Far From Never
9 Say what you need to say
- Vocês tão amiguinhos agora? – perguntou Harry com um sorrisinho.
— Não, ele só fez o papel que você devia ter feito que era tentar me tirar de lá – respondi mal humorada.
— Desculpa – disse me abraçando.
— Desculpado – disse sorrindo.
— Você tá me devendo um beijinho e cafuné ate eu dormir – disse Harry me empurrando escada acima.
— Harry eu to cansada – disse tentando me livrar disso.
— Não começa, você prometeu para mim – disse igual a uma criança mimada.
— Tá bom – disse entrando no quarto dele.
— Eu vou tomar meu banho quente rapidinho – disse me olhando – Se quiser pode me acompanhar – completou com um sorriso malicioso.
— Menos Styles – disse rindo enquanto me sentava em sua cama.
Fiquei deitada na cama pensando em tudo que aconteceu essa noite. Em Zayn me ajudando com a historia do Nathan (bom ele tentou), em eu o salvando, ajudando- o. Na nossa conversa na cozinha. Sei lá sabe eu fiquei mexida com essas coisas. E ainda to mexida em relação ao Harry. Eu sei que é meio difícil as coisas entre nós dar certo, por que sempre vai haver o meu medo de fazer ele sofrer e de ele me fazer sofrer, por conta da nossa amizade ser grande, por causa do passado dele e do meu atual de loucuras que eu to tentando mudar e pelo fato de eu não saber muito bem lidar com relacionamentos eu nunca sei certo o que dizer para a pessoa que está comigo . Eu também não entendo muito bem o que sinto em relação a ele.
Me assustei quando Harry se jogou ao meu lado da cama usando somente uma boxer preta.
— No que tá pensando? – perguntou me fitando com aqueles olhos verdes.
— Em nós – disse desviando o olhar para o teto.
— Em como nós somos perfeitos? – disse se virando para mim.
— Ninguém é perfeito – disse fitando aqueles olhos.
— Então em que? – perguntou.
— Nisso – disse fitando os lábios dele.
Me sentei na cama e puxei Harry para mim. Quando nossos lábios se tocaram foi como se eu me sentisse muito bem, como se todos os meus problemas fossem embora. Eu coloquei minhas mãos em volta do pescoço dele e ele colocou as mãos dele em minha cintura.
Eu bagunçava os cabelos dele ainda mais, ele apertava a minha cintura. Ficamos assim por uns bons minutos.
Nos separamos por falta de ar e ficamos nos olhando com as testas juntas.
— Estamos sóbrios? – perguntei rindo.
— Eu estou bebi duas cervejas e você bebeu só água – respondeu rindo – Eu gostei disso.
— Eu também – disse depois de lhe dar um selinho.
— Será que a nossa bagunça combina? – perguntou me fitando.
— Sim, já juntamos nossas bagunças sóbrios por uma vez – respondi sorrindo.
— Então estamos deixando de sermos só amigos – disse e me deu um longo selinho.
— É, vamos tentar – disse e retribui o gesto – Agora é hora da criança dormir – completei.
— Tá falando sério? – perguntou desconfiado.
— To agora anda que eu quero dormir – disse tentando ficar brava.
— Beijnho primeiro – disse depois de se deitar.
— Tá bom – disse e dei um beijo em sua testa.
Me sentei ao lado dele e comecei mexer em seus cachinhos, fiquei fazendo isso por um bom tempo. Harry adormeceu depois de uns trinta minutos me levantei e saí de seu quarto. Fui ao meu peguei um cigarro e isqueiro e desci.
Fui em direção a mini piscina que ficava no fundo da casa. Encontrei Zayn sentado ali olhando para o nada enquanto fumava.
— Posso? – perguntei quando cheguei ao pé da escada.
— Sim – respondeu ainda fitando o nada.
Acendi o cigarro e me sentei no ultimo degrau da escada e fiquei encarando a lua.
— Você fuma desde quando? – perguntou me observando.
— Faz um tempo já tipo uns cinco ou seis meses – respondi depois de uma tragada.
— Eu tentando parar e você começa – disse pensativo.
— Eu só fumo quando to muito estressada – disse olhando para os meus pés.
— Então algo tá te deixando estressada – concluiu Zayn.
— Não é só uma coisa são várias coisas eu acho – disse pensativa.
— Fama deve ser uma delas – chutou Zayn.
— Fama, turnês intermináveis, não ter uma vida, não poder sair, ter que ser perfeita e dormir em um lugar acordar em outro – enumerei dando um sorriso triste.
— Você lida com isso desde pequena né? – perguntou me olhando novamente.
— Sim desde os sete anos quando apareci pela primeira vez em Wonderland – respondi olhando para ele – Eu nunca fui uma criança com uma infância normal ou pré-adolescência ou adolescência, eu sempre tava nas revistas ou televisão. Muitas pessoas se aproximaram de mim para aparecerem sabe – desabafei e dei uma tragada em meu cigarro.
— Sei comigo também acontece isso às vezes – respondeu.
— Tipo, mas com você é diferente. Você pode ir ao seu primeiro encontro, pode ir ao cinema com amigos, pode tipo dar o seu primeiro beijo sem que todo o Reino Unido soubesse, pode ir ao baile do colégio, teve o seu primeiro namoro sem ser por interesse, teve o seu primeiro porre sem que todo o mundo soubesse, saiu com aquela garota que você sempre quis por você ser o Zayn um garoto normal e não por ser o Zayn Malik da One Direction. Eu sei que todas essas coisas parecem bobeira quando se tem fama e é reconhecido pelo que você mais sabe fazer, mas eu tenho quase 18 anos e nunca passei por essas experiências – desabafei e foi como se um peso saísse de mim.
— Eu sinto falta de fazer essas coisas – disse fitando o reflexo da lua na água – Hoje eu não posso mais fazer isso sem que as pessoas me sigam, sem que saia em um jornal ou revista ou site. Eu não estou em casa o tempo todo, eu sinto falta da minha família, às vezes as pessoas falam que eu estou tentando fazer as minhas fãs se converterem ao islã. Eu nunca falei isso, mas às vezes eu queria fugir dessa loucura e voltar para a casa dos meus pais – desabafou olhando para mim.
— Eles não entendem que nós temos nossas crenças, nossas vidas particulares, nossas expectativas pessoais e que queremos manter isso – disse depois de dar a ultima tragada no meu cigarro.
— Isso. Eles nos julgam sem nos conhecer de verdade. Falam coisas sem saber – disse depois de dar a ultima tragada no cigarro dele.
— Sabe eu me cansei dessas coisas – disse pensativa – Acho que vou dar um tempo, eu preciso viver – disse me levantando e indo ate a beira mini piscina.
— Vai largar tudo assim? – perguntou Zayn parando do meu lado.
— Não sei, por que ao mesmo tempo que eu quero largar tudo e me isolar numa casa de campo, eu quero estar no palco cantando – disse olhando para ele.
— Eu não posso te dizer o que fazer – disse sendo sincero ao me olhar – Só posso dizer para fazer o que acha certo – completou.
— Obrigada – disse – Você até que não foi mala – disse dando um sorriso.
— Você não é tão maluca assim – disse sorrindo – A gente podia fazer um acordo – propôs.
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