nariz e pela boca. Minha camisa estava suja de sangue e um pouco esfarrapada. Com uma bofetada de um soco inglês, eu voei para o lado e desmaiei. Já estava muito ferido. Aquele soco foi a gota d’água.
Quando eu acordei, foi com um balde d’água fria sendo jogado no meu rosto. Eu abri os olhos, sentindo a água fria me despertar, e percebi que estava no mesmo lugar. Amarrado. Pisquei algumas vezes para ajeitar o foco natural da minha vista, e percebi que aquele era o mesmo homem que havia me atacado com o cassetete. Ele voltou a me perguntar de Kendall, eu continuei não cedendo, e sendo espancado. Daquela vez era á mão mesmo, tapas, socos, pancadas. Mais alguns dias naquilo, e eu estava totalmente mole, e mal erguia a cabeça. De fome, de sede, de dor, de fraqueza. Eu estava exausto. Eu pensava que, se me batessem com mais alguma coisa, eu iria partir ao meio. E eu já pensava em me render, e contar a eles o que eles queriam, e ser solto. Sei lá, eu sabia que provavelmente não me soltariam se eu contasse, mas eu queria arriscar. Eu não agüentava mais aquilo. Não mesmo. E, eu fui praticamente salvo quando finalmente me soltaram daquela cadeira. Eu ainda não havia dado a eles o que eles queriam, mas eles me soltaram. Cortaram as cordas que me prendiam á cadeira, e um homem me tirou dela e me deitou no chão. Ele parecia meio que do bem. Eu estava com os olhos semi abertos, totalmente mole, mas ainda estava consciente. O homem se ajoelhou perto de mim e chegou bem perto do meu rosto.
- Garoto, – Ele sussurrou para mim. – Se você quiser mesmo sair vivo daqui, é melhor dar a eles o que eles querem. Conhecendo Royalton como ele é, ele vai te torturar até você ceder. – O homem continuou. Eu abri um pouco mais os olhos, e comecei a prestar mais atenção a o que ele falava. E percebi que o homem tinha a aparência da idade de Kendall. – É um conselho. Eu não quero que você saia daqui morto.
- E-eu... Não posso. – Murmurei. – E-ele é meu irmão...
- Eu sei. – Ele respondeu. – Dê um endereço errado. Eles vão cair nessa.
Eu fechei os olhos longamente.
- Eu... Vou tentar. – Respondi. O homem iria dizer alguma coisa, mas bateram na porta, e ele teve de voltar á pose de carrasco. Ele saiu, e o homem que havia me batido com o cassetete apareceu. E me fez a mesma pergunta de sempre, com a mesma ameaça. E eu tive medo de mentir. O que aconteceu? Eu apanhei. Apanhei por ser um medroso. Mas aquela surra pareceu ter aberto meus neurônios, por que eu tive uma idéia para pedir ajuda. Depois do homem ter saído, eu reuni todas as forças que tinha, me sentei e apoiei minhas costas na parede gelada. Peguei meu relógio computador, que ainda estava comigo, me localizei no GPS e mandei uma mensagem para o celular de Selena, pedindo ajuda. Na verdade, eu mandei o número das coordenadas, mais nada, eu tinha pouco tempo, por que o mesmo canalha que estava me agredindo fazia um tempo apareceu de novo. Me deitei no chão de novo, e observei aquele homem entrar no quarto. Ele ficou do meu lado, e disse:
- Essa é a última vez: Aonde está Kendall?! – Ele me perguntou.
- Não vou te contar! – Eu gritei. Ele me pegou pela camisa, e me disse que, se eu não contasse, ele iria baixar muito o nível. Eu continuei não cedendo, e ele me jogou no chão, de bruços, e se pôs em cima de mim. Eu já sabia o que ele iria fazer.
- Não!! – Gritei. – Não, por favor!
O homem não me deu ouvidos. Eu estava ferrado. Comprovado.
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