Fascínio

23 Proposta


Notas iniciais
Mais um! Obrigada gente linda que lê a Fic! MySweetWinter - É nóis fãs de Drácula! Boa leitura!

Após praticamente fugir de Alan corri para os jardins. Não foi de propósito, quando dei conta já estava lá. O sol estava insuportavelmente forte hoje, eu mal conseguia manter meus olhos abertos e minha pele parecia hipersensível.

Sentei-me embaixo de uma árvore, em uma sombra agradável. Abracei minhas próprias pernas, não iria chorar, mas nunca me senti tão solitária.

Era nessas horas que sentia falta da minha mãe ou até de Finnick. Mas as coisas que ele havia me dito, eu jamais esqueceria.

Encostei a parte de trás na cabeça no tronco da árvore e fechei os olhos, tentando relaxar um pouco. Era para eu estar em paz, porém me sentia atormentada e com medo. O que eu fiz noite passada, o casamento, minha mãe... Eu não entendia como não havia pirado ainda.

Senti que alguém sentava ao meu lado, mas mantive meus olhos fechados. Eu sentia falta de quando tinha um amigo e não um idiota como companhia.

– Anne... – Finn disse um pouco inseguro. – Está tudo bem?

Abri meus olhos. Eu via o jardim, o céu sem nuvens, os pássaros nos galhos das árvores, mas não olharia para ele.

– Sim. – Respondi friamente.

– Eu não acredito em você.

– Então vá embora.

– Não! Desta vez não... – Ele suspirou pesadamente. – Eu reparei no seu comportamento nesses últimos dias... Você está tão diferente. Sei que fica irritada constantemente, mas nunca disse uma coisa daquelas para mim.

– Eu te magoei? – Sorri. Não estava arrependida e sim satisfeita.

– Não, porque eu sei que aquela não foi você.

– O que quer dizer com isso? – Olhei para ele, não consegui me conter. Ele parecia exausto, estava muito mal. E sujo por causa do trabalho.

– Eu sei que está passando por muitos problemas e a sua maneira de superar isto é descontando sua raiva...

– Você me chamou de... – Eu não me permiti terminar a frase. Respirei fundo e recomecei. – Escuta, o que pensou que eu faria? Que iria continuar correndo atrás de você?

– Não. – Ficamos em silêncio por um longo período. Voltei a escorar minha cabeça na árvore e fechei os olhos. Se eu pudesse me distanciar de tudo isso...

– Eu reparei que anda saindo. – Finn disse.

Eu abri os olhos, até ele... Eu era tão transparente assim? É claro que ele havia me visto sair, ele costumava ficar acordado rondando o celeiro à noite.

– Anne... Eu me preocupo com você. Quero apenas entender o que está havendo.

– O que está havendo. – Repeti. Havia muita coisa acontecendo, coisas que eu não podia contar por vários motivos. Eu não podia confiar nem mesmo nele.

– Pode conversar comigo.

– Você devia ir conversar com a sua noiva. – O lembrei antes de me levantar e ir para dentro de casa.

Meu dia não foi muito construtivo, em geral, me mantive longe do sol e meu estômago não permitiu que eu comesse muito. Estava com medo. Não queria ficar mal como a mamãe. À noite fugi para a casa do conde. Não deveria tornar isto um hábito, mas precisava entender o que havia acontecido depois que eu apaguei. Não lembrava nem de ter voltado para casa, provavelmente ele havia me trazido – o que requeria muita agilidade. Como ele havia entrado na minha casa, me carregado até meu quarto e ninguém havia visto?

Ren abriu a porta, ele parecia nervoso, mais do que o normal.

– Olá senhorita Foster. – Ele sorriu e deu espaço para que eu entrasse.

– Eu posso falar...

– Eu estou aqui. – O conde me interrompeu surgindo atrás do seu empregado. Dispensou Ren apenas com um olhar. Quando ficamos sozinhos ele segurou minha mão e a beijou profundamente.

– Que bom que está aqui querida.

– Oi. – Eu só consegui me lembrar desta palavra para dizer.

– Veio aqui para conversar?

– Sim. – Concordei. – Tenho muitas perguntas.

– Venha comigo.

Ele me guiou segurando-me pela mão. Andamos em silêncio pela casa, tão imensa, bela e ao mesmo tempo triste e sombria. O conde morava com suas primas, mas às vezes não afastava a imagem do quão solitário ele era. Na festa de ontem... Foi a festa mais incrível em que já estive. Mas o tempo todo, as pessoas olhavam para ele com certo temor, nervosismo. Parecia que todos tentavam agradá-lo o tempo todo, até mesmo eu. Porém, diferente de mim, as pessoa pareciam ter obrigação de receber a aprovação do Conde, e isso o tornava ainda mais distante e sozinho.

Ele me guiou até um corredor escuro, todo aberto apesar de ficar no segundo andar da mansão. Havia algumas plantas trepadeiras nas colunas que sustentavam o teto do corredor. E um muro que ia até minha cintura era o que nos impedia de cair para o jardim lá embaixo. O jardim tinha somente rosas vermelhas, decorando um caminho que levava para a floresta e circulava uma fonte pequena. O céu estava limpo, era noite de lua nova, mas as estrelas brilhavam como nunca.

– O que queria me perguntar? – O conde sentou-se no muro. Eu apenas escorei um ombro numa das colunas, ficando assim, de frente para ele.

Ainda segurávamos a mão um do outro, e ver nossos dedos entrelaçados fez minha mente se agitar. Eu já havia visto aquilo e sentido sua mão na minha.

– Como eu cheguei em casa ontem?

O conde sorriu, não parecia surpreso com a minha pergunta.

– Você não lembra?

– Não.

– Bem... Quando acordamos no meio da noite começamos a conversar e beber... Talvez tenha ficado tão bêbada que não se lembra de como voltou.

– Está me dizendo que eu voltei sozinha?

– Não. Eu a levei para casa. Ao menos até o portão.

– Hum... – Eu fechei os olhos tentando me lembrar, mas não havia nada.

– Não se esforce querida. Lembrar não é importante. O que importa é que você está bem e está aqui, comigo.

Abri os olhos, já sorrindo. Ele tinha razão, somente aquilo importava.

Ele se levantou e abriu os braços, eu entendi o convite. O abracei, repousando minha cabeça em seu peito – estamos juntos, somente isso importa.

– Sim... – Ele sussurrou como se respondesse meus pensamentos.

Fechei meus olhos por um momento. O conde me afastou lentamente do seu peito, somente para segurar o meu queixo e me beijar com doçura. Eu amava aquele beijo, tudo deixava de existir naquele instante, tudo ficava bom. Mas um beijo não parecia mais ser o bastante depois do que houve ontem, e Vlad parecia pensar o mesmo que eu.

Suas mãos passaram a alisar meu cabelo, ofegante ele separou nossos lábios.

– Você fica linda de trança. – Ele disse. – Mas prefiro o seu cabelo solto. – Ele uniu nossas bocas novamente, brincando com a minha língua enquanto desfazia minha trança. Meus cabelos bateram soltos nas minhas costas, mas por pouco tempo. Ele segurou todos os fios, próximo à nuca e puxou, me fazendo gemer e erguer a cabeça, deixando minha garganta completamente exposta para ele.

Ele puxou minha gargantilha, arrebentando-a com um dedo e depois beijou minha garganta, causando-me arrepios embriagantes. Eu segurei seus braços, alisando seus músculos, sentindo eles rígidos e perfeitos. Eu queria poder tocá-los por baixo da roupa, sentir toda sua carne novamente na minha.

O conde continuava me beijando, roçando seus lábios e os pelos curtos da sua barba na minha pele enquanto descia para meus seios. Às vezes ele parava em determinado ponto onde chupava e mordiscava.

– Senta. – Ele falou me indicando o muro em que esteve sentado antes. Obedeci. Ele passou as mãos nas minhas coxas, por baixo da saia do meu vestido, e conforme suas mãos subiam a saia o acompanhava. Ele afastou minhas pernas com cuidado. Eu queria agilizar as coisas, estava ansiosa para senti-lo dentro de mim mais uma vez. Comecei a tirar o cinto da sua calça e ele riu para mim, a risada mais linda e safada que eu já havia escutado.

Não demorou muito até que eu simplesmente soltei suas calças e elas escorregaram até seu tornozelo, deixando-o diante de mim nu da cintura para baixo. Ergui meu olhar para ele e devolvi-lhe o sorriso sem-vergonha.

Olhando seu membro duro e grosso senti vontade de segurá-lo. Olhei para o conde pedindo permissão e ele sorriu, entendendo meus pensamentos. Ele segurou minhas mãos e me mostrou como eu deveria fazer. Para frente e para trás, empurrando e puxando. Ele agarrou minha cintura e beijou minha testa, tentando reprimir gemidos e rosnados que vinham do fundo da garganta enquanto eu continuava a tocá-lo. Minha boca salivava ainda mais, meu coração batia gritando “eu quero mais!”.

Ele puxou minhas mãos de repente, interrompendo o que eu fazia. Segurou minha nuca com uma mão e pressionou sua boca contra minha. Com a outra mão segurou meus pulsos contra meu peito de maneira que eu não conseguia me mover. Enquanto isso ele encaixava sua cintura no meio das minhas pernas.

Quando me penetrou a sensação foi indescritível. Muito melhor do que na primeira vez. Desta vez ele não esperou para não me machucar. Vlad me estocou com força, com dor deliciosa. Eu interrompi nosso beijo para gemer alto, acompanhando seu ritmo rápido e maravilhoso.

Eu queria mais forte! Eu queria mais daquele homem, absolutamente tudo que ele tinha para me oferecer.

Mas logo chegamos ao limite.

– Você é maravilhosa. – Ele me disse no ouvido.

O abracei percebendo que estava na beira, e que poderia cair. Ele riu com minha reação, achei tudo tão estranho... Por um minuto havia esquecido que tinha medo de altura.

– // -

O conde e eu estávamos completamente nus deitados na cama dele. Mais uma vez estranhei aquele quarto imenso e vazio. Estávamos observando o teto do quarto, apenas respirando um pouco por causa do que havíamos acabado de fazer.

Deus! Eu devia ser uma puta! Se algum dia minhas primas descobrissem... Acho que elas nunca mais olhariam na minha cara novamente.

Havia dito à Alicia que não tinha nada entre mim e o conde. Que grande mentirosa eu era.

Virei para o lado e me deparei com o perfil do rosto de Vlad. Seu nariz tinha uma curvinha charmosa. Muitas pessoas enxergariam aquilo como um defeito, mas eu discordava.

Ele virou o rosto e sorriu para mim.

– Sabe o que eu estava pensando?

– O quê? – Quis saber.

– Que você não precisa se casar com o duque. Você pode vir comigo.

Demorei até absorver suas palavras. Ele estava me propondo fugir com ele. Eu abandonaria meu pai, e por que não? Eu já pensara em fazer aquilo tantas vezes... E não me casaria com Alan e sim, passaria o resto da minha ao lado do homem que eu amo, como planejei desde criança.

Mas eu amava?

– O que me diz? – O conde ainda aguardava minha resposta.

– Isso é complicado... – Disse.

– Ora, por quê? Apenas venha comigo, ou não. Você seria muito feliz. – Ele voltou a fitar o teto. – Eu lhe daria tudo que quisesse, você conheceria lugares incríveis, aprenderia coisas que jamais imaginou e, estaria comigo. – Ele sorriu para mim novamente.

Como dizer não a ele?

– Sim. Eu vou com você.

O beijei. Ele se virou para me abraçar e passar suas mãos por todo meu corpo. Parou agarrando meus quadris e me puxando mais contra si.

Eu não pensava na besteira que estava fazendo enquanto fazíamos amor pela terceira vez naquela noite.

Notas finais
Beijos!