Fascinados

1 He is beautiful.


Notas iniciais
Finalmente consegui escrever uma fanfic de Haikyuu!! e melhor ainda, com meu otp dessa bagaça destruidora de almas.
E nossa, como tem KageHina por ai, precisamos de mais variações, então eu trouxe essa daqui e-, ah, esquece.
Enfim, se tiver erros é porque eu não tenho muita paciência pra pedir betagem, dai né.
Tenham uma boa leitura e venham sofrer comigo com essas duas fofuras, ok? ok.

Hinata não se calava um segundo sequer. Após ter visto um treino de Nekoma – convidado por Kenma -, ele estava ainda mais agitado e Kenma desistira há tempos de acompanhar a conversa e se focara em seu jogo portátil, dando respostas monossilábicas enquanto andavam pelo parque, procurando o lugar mais afastado e vazio de pessoas para relaxarem.

Oh sim, eles haviam combinado de ter um encontro naquele dia, porém, o capitão mandara uma mensagem na noite anterior para que fossem ter um “treino de emergência”, o que resultou no estrago de parte do plano, entretanto, o mais baixo ficara satisfeito com a “compensação”. E por Deus, como foi constrangedor ter Hinata torcendo por si e dando gritos de alegria a cada levantamento benfeito. E todos do time acharam o mesmo, porém como todos já estavam a par do relacionamento deles e conheciam a personalidade escandalosa do outro, não ligaram muito. Ao contrário, todos se divertiram muito tirando sarro do segundanista.

Como consolo, o treinador deixara o loiro sair mais cedo para aproveitar mais o dia e então decidiram tomar um pouco de ar e observar a paisagem do parque que ficava perto.

Então o de cabelos alaranjados finalmente notou o silêncio ao seu lado e chamou o outro. Kenma o olhou e disse apenas “vamos nos sentar ali”, apontando uma árvore, apesar de ter um banco perto. Acomodaram-se à sombra dela e olharam o céu em silêncio, aproveitando a brisa que soprava.

- Kenma... diga alguma coisa.

- Alguma coisa.

- Ah! Não seja tão chato! Isso é tão “gyargh”!

- “gyargh”? Fale nosso idioma por favor, Shouyou.

Hinata fez bico, corando. O maior sorriu minimamente, finalmente guardando seu jogo e resolvendo aproveitar melhor o momento com seu parceiro.

Assustou-se ao sentir algo se chocar em seu colo e olhando para baixo, viu ser a cabeça do menor, este sorrindo para si com a expressão de deleite que o desarmava por completo. E ele nunca admitia isso, nem ao menos comentava. Desnecessário qualquer comentário.

- Kenma-kuuun... faz carinho em mim.

Por Deus, como ele podia ser tão fofo?

E pior ainda: como ele poderia negar algo para aquele garoto?

Kenma sempre pensava que nunca ficaria imune à fofura do companheiro, o que vinha se provando verdadeiro nos 6 meses de relacionamento deles. A infantilidade de Hinata o cativava inteiramente e isso o fazia se sentir um pedófilo, apesar da diferença de idade ser de apenas um ano.

O mais velho cessou a carícia e Hinata o olhou desapontado.

- Seus olhos são lindos.

- Eh? – Kenma ficou surpreso com a repentina declaração.

Ó céus, o que esse menino tinha na cabeça pra ser tão sem noção e aleatório?

- Seus olhos são como os de um gato. Kenma-kun é igual a um, faz todo sentido estar no Nekoma! – e seguiu-se uma risada satisfeita, como se isso fosse uma descoberta a ser compartilhada.

Era a segunda vez em seis meses que Shouyou citara isso e sim, ele fizera questão de contar e guardar na memória. E parecia que o garoto não lembrava tal acontecimento.

- Shouyou, você deveria parar de falar essas coisas sem sentido tão de repente.

- Ah, mas sabe, Nekoma, olhos de gato, neko... – Hinata riu novamente, dessa vez sem graça.

- Bem, tanto faz.

Hinata calou-se novamente, encarando Kenma com aquele olhar de fascínio que só mostravam em quadra. O outro ruborizou de leve, desviando o olhar, envergonhado, pois conhecia a intensidade daquela expressão.

- Keeenma-kun?

Lá vinha ele, com o sufixo e o tom de voz de como quem está prestes a rogar algo. E de fato iria, ele sabia disso.

- Posso te beijar?

Dito e feito.

- Eh? Como assim? O que voc-

Obviamente, ele falhara em sua tentativa de desviar o assunto, sem contar sobre sua não chance de reação – não que ele realmente quisesse impedir o baixinho, só queria uns segundos para processar a informação – porque menor simplesmente se erguera um pouco e puxou o mais velho para si, aproveitando a brecha e adentrando a boca alheia com a língua, iniciando a “competição” de que tanto gostavam.

Uma vez, Hinata havia dito que beijar era como jogar vôlei, só que o prazer durava menos. E com o tempo, ele passou a acreditar e concordar plenamente.

Quando o ar lhes faltou, ambos se afastaram, sem quebrar o contato visual enquanto recuperavam o fôlego.

Desta vez, o maior iniciaria outro beijo, se não fosse pelo seu celular ter começado a vibrar. Kenma o pegou e viu que era uma ligação de sua mãe.

- Alô, mãe?

Hinata sentou e brincou com a mão livre do companheiro, sorrindo para ele, enquanto seu veterano falava com a mãe.

- Ok, mas... tem certeza? Tá certo. Mãe, só estávamos descansando um pouco e íamos almoçar por aí. Não! – Kenma corou um bocado – pelo amor de Deus! Ok, mãe. Tá, tanto faz, já estamos indo então. E por favor, diga pra ele não arrumar confusão. Tchau. – E assim foi encerrada a chamada.

Ops, algo errado nessa conversa.

- E aí? – Hinata perguntou meio receoso.

- Minha mãe disse pra irmos almoçar em casa, ela quer todos juntos hoje porque resolveu testar uma receita nova e ficou empolgada com o resultado. E... bom, meu pai está de folga hoje.

O pai de Kenma.

O maior obstáculo ainda enfrentado por aqueles dois jovens apaixonados. A mãe aceitou a opção do filho compreensivamente, contudo, o pai não fora tão complacente e fez um escândalo. Houveram brigas, proibições, indiretas e tudo o que uma pessoa conservadora poderia fazer contra algo que ela não aceitava. Porém eles não desistiram e como tinham a ajuda da senhora Kozume, aos poucos, o homem foi amolecendo, mas não completamente. Ainda havia muito que se fazer. Mas isso é outra coisa, para ser contado outra hora.

- S-seu pai, é? Ah, eu... é que... – Hinata começou a agitar as mãos desesperadamente, algo que fazia quando estava nervoso.

- Shouyou. Relaxa, ele já não é um grande problema. E logo, ele não será mais problema nenhum, assim espero.

- S-sim, eu sei, mas... Ainda é assim é o Gato Chefe e ele me dá muito, muito medo! Tipo, ele é tão “garrrr” e “bam!” e... e...

Gato Chefe. Apelido ridículo que dera ao pai de Kenma quando o vira na primeira vez e perdurou. Claro que o dito cujo odiava tal forma de ser chamado, o que talvez tenha ajudado na não aceitação dele. Não que importasse muito, ele teria de engolir aquilo gostasse ou não.

Kenma riu e bagunçou os cabelos do outro.

- Então... vamos? – levantou-se, logo ajudando o menor a fazer o mesmo.

- Ah, vamos, claro. Sem problemas. Kenma?

- O que foi?

A resposta de Hinata foi estender a mão e ele sabia o significado.

Entrelaçou os dedos aos do namorado e seguiram para a estação, tomando cuidado para não serem vistos.

Claro, Hinata ainda estava nervoso por ter de encarar o Chefão, porém, ele também sabia que com Kenma a seu lado, ele podia encarar qualquer bloqueio da vida, assim como sempre atravessava os bloqueios do vôlei.

Notas finais
E então, o que acharam?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!