Maria travei por um momento, mais tinha que mostrar uma naturalidade inexistente. E como sou esperta já sei o que dizer a ele. Então continuo com o que iria falar.

Maria: Eu.... Eu bati meu braço quando sai dessa cama, naquele criado mudo (aponto para o móvel)... E cai isso ajudou meu braço a ficar assim roxo.

Estevão: O meu bem, porque não me disse antes? Ele está muito roxo, ele dói? (Preocupado).

Maria: Não vi necessidade nisso. E além do mais, é algo bobo (seguro em meu braço). Ele não dói (sorriu pra disfarça, pois meu braço estava doendo muito). E não dói nem um pouco.

Estevão: Você andou se cortando de novo? (Em um tom irritado). Seus cortes parassem ter sido ontem.

Maria : Eu esfreguei ele, e reabriu as feridas, não me cortei novamente (sorriu).

Estevão: Mais sabe que não deve esfrega-lo, não é? (Vem e me abraça). Você não terá marcas em breve.

Maria: É eu sei. Mais agora vou tomar banho. Faz o nosso café da manhã?

Estevão: (sorri pra mim). Faço sim, que tal depois darmos uma volta?

Maria: Claro (retribui o sorriso).

Então pego minhas coisas em cima da cama, e vou para banheiro. Deixo minha roupa em cima em um balcão no banheiro. Abro o box, ligo o chuveiro. E me ponho em baixo da água, que estava mais do que quente. Volto a esfregar meus cortes, mais não passo minhas mãos com força, afinal estava doendo. Vendo as aquelas marcas roxas, não consigo acreditar que fiz elas, nem se quer força tenho, ao menos era o que pensava os roxos continuavam fortes, já fazia uns quatro dias que bati em meus braços, foi no mesmo dia que Estevão disse que tinha ido pousar na casa de Ricardo. Será que não tinha capacidade de combinar com ele para mentir para mim?... Não quero nem devo pensar nisso... Mesmo sem querer já estava chorando, só de imaginar a tonta que sou. Mais assim mesmo termino meu banho. Ao final dele, olho para as marcas roxas, que continuavam doloridas, do um soco. Faço uma careta, afinal doeu. Mais a dor logo passa e já consigo me sentir bem melhor.

Me arrumo, e desço para a cozinha. Já podia sentir um cheiro bom do café da manhã, que Estevão preparava. Ele estava de costa para mim, então vou me aproximando dele lentamente, e ponho minhas mãos em seus olhos. Ele se vira para o lado que eu tinha tampado seus olhos, mais eu já estava do outro lado.

Maria: Surpresa (sorriu).

Estevão: Estou muito surpreso (ele chega perto de mim, e me beija). Nunca imaginei que fosse você (entre selinhos, fala isso).

Maria: Mesmo assim a surpresa foi boa?

Estevão: Claro amor. Pois assim, você cuida das panquecas na boleira.

Maria: Tudo bem! Já fez o suco? (Falo enquanto vou até a boleira).

Estevão: Não. Você faz?

Maria: Sim faço.

Depois de alguns minutos nosso café sai. Nós arrumamos tudo no jardim, nenhum lugar dali seria melhor, para nosso desjejum. Tomamos nosso café, entre planos. Eu sinceramente me sentia mais livre depois do que fiz no banheiro, então estava tão leve, que fazia planos, e em todos eu me imaginava feliz. Àquilo até estranho era, ao menos para mim.

... POV Maria off...

... POV Estevão on...

Fiquei olhando para Maria admirado, ela estava diferente, mais descontraída e feliz. Estava até fazendo planos bem próximos. E estava um pouco brincalhona, sempre me olhava nos olhos e sorria para mim. Não sei se devo ficar feliz ou me preocupar.

Maria: Então vamos fazer uma caminhada? (Maria falava comigo, me retirando por completo de meus pensamentos).

Estevão: Vamos sim (sorriu para ela).

Eu já secava a louça, enquanto Maria lavava. As vezes eu lhe roubava alguns selinhos... Depois vou passar uma vassoura na cozinha. E Maria vai pegar uns pincéis, e os coloca no quarto.

O quarto onde eu colocaria o nosso primeiro filho. Eu já tinha escolhido dois quartos em especial, um seria rosa e outro azul. Estava ansioso para nós termos um filho, tenho certeza que uma criança seria uma luz para nós, uma luz que mudará nossas vidas para sempre e para melhor.

Depois de termina de varrer a cozinha, vou em direção a sala principal, onde já há visto Maria descendo a escada. Maria ao me ver, vem correndo e se joga no meu colo.

Estevão: Depois vamos pintar os quartos. (Falo e ela sorri).

Maria: Você não vai desistir mesmo né? (Me da um selinho).

Estevão: De você? E do nosso futuro? Isso nunca. Já estou ansioso para te ver com um barrigão. (Coloco minha mão na barriga dela).

Maria: Nem gravida estou e já quer me ver barriguda? (RI de mim).

Estevão: Nós podemos começar a treinar o nosso futuro herdeiro né? (Sorriu malicioso para ela).

Maria: Para de ser safado. (Me da um tapa de leve no meu ombro). E a tarde é uma criança, e podemos aproveita-la (fala em meu ouvido). Mais agora vamos caminhar, pois quero conhecer tudo aqui.

Estevão: Nem eu conheço, mais te mostro o que sei (pego na mão dela. E nos dirigimos a porta. Eu não tranco a porta, e Maria me contesta por isso).

Maria: Você não vai trancar a porta? É perigoso deixa-la aberta assim.

Estevão: Estamos no meio do nada, não a lugar melhor do que este, para se deixar uma porta aberta. (Sorriu e ela me retribui). Então vamos? (Estico minha mão, para que vá de encontro a dela. E saímos, mata a dentro).

... POV Estevão off...

***Narradora***

Depois da caminhada deles, voltam para casa. Eles foram pintar os quartos, que era o que tanto Estevão ansiava. Maria pintava de um lado do quarto pintando o quarto, Estevão do outro lado. Maria distraída, quando sente um pincel em sua costa. E Estevão pintando seu lado, começa a assobiar rindo. E da uma olhada para Maria. Maria já o olhava a um tempo, e via o quanto era cara de pau.... Depois de alguns minutos, Maria lentamente vai até Estevão e passa o pincel na cara dele.

Estevão: Maria (grita). Sua louca, como pôde?

Maria: Sou louca assim como você, por isso damos certo. (Maria sai correndo).

Estevão: Não se preocupe eu te pego (rindo vai atrás de Maria).

Maria já estava bem a frente de Estevão. Mais Estevão pode ver, ela entrando no outro quarto, que era pra eles pintarem. Estevão agarra Maria pela cintura, eles acabam enrolando tudo os pés, e caiem no chão, Estevão cai por cima de Maria, mesmo da forma enrolada que caíram, Estevão não machuca Maria.

Estevão: (Passa as mãos no cabelo de Maria). Podíamos começar a praticar.

Maria: (faz como não entende). Começar a treinar o que?

Estevão: Boba!

Maria: Bobo.

Os dois voltam a se beijar, com mais intensidade no beijo deles. Estevão passeia suas mãos em todo o corpo de Maria. Maria começa a retirar sua camisa, e depois de estar só de sutiã, começa a desabotoa a blusa de Estevão...