Farieland - O Reino das Fadas
2 Capítulo 1 - O Reino das Fadas
Notas iniciais
Ao reservar o livro na biblioteca, algumas pessoas que estavam ali presentes passaram a olhar para ele de forma estranha. Alguns se perguntaram o que ele iria fazer com aquele livro, outros riam e comentavam entre si: ele pensa que é o Harry Potter?
Uri com o livro embaixo do braço passa por todos e vai se sentar do outro lado da sala, numa mesa isolada. Então ele abre o livro
FARIELAND — O Reino das Fadas
O livro tinha o título e o subtítulo escrito na primeira página perfeitamente centralizado. Não havia nome do autor. O texto começava logo na página seguinte, e nada de saber quem escreveu o livro.
“Fadas são criaturas que cuidam da natureza, são seres de luz, algumas mitologias dizem que são anjos caídos...”.
— Anjos caídos? Que loucura! – Uri abre um leve sorriso no canto da boca. Continua lendo.
“Para encontrar o reino das fadas tem saber localizar exatamente o vértice.”
— Vértice? Mas isso é uma lenda. Esse negócio de ‘o encontro de dois mundos’. – Faz cara de cético.
Escuta um assobio em forma de vento...
Uma voz surgiu do meio do assobio chamando seu nome
— Uri. Uri. Uri.
Então uma luz lhe cobre...
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I
Ao entrar naquele ambiente, Uri, se depara com uma flora que ele nunca havia visto em toda a sua vida.
Era um lugar diferente. Com árvores gigantescas, flores e ao longe se ouvia o canto dos pássaros. Ficou se perguntando que lugar seria aquele e... Como nunca havia visto antes?
Na verdade ele começou a se perguntar que lugar era aquele?
****
II
O véu da realidade estremeceu. Alguma coisa tinha acontecido e fora do normal. Não era comum isso acontecer.
Aine, rainha das fadas, que regia o ciclo solar naquela época, mandou que uma de suas filhas fosse ver o que havia acontecido, a Princesa Áurea era uma fada muito bela, de cabelos loiros e ondulados, pele macia. Seu rosto deixava transparecer seu aspectos sonhador e romântico. Vestia uma vestido comprido azul marinho, sua cor preferida. Calçava uma sandália que emanava um brilho feito cores de arco-íris.
Era muito discreta em seu caminhar, assim, quem quer que fosse que tivesse invadido o reino não perceberia a sua presença.
Quando Áurea chega ao Jardim das Margaridas ainda ao longe e sem mesmo chegar próximo de Uri sente seu cheiro, mas não consegue distinguir que aroma era aquele, sendo que nunca havia sentido aquilo antes.
Então decidiu caminhar seguindo aquele aroma, após algum tempo de caminhada o aroma fica cada vez mais forte, isso significa que estava cada vez mais próxima de descobrir o que estava exalando aquele cheiro.
Há alguns metros da fonte do aroma, ela ver Uri.
— Mas que criatura é essa? – Áurea nunca tinha visto um humano.
Sem nem pestanejar, toca o chão e manda uma mensagem para sua mãe a rainha Aine. As fadas têm castas diferentes, cada uma pode controlar um elemento da natureza, mas Áurea conseguia aprender a manusear os outros elementos, uma atividade rara entre as fadas. A mensagem vai pelo solo, cortando todo bosque, como se fosse um pequeno tremor, adentra os Jardins do Palácio, os pássaros que ali estavam se assustam e levantam um pequeno voo, retornando em seguida, percebendo que não corria perigo.
Ao receber a notícia, a Rainha Aine que pertencia à casta das fadas que dominava o solo, se levanta de seu trono.
— Prepare os “Homem-Pardal” – Disse ao General Claus.
Sua segunda filha, a princesa Bianca, com corpo de criança e roupas singelas, disfarçava a idade por causa de seu tamanho, já era uma mulher. Assustada com a súbita ordem de sua mãe, pergunta qual foi à mensagem que sua irmã havia enviado. Prontamente a rainha responde.
— HÁ Um estranho entre nós. – disse Aine.
****
III
Uri sente que está sendo observado. Olha para os lados, mas não ver nada. Dá outra parte do Jardim, Áurea observava Uri. Perguntava-se como aquela criatura fora parar ali? E... O que era? Pois nunca tinha visto antes.
Os humanos não eram bem vindos ao mundo das fadas, foi proibido qualquer tipo de comunicação entre os dois mundos. Este decreto foi dado pelos ARCANJOS. Áurea não havia nascido na época em que este decreto fora dado, na verdade ninguém tocava no assunto, como se todos temesse alguma coisa. Simplesmente todos evitavam falar. Com isso ela nunca tinha visto nenhum humano, apenas só havia ouvido falar em algum momento dá existência deles, mas nunca tinha visto um.
— Tem alguém aí? – gritou Uri— Que lugar é esse? – murmurou.
Uma lebre passa correndo do seu lado, mas era uma lebre um tanto diferente, suas orelhas eram bem maiores do que costumam ser e ela era um pouco maior do que o normal.
— Só posso estar sonhando – disse pra si mesmo.
Áurea tenta se aproximar, mas sem querer pisa em um graveto. Uri imediatamente olha para o lado de onde vinha o som.
— Quem está aí?
Áurea movida pela curiosidade e querendo saber que criatura era aquela, resolve aparecer para Uri.
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IV
Ao se verem, seus corações palpitaram mais fortes. Uri nunca tinha visto uma mulher tão bela em toda sua vida. Sua beleza era literalmente encantadora. Os olhos dela eram meios esverdeados. Áurea por sua vez ficara receosa, mais sua mente dizia para que ela falasse alguma coisa, qualquer coisa.
— Quem é você? –
Áurea falava com uma voz doce e suave. Era quase que um canto.
Ao ouvir a voz de Áurea, Uri sente seu coração palpitar mais forte ainda.
— E então, quem é você? – Pergunta Áurea mais uma vez, se aproximando dele. – Você sabe falar não é?
Mais Uri por sua vez permanece calado, ainda encantado com Áurea.
— Você entende o que eu falo? – Ela tentou se comunicar mais uma vez
Uri apenas balança a cabeça em um gesto afirmativo.
Apesar de Áurea sentir que Uri era um ser bastante esquisito, sentia algo de diferente nele, e era isso que fazia com ela ficasse ali ainda. No entanto, quando começa analisá-lo mais detalhadamente, sua respiração vai ficando mais ofegante. Não sabia o que estava acontecendo consigo. Era uma sensação completamente nova. E sem menos esperar Uri, quase que por puro impulso segura seu braço e seus olhos se encontra novamente.
Agora estavam mais próximos.
****
V
Os “Homem-Pardal” eram guerreiros, viviam sempre em alerta, mas havia muito tempo que o reino não sofria ameaças. Aine convoca o Comandante Claus e seus oficiais mais próximos para a sala do trono. Ela não acreditava que algum inimigo havia passado pelas defesas do reino. Mas, o que ela escuta do comandante não fazia sentido. Era algo que havia mexido com o TECIDO.
O Tecido da Realidade era o que separava os mundos, uma espécie de fronteiras entre eles.
— Comandante, já sabe quem é o invasor? – Fala Aine preocupada.
— Meus homens estão averiguando o que houve minha Rainha. – Fala Claus torcendo para que seus soldados descubram alguma coisa.
— Minha filha, me enviou uma mensagem, avisando que havia um estranho.
— É muito perigoso sua filha sair... – mas antes que pudesse terminar, o comandante Claus é interrompido com a chegada dos anciões.
****
VI
No Jardim das Margaridas Áurea sentiu-se ameaçada por Uri, e puxando uma adaga que estava escondida em suas vestes, fere-o no braço.
Uri se afasta rapidamente.
— Mas o que foi isso? – Questionou ele.
— Não me toque estranho! – exclama Áurea.
Ainda com dor e segurando o braço ferido, ele a encara-a. Áurea vendo o medo em seus olhos se aproxima dele novamente, Uri receoso afasta-se, mas Áurea segura sua mão.
— Espere. – Ela olha o seu braço ferido – Não vai se curar? Nem foi tão profundo assim?
Uri fica sem entender do que ela esta falando.
— Como assim se curar?
— O que é você? – Pergunta Áurea.
— Primeiro, onde estamos? –
Áurea continua olhado para seu braço, esperando que a qualquer momento a ferida se feche
— Que lugar é esse? E... Quem é você? – Uri parecia estar muito confuso.
Ela toca na ferida e uma luz a envolve, Uri sente um pequeno incomodo, mas após a luz sumir seu braço está curado.
— Oh agora você estar me assustando. O que foi isso? – Fala meio atônito.
— Lhe curei, já que você não queria fazer.
— Que? – ele olha para ela – O que é você?
— Eu sou Áurea, filha da rainha Aine. Soberana de todo o reino.
— Quer dizer que você é uma princesa? Mas, o que foi isso que você acabou de fazer foi inacreditável.
— Isso é normal.
— Normal? Só se for nesse seu reino, que por sinal é bem estranho. Afinal de contas qual o nome desse lugar?
— Faireland, o reino das fadas.
— Opa, opa. Espera aí. Você quer me dizer que eu estou no reino das fadas e que, se eu for bastante sortudo verei uma fada?
Áurea fica sem entender aonde o estranho quer chegar. Mas decide entrar no jogo dele.
— É... Se for sortudo sim, na verdade acho que você é uma criatura de sorte. Pois está vendo uma na sua frente.
Uri dar uma leve risada.
— Quer dizer que você é uma fada? Que dia mais estranho esse que estou tendo.
— Bom eu já disse quem eu sou e onde estamos. Agora é sua vez. De qual reino você é e que tipo de criatura?
— Reino! – Dar uma bela risada – Bom eu sou Uri, e venho do reino da Terra.
— A sua espécie? — Pergunta Áurea curiosa. Na verdade era a pergunta que ela mais queria fazer.
— Bom eu sou da espécie homo sapiens. – dar uma leve risada, mas Áurea fica sem entender.
— Nunca, ouvi falar dessa espécie.
— Homo sapiens, isso quer dizer que sou um HUMANO.
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VII
Na sala do trono os anciões estão furiosos – Podemos saber o que está acontece rainha Aine— Disse um dos anciões, que aparentava ser o líder.
— Bianca vá para seu quarto? – Disse Aine
— Mas mãe...
— Vá agora!
Aine fala de forma mais autoritária e temerosa por causa da chegada dos anciões.
Apesar da rainha ser soberana, os anciões era os únicos que podiam ir contra as decisões dela, pois assim tinham sidos instituídos de tal poder. Estes formavam um grupo de sete. E não viviam no reino, na verdade ninguém sabia onde viviam. Dizia-se que eles habitavam e estavam em todos os reinos do universo.
— Estou averiguando o que houve. Meu comandante já enviou seus oficiais para...
Um outro ancião interrompe a rainha. Este era o mais baixo de todos. No entanto o grupo tinha algo em comum, sem exceção de nenhum, todos eram carecas, entre eles havia também uma anciã, a única do sexo feminino, ela estava mais afastada e mantinha os olhos fixos na rainha.
— Sua função, rainha, era manter o reino seguro. Nada de “vizitas” indesejadas de outros reinos. Sua função é manter a paz entre todos, tudo em seu perfeito equilíbrio.
— Acaso não ouviram que meus oficias estão tentando resolver o caso. – Falou Claus, já se irritando com a presença dos anciões.
O ancião que aparentava ser o líder em um movimento rápido fica de frente a Claus.
— Seus oficiais já sabem o que está acontecendo senhor comandante?
Claus permanece calado, sem resposta.
— E vocês já sabem o que está acontecendo? – Questionou Aine
— Um HUMANO! Rainha. – Falou a anciã
— O quê?
— Isso mesmo que ouviu, um humano invadiu o seu reino.
Aine fica sem acreditar no que ouve. — UM HUMANO!
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