Fashion And Diamonds.
4 Capítulo 3 - Dinner.
Notas iniciais
Muuuuito feliz com todas as reviews que eu recebi, adorei de verdade. Vocês me fazem feliz.
Gente, qualquer dúvida sobre alguma coisa da fic, me avisem que eu respondo qualquer curiosidade pra vocês. Algum erro, também me avisem por favor (Sério, eu erro muito).
Obrigada mais uma vez!
Beijos e boa leitura!
Já ouviu dizer que quando você luta junto de alguém, vocês se tornam companheiros?
Bem, eu não diria que Edmure e eu estávamos grandes amigos. Mas as coisas melhoraram consideravelmente depois daquele dia, tanto entre nós, quanto no geral. Eu fui pra casa, meus pais me levaram ao hospital— depois de muito, muito drama— e eu saíra com apenas três costelas trincadas e um corte raso nas costas, além dos hematomas e etc. Fora uma surra e tanto, mas eu tive sorte. Eu comprara um celular novo, e ainda ganhara uma semana sem aula.
Edmure chamara a polícia naquele dia, e os malditos caras foram presos. Eu não fiquei para ver na verdade, ele cuidou de tudo e eu fui deitar no carro porque estava exausto. Depois disso ele me deixou em casa, e foi pra própria casa, chegando até a me mandar uma mensagem de texto, dizendo que estava tudo bem, e ele não tinha quebrado nada. Segundo o médico, ele tinha muitos músculos, o que protegeu os ossos dele.
Enfim, as coisas estavam mudando. Eu me sentia grato pelo que ele fez, ainda mais depois que ele me explicou a história. E da parte dele, ele até me mandou mensagem, o que eu nunca sonhei que iria acontecer. Então eu podia dizer que tudo estava ficando bem... estranho.
A festa fora a cinco dias, e eu ainda tinha mais dois dias de descanso. Já estava fazendo tudo normalmente, mas não ousei colocar os pés para fora de casa, afinal, eu estava cheio de hematomas nos braços e no rosto, e não queria sair na rua daquele jeito. Eu prezava muito minha aparência, como vocês devem saber, e eu estava com um hematoma horrível na maçã esquerda, que agora tinha um tom meio esverdeado.
Por isso, no momento, eu estava preparando o jantar junto com minha mãe, já que eu adorava cozinhar, e não tinha nada pra fazer. Decidimos que íamos fazer um jantar completo, com entrada, prato principal, acompanhamento e sobremesa. Eu não era ruim na cozinha, puxara os dons de ambos meus pais, e tinha muito orgulho disto, porque eu adoro cozinhar.
— Você devia parar de fumar. — Minha mãe comentou, enquanto cortava um pimentão com agilidade. — Vai acabar com o seu paladar, e é ilegal.
Eu rodopiei a faca que usava entre os dedos, tragando meu cigarro.
— Um dia eu paro. — Comentei, e em seguida bati a faca rapidamente na tábua, picando as cebolas em pedaços pequenos. Depois que terminai, voltei a girar a faca entre os dedos, analisando meu trabalho.
— E pare de girar essa faca, isso não é brinquedo. — Ela me olhou com severidade, mas eu a ignorei, e voltei a picar mais algumas cebolas. — Filho, esse hematoma no rosto não tá doendo?
— Só quando encosta. — Eu respondi, segurando o cigarro com habilidade nos lábios. — Tá muito feio?
— Não. — Minha mãe voltou a se concentrar na sua tábua de corte.
Decidimos preparar uma sopa de batata como entrada, com um salmão grelhado no prato principal, uma salada italiana de acompanhamento, e uma torta como sobremesa. A sopa já fervia no fogão, e o salmão também estava grelhado, só faltavam os legumes e adornos do peixe, que seriam cozidos no vapor.
— O cheiro está ótimo. — Comentou meu pai, entrando na cozinha com um sorriso. — Terminei de revisar a Grease do mês que vem. Cotter, você têm que ver, está incrível. — Ele entrou do meu lado e roubou um pedaço de cenoura que eu acabara de cortar. — Temos uma preview da coleção de inverno da Prada que está demais. Pelo jeito o Cerúleo vai estar...
— Sem trabalho na minha cozinha! — Minha mãe deu a bronca, com as mãos na cintura. Meu pai fez uma careta e gesticulou para que eu desse um cigarro para ele. Parei o que fazia e entreguei uma unidade para ele, aproveitando para bater as cinzas do meu.
— Você basicamente está trabalhando. — Meu pai foi até ela e beliscou sua cintura, fazendo com que minha mãe desse um grito irritado, tirando risadas minhas e do meu pai. Depois ele acendeu seu cigarro, foi até a nossa grande mesa e se sentou, conversando com a gente sobre tudo.
Eles podiam disfarçar porque sabiam que eu não gostava, mas eles estavam muito preocupados. Afinal, eu voltara semi-morto pra casa, estava coberto de hematomas e machucados, e eles ficaram assustados, além de preocupados.
Enquanto terminávamos de cortar os vegetais, conversamos muito, sobre assuntos aleatórios: escola, parentes, e até um pouquinho de trabalho, sem minha mãe perceber. Num certo ponto, meu celular vibrou no meu bolso.
Traguei meu cigarro distraído, enquanto rodopiava a faca numa das mãos, e puxava o celular, imaginando quem poderia ser. O número que me ligava era desconhecido, então eu encarei o aparelho distraído antes de atender.
— Alô. — Respondi distraído, segurando o celular com o rosto e tirando o cigarro dos lábios para bater as cinzas. Continuei a rodopiar a faca na outra mão.
— Storm? — A voz conhecida do outro lado chamou, me fazendo engasgar com a fumaça do cigarro.
Tossi um pouco antes de conseguir responder.
— Prey? O que você quer? — Eu larguei a faca sobre a pia e sai da cozinha. Não queria brigar em frente os meus pais.
— Você tá bem? Essa tosse estranha... — Ele comentou com um tom de voz cômico.
Já perdi a paciência nessa parte.
— Escuta aqui Edmure, o que você quer? — Eu traguei o cigarro e o deixei sobre um cinzeiro na mesa de vidro da sala de estar.
— Calma, calma, seu pequeno babaquinha. — Prey resmungou do outro lado da linha, me fazendo bufar. — tô na frente da sua casa. O segurança tá ligando aí.
Certo, se eu estava surpreso pela ajuda naquela briga, pela mensagem que ele me enviara alguns dias atrás, e pela ligação inesperada, agora eu estava praticamente acreditando em gnomos.
Respirei profundamente, fechando os olhos.
— O que você tá fazendo na porta de casa? — Perguntei, abrindo os olhos. Provavelmente eu estava delirando ou algo assim.
— Isso não é jeito de tratar uma visita sabe... — Ele resmungou de volta, e o telefone começou a tocar, certamente era o segurança que ficava no portão. — Vim trazer umas coisas que você esqueceu no carro, lembra?
Era verdade, eu esquecera algumas coisas no carro dele naquele dia. Afinal, ele me trouxera em casa no carro dele, e eu deixei o Mini lá naquele estacionamento. Mas eu não via necessidade de ele vir me trazer aquelas coisas em casa, afinal, já faziam cinco dias que eu estava sem elas, não iam fazer diferença mais dois dias. Ele podia muito bem me devolver no colégio.
— Isso é muito desnecessário... — Eu comecei, em tom de censura.
— Opa, estou entrando, seu segurança liberou. — Ele me interrompeu e desligou.
Calma Cotter, não estressa. Não fique irritado com aquele filha da puta, afinal ele te salvou.
O desgraçado.
— Filho, tem um amigo seu no portão! — Minha mãe apareceu sorridente na sala, parecendo muito animada e levemente afobada. — Por que não avisou que tínhamos visitas? Ainda bem que eu fiz bastante comida... — Ela limpava as mãos no avental, e voltou correndo para a cozinha.
Ah não, Edmure Prey não ia jantar na minha casa, de jeito nenhum.
Por algum motivo, me senti sem jeito para recebe-lo. Estava de avental, com roupas bem normais de ficar em casa: uma camiseta, uma bermuda e um par de chinelos. Ninguém da escola nunca me vira assim.
Me senti suar como uma mocinha virgem na primeira vez. Epa, não é uma boa comparação.
Enfim, levei as mãos para arrancar o avental, mas a campainha tocou.
— Cotter, atende a porta, é seu amigo! — Meu pai gritou da cozinha. Por algum motivo, meu rosto queimou de timidez. — O mordomo está de folga hoje! — Ele insistiu quando a campainha tocou novamente.
Em passos lentos, eu fui para o Hall de entrada recepcionar meu “amigo” Edmure.
Quando abri a porta, ele estava tão perto que eu quase dei de cara com ele.
— Olá mocinha. — Ele cumprimentou com um sorriso debochado, apoiado de lado no batente da porta. Me segurei para não descer a porrada nele naquela hora.
Eu o analisei. Acho que não teria coragem de bater nele, afinal Edmure estava tão machucado quanto eu: O olho esquerdo estava roxo, e toda a face esquerda estava meio esverdeada, apesar que a barba por fazer cobria uma boa parte. Ele usava uma camisa preta e simples, de botões e mangas longas, mas eu ainda podia enxergar alguns hematomas em suas mãos e um no pequeno pedaço do seu peito que estava à mostra. Usava também um jeans escuro, e estranhamente, um par de sapatos. Era um visual inusitado pra ele, muito... arrumado.
— Oh, cale essa boca. — Eu respondi irritado, desviando os olhos de seus grandes olhos violetas. Depois que ele me salvara, eu ficava sem graça de xingá-lo ou brigar com ele.
— Pra um cara tão cheio de classe, você recepciona muito mal as visitas. — Ele respondeu, se desencostando da porta e dando um passo para trás. — Tá limpando a casa por um acaso? — Ele sorriu de lado, analisando meu avental, parecendo querer rir.
Revirei os olhos e estendi a mão para ele. Realmente, Edmure sabia me irritar.
— Não te interessa, devolva minhas coisas e saia... — Antes que eu terminasse, a porta foi puxada atrás de mim.
— Ah, olá querido! — Minha ouvi minha mãe gritar. Olhei para trás e dei de cara com ela, sorridente e simpática. — Você deve ser o amiguinho dele, Edmure não? Não fiquem conversando aqui fora, vamos entrar! Eu acabei de preparar o jantar, coma com a gente! — A senhora simpatia. Provavelmente ela estava animada, já que eu quase nunca levava nenhum amigo em casa.
— Oh, Sra. Storm, eu não quero incomodar. Só passei para deixar as coisas que o Cotter esqueceu no meu carro no dia da briga... — Ele estendeu uma pequena sacola para mim. Ele estava tão cínico que estava me chamando de Cotter como se fosse a coisa mais comum do mundo.
Minha mãe arregalou os olhos de uma forma que até eu me assustei. Foi só então eu percebi.
— Foi você que salvou meu filho! — Ela se desviou de mim e foi direto para Edmure, que tinha uma expressão surpresa também. Minha mãe parecia uma bonequinha perto do gigante. — Oh querido, olhe só você, também se machucou! — Ela pegou nas mãos dele, com o afeto de mão que eu já conhecia. — Oh, por favor, vamos entrar, eu insisto...
Quando eu percebi, minha mãe tava arrastando aquele grandalhão pra dentro da minha casa. Lancei um olhar incrédulo para os dois.
Não acredito que Edmure Prey estava entrando na minha casa, com minha mãe. Segui eles, esperando que Edmure não fizesse nenhuma gracinha com meus pais, senão eu definitivamente ia acabar com a raça dele.
Certo, eu estava surpreso. Já fazia uns 30 minutos que Edmure estava em casa, e ele parecia... Bem, parecia que ele tinha conquistado meus pais.
— Mais sopa Edmure? — Meu pai ofereceu, sorrindo pro nosso “visitante”.
— Oh, obrigado Sr. Storm. — Ele estava sendo educado. Tipo, agindo como gente. Eu devia estar boquiaberto ou algo assim, porque o idiota fez questão de olhar direto para mim, com um sorriso irritante. — Algo errado Cotter?
Eu fechei a cara pra ele. Se estivéssemos em qualquer outro lugar, eu jogava meu prato na cara dele.
— Não. — Eu baixei os olhos para o meu prato. Ele fizera questão de sentar bem de frente comigo na mesa. Estávamos jantando na mesa menor, para quatro pessoas, então não tinha como eu evitar contato visual com ele.
— A sopa está maravilhosa. — Ele comentou, e eu provei uma colher. Realmente estava ótima, e eu me orgulhava, já que eu quem a fiz.
— Oh sim, o Cotter é especialista em fazer esta sopa. — Minha mãe comentou, e eu ergui os olhos, sorrindo pra ela. Na verdade eu queria mandar ela calar a boca, mas não tinha coragem.
— É mesmo Cotter? — Ele deu um sorriso provocativo pra mim, levando a colher aos lábios sem desgrudar os olhos dos meus. Fechei a cara, com raiva. — Você precisa me chamar mais para comer da sua comida, você realmente... — Eu pisei no pé dele com força por baixo da mesa, fazendo com que ele parasse de falar e me lançasse um olhar furioso. Em resposta, sorri e tomei minha sopa.
Por incrível que pareça, o jantar foi... Agradável, ou quase isso. Meu pai e Edmure estavam se dando muito bem por algum motivo, e conversavam sobre coisas que eu nem entendia bem, tipo futebol e hóquei, que eu nem sabia que meu pai gostava. Minha mãe parecia gostar dele também, e eles não paravam de conversar.
— Querido, pode ir conversar com seu amigo no quarto, daqui a pouco eu levo um café pra vocês. — Minha mãe comentou enquanto eu retirava a mesa. — Eu e seu pai terminamos aqui.
Eu encarei Edmure, que ainda conversava com meu pai sobre um jogo. Ele sorriu pra mim e se levantou da mesa.
— Com licença Sr. E Sra. Storm. — Ele disse, todo educado antes de me seguir pela casa. Subimos as escadas em silêncio.
Assim que entramos no quarto, eu fechei a porta. O grandalhão se sentou na minha cama, se sentindo super à vontade pelo visto.
— Você tem uma casa bonita. — Ele comentou, sorrindo, apoiando o peso nos braços musculosos.
— O que é que você pensa que tá fazendo hein? — Eu quase gritei, colocando as mãos na minha cintura. Aproveitei que ele estava sentado, eu ficava mais alto que ele em pé.
— O que eu fiz? Vim trazer suas coisas, e seus pais me convidaram pra ficar. Eles são muito legais, ao contrário do filho que têm. — Ele desviou os olhos do meu, parecendo sem jeito, e com a cara fechada como uma criança emburrada. Eu fui mais pra perto, minha irritação crescendo.
— Não dava pra esperar até voltarmos pra escola Prey? — Eu deu um tapa de leve na cabeça dele, e ele exclamou, segurando a cabeça com um olhar raivoso.
— Até parece. Acha que eu vou falar com você naquela escola? O que os outros iam pensar? — Ele respondeu e se levantou, ficando de pé na minha frente. Bem próximos na verdade. Eu mal chegava no peito dele, reparei. — Idiota.
Empurrei o peito dele, irritado, e ele se encolheu de dor, com um chiado. Senti remorso, provavelmente ele estava com hematomas ali.
— Ai! — Ele levou a mão cuidadosamente ao peito. — Você tem a mão pesada pra um cozinheiro.
Revirei os olhos e puxei meu maço de cigarros e me afastei acendendo um. O silêncio durou alguns segundos.
— Nunca imaginei que ia jantar em sua casa. — Ele disse, voltando a se sentar na cama. — Foi mal o incômodo, eu não queria te deixar irritado.
Eu traguei a fumaça e encarei o grandalhão.
— Pára de agir como o cara legal que você não é por favor. Tá me deixando assustado. — Eu respondei, me sentando na cadeira que mantinha no quarto. Ele me lançou um sorriso sarcástico.
— Ora, vamos lá, eu não sou tão chato assim. — Edmure coçou a barba, parecendo achar graça. — Todo mundo gosta de mim.
Revirei os olhos. Queria dizer que ninguém gostava dele, metade do povo tinha medo dele, e metade inveja. Mas eu não ia me estressar.
— Sei, você é adorável. — Carreguei com sarcasmo e traguei meu cigarro, sem olhar para ele.
Ficamos em silêncio por alguns instantes, eu fumando, ele olhando distraído pra um livro na cabeceira da minha cama. Minha cabeça começou a processar aquilo, ele estava estranho. Irritante como sempre, mas parecia que ele estava tentando... Ser meu amigo ou algo assim. Tudo depois daquela briga estava meio estranho, afinal, ele sempre tentou me bater, e de repente foi me salvar? Depois disso, toda essa preocupação em vir me ver, em trazer minhas coisas de volta. A simpatia com meus pais, e até tentar conversar um pouco comigo.
Edmure Prey estava diferente, e aquilo me deixava incomodado.
— Edmure. — Eu chamei, sem jeito. Por algum motivo, eu estava com vergonha dele, e senti meu rosto corar. Acendi outro cigarro. — Por que você foi me ajudar? Na briga, eu digo.
Ergui os olhos para ele, e traguei meu cigarro. Ele me encarava sério. Era a primeira vez que eu via Edmure com um olhar totalmente sério, nem irritado, nem sarcástico, nem debochado.
— Eu não sou o tipo de lixo que deixa alguém ser espancado, seja quem for. — Ele respondeu, sua voz dura como aço, o que me fez sentir um remorso. Não queria dizer aquilo.
— Não quis dizer isso... — Eu me expliquei, sem jeito. Lancei um olhar nervoso para ele, e a expressão do gigante suavizou.
— Agora você que está sendo idiota. — Ele resmungou, com um sorriso torto. — Escuta Cotter, nós somos rivais, e não inimigos. Tipo, sei lá, Goku e Vegeta. — O moreno riu sem jeito, e eu não consegui segurar um sorriso divertido. Ele estava super sem jeito.— Eu quero ser melhor que você, mas não quero seu mal.
Me empertiguei na cadeira, e o encarei com olhar divertido. Ele parecia sem graça falando aquilo, mas de certa forma, eu achei fofo ele estar atrapalhado. Decidi melhorar o clima, afinal, ouvir algo assim de Edmure Prey era basicamente achar um diamante numa lixeira.
— Só pra constar, estou gravando isso e vou colocar pra escola inteira ver. — Eu zombei com um sorriso, quebrando o gelo. Ele se sentou ereto na cama, com uma falsa cara de surpresa.
— Não ouse, seu maldito! — Ele apontou para mim, e rimos.
Rimos como nunca rimos juntos.
É, talvez, quando você luta ao lado de alguém, vocês se tornam amigos.
Ainda mais quando você luta ao lado de alguém, depois de ter lutado contra ele milhares de vezes.
Notas finais
Beijos e até o próximo! (vou tentar algo pro começo da semana que vem, mas não prometo)
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