Far Away... So Close

8 As iminentes férias


Notas iniciais
Olá!!!! bem, parte da demora pelas postagens, é minha mesmo. Mas, a outra, vcs sabem, Nyah tava com uns paranauê aí e tal que nem entendo, mas, whatever... capítulo novo! Enjoy!

Querido diário,

Está fazendo calor, acho que, logo, logo, estaremos no verão. Faz três meses que a neve derreteu, e o pássaros e as flores estão se animando novamente. Está muito agradável, se não tivéssemos que ficar trancadas na escola estudando para os exames. Acho que conseguirei passar em Latim, mas estou com medo de Francês. Porém, estudo sem cessar. Só paro quando tenho oportunidades de ver Finn. “

Rachel escrevia em seu diário sentada ao lado da janela do seu quarto. O vento fresco que adentrava acalmava o calor que havia tomado conta de Nova York naquela época do ano.

As garotas da Escola St. Sophie estavam preparando-se para as últimas provas antes das merecidas férias. Rachel, Santana e Quinn estavam prestes a acabar um dos anos de formação mais difíceis, e alternavam as longas aulas com estudos até tarde, para que pudessem se sair bem em tudo e entrar logo de férias.

–Seu Romeu a espera no portão, Julieta. – disse Santana, referindo-se a Finn.

Obviamente, aquelas visitas que Finn fazia à Rachel e Puck à Quinn não eram permitidas, mas eles e as garotas haviam aprendido que o zelador, o sr. Covack, era um “admirador dos jovens amores”, segundo sua própria definição, e sempre abria o portão para que eles namorassem às escondidas pelo jardim.

–Minha bela. – disse Finn, beijando o rosto de Rachel.

–Ainda sinto vergonha quando você me elogia. – ela segredou.

–Não fique. Você é tudo o que eu digo, e ainda além. – ele sorriu. Seu rosto doce e gentil se iluminava ainda mais. – Vamos nos sentar? Eu trouxe algo para nós.

Finn levou Rachel até uma pequena clareira que havia no jardim, onde eles costumavam ficar, e tirou de trás de uma árvore uma cesta e uma toalha.

– Oh! – ela riu. — Não creio que faremos mesmo um piquenique sob a luz da lua!

–Ora, e por quê?

–Finn...

– Rachel. – ele lhe tomou as mãos e beijou seus dedos. – Não seja boba. Já que não podemos fazer isso pela manhã, achei que podíamos fazer isso à noite.

Rachel sorriu e deixou Finn arrumar as coisas sobre a toalha. Ele levara alguns queijos estranhos, que ela nunca comera, mas confiava no gosto apurado dele, além de biscoitos, doces, bombons, geleias e vinho.

Ele pegou uma geleia de framboesa e passou em um biscoito para Rachel provar:

– Humm... meu Deus, é maravilhosa! – ela exclamou. – Você deve me achar uma tola por me maravilhar com uma geleia, mas nunca comi nada igual.

– Querida. – ele pegou seu queixo. – Nunca a acharia tola por isso. E sei que você nunca teve oportunidade de provar algo assim, por isso, quero que você conheça. Quando nos casarmos...

Rachel sobressaltou-se, mesmo sem querer, com o que ele dissera:

– Como?

–Quando nos casarmos. – ele sussurrou.

–Finn, eu...

–Não diga nada, minha cara. Mas eu sei que você será minha esposa. Não importa como, ou onde, ou quando, mas eu me sinto ligado a você, como nunca estive a ninguém.

O coração de Rachel arfava, e muitas coisas perpassavam seus pensamentos neste momento:

– E se sua família não quiser? Eles ainda creem que você poderá casar-se com Quinn?

–Rachel, venha cá. – Finn pediu. Ela encostou-se em seu peito, e ele enlaçou sua cintura, beijando seu cabelo. – Nada irá nos impedir. E você não acha que Quinn e Puck darão um jeito de também se unirem? Não parece óbvio?

–Eu sei, meu amor. – ela virou para encarar os olhos cor de âmbar de Finn, que tinham uma luz especial sob a lua. – Mas eu não quero que seus pais me odeiem.

–Isso é tão importante assim para você? – Finn indagou, preocupado.

–Sim. Para falar a verdade, é sim. Eu quase não vivi com meus pais, meu amor. E eu não queria provocar a discórdia entre você e os seus.

–Minha doce Rachel, creia em mim, meus pais terão que aceitá-la como minha esposa, quer queiram, quer não. Você é a mulher da minha vida, e eu não a perderei por causa deles.

Lágrimas da mais pura admiração e enlevo picavam os olhos de Rachel, enquanto ela olhava fixamente para o homem que amava:

– Como você apareceu na minha vida, Finn? Que louco destino poderia unir-me a um homem tão maravilhoso quanto você?

–O mesmo pergunto eu. Como pude conhecer moça tão linda, tão delicada, tão rara quanto você, minha bela?

Rachel nunca havia sentido tanta vontade de estar nos braços de Finn como naquele momento:

– Beije-me, querido, beije-me...

Suas bocas se uniram com desejo, e idolatria; Rachel sentiu seu corpo arder onde Finn a segurava com segurança, e ele achou que ainda morreria inebriado com o sabor dos lábios e da língua dela nos seus. Calor, febre, uma loucura cálida e envolvente os invadira: havia necessidade, duas almas que tinham se encontrado, se ligado, e percebido que não poderiam mais viver sem aquele contato e aquele sentimento quase esmagador de paixão, amor, entrega.

–Eu te amarei para sempre – ela suspirou.

–Eu amarei até quando não mais existir. – Finn disse.

Mais beijos vieram, mais amor, e era tudo tão intenso... Finn e Rachel prometiam amor eterno sob a luz das estrelas e dos raios de prata da lua.

{...}

As férias chegaram, e muitas garotas estavam preocupadas, exceto Rachel, que havia estudado bastante, assim como suas colegas de quarto. Naquela tarde, a diretora anunciara que as três, mais várias outras, já podiam preparar seus malões para voltarem para casa. A escola fora tomada por um misto de euforia e pesar: havia aquelas que finalmente poderiam sair e tomar chá e fazer compras com suas mães, tias e amigas ou ir para as casas de campo de suas famílias aproveitarem o verão ao ar livre, e por outro lado, as que ficariam mais tempo na escola estudando para os exames de recuperação.

– Primeiro, irei de volta para o Texas. Depois, ao México, visitar mi abuela... depois, voltarei à Nova York, mas para fazer compras, somente... depois, papai prometeu levar-me à Paris. – Santana tagarelava, enquanto as amigas arrumavam, assim como elas, suas bagagens.

– Acho que irei para a casa de campo dos meus pais em Ohio, mas embarcarei para Yorkshire, para a casa de campo dos meus avós. – Quinn comentou, com uma nota indisfarçável de tristeza em sua voz.

–E eu, passarei alguns dias no orfanato, para visitar Mrs. Conrad, e depois ajudarei Noah a vender peixes no subúrbio até as aulas voltarem! – Rachel comentou, rindo, ironizando como suas férias seriam infinitamente menos aristocráticas que as de suas amigas.

–Eu daria tudo para estar no seu lugar, Rachel. – suspirou Quinn. – Não aguentarei ficar longe de Puck. Não suporto a ideia de passarmos quase três meses separados pelo oceano Atlântico.

–Oh, amiga, tenha fé. Puck há de vender muitos peixes para poder fingir que é um conde alemão para o dia em que conhecer os seus pais. – Santana, sempre ácida, fingiu consolar a amiga.

– Eu preciso que vocês me ajudem! – Quinn irrompeu em um choro. Sentou-se na cama e seu corpo balançava, tamanha a força de seu desespero. – Eu não posso mais ficar longe dele!

– E o que quer que façamos? – Santana indagou, espantada.

– Rachel, por favor. – Quinn tomou-lhe as mãos. – Venha para Yorkshire comigo e leve Puck.

–Como assim? – Rachel perguntou, confusa. – Yorkshire fica na Inglaterra, como poderemos ir, Quinn?

–Eu daria dinheiro para vocês, e vocês iriam! E ficariam como hóspedes lá; meus avós adorariam ter a presença de um conde em sua casa de campo.

– Tadinha, acho que a loucura está começando a tomar conta do corpo de nossa pobre Quinny. – zombou Santana. – Esqueceu-se que Puck não é conde de verdade?

– Santana, cale-se! Não vê que estou desesperada? – Quinn exaltou-se. – Rachel...

– Quinn, eu também não posso. Eu tenho Finn. Não quero ficar longe dele.

Quinn retornou a chorar com mais força e começou a gritar, jogando várias coisas na parede, sendo que um vidro de perfume quase pegou em cheio Santana antes de espatifar-se na parede atrás dela:

– Eu odeio a todas vocês! Odeio minha vida! Odeio a todos! Eu quero morrer! – e saiu chorando, batendo a porta com estrondo.

Após alguns segundo de perplexidade, Santana virou-se para Rachel e disse:

– Não falei? Ficou louca. Espero que seu primo case com ela antes de a barriga aparecer.

–Antes... antes do quê?! – Rachel quase berrou.

– Está límpido como água, cara Miss Berry. – disse Santana, retornando a arrumar seu malão. – Quinn deve estar grávida, ou, no mínimo, ter se entregado ao seu primo peixeiro. O desespero é um sintoma.

Rachel saiu pela escola atrás de Quinn. Algumas salas estavam vazias e ela acabou encontrando a garota loira debruçada sobre o piano na sala de música, ainda chorando.

– Quinn, minha doce... não chore. – ela pediu.

– Como não chorar, Rachel? Eu ficarei longe de Puck se você não me ajudar!

– Mas, e Finn? Como poderia passar também três meses longe do meu namorado?

Quinn limpou as lágrimas e segurou as mãos da morena:

– Sei que o que peço é deveras difícil, mas... preciso do seu primo perto de mim. Eu sinto que... bem, há algumas semanas, nós... eu e ele fomos ao apartamento de Puck, e eu não dormi na escola, só cheguei de madrugada, você nem Santana perceberam...

– Oh, não... – Rachel achou que as palavras de Santana estavam ecoando em sua mente. – Não, Quinn...

Quinn balançou a cabeça afirmativamente:

– Nós nos amamos. Foi tão bom! Como algo tão bom pode ser até considerado pecado? Foi a coisa mais linda que vivi. Seu primo foi tão doce, tão amoroso... foi perfeito...

–Você acha que está grávida? – Rachel decidiu ser direta.

– Bem, minhas regras ainda não vieram... eu suponho... Rachel, será que você não me entende? Se formos à casa de campo com Puck, minha família achará que ele é rico. Inventamos que nos apaixonamos naqueles dias e casaremos o mais rápido possível. Você precisa ir com ele para a Inglaterra. Eu pagarei tudo, tenho dinheiro guardado. Por favor, amiga. Peço que faça o sacrifício de ficar longe de Finn durante este tempo... por mim, por seu primo... e, provavelmente, pelo seu sobrinho que está por vir.

Notas finais
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