Notas iniciais
Gente eu mudei a forma de escrever, entre outras coisas.

Depois que ocorreu viagem, a morte da minha mãe, descobri que tinha meu irmão mais perto do que eu podia imaginar. Quem diria que Elliot seria meu irmão, o irmão que minha mãe havia abandonado. Foi até que engraçado ao irmos para ler o testamento, alguns irmãos brigavam para ficar com toda a herança, nós discutimos para ver quem ficava com a herança. Meu argumento era que ele merecia mais, já que não teve o carinho dele. E o argumento dele era que eu não tinha como me manter, e estava na faculdade e precisava me manter também. Claro Estevão me mantinha e bancava minha faculdade. Mais Elliot tinha razão, era melhor assim, não ter que depender de homem algum era bem melhor. Eu fiquei com toda a herança, até dizer que ia se ofender se eu não ficasse com toda a herança Elliot disse. Meu maninho é dramático.

Se passo mais alguns dias, e eu descobri estar grávida. Estevão? Ficou muito feliz, ele se declarava o homem mais feliz do mundo. E eu junto a ele a mulher mais feliz do mundo. O melhor de tudo era que agora sim me sentia quase que completa, mais completa só ficaria ao ter meu filho em meus braços. Até começar a ver os nomes nós estávamos vendo, ele escolhia se fosse menino e eu menina. Eu havia escolhido Estrela e ele Heitor! Nomes lindos, não? Nós achávamos! Bem. Tínhamos planos.

Quando estava no terceiro mês, soube que estava grávida de gêmeos. Felicidade duplicou. Eu sempre começava a desconfiar quando tudo ia bem, e aquela foi a primeira vez que não fiz isso. Devia ter me preparado, para sentir mais dor do que já havia passado. Uma semana após descobri que eram gêmeos.... Estevão me traiu, até hoje me dói pensar nisso. Como ele teve coragem? Eu fico matinando isso na minha cabeça e até agora a fixa não caiu, tipo: Não acredito que isso ocorreu... Mais são águas passadas. Nessa mesma noite eu tive um sangramento e muita dor em minha barriga. Aí acordei no hospital, pelo que me falaram eu estava no banheiro caída sangrando muito. No outro dia, vi a foto no jornal do " Grande Estevão San Román , em um hotel com uma fã". Achei aquilo incrível, eu perdendo nosso filho e ele com outra, com uma que ele jamais voltaria a ver, enquanto eu que o amo não pela fama nem pelo status e sim por ele mesmo.... Mais isso passou, a parte mais dolorosa vinha pela frente, quando o médico entrou no quarto que eu estava.

– Geraldo Eu ficarei bem? E meus bebês? — Meus olhos estavam cheios de lagrimas, elas estavam prontas para serem derramadas.

– Maria. Mesmo não sei o que te dizer, ou melhor como te dizer. — Diz Geraldo. Nos conhecíamos, afinal eu ia pra uma especialização bem próxima da dele.

– Maria! — Ele abaixa cabeça. — Você per...perdeu — Dá uma pausa longa, e retorna a falar. — Mais não os dois. Você perdeu só um. Desculpe. Fiz o possível e o impossível, para isso não acontecer, mais não consegui me desculpe. — Diz ele triste.

Meu mundo caiu, minha vontade naquele momento era ir até o banheiro e socar as paredes, minha gilete nesse momento seria minha amiga. Eu perdi. Lágrimas grossas rolavam pelo meu rosto. Mais eu tinha um ser ainda pelo qual viver e luta. Mais droga! Não podia viver feliz com os dois? Eu saberia cuidar deles e dar amor, tudo que me foi negado estava preparada para dar. Queria um lugar e um jeito para extravasar minha dor... Geraldo me abraça. Ele foi um bom, bom não, ótimo ombro amigo para mim.... Estevão entra no quarto que eu estava como um furacão, ele tinha a expressão de preocupado. Eu não estava me importante para ele, o que importava para min ao meno era a minha dor e o filho que ainda esperava.

– Como está? E os nossos filhos? — Diz ele me abraçando, não correspondi ao abraço, nem falei nada. — Não irá me responder mesmo? — Me olhando sério.

Depois disso só nos encontramos mais uma vez. Elliot contou todos os detalhes a ele. Que eu havia perdido um filho nosso, que eu sabia já da traição dele. Depois de passar pelo procedimento, de quando se tem um aborto espontâneo. Voltei para casa. Ou melhor para casa de Estevão, eu fui buscar minhas coisas! Foi a nossa última conversa, foi quando nos despedimos.

– Você não pode ir! Não pode me deixar Maria. — Dizia ele atrás de mim, chorando e implorando para mim ficar. — Eu... Eu... Juro que não entendo o que ocorreu naquele hotel, nem se quer me lembro da tal fã.

Me viro para ele. Queria olha-lo nos olhos. — Você nunca se lembrou de nada. — As benditas lágrimas insistiam em cair.

– Dessa vez foi diferente. — Se ajoelhando em minha frente. — Eu apenas bebi um refrigerante. Eu não bebi nada alcoólico. Eu juro! Eu não faria nada para te perder, ou perder meus filhos. — Pego na minha ferida "Meus filhos". Agora era só um. Começo a chorar.

– Se eu não estivesse sozinha, poderia ter tido o atendimento mais rápido, você sabe que eu podia ter evitado perder meu filho. — Digo alterada.

– O filho não era só seu, nós perdemos. Eu sinto muito, tanto quanto você. Mais só você sofre né?

– Eu nunca disse que o fato de termos perdido nosso filho não lhe afetou. Mais digo que sua traição me dói também. Claro que não se compara a perda da minha mãe que foi apenas a três meses ou a de meu filho a uma semana. — Estava distroçada por dentro e por fora. -Não da mais para ter nós dois.

– Prefiro a morte ao ficar sem ti. Não me deixa, Maria por favor não me deixa. — Se abraça a minhas pernas.

– Para! — Grito. Tava doendo aquela cena, tava doendo àquilo tudo. — Não pode viver sem mim? Pensasse nisso antes de me trair por diversas vezes. A última vez que te perdoei eu disse essa é a ultima vez! Você preferiu ignorar. Chega não sou tão burra quanto achas. — Tentando me livrar dele.

– E como ficaremos? — Diz me olhando nos olhos.

– Não existe nós. Mais em relação ao nosso filho não sei.

– Não pensa em me deixar sem ter contato com nosso filho. Né?

– Não sei. — Peguei minha mala pronta. E saí, depois de muito trabalho para livrar-me de Estevão.

Eu saí do país depois de um mês, me mudei para Cuba, me aparentava ser melhor do que continuar no mesmo pais que Estevão. Se foi fácil tomar esta decisão? Não foi. Não sei como Estevão reagiu com a noticia, nem queria saber. Só tive notícias dele pelas revistas de fofoca, ele ficou até a data do nascimento do nosso filho sem cantar. Eu já nem me importava tanto, mais imagina como seria quando passasse uma reportagem sobre ele e nosso filho presente, sin filho. Era o Heitor! Decidi por o nome que Estevão escolheu. Me arrependo tanto de ter afastado Estevão do filho, mais não podia voltar atrás. Se eu voltasse para o México logo em seguida Estevão podia me toma-lo e isso eu não podia permitir. Eu mantinha contato com Liv, que por sinal hoje em dia é minha cunhada. Ela aparentava gostar de me torturar, pois sempre que nos falávamos, ela tocava no assunto Estevão e como ele sofria sem mim e o filho. Se passou dois anos e ela parou de falar nele, estranhei mas ainda assim sabia de Estevão, ele fazia muito sucesso por Cuba, impossível eu não ouvir falar nele.

Heitor? Vivia me cobrando notícias do pai, queria saber quem era. Mais nunca tive coragem de falar a ele, que eu era a maior culpada por ele não ter tido contato com o pai. Pior ainda era que um garotinho de 8 anos, queria ser igual a um cantor quando crescesse, sem ao menos saber que era seu pai o cantor. Meu filho digo meu e de Estevão né? Ele vivia cantando uma música, uma musica que me fazia lembrar demais de Estevão. Isso me deixava emocionada sempre chorava ao ouvi-lo cantar. Coitado nem imaginava o significado que tinha aquela música para mim.

Eu morava com ele, apenas no apartamento. Ah esqueci de dizer que me formei mais decidi me formar de vez em medicina, minha especialização era pediatria, eu tinha meu próprio consultório. Mais atendia no hospital central de Cuba. Meu amigo Geraldo, trabalhava lá. Nos tornamos grandes amigos, mais do que antes. Heitor o adorava, era a imagem de pai que ele teve.

Estava de férias, decidi levar Heitor para conhecer México. Eu queria ir aonde tinha as melhores memórias possíveis, iria levar a casa no campo. Pelo que Liv me contou Estevão não ia lá a tempos, melhor só foi uma vez e comigo. Eu tinha a chave, e iria ficar lá a estádia no México. Também Estevão não estará no México, terá um show fora do país. Oportunidade ótima para ir ao México.

Acho que não falei de Elliot não é? Mais bem. Meu maninho largou a tal de Kate, e decidiu por fim ficar com Olivia, por quem tinha uma queda assim como ela por ele. Eles tinham duas filhas, uma era Vivian ela era filha adotiva deles, foi abandonada em frente a casa deles. Ela era um amor, e se dava muito bem com Heitor. Eles tinha deles mesmo a Sophie que era um amorzinho de cinco anos. Elliot e sua familia sempre iam me visitar. Sempre mantemos contatos, e ficamos mais unidos do que nunca.... Eu sentia que para min ficar mais feliz, só com Estevão ao meu lado, só ele que faltava para a alegria ser completa.

****

– Mamãe, mamãe. — gritava Heitor como louco, se parecia tanto com o pai dele... Ele me tirou por total de meus pensamentos.

– O que meu anjo? — Falo com ele sorrindo.

– Mamãe to pronto! Vamos? — Todo alegre para enfim conhecer outro país.

– Sim vamos. Quanta animação! — Pego meu celular. — Como foi seu último dia na escola filho?

– Normal mamãe. Eu gosto de ir para escola, mais prefiro ficar em casa com você. — Sorrindo.

– Também gosto de ficar com você meu príncipe.

Dentro do avião eu e ele conversamos pouco, a única coisa que ele falava antes de dormir era sobre Estevão. A última coisa que ele me disse sobre o pai dele, foi que estava namorando... Admito aquilo mexeu comigo, mais era impossível ter Estevão e Maria novamente... Ele devia me odiar, e eu não consegui por ama-lo demais.

***

– Mamãe? — Grita Heitor, na rua.

Vou até ele. — O que ouve filho? — O pergunto. Ele aponta para a estrada, onde mostrava um carro chegando.

– Um carro? — Digo em um sussurro. Não podia ser. Ele?

– Oi. — Saindo do carro. Ao ver Heitor seus olhos ficam marejados. Ele sabia quem era. Eu? Totalmente sem reação.

Heitor vai correndo até ele, e o abraça dizendo que é muito fã dele. Ele sorriu, era tantos sentimentos que eu nem sabia como reagir.

– Sou seu fã. — Diz ele inocente sorrindo. No colo dele. — Quando eu crescer serei igual a você, e serei famoso também. — Abraça ele.

Sim "ele" é Estevão. Imaginem a minha emoção, e tudo mais.

Notas finais
Deixem nos comentários se querem ver o que se passou com Estevão nesse tempo... Se tiver 10 review eu posto o lado de Estevão beijos