Fashion And Diamonds.

14 Capítulo 13 - Breakfast


Notas iniciais
Oi gente!
Lindezas, eu tô muito feliz, sério! Muitos reviews lindos, novos leitores, retorno de leitores antigos... a fic tá crescendo! Muito obrigada lindos!
Desculpem o atraso, mas eu estou doente (sim, e já faz um tempo) e esse fim de semana não consegui correr do hospital. Perdão!
Espero que gostem do cap, foi meio escrito às pressas por causa da minha doencisse, e não tem muita coisa... mas o próximo será agitado!
Beijão!
Boa leitura!

Cotter me estendeu uma camiseta e uma bermuda, com uma expressão satisfeita no rosto.

— Toma, pode se trocar. — Ele disse, com um ar sério, que me arrancou um sorriso. Ainda estava visivelmente sem graça com a situação em que nos encontrávamos no momento. Eu ao contrário, nunca me sentira tão leve. — Deu um pouco de trabalho achar algo que te servisse e combinasse, mas acho que essas vão caber. — Continuou, com as sobrancelhas levemente franzidas.

Eu peguei os panos de sua mão, analisando a camiseta branca e a bermuda jeans clara. Eram simples, mas eram Lacoste e Tommy. Cotter me encarava, mordendo o lábio de leve, como se esperasse a minha reação. Ele estava lindo.

— Não precisava. — Respondi com um sorriso, me levantando da cama onde estava sentado. Ainda não tinha saído do quarto, depois de termos nossos amassos, ele saíra do quarto apressadamente dizendo que ia buscar algo pra eu trocar e ficar mais à vontade. Não sei que tipo de gente usa Lacoste pra ficar em casa, mas enfim...

— Tá, vai se trocar, eu vou descer pra cozinha e começar a fazer alguma coisa pra gente comer. — Ele falou sem jeito, coçando uma pequena mancha da catapora na face. O encarei nos olhos, e a cena era tão atrativa que não me contive.

Rápido, pois sabia que ele ia reagir se eu fosse lentamente, agarrei sua nuca com a mão livre e colei nossos lábios. Cotter colocou suas mãos no meu peito e soltou uma exclamação abafada, mas eu apenas ri e me afastei depois do selinho rápido.

— Edmure! — Ele exclamou, se afastando um pouco, mas ainda com as mãos em meu peito. Ri com sua exclamação irritada. — Dá pra não fazer isso? — Reclamou, corando no mesmo momento.

Afaguei seus cabelos com a minha mão em sua nuca, e o puxei delicadamente para perto com um sorriso que eu sabia ser safado em lábios.

— Dá pra não me provocar? — Disse, e dei um selinho nele novamente, dessa vez sem resistência da parte do pequeno. O soltei, e ele alisou a camisa nervosamente.

— Idiota, eu não te provoquei. — Ele se voltou para a porta do quarto. — Não quero você fazendo isso toda hora. Não é como se agora eu gostasse de você. — Seu rosto estava ruborizado, e eu nem prestei atenção na sua reclamação, porque meu peito fervia e eu me sentia feliz demais. Com pressa, ele saiu do quarto, e eu me troquei rapidamente, assoviando uma canção animada.

Caramba, eu realmente estava feliz. Estava feliz por me ver livre das minhas dúvidas, feliz por ter conversado com Cotter, e feliz por finalmente estar aceitando o fato de que eu gostava sim daquela pequena criatura irritante e linda. E ele gostava de mim, o que me fazia sentir realmente bem, apesar de toda a resistência que eu deveria estar sentindo ao me apaixonar por um homem.

Mas como eu disse, eu estava feliz demais pra me importar com aquilo, pelo menos agora. Agora, eu só queria ficar com ele, e aproveitar aquela alegria enquanto ela durasse. Ah, e eu queria que ela durasse pra sempre.

A camiseta ficara bem apertada, praticamente colada nos meus músculos, e eu precisava puxar ela para baixo a todo momento para cobrir minha barriga. A bermuda também estava justa, mas mais aceitável, apesar de limitar um pouco meus movimentos. Deixei meus tênis ali e fui descalço mesmo, o chão não estava tão frio, e eu queria deixar meus pés livres.

Cheguei na cozinha vestido, e encontrei Cotter de costas para mim, distraído enquanto encarava um livro de receitas aberto ao seu lado, e rodopiando uma faca na mão em alta velocidade. Ele nem percebeu que eu chegara ali, e quando o vi ali, meu peito esquentou novamente, e eu não consegui segurar um sorriso. Admirei os movimentos velozes da faca com certo espanto, eram velozes e pareciam difíceis. Quando ele finalmente a baixou para pegar o livro de receitas, eu me aproximei dele silenciosamente, agarrando sua cintura com força por trás.

— Edmure! — Ele exclamou surpreso, colocando suas mãos sobre meus braços. Eu ri, beijando seu pescoço e sentindo ele se encolher em meus braços. Dei um sorriso e puxei sua orelha com os dentes, apertando suas costas contra meu peito enquanto ele apertava as mãos em meus braços.

— O que foi? — Eu perguntei baixinho com um sorriso, e beijei sua bochecha. — Não tem ninguém em casa.

Afrouxei meus braços levemente, e ele se virou para mim com o rosto vermelho e fechado. Colocou suas mãos no meu abdômen de forma leve. Esperei a bronca. Ele pareceu confuso, procurando palavras de cara feia. Abriu boca repetidas vezes, como se fosse dizer algo, o rosto vermelho como um pimentão.

— Babaca. — Ele disse, e se inclinou contra mim, colando nossos lábios, e apertando aquela camiseta colada em meu corpo. Meu corpo ferveu e eu abri meus lábios, recebendo sua língua em minha boca, e retribuindo o beijo. Suas mãos arranharam meu abdômen, e num movimento repentino, ele separou nossos lábios. — Me deixa cozinhar em paz. — Falou, encarando meus olhos. Ele estava ruborizado, e ofegante. Sorri para ele.

— Sei. Você gira essa faca de uma forma bem perigosa. — Peguei uma de suas mãos com a minha direita e levantei até meus lábios, mantendo meu outro braço em sua cintura fina. Ele se deixou levar, e eu beijei seus dedos de forma carinhosa. — Não quero um... — Quase falei namorado, mas mordi minha língua. Acho que não era hora para isso. — Cotter sem dedos.

Consegui arrancar um sorriso dele, que balançou a cabeça.

— É uma mania antiga. Fique tranquilo, eu nunca erro. — Soltou sua mão delicadamente da minha, e colocou as duas mãos na minha nuca, se aproximando mais de mim, colando nossos corpos. Abracei sua cintura, e fitei seu rosto bonito, com um sorriso. — Ficou bem justinha a camiseta. — Ele comentou após um tempo, olhando meu corpo. Sorri.

Bom, ele parecia estar ficando mais à vontade com a situação.

— É, ficou. — Acariciei sua cintura com as mãos. Por algum motivo, eu sentia que as coisas finalmente estavam corretas, com Cotter ali nos meus braços. — Vai fazer o que de café?

Ele mordeu o lábio e revirou os olhos, pensativo, abraçando meu pescoço de uma forma muito agradável.

— Não sei, quer comer o que? — Perguntou, me olhando nos olhos. Eu sorri, e aproximei nossos rostos, vendo ele arregalar os olhos com a proximidade repentina. Meu sorriso aumentou ainda mais, e parei meus lábios a uma distância mínima dos dele.

— Ah Cottter, o que eu quero comer dificilmente você vai querer me servir. — Comentei, e quando ele fechou a cara para me xingar, beijei seus lábios.

O pequeno abraçou mais forte o meu pescoço me puxando pra mais perto, e senti sua boca se abrir para me receber. Nossas línguas se encontraram de forma quente e desesperada. Com certeza esse era o nosso beijo mais carregado de todos. Cotter se esticava para chegar à minha altura, e num movimento automático, eu agarrei sua cintura e o ergui, sentando-o sobre a pia da cozinha, fazendo ele chegar mais próximo da minha altura. Soltei seus lábios e ataquei a curva de seu pescoço, beijando a pele branca e macia.

— Edmure, se essa pia quebrar, vamos ter muito o que explicar... — Ele ofegou, apertando as mãos em meus cabelos. Sorri com meus lábios em sua pele.

— Ah, com certeza. — Falei, e subi novamente os lábios, abocanhando os seus. Eram lábios macios e quentes, e sua língua era gentil e abusada ao mesmo tempo. Nos beijávamos com uma intensidade enorme, e quando desci uma de minhas mãos para apertar sua coxa, Cotter me puxou para mais próximo.

Entrei entre suas pernas, sentindo minha ereção comprimida contra o jenas daquela bermuda que já era apertada. Droga, ele me deixava louco de tesão com uma facilidade incrível. Cotter separou seus lábios dos meus e colocou as duas mãos em meus ombros, respirando por um instante e em seguida apertando um pouco as pernas em mim, me fazendo aproximar. Pegou meus lábios nos seus rapidamente, e suas mãos acariciaram minha nuca com certo desespero.

Soltei seus lábios novamente e mordi de leve seu pescoço, arrancando um gemido extremamente excitante do menor. Eu costumava perder o controle com essas coisas, e apertei mais sua coxa com a mão, enquanto ele arranhava minha nuca.

— Ed... Edmure... — Ele falou com dificuldade, erguendo a cabeça para que eu beijasse seu pescoço. — Café da manhã, idiota. — Falou, colocando as mãos na minha cabeça, e me afastando repentinamente.

Nos encaramos por um longo instante. Ele ainda era mais baixo que eu, mesmo em cima da pia. Repousei minhas mãos nas suas coxas, e ele desceu as mãos de meus cabelos, deixando-as nos meus ombros. Meu peito fervia, meu pênis pulsava, e minha respiração estava difícil. Com Cotter, o mesmo ocorria, eu podia ver epla sua bermuda.

— Eu gosto de você. — Falei, sem pensar muito, encarando aqueles olhos lindos e cinzentos. Já tínhamos tido aquela conversa antes, mas não pude evitar, com aqueles olhos tão brilhantes me encarando.

Cotter ofegou, de lábios entreabertos.

— Eu também gosto de você. — Falou, e rapidamente me deu um selinho, me surpreendendo, mas se afastando em seguida. — Mas eu sei onde isso aqui vai dar, e eu realmente não quero pensar em sexo por enquanto Edmure. — Ele me empurrou, e eu me afastei, vendo ele pular da pia e ajeitar as roupas, fechando a cara.

Primeiro, eu senti certo desgosto. Droga, eu também não estava pensando em sexo, mas meu corpo estava. Acho que eu também não estava preparado pra transar com um homem, e a ideia me deixava nervoso. Encarei Cotter enquanto ele terminava de se arrumar e me olhava novamente.

Fui até ele, e o abracei, no que ele soltou uma exclamação. Ri, beijando o topo da sua cabeça, enquanto ele tentava me afastar.

— Droga Edmure, tá loucão? — Ele perguntou, e eu dei espaço para ele me encarar com a cara brava. Dei um sorriso.

— Você é fofo como o inferno sabia? — Beijei sua bochecha de forma estalada, e o soltei, deixando ele se afastar me xingando. Nem eu entendia o que estava se passando comigo, mas eu apenas estava fazendo tudo o que eu queria fazer.

E irritar o Cotter estava na lista.

— Aqui. — Entreguei para Edmure um prato cheio: Duas grandes torradas com manteiga, bacon em tiras, dois ovos fritos e duas salsichas. Me sentei na mesa em sua frente, e me servi de um pouco de café. Não estava com muito apetite.

A vida muitas vezes nos prega peças. Quando menos esperamos, nos vemos vivendo momentos que nunca esperamos que aconteceriam. Como o que eu vivia agora.

Como em infernos eu poderia ter imaginado que um dia eu estaria aos beijos com Edmure Prey, num relacionamento estranho e sem base, que me deixava tonto e cheio de calor no peito? Droga, nunca!

E por isso, eu estava me sentindo um porra de um bipolar. Na verdade, eu estava muito feliz com aquilo, sei lá porque.

Tá, tá, eu sei porque. É porque eu gosto do Prey. Babaca.

Enfim, eu podia estar muito feliz, mas na minha cabeça ainda era estranho estar com ele poder beijá-lo e tudo mais. Mas em momentos, eu deixava rolar, e minha mente era possuída por um encosto homossexual latente que queria muito o Edmure. Babaca.

Por isso, eu me sentia confuso, e agora estava irritado porque o Edmure parecia super seguro de si mesmo, me agarrando e me beijando a cada instante, como se tivesse mega à vontade com a situação, enquanto eu me senti muito estranho.

— Não vai comer nada? — Ele me questionou, tirando-me dos meus devaneios. Ele estava com a boca cheia, e olhava para mim com uma sobrancelha erguida.

— Não estou com fome. — Respondi, tomando um gole do meu café. Eu queria mesmo era um cigarro, mas não fumava perto de gente comendo.

— Você devia comer, está doente esqueceu? — Falou, empurrando para mim uma torrada. Eu fiz uma careta, mas a aceitei, mordiscando uma ponta, enquanto ele me encarava sério. Anuiu em apoio à minha atitude, e voltou a comer.

— Acho que volto pra escola semana que vem. — Falei, puxando assunto, tentando limpar um pouco minha cabeça confusa como o diabo.

— Seria ótimo. — Edmure respondeu, enfiando um pedaço de ovo na boca. — Vou vir te visitar até lá.

Fiz uma careta, mas não reclamei, porque sabia que ia sentir falta dele nesses dias.

— Você quem sabe. — Falei com simplicidade.

Enquanto comia, Edmure foi me contando sobre as aulas que eu tinha perdido, e alguns acontecimentos aleatórios. Percebi que estava sentindo levemente a falta da escola, mas bem, bem de leve mesmo.

Quando terminou, ele se levantou e deixou os pratos na pia. Me levantei também, com intenção de pegar meu maço de cigarros sobre o balcão da cozinha, mas antes que o fizesse, Edmure estava na minha frente.

Não como ele chegou até ali, nem o porque da minha mente ter entrado em colapso na hora, travando totalmente. Apenas existia Edmure ali, com seu sorriso torto, aquele corpo musculoso coberto por aquelas roupas apertadas que eu consegui para ele, e seu leve sorriso.

Ele pegou meu maço de cigarros e me entregou, com um sorriso divertido em lábios. Peguei a caixinha de papel com cuidado, e encarei seus olhos.

— Obrigado. — Falei, e senti ele me puxar para um abraço apertado e aconchegante, me colando em seu peito.

Nem percebi que um sorriso brotou em meus lábios com seu perfume invadindo minhas narinas. Eu podia ficar assim o resto da minha vida, e até esqueceria os cigarros.

— Sério. — Ele sussurrou, encostando sua cabeça nos meus cabelos, me fazendo fechar os olhos e esquecer toda a minha confusão. — Você é fofo pra diabos.

Não evitei dar um risinho abafado em seu peito, envolvendo sua cintura com meus braços curtos.

— Babaca. — Resmunguei em seu peito, e apenas deixei aquele calor gostoso preencher meu corpo

Notas finais
Espero que tenham gostado!
Beijos, e deixem reviews!