Notas iniciais
Usarei este capítulo como primeira experiência. PRÓXIMO: SEXTA-FEIRA, dia 11/03. TWITTER: @thesquitcher

Em algum lugar onde o clima é quente durante quase todo o ano, e as pessoas vivem confortavelmente nos subúrbios das grandes cidades, um garoto de aproximadamente dezesseis anos preparava café em uma cafeteira "moderna", elas estavam na moda em 1993.

Na sala, havia um Super Nintendo conectado a uma televisão relativamente grande. A aparência da residência era peculiar, havia muita bagunça. Era como se estivesse sendo habitada apenas por crianças.

E as janelas. Todas as janelas estavam bloqueadas com tábuas, como se a casa fosse abandonada. A porta também estava bloqueada com parte da mobília. Logo, a tranquilidade do garoto não condizia com a situação.

A verdade era que, havia poucas semanas, criaturas assustadoras haviam surgido na cidade, e bloqueado toda a comunicação que os habitantes tinham com o resto do país. E em pouco tempo, Charlie ficou isolado em casa.

O garoto pôs o café em uma xícara e pegou um sanduíche na geladeira, havia algum tempo em que sua dieta era constituída exclusivamente disso. Sentou-se no sofá e levou a xícara em direção a boca. De repente, CLECK!

Charlie olhou para a porta. Era outro zumbi, ele tinha certeza. De vez em quando, eles tentavam adentrar a residência sem motivo aparente. Charlie levantou-se ainda coma a xícara na mão e pegou uma pístola.

Com a arma preparada pra disparar, ele foi em direção a porta. Ele não a trancava, os zumbis eram burros demais para girar a maçaneta. Charlie pôs a mão na maçaneta devagar e preparou-se para detonar mais alguns miolos de defunto. No mesmo instante, um ser loiro com aparência de adolescente invade a sala com um espécie bolsa na mão direita.

- Você tá doido? — Gritou Charlie jogando o café quente no rosto do outro indivíduo.
— Argh! — o rapaz agonizou com o café na cara — Doido é você, seu filho da puta. Tá doido.

- Foi mal cara, sério — disse Charlie ainda confuso — Eu realmente esqueci que você havia saído.

O rapaz que havia acabado de entrar era Eduardo, primo de Charlie, ele havia saído pra buscar algumas coisas na cidade.

- Consegui o jogo — disse Eduardo limpando o rosto com uma toalha.

- Cadê? Cadê?! — Charlie pegou a sacola e correu para o sofá.

- Eu nem acredito que encontrei.

- É muito lindo — Charlie abria uma caixa com os dizeres "Doom", era o jogo do momento.

- Tive que derrubar dois 'carinhas' no super mercado. Odeio fazer isso, eles continuam parecendo vivos. É difícil ter que bater em alguém. — Eduardo tinha um pouco de sangue na camiseta.

Enquanto Charlie iniciava o jogo, Eduardo vestiu uma outra camiseta com o logotipo da banda Oasis e sentou-se no sofá. A vida deles havia sido assim nas últimas semanas.

~continua~

Notas finais
Espero muito que gostem. Se gostarem, convençam outras pessoas a lerem. Só assim, sentirei-me estimulado a escrever outros capítulos. Obrigado e até a próxima.