Fashion And Diamonds.
20 Capítulo 19 - Finally!
Notas iniciais
Muito obrigada a todas as reviews! Fico cada vez mais feliz com essa fic!
E um obrigada mega especial a Fatm, que deixou uma recomendação (10 gente! É muita coisa!) LINDA! Obrigada mesmo, fiquei muito emocionada, é ótimo saber seus sentimentos pela fic, e saber que é a melhor fic yaoi que já leu me deixou muito feliz.
Bom gente, o capítulo chama finalmente porque... BOM, FINALMENTE NÉ HENA! Estou mega nervosa, meu primeiro lemon... ai ai.
E agora lindos, só uma novidade! A LucyStar83 me aconselhou a criar um twitter, e criei um pros meus personagens e pra mim também!
https://twitter.com/henapeople esse é dos personagens! Com postagens deles, o Cotter tá dominando lá!
https://twitter.com/henacarter é o meu! Sigam lá, e quem não tem twitter, só abram pra ver... Se tiverem alguma idéia de redes sociais para interação entre a gente, me mandem MP!
Entramos em minha casa vazia apressados, fugindo da chuva. Soltei um suspiro, sentindo minha cabeça levemente tonta, mas dominada novamente, com toda minha embriaguez lavada pela chuva gelada. Edmure adentrou atrás de mim, encostando a porta em seguida.
O encarei. Ele estava totalmente encharcado, assim como eu, e pingando água ali na entrada. Senti um leve rubor ao ver a roupa colada em seu corpo, delineando seus músculos de forma tão inadequada que eu julgava erótica, me deixando levemente excitado. Respirei fundo e me preparei mentalmente para o que eu queria fazer naquela noite.
— Seus pais estão em casa? — Ele perguntou, me encarando com os olhos sérios enquanto passava as mãos pelos cabelos, afastando a água deles.
— Não. Liverpool. Mamãe foi fazer um programa especial e papai está de folga, foi com ela. — Falei com simplicidade, sentindo minha face corar mais, enquanto as gotas de água escorriam dos meus cabelos pelo meu rosto. — Estamos sozinhos.
Com um grunhido de assentimento, Edmure rapidamente arrancou sua camisa, o que me fez arregalar os olhos e ofegar de leve. Ele jogou a peça de roupa no chão, próximo a porta, e eu senti meu corpo começar a esquentar, apesar da umidade em minhas roupas. Deus, que corpo era aquele! Eu já o tinha visto sem camisa algumas vezes, mas nunca assim, tão próximo. Os músculos treinados pela academia pareciam pertencer a uma escultura grega, definidos, grandes, rígidos, cobertos pela pele branca e perfeita, com os mamilos rosados e claros. Ele se depilava, e aquilo apenas facilitava a visão de seu físico. Senti que perdia as palavras enquanto ele se aproximava de mim com alguns passos.
Levou a mão direita ao meu rosto, e segurou minha face, encarando meus olhos. Os olhos violetas eram lindos, e o cabelo negro molhado, colado em sua testa, o deixava diferente, mas tão bonito como sempre.
— É melhor tomar um banho. Vai se resfriar assim... — Ele começou a falar. Ainda tinha um tom levemente chateado devido a briga recente, mas eu já via o quanto eu havia sido idiota e o quanto estava errado naquela discussão. Então, num movimento simples e lento, eu colei meus lábios nos dele num selinho, me controlando para não agarrá-lo ali no meio do hall de entrada.
— Relaxa, eu não sou assim tão delicado. Esqueceu que eu te dava umas surras? — Brinquei, com um sorriso, e ele retribuiu o sorriso. Vi algo de diferente naquele sorriso. Um sorriso apaixonado, como os que Conrad soltava para Tony. Lembrei-me da sua recente declaração, e segurei com carinho o pulso da mão que ele mantinha em meu rosto, a afastei um pouco, e beijei sua palma. — É melhor tomarmos algo quente.
Claro que o melhor seria um banho quente, mas eu não queria perder nem um segundo perto dele, e nem ia tomar banho com ele. E além disso, meu grandão fornecia todo o calor que eu precisava, então apenas me afastei dele como um sorriso brincalhão, e o puxei para a cozinha.
— Ei ei, pequeno cozinheiro. — Ouvi ele exclamar enquanto deixávamos um rastro de água para trás. Quando eu acendi as luzes da cozinha, senti ele parar e me virei para ele.
Antes que eu pudesse reagir, ele me puxou para próximo e agilmente, agarrou minha camisa molhada e a puxou por cima da minha cabeça, me desnudando. Quando o tecido escapou de mim, meu rosto já estava ridiculamente vermelho, e ele tinha um sorriso matreiro no rosto.
— Não vou ficar seminu sozinho enquanto você cozinha, parecemos casados assim. — Ele riu, e antes que eu pudesse xingá-lo pela piadinha, ele me puxou para perto e colou nossos lábios num selinho comprido.
Senti aquela sensação à qual me acostumara, como se uma corrente elétrica percorresse meu corpo, e perdi levemente o controle, colando nossos corpos e encostando minhas mãos em seu peitoral abrindo os lábios para receber sua língua. Edmure não me deixou esperando, e logo nossas línguas se encontravam, dançando, explorando um a boca do outro, enquanto eu sentia todo meu corpo reagir com aquilo, quente, desejoso. Arranhei seu peito com as unhas curtas, e gemi de leve em sua boca quando ele agarrou com firmeza minha cintura, e desceu a outra mão para o botão da minha calça, afastando seus lábios dos meus por um segundo. Abri meus olhos surpreso, e ele me encarou, com chamas de tesão nos olhos violetas.
— Acho melhor tirarmos essa calça molhada também. — Ele sussurrou, e senti seus dedos experientes soltarem meu botão, abrirem meu zíper e abaixarem minha calça justa. Não lutei contra aquilo, estava decidido que esta seria a noite.
Colei meus lábios nos dele novamente, num beijo rápido, e movendo as pernas me livrei da calça molhada, ficando apenas com minha cueca boxer branca. Ah Deus, tecidos brancos ficam transparentes molhados, mas isso era o de menos agora.
Desci minhas mãos pelo seu abdômen, sentindo cada músculo com uma fisgada de prazer. Céus, aquele era um corpo tão diferente dos femininos que eu adorava... Mas acho que estava gostando mais desse. Agarrei sua calça e o imitei, abrindo seu botão.
Ele se afastou de mim com delicadeza, e terminou de se livras das calças, ficando apenas de cuecas pretas. Senti meu membro pulsar dentro da minha cueca com a visão daquele corpo todo, e com aquele volume saltado sob o tecido negro. Engoli em seco, com medo do que aquilo poderia fazer comigo, e reparei que Edmure me olhava com uma expressão faminta no rosto, os olhos em chamas, a expressão séria. Era a expressão mais excitante que eu já vira em vida, e percebi que ele devorava meu corpo com os olhos, fitando minha cueca. Abaixei os olhos e vi meu pênis delineado contra o tecido molhado da cueca praticamente transparente. Acho que nu eu mostrava menos do que com aquela cueca. Corei como nunca, e repentinamente perdi minha coragem, sem jeito. Eu não estava preparado pra transar ainda.
Envergonhado, eu dei as costas para Edmure e fui pro fogão, acendendo uma boca enquanto abria as gavetas em busca de uma caneca para ferver água e fazer um chá.
— Bem, como eu dizia, uma bebida quente... — Disse com um sorriso sem jeito, sem me voltar para ele, e joguei uma caneca no fogo. Fui pro armário em busca de um chá, e senti Edmure segurar a minha cintura com firmeza, colando seu corpo em minhas costas, e me arrancando uma exclamação surpresa. Ele estava mais quente do que eu, e quando encostou sua barba em meu pescoço, beijando de forma molhada e quente, arrepiei e me encolhi. Senti sua ereção em minhas costas, e arregalei os olhos.— Edmure!
— Não me venha com “Edmure!” hoje... — Falou em meu ouvido com um tom de voz grave, imperativo, e sedutor. — Você não vai escapar hoje. — Percebi que ele sorriu, e antes que pudesse reagir ele me virou e prensou contra o balcão da cozinha, agarrando meu pênis rígido por cima da cueca com a mão enorme. Abri meus lábios e perdi todo o ar com aquela ação inesperada, e ele colou seus lábios no meu pescoço, chupando, mordendo e beijando.
— Edmure... — Agarrei seus bíceps com as mãos e apertei, num espasmo causado pelo prazer daqueles toques. Ele moveu sua mão sobre a minha ereção, me arrancando um gemido contido. Mordi meus lábios para evitar mais gemidos, e subi uma de minhas mãos para seu cabelo, apertando com carinho. — Ah céus, não...
Seus lábios abandonaram meu pescoço, e ele mordeu o lóbulo da minha orelha, apertando mais a minha ereção, me fazendo arquear as costas enquanto mordia o lábio.
— Ah sim Cotter. — Ele murmurou divertido, e mordeu de leve meu pescoço. — Eu adoro quando você fica assim... Tão meu...
— Edmure... — Ofeguei com dificuldade, e juntando todas minhas forças, puxei seus cabelos até seu rosto ficar na altura do meu, e tentei afastar meus quadris de sua mão, mas sem sucesso. Ele me encarou sério, e mordendo o lábio, esfregou minha ereção com o polegar, e eu segurei mais um gemido, mas me controlei em seguida. — Aqui não... — Falei com dificuldade, e ele colou sua testa na minha, seu hálito batendo em meus lábios quando falou de forma provocante, movendo sua mão de forma a me arrancar mais gemidos contidos.
— Tem certeza? Você ama essa cozinha...
— Não... — Falei com dificuldade, embriagado por todo aquele contato. — Vamos... Pro meu quarto... — Coloquei minhas mãos em sua cintura e apertei, como eu vira tantas meninas fazerem comigo quando estavam meio nervosas com o contato. Vi quando ele abriu um sorriso, e num movimento rápido, agarrou minha cintura e me libertou daquela deliciosa tortura sobre meu pênis.
— Ah, mas eu esperei tanto pra ouvir isso. — Anunciou, colando nossos corpos, e me beijando, com o desejo duplicado. Um beijo selvagem, onde nos atacávamos com a língua, e ele esfregava sua ereção contra a minha, inclinado para nossas alturas se encontrarem. Perdi toda e qualquer razão que ainda restava em minha mente e sequer percebi enquanto ele me guiava pela casa, de forma atrapalhada, tropeçando nos móveis e subindo as escadas com dificuldade. Céus, o fogão tinha ficado ligado.
Antes que pudesse sequer recuperar o fôlego, estávamos no meu quarto, e ele me empurrava porta adentro, sem soltar minha cintura ou meus lábios.
O único momento que tive para respirar foi quando ele se afastou de mim, ofegante, e me encarou com os olhos lilases. Senti meu peito esquentar com algo a mais do que desejo. Amor?
— Cotter Storm... — Edmure proclamou com um sorriso, estufando o peito em busca de ar, e sua mão acariciou minha cintura de forma carinhosa. Minhas mãos estavam no lugar que eu mais gostava de deixa-las, espalmadas em seu peito, enquanto eu respirava, tentando oxigenar meu cérebro. — Tem certeza que quer fazer isso?
Estremeci, receoso, mas respirei fundo, o encarando de forma séria. Ele era mesmo perfeito, estava mesmo me perguntando se eu estava preparado? Fala sério, isso era demais pra mim. Não queria pensar muito nisso, pra não perder a coragem, então apenas me inclinei contra ele, e desci minha mão por seu abdômen, até chegar na borda da cueca, onde parei meus dedos.
— Sim. — Respondi com simplicidade, e o beijei de forma calma dessa vez, agarrando sua nuca com a outra mão, e tomando a coragem de abaixar a sua cueca e envolver sua ereção com a minha mão.
O gemido abafado que Edmure soltou em minha boca, junto com suas mãos que cravaram os dedos de forma levemente dolorosa, mas de certa forma prazerosa, em minha cintura, tomaram o posto de ação mais excitante que presenciei na minha vida. Mantive minha mão parada por um momento, levemente sem jeito, e continuei beijando-o. Quando comecei a masturba-lo lentamente, ele gemeu pelo nariz, e acelerou um pouco o ritmo do beijo.
Eu não tinha me enganado, Edmure era mesmo grande. Eu já esperava algo assim de um homem de 1,92m; do qual eu já tinha sentido a ereção por cima das roupas algumas vezes. Mas não esperava tudo aquilo, e isso só me deixou mais nervoso. Não havia, na humanidade, relatos de relações anais que não fossem dolorosas, e isso só aumentava meu nervosismo, porque aquela coisa grossa, grande e dura em minha mão tinha certo potencial destrutivo. Apesar de que, de alguma forma sádica, aquilo me excitava.
— Ah céus, Cotter... — Ele rompeu nosso beijo repentinamente quando apertei sua glande com o polegar. Eu sabia fazer essas coisas, todos os garotos se masturbam. Senti suas mãos agarrarem meu rosto, me forçando a encará-lo. Senti certo prazer ao ver suas caretas de prazer enquanto mantinha o movimento, mas ele repentinamente se afastou, ofegando. — Eu juro que vou te matar de prazer.
Ruborizei com aquela fala tão brusca, mas nem tive tempo de reagir pois ele me empurrou e me prensou contra a parede, erguendo meu corpo de forma que eu institivamente envolvi sua cintura com as pernas. Sua ereção liberta apontava entre nossos corpos, e tocava na minha, provocando um prazer indescritível quando ele me beijou e moveu seu quadril contra o meu. Gemi, e ele se afastou da parede rapidamente, e me carregou em direção à cama, comigo ainda preso ao seu corpo, beijando-o excitado. De forma delicada, ele me jogou sobre o colchão, e ficou em cima de mim, descendo beijos pelo meu pescoço, me deixando sem ar, e então beijando meu peitoral, agarrando um mamilo com a boca. Soltei uma exclamação com aquilo e arqueei minha coluna, porra, aquele local não podia ser tão sensível assim. Eu estava em fogo, e o corpo de Edmure era mais combustível para minha queima.
E então, sem nenhuma fala, ele largou meu mamilo e desceu os beijos por meu abdômen, até chegar naquela região. De forma carinhosa, ele dobrou minhas pernas, e eu me apoiei nos cotovelos para ver o que ele fazia ali. Não acredito que ele ia ter a coragem de...
— Edmure! — Acabei por gemer seu nome, surpreso, quando ele abaixou minha cueca rapidamente e enfiou meu pênis em sua boca. Céus, aquilo era inacreditável, e quando ele ergueu os olhos para mim, uma chama selvagem me queimou.
Era a boca mais quente que eu já sentira, e desconfiei que era por toda a excitação que me dominava. Edmure se movia rápido, seus lábios precisos, e sua língua levemente desajeitada. Era perceptível que nunca fizera isso, mas era divinamente incrível de alguma forma que eu não compreendia.
— Não, não... — Eu murmurei quando ele sugou minha glande com força, me deixando sem ar e me fazendo arquear as costas, fechando os olhos e jogando minha cabeça para trás. Deus, eu não queria gozar na boca dele, e por isso agarrei seus cabelos com uma mão, e o afastei dali, minha respiração mais difícil que nunca, meu rosto rubro.
— Que foi? Dentes? — Ele murmurou preocupado, mas eu neguei. Não queria dizer aquilo, mas eu não queria gozar na boca dele porque... Eu estava com vergonha, e não imaginava aquilo.
Tá, a realidade é que eu me imaginava o passivo da relação, e não queria mudar aquilo. O achava másculo demais pra engolir minha porra. Óbvio que eu não diria aquilo pra ele, então apenas o puxei de forma urgente e o beijei, sentindo um prazer quase tão intenso quanto o anterior.
De alguma forma, eu acabei ficando sobre ele, com meus joelhos ao lado de sua cintura, e sua ereção encostando em minhas nádegas, enquanto ainda o beijava. Apoiei meus braços na cama, e soltei seus lábios, sentindo meu rosto em chamas.
— Cotter... — Ele chamou, com as mãos sobre o meu quadril, mas eu o ignorei e me movi para ficar com a cabeça na altura de seu membro. Queria retribuir aquilo de alguma forma, mesmo que aquela coisa fosse grande demais pra minha boca. Edmure se apoiou nos cotovelos e me encarou, sério. — Não precisa fazer isso.
— Mas eu vou. — Falei com uma pontada de irritação, e coloquei uma mão no seu pênis, de forma que ele abriu os lábios num gemido silencioso. Respirando profundamente, fechei meus olhos e abri a boca, enfiando o membro em meus lábios.
O pré-gozo tinha sabor salgado, mas eu suguei na primeira chupada, arrancando um gemido alto de Edmure. Senti uma mão dele se depositar nos meus cabelos, e esperei que ele não me forçasse a engolir mais do que aquilo, porque eu engasgaria com toda certeza. Então me pus a chupá-lo, movendo minha língua, e fazendo o melhor para não engasgar com aquilo. Era ridiculamente excitante a forma como aquilo arrancava gemidos do grandão, e isso me incentivava.
— Cotter... — Ele chamou de forma fraca após alguns minutos em que eu trabalhava naquilo. Percebi que ele gemia mais quando eu passava a língua em volta da glande, ou quando lambia certos locais, e estava conseguindo arrancar mais lamúrias dele. — Sério, eu vou...
Me preparei psicologicamente pra aquilo quando senti seu membro pulsar, e apenas aumentei a intensidade. Edmure contraía os músculos às vezes, e eu percebi que ele estava próximo do ápice.
— Ah Deus... — Ele gemeu rouco, e eu suguei com energia seu membro. Repentinamente, ouvi ele começar a soltar gemidos menos controlados, e então, seu sêmen jorrou em minha boca.
Suguei com um pouco de dificuldade a quantidade considerável que despejou, enquanto ele gemia de forma alta, no ápice de seu prazer. Rápido, ele se sentou e me ergueu assim que eu engoli tudo, tomando meus lábios de uma forma mais apaixonada.
— Deus, você é bom com isso. — Falou, separando nossos lábios, e acabei por soltar um pequeno sorriso orgulhoso. Acho que era assim que as garotas se sentiam quando dominavam um homem com a boca. — O gosto é ruim? — Perguntou, me encarando com sincera curiosidade, e eu ri.
— Tragável. — Respondi com um sorriso, e ele riu, agarrando a minha nuca com uma mão e apertando a outra em minha cintura. Continuava excitado, o monstro.
— Bom, é melhor se acostumar com o sabor. — Falou com um sorriso, e de forma veloz, me jogou novamente contra o colchão, ficando por cima de mim. — Mas agora, é o grand finale.
Senti meus olhos esbugalharem quando ele ficou de joelhos na minha frente, com as mãos nos meus joelhos. Agora a coisa ficou séria.
— Edmure... — Falei levemente nervoso. Eu queria aquilo. Mas estava assustado. — Vai devagar por favor. — Pedi, me apoiando nos cotovelos para encará-lo melhor.
Meu grandão abriu um sorriso carinhoso para mim, e segurou meu rosto com uma mão.
— Não vou te machucar. — Proclamou carinhoso, e eu senti um pouco de confiança. Joguei minhas costas no colchão, e fechei os olhos.
— Então vai, anda logo com isso. — Mandei, esperando que aquilo fosse breve.
Já tinha me preparado pra aquilo. Assisti vídeos pornográficos de sexo anal com pênis relativamente enormes, desde os amadores até os profissionais. Todos pareciam ser sofredores, mas eu sabia que em parte era por exagero dos atores. Sabia como aquilo começava, então não me surpreendi quando senti Edmure dobrar minhas pernas e mover meu quadril, de forma que meu ânus ficasse mais acessível. Ainda assim, me assustei ao sentir seu dedo úmido na minha entrada.
— Relaxa... — Ele falou, afagando minha coxa com delicadeza, e eu me esforcei para descontrair meus músculos.
O primeiro dedo não foi algo tão doloroso. Edmure o inseriu lentamente, me arrancando gemidos incomodados, mas não chegou a me machucar. O grandão o moveu, enquanto eu mantinha meus olhos cerrados, a testa franzida, e tentava ignorar o incômodo. O segundo dedo foi um pouco mais doloroso, mas em algum momento ele atingiu algum ponto no meu interior que me arrancou um grito prazeroso.
— Edmure! — Gritei, abrindo meus olhos e erguendo meu tronco levemente, encarando o homem que mordia os lábios com os dedos dentro de mim.
— Que foi? Doeu? — Ele disse, movendo lentamente os dedos dentro de mim, lubrificados com saliva. Merda, porque eu não comprei um lubrificante? — Não me pareceu um grito de dor. — Sorriu de forma provocante.
— Cala a boca, e vai logo. — Eu falei, irritado com a sua provocação, e ele intensificou os movimentos, arrancando uma pequena lamúria de dor de mim. — Devagar!
— Mas você nunca se decide... — Comentou, mas diminui a intensidade dos movimentos. Logo, eu estava acostumado com aqueles dedos, e ele os retirou dali, sugando três dedos dessa vez para lubrifica-los. O encarei surpreso.
— Epa, três dedos é maior que o seu pau Edmure. — Falei irritado, empurrando seu peito com um chute leve. Encarei sua ereção, pensando se aquilo era verdade, mas eu nunca fui dos mais pacientes, queria ele dentro de mim logo. Porque aqueles dois dedos já estavam me causando certa excitação.
— Você está sendo apressado. — Me respondeu com um sorriso, mas se inclinou sobre mim, cobrindo meu corpo com o seu, e ficando com o rosto na minha frente. O rosto mais lindo que eu já vira. — Mas eu também não aguento mais. — Ele sorriu para mim, e eu coloquei minhas mãos em sua cintura.
— Vai devagar... — Pedi novamente, e ele sorriu, beijando meus lábios rapidamente, e encostando sua ereção digna de atores pornôs na minha entrada.
— Eu vou no ritmo que você quiser. — Falou, e me beijou de forma carinhosa.
Tentei me concentrar no beijo quando ele começou a forçar o membro na minha entrada. Era ridiculamente maior que os dedos dele, e a pressão que fazia começou a me incomodar, de forma que gemi em seus lábios, e Edmure afagou meu rosto com uma mão, sem cessar o beijo.
Quando a glande me invadiu, soltei uma lamúria de dor ao me sentir rasgado por aquele pedaço de carne. Meu corpo arqueou em desespero, mas Edmure cessou a invasão. Acho que só a glande tinha entrado, e aquilo já doía muito.
— Tudo bem? — Edmure perguntou, soltando meus lábios por um instante, e eu mantive meus olhos fechados, concentrado em não deixar as lágrimas subirem aos meus olhos. Assenti com a cabeça, mordendo o lábio para controlar meus gemidos.
E então, lento como uma tartaruga, Edmure continuou a me penetrar. Foi um processo carinhoso, lento, incômodo e doloroso, que durou uma eternidade. Amaldiçoei aquela genética maldita que dera ao meu grandão um membro digno do seu tamanho, e achei que ele nunca colocaria tudo lá dentro.
— Pronto. — Ele disse com dificuldade, após vários minutos daquele sofrimento. Ele também parecia incomodado ao me penetrar, com gemidos esporádicos. — Céus, você é muito apertado. Nunca comi ninguém assim.
Romântico pra caralho Edmure.
— Foi tudo? — Perguntei, sentindo aquele volume estranho dentro de mim. Ainda doía, mas já era suportável agora.
— Foi. Eu preciso me mexer. — Ele avisou, mas eu neguei com a cabeça. — Ah Cotter vamos, você vai se acostumar!
— Espera porra. — Falei, agarrando seus cabelos e o beijando por um longo instante, tentando me distrair daquela dor. — Vai. Devagar. — Falei por fim, soltando-o.
E então começou. Os movimentos iniciais foram lentos e cuidadosos, e eu amei Edmure por isso. Quando percebi, já emitia alguns gemidos, e esses não eram mais de dor. Era excitante, aquele corpo forte sobre o meu, a face concentrada de Edmure, e aquele pênis se movendo em meu interior. E era bom.
— Vou mais rápido. — Edmure avisou, e eu apenas assenti com um gemido. Apertei meus dedos em sua cintura, enquanto sentia ele mover os quadris contra o meu, entrando e saindo de dentro de mim. Quando aumentou o ritmo, a sensação me causou êxtase, e eu gemi mais alto, fechando os olhos e jogando a cabeça contra o colchão. — Ah Cotter... — Ele gemeu, jogando seu corpo sobre o meu e beijando meu pescoço com volúpia. Meu nome em seus lábios me excitou.
Em certo momento, ele atingiu aquele ponto novamente. Minha próstata, e desta vez eu realmente gritei de prazer, arqueando totalmente meu corpo, querendo ele mais fundo em mim. Edmure chupou com força meu pescoço, provavelmente deixando um chupão ali. Envolvi sua cintura com as pernas.
— Edmure... — Gemi, colocando minhas mãos em suas costas, sentindo aqueles músculos que trabalhavam. Ele estocava veloz agora, me fazendo sacudir inteiro, e a dor inicial já passara fazia alguns minutos, sendo apenas uma pequena lembrança. — Edmure, eu vou gozar.
Rápido como sempre, ele me ergueu, e sem sair de mim, se sentou, com as pernas esticadas e as costas na parede, me sentando em seu colo, de frente para ele. Os olhos lilases exalavam luxúria.
— Goza pra mim que eu quero ver. — Ele falou de forma sensual, levando uma mão para minha nuca, e com a outra me fazendo subir e descer em seu membro enorme. Beijei sua boca, sentindo uma irrealidade naquilo tudo, e gritei quando ele me afundou mais sobre seu pênis, atingindo aquele ponto de prazer novamente, e me tirando do normal.
Logo, eu ditava o ritmo, usando as pernas dobradas para subir e descer nele. Era um sexo divino, que eu nunca vivenciara, melhor que qualquer coisa, dolorido, mas prazeroso em proporções gigantescas. Nunca imaginei que seria tão bom. Joguei minha cabeça pro alto quando seu pênis me atingiu na próstata repetidas vezes, e Edmure tomou meu pescoço, me causando aquele arrepio de excitação, que foi a gota da água para mim. Com um grito não muito contido, senti meu gozo jorrar no abdômen do maior, e ele sorriu, com os dentes na minha pele.
— Edmure... — Chamei-o, apaixonado como nunca, tomado por aquela sensação de prazer. Envolvi seu pescoço com os braços e o beijei com carinho, levemente cansado após meu ápice. Mas ele parecia bem enérgico ainda, pois cessou o beijo e me jogou no colchão, colocando minhas pernas em seus ombros, tudo sem sair de mim.
— Agora, é minha vez. — Ele disse com um sorriso, e começou a estocar antes que eu pudesse reclamar daquela posição levemente vergonhosa para mim. Perdi a noção quando ele começou a atingir minha próstata com muito mais facilidade, me arrancando gemidos altos novamente enquanto grunhia, e me deixando excitado. Após alguns minutos de estocada furiosa, ele agarrou meu membro e começou a me masturbar no mesmo ritmo que se movia, me levando à loucura.
— Ah, Edmure! — Gritei quando senti que estava pra gozar novamente, e ele acelerou o ritmo e a intensidade, me atingindo com força na próstata.
— Eu também. — Ele falou, sem nexo, mas entendi que ele também estava gozando. Fiz questão de olhar em seu rosto contraído pelo controle, e quando ele acelerou mais o ritmo, me fazendo gozar com um grito, vi seu rosto se contrair, e ele soltou um rosnado, se derramando dentro de mim. — Ah, céus!
Com uma última estocada, ele caiu sobre mim, e tomou meus lábios num último esforço de desejo. Foi o melhor beijo que já tivemos, e ele diminuiu de intensidade até se tornar algo carinhoso, e por fim, Edmure soltar meus lábios, e olhar dentro dos meus olhos com um brilho diferente no seu. Ele saiu de mim lentamente, e me senti vazio.
— Acho que estou apaixonado por você. — Deixei escapar, num ímpeto causado por todas aquelas incríveis sensações, com minhas mãos em seus ombros fortes. Edmure abriu um sorriso do tamanho da lua com aquilo. Apoiando os braços do meu lado, se ergueu um pouco, e eu senti minhas faces corarem.
— Cotter. — Ele disse, como se saboreasse meu nome. — Quer namorar comigo?
E meu peito praticamente se derreteu com aquilo.
Naquela hora, eu queria logo era casar com ele, com tanto amor que eu estava sentindo.
Notas finais
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Muito obrigada!
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