Estevão:Você não saí mais de casa a duas semanas. Antes nem do quarto você saía. Você quase não dorme. Isso é sintomas da depressão, eu não quero você com essa doença. Você não consegue mais se concentra em quase nada. Eu te amo, e sei o que a depressão faz com as pessoas. Eu não quero que você se entregue. Você ainda pode melhorar, você vai ver que saindo, vivendo você irá se sentir melhor. Vamos viver mais minha vida.
Maria sabia que já estava com depressão, mais se negava a acreditar. Afinal quem quer ter depressão. Ela só não queria ver ninguém, nem dormi, não queria comer também. Mais isso era porque ela não queria, assim Maria pensava.
Maria:Eu... (não sabia o que dizer).
Estevão:Você tem que ir a um psicologo (Maria alterada, o interrompe).
Maria:(lágrimas de seu rosto escorrendo). Eu não sou louca. E para de me tratar como se fosse (se retirá da cozinha as pressas).
Estevão olha para Maria que saia de sua vista correndo. Não sabia o que fazer.

Estevão termina de guarda a louça, desliga o fogão a gás. E vai para o quarto. Ao chegar ao quarto, vê Maria chorando, abraçada a um travesseiro. Estevão vai se aproximando lentamente de Maria, que não havia percebido a presença de Estevão.
Estevão:(coloca sua mão na perna de Maria). Meu amor! Eu não te chamei de louca. Mais você precisa de ajuda, a ajuda que eu não sei te dar.
Maria:(olha para Estevão, e o abraça). Obrigado! Mais eu só preciso de você. Eu vou sair, ou ao menos farei um esforço.
Estevão:Você pode sair comigo, eu quero você melhor, feliz (beija a testa de Maria). Você anda até sem cor, seus olhos já não tem mais o brilho que tinha antes.
Maria:(sorri de lado). Obrigado!
Estevão:Agora vamos comer que já esta tarde, e preciso trabalhar.
Maria:Tá bom. A Liv vai vim aqui hoje a noite (sorri).
Estevão:Sinto saudade da Liv, com aquele jeito dela.
Maria:É eu também. Agora vamos comer.

Eles vão almoçar, o almoço foi muito agradável para ambos. Estavam entre risos, e palavras carinhosas.
Já no trabalho de Olívia e de Elliot, as coisas não iam tão tranquilas. A namorada de Elliot, Kate! Kate e Olívia não gostavam uma da outra. Olívia amava Elliot, apesar de nem ele percebe, mais Kate que não era burra nem nada, saco que Olívia estava afim de seu namorado.
Na sala de Elliot, Olívia continuava olhando uns papéis aos quais era de seu trabalho. Era de uma criança desaparecida, e o trabalho deles era encontra-la. Mais como? Se Kate que não saía da sala de Elliot, os atrapalhava. Olívia já estava mais do que irritada, com as intrumenções de Kate.
Olívia:Não é por nada não Kate, mais você não tem nada pra fazer da sua vida não?
Kate:Eu estou aqui com meu namorado. E creio eu, que quem esta atrapalhando aqui é você ( como sempre a desafiando).

Elliot:Parem as duas. Kate vá para casa. Que Liv tem razão, ela e eu precisamos trabalhar.
Kate:Sim, amor! Só que irei para a sua casa (manda um beijo para ele, e saí).
Olívia:(sussurra). Não quer dizer, que vai estar sem calcinha (irritada).
Elliot ouviu o que Olívia disse, e sorri de canto, sem Olívia ver. Não tinha como não rir. Elliot mesmo tentando se conter, comenta que ouviu o comentario.
Elliot:Tomara que fique sem mesmo (ri safado).
Olívia:(o olha sem entender). Como? (virá para ele).
Elliot:O que você disse, que ela estara sem! Sabe? (ri).
Olívia:Não sei do que fala (envergonhada). Vamos trabalhar, vamos?
Elliot:Claro, claro.
Eles voltam a atenção, ao trabalho deles.
Se passa uma semana depois desses fatores. Olívia não havia ido a casa de Maria, pois seu trabalho não havia lhe permitido. Elliot estava ansioso para conhecer sua irmã caçula, também queria saber tudo sobre a mesma, e aos poucos com o que Olívia lhe contava, ele já sábia um pouco sobre ela.

Estevão e Maria iriam viajar como já Havia sido planejado. Estevão havia comprado uma casa no campo para Maria, pois tinha posto em seu nome.
Junto a eles ia umas latas de tinta, pois a casa era forte e bonita, mais era velha e merecia uma reforma. Juntos decidiram que iriam pintar juntos a casa.
Já no caminho. Maria ia olhando o caminho que percorriam pela janela. Estava perdida em seus pensamentos, era muita coisa em sua cabeça.
...POV Maria on...
"Pôr mim não teria vindo, não sinto vontade de sair. Será que é tão difícil assim de Liv e de Estevão entenderem? Mais tomara que seje como eles falaram, que essa casa no campos e esta viagem me faça bem. Eu não to mais aguentando meus problemas."
Olho para Estevão, e vejo que seus olhos estão vidrados em mim. E fico me perguntando se eu havia me desligado do mundo a muito tempo. Odeio quando as pessoas ficam me encarando assim. Será que não dá para se tocarem o quanto isso é irritante e desagradavel?

Para desviar o olhar desconfiado de Estevão, olho para frente. Afinal ele não olhava a um minuto, e se vinhesse um carro? Mais vejo que estamos em uma reta parecida interminável. E se notava de longe que não tinha movimento algum... Minha nossa que fim de mundo fica esta casa, afinal? Volto a olhar para Estevão, que pelo visto percebeu meu incômodo dele ficar me olhando daquele jeito.
Coloco minha mão sobre a dele, que imediato volta a me olhar. Mais dessa vez o olho com outra expressão, sorriu para ele, que me retribui.
Estevão:Ansiosa para conhecer a casa? (voltando a olhar a estrada).
Maria:Sim (falo desanimada). É muito longe. To cansada (olho para janela).
Estevão:Só mais um hora chegaremos lá (sorri. Nunca entendi, o porque das pessoas quererem me achar fofa impaciente. Eu mesma me acho um saco).
Volto a olhar pela janela, ao menos a imagem era linda.
...POV Maria off...
...POV Estevão on...

Chegamos lá. O local estava calmo, assim que tinha visto quando a comprei. Um lugar mais que perfeito, assim poderia aproveita àquele ar puro com Maria. Maria olhava tudo com admiração, com a forma dela, tive a certeza que ela tinha gostado do lugar, e de tudo mais.
Desço do carro. Vou para o porta malas pego duas malas de uma vez e as ponho no chão, em seguida ponho mais duas. Assim que olho para a frente da casa, vejo Maria babando pela casa. Abandono as malas, e vou de encontro a ela, a abraço por trás. E sussurro em seu ouvido — E aí, o que achou?
Maria:Simplesmente Amei (falou animada. Como a semanas não falava). Aqui é tão calmo, e lindo! Nem acredito que comprou sozinho (sorria enquanto falava).
Estevão:Como assim, sozinho? Acha que não tenho capacidade de escolher algo, por conta própria? (me faço de ofendido).
Maria:Mais claro que não meu amor (entra na brincadeira). Mais assim! bem que você também não tem bom gosto não (ri).

Estevão:Vamos entrar? (dou um beijo no pescoço dela). Sabe aquelas tintas que trouxemos?
Maria:Sei (nós adentravamos a casa). O que tem? (me olha com olhar de quem não entendeu).
Estevão:É pra pintar o quarto de nosso filho...
Maria que estava a minha frente paralisou. Acho que ela não gostou da idéia, só não sei qual delas. Se era ter um filho, ter um filho comigo, ou pintar o quarto já.... Vou me aproximando dela, pois ela me olhava mais não me dizia nada, já estava ficando preocupado, e um pouco irritado admito. Mais prometi a ela, que teria mais paciência. To tentando!
Estevão:O quê foi? Não gostou da idéia? (pergunto indo abraça-la).
Maria:(retribui meu abraço). Não é isso. Mais esta muito cedo para pensarmos em ter filhos.
Estevão:Você diz isso agora! Mais vamos conversa melhor a noite (beijo a testa dela).

Maria não me respondeu isso me deixou incomodado. Vou pra rua pegar as malas, que havia deixado lá. E vou perdendo Maria de vista, já que ela subia as escadas.
...POV Estevão off...
...POV Maria on...
Como Estevão pode pensar em ter filhos? Somos jovens. Nós estamos em uma mudança, que é pra mudar nossas vidas. Um filho agora, não seria a melhor coisa a ocorre em minha vida! Não sou uma boa filha, não sou uma boa esposa, imagina mãe! Não saberia o que fazer... Estevão esta tentando mudar mais, ele já tentou outras vezes em vão! Nessa semana mesmo, já não foi forte o suficiente e chegou no outro dia, e veio com a desculpa de que estava na casa do Ricardo, mais sei que não é verdade. Mais se eu tiver provas de que ele me traiu, acaba nosso relacionamento de vez... -Sinto meu rosto se humidecer, são as lágrimas que voltam a descer. De novo... — já não da mais todo dia to chorando... -Maria? — ouço a voz de Estevão... -Você esta bem pequena?... Olho para ele, e o respondo.

Maria:Estou sim! Eu to com medo (vou para um abraço).
Estevão:Medo do quê? (vejo que ele fica preocupado).
Maria:De estar ficando louca! De ter depressão! Eu já nem sei mais o que pensa. Eu não sei o que fazer. Essa dor que esta aqui (ponho minha mão em meu peito, ao lado direito, onde fica meu coração). De dentro. Essa dor psicologica tá acabando comigo (chora mais).
Estevão:Ei minha princesa fica assim não. Você vai ver que tudo que esta aí (põe a mão dele sobre a minha). Dentro irá passar. Primeiro ficamos uma semana aqui, se te fazer bem ficamos mais uma semana. E depois iremos a um psicologo. Não te quero sofrendo meu amor! Não sofra mais pelos outros, pense mais em si. Tem que parar de pensar em desistir de tudo, pelos outros. Ame as pessoas, mais primeiro a você mesma ( fico o olhando atentamente, e ao final do que ele diz, o beijo).
No beijo podia sentir a vontade de que ele tinha de me proteger, mais nem pra isso tenho certeza que estou pronta.