Notas iniciais
Bem, eu havia me programado para postar este último capítulo antes, mas algumas coisas aconteceram, inclusive, a morte de um amigo, o que não me deixou lá com muita inspiração para completar com as honras merecidas esta fic. Mas, com mais tempo e disposição hoje, aqui está o último cap. de FASC. Muitas gente já indagou, "mas o último, por quê?", e a resposta é, esta história é meu bombom fino, e eu não queria que ela se arrastasse. Por ser mais delicada, romântica e porque eu aprecio muito História, não quis estendê-la demais, para não ficar sem pé nem cabeça. Eu gostaria muito de agradecer a tds vocês que leram, deixaram reviews, me apoiaram e foram mais uma vez uns fofos comigo. Valeu por tudo! Bjus!

“Querido diário,

O começo de tudo nós podemos saber. O meio, depende de como o conduzimos. O final, só o tempo dirá”.

Eles se distanciaram lentamente e seus olhos mergulharam em uma contemplação profunda dos do outro.

Rachel sentia seu peito subir e descer.

Finn ainda segurava firmemente sua cintura.

–Tudo parece tão certo. – ela murmurou. – Eis que não se pode lutar contra o coração.

– Rachel, meu coração, minha alma, meu ser todo é devotado a você. Eu a amo desde a primeira vez que a vi. Amo-a desde que ouvi sua voz pela primeira vez, e sou capaz de tudo para fazê-la feliz, mesmo que tivesse que me esconder sob um pseudônimo para você não saber quem estava pagando seus estudos.

–Por que, Finn? – a incompreensão ainda rescindia nela.

– Você aceitaria a ajuda financeira de um rapaz que não conhecia? Aceitaria namorar comigo sabendo que eu a estava sustentando?

–Mas, Finn... sua falta de confiança me magoou! Além disso, eu ainda me senti, de certa forma, ultrajada e impotente... sendo manipulada por você.

Finn soltou-a de seus braços:

– Está livre, meu amor. Livre para fazer o que quiser. Eu só quero que você saiba que eu a amo, profundamente, fielmente. Tudo o que fiz foi por amor. Mas, se você achar melhor, eu não prenderei de forma nenhuma. – ele declarou, tácito, virando as costas e indo embora.

Rachel sentiu um frio percorrer sua espinha, ao mesmo tempo que suas forças pareciam esvaírem-se. Lágrimas começaram a rolar pelo seu rosto, e sua voz parecia presa em sua garganta, sufocando-a.

Ela via a silhueta alta e elegante de Finn afastar-se naquela ruazinha deserta e todos os momentos que passaram juntos vieram à tona em um turbilhão vertiginoso: o primeiro beijo deles, as juras de amor eterno na Inglaterra, o baile, e as poucas vezes que ela o viu de longe no orfanato e nem sabia que ele era Mr. H.

Sem sentir, impulsionadas pela emoção, suas pernas correram em direção ao homem que amava, rápidas, ansiosas:

– FINN! – Sua voz finalmente saiu, urgente.

Ele virou para trás, o rosto ainda retorcido de dor e molhado de lágrimas.

Rachel jogou os braços ao redor do pescoço do rapaz e sussurrou, próxima à boca dele:

– Eu amo você.

Eles haviam chegado na altura da feira, e o movimento era intenso ao redor deles, ao contrário da ruazinha anterior. Finn lhe beijou novamente, apaixonado, rodopiando o corpo da morena, que segurava sua nuca com força, com desejo.

Os transeuntes começaram a aplaudir e a soltar exclamações alegres; o dono da barraca de flores e seus filhos pequenos jogaram pétalas de rosas coloridas sobre o casal; Puck deu uma olhada no lado de fora da sua mercearia, para ver o que estava acontecendo, e se deparou com a cena romântica e épica:

– QUINN, MEU AMOR, VOCÊ NÃO VAI ACREDITAR! – ele gritou para a mulher, ainda de repouso no andar de cima.

{...}

Santana não queria admitir, mas estava com os olhos ardendo de lágrimas. Após ela e Rachel arrumarem tudo, deram uma olhada no quarto que dividiam na St. Sophie:

– Vou sentir falta daqui. Principalmente das noites em que fugíamos para ter nossos encontros amorosos nos jardins. Pena só eu não ter encontrado um pretendente. – Santana resmungou.

– Você ainda irá encontrar alguém que a ame de verdade. – consolou-a Rachel. – Nem acredito que já completei meus estudos!

– Nem eu. Vou tentar entrar na universidade, sabia? Sempre gostei de ciências. Não quero parar por aqui. Serei como Marie Curie.

–Que bom, Santana. Eu ainda não sei que curso fazer.

– Eu sempre achei que você quisesse fazer algo relacionado à literatura, afinal de contas, passa o tempo todo escrevendo neste diário.

Rachel olhou com atenção ao seu companheiro de uma jornada tão especial: aquela ideia era bastante interessante, avaliou.

Após a cerimônia de formatura da escola, na qual estiveram presentes Mrs. Conrad, Quinn ( que também recebeu um diploma, tendo feito os testes em casa) e Puck, além de Finn, Rachel foi apresentada aos pais dele:

– Estes são meus pais, meu amor: Carole e Chistopher Hudson.

Rachel sorriu gentilmente e cumprimentou-os.

– Pai, mãe. – Finn disse solene – pedi que viessem aqui hoje conhecerem a mulher que eu amo.

A mãe de Finn sorriu, mas seu pai manteve uma postura séria; Rachel não se espantou, ela já tinha conhecimento da postura rígida do pai de seu amado.

– Queria que vocês todos estivessem presentes neste momento que é muito importante para mim. Puck, já que você é o único parente que Rachel tem... você pode me conceder a mão da sua prima em casamento?

–Claro! – foi a resposta instantânea que o ex-peixeiro deu.

–Finn... – Rachel suspirou, emocionada. O rapaz ajoelhou-se à sua frente e indagou, com uma caixinha de veludo aberta mostrando um lindo anel de diamante:

– Rachel Berry, aceita casar-se comigo?

–Sim, sim, meu amor! – ela chorava, emocionada, e ele pôs o anel em seu dedo, beijando com reverência a sua mão.

Os preparativos para a festa ocorreram dentro de dois meses. Quinn e Santana ajudaram Rachel a escolher o vestido e Mrs. Conrad ficou a cargo dos comes e bebes. Apesar de Finn fazer questão de que fosse uma linda festa, ele também exigiu que seus pais não convidassem ninguém da alta sociedade apenas para se exibirem; só foram convidadas as pessoas por quem os noivos realmente tinham afeição.

Um padre e um rabino foram chamados, o que era bastante incomum para a época, mas Finn não se opôs ao fato de a garota querer se casar também sob suas tradições e de sua família.

A celebração e a festa foram em um parque, todo decorado para as bodas.

No momento em que os músicos começaram a tocar a marcha nupcial, Rachel apareceu diáfana em seu vestido de renda branca francesa com um lindo diadema na cabeça, precedida pelas crianças do orfanato onde havia crescido, todas vestidas de branco também.

Mrs. Conrad comprimia um lenço no rosto contra as lágrimas, e Quinn e Puck se entreolharam, felizes, como padrinhos. Santana, usando um vestido vermelho que causava furor pela sua sensualidade, sorria também e embalava nos seus braços a pequena Beth Puckerman.

Finn não cabia em si de tanto amor ao ver sua noiva ao seu lado. Rachel achava que a qualquer momento desmaiaria de tanta felicidade.

Eles fizeram seus votos e beijaram-se. Após a celebração, Rachel fez questão de que eles cumprissem uma tradição judaica que ela apreciava muito: a quebra dos copos. Ao som do copo quebrado, a atmosfera solene fora rompida e substituída por danças e música, quando todos animaram os noivos expressando a alegria e apoio ao casal que constitui a partir deste momento, mais um elo na corrente de vida através da Torá.

–Eu não acredito ainda em tanta felicidade! – Rachel exclamou com a cabeça apoiada no peito do seu marido.

– Mas é verdade. Tudo isso é verdade. Eu, você e o nosso amor.

A festa durou por horas, com muita música, comida e bebida, mas Santana interrompeu tudo ao anunciar que a carruagem especial dos noivos os esperava para leva-los à sua lua-de-mel.

– Para onde estamos indo, meu amor? – indagou Rachel, curiosa.

Finn nada lhe disse, apenas beijou-a com carinho e lhe enviou um de seus sorrisos charmosos, enquanto Quinn e Santana levavam-na para se trocar.

Eles pararam em frente ao luxuoso hotel Ritz-Carlton, e o sorriso dela ampliou-se.

–Isto aqui é incrível, Finn! – ela exclamou, ao apreciar a vista do quarto deles. – Como você consegue ser tão maravilhoso?

– Você realmente me acha tão bom assim? – ele perguntou, abraçando-a pela cintura.

– Sim, acho. E sinto muito por ter julgado mal as suas atitudes, é que fiquei tão perturbada quando Jesse...

– Shh, querida. – Finn pôs delicadamente o indicador sobre os lábios dela. – Isso tudo já passou. A partir de hoje, construiremos uma nova vida, baseada na confiança um no outro, certo?

Ela assentiu:

– Certo.

–Então, para começar, quero dizer que bati no St. James no meio de uma estrada de terra ainda lá na Inglaterra.

–Finn! – Rachel berrou. – Você fez isso?!

O rapaz balançou a cabeça afirmativamente.

– Pois fez muito bem! – Rachel riu, jogando-se sobre ele.

O casal caiu na cama e começou a beijar-se com calma, depois, mais pressa, mais desejo em cada toque, em cada suspiro.

Finn desceu as mãos delicadamente pelas costas dela e perguntou:

– Meu amor, está tudo bem, se...? Eu não quero pressioná-la.

–Sim, Finn. Está tudo bem desde que eu conheci você. Eu quero você. – ela respondeu, segurando o rosto do marido com doçura.

Finn e Rachel retiraram suas roupas com cuidado, sempre beijando-se, trocando palavras de carinho. Ela correu as mãos pelo peito forte do marido, sentindo uma paixão incandescente tomar seu coração ao ouvir o rugido sensual que saía do fundo da garganta dele. Rachel beijou-o no pescoço, desceu seus lábios pelo seu torso e gemeu de pura emoção ao ser sentada por Finn em seu colo e ele puxá-la para mais um beijo sôfrego. Ele retirou a última camada de roupa íntima dela e Rachel, nua em seus braços, não sentiu vergonha, apenas uma conexão mais forte ainda com o homem a quem dera seu coração.

Finn apreciou seus seios delicados e empinados e, com doces gestos, começou a beijá-los, quase em adoração. A sua esposa pendeu a cabeça para trás, sentindo seus sentidos se dissolverem lentamente em uma poça de luxúria, pois o contato da língua dele em seus mamilos era inebriante, devastadoramente bom.

O rapaz deitou-a e cobriu seu corpo de beijos e carícias, enquanto ambos gemiam. Então, ele retirou sua última peça íntima e Rachel sentiu seu órgão ereto, rígido, entre suas pernas. Finn deitou-se sobre ela, beijando-a mais uma vez até eles perderem o fôlego, e olhou bem dentro dos seus olhos:

– Meu amor, se você se sentir desconfortável... se doer... eu paro.

– Eu amo você. – ela fechou os olhos e agarrou-se mais ainda o corpo dele.

Ela nunca havia feito aquilo, mas, no momento em que uma dor particularmente forte ocorreu, ela sabia que seu sangue havia sujado o colchão. Finn parou, preocupado, mas ela entrelaçou seus dedos nos dele, e seu corpo, como por uma sabedoria maior, começou a movimentar-se junto com o dele. Logo, Rachel e Finn gemiam em uníssono, beijos lascivos cortavam os sons apenas para que outro maior viesse.

Ele percebeu a respiração da mulher acelerar, e investiu com mais maestria, até vê-la satisfazer-se plenamente em seus braços pela primeira vez; ele mesmo não aguentou tudo aquilo sem deixar-se levar em seguida, abraçando-a em êxtase, os corpos reluzentes de paixão.

{...}

Scarlet e Claire Hudson olhavam seus pais chegarem em casa ao fim da tarde pela janela do quarto.

–Mamãe! Papai! – elas vieram correndo e gritando pela escada.

Finn colocou a mala que trazia no chão e pegou as filhas, de seis e quatro anos nos braços, beijando a bochecha de cada uma.

– Ah, oi, senhores! – Molly, a empregada da casa, surgiu também correndo vinda da cozinha. – Desculpem, pensei que ainda iriam demorar, estava terminando o jantar.

– Tudo bem, Molly. – Rachel sorriu. – Nós também nos surpreendemos por termos chegado tão cedo. Onde está Peter?

–Dormindo, senhora.

A família Hudson rumou para o andar de cima de sua residência, um sobrado luxuoso, mais precisamente para o quarto do caçula, o pequeno Peter Hudson. Com oito meses, dormia como um anjo em seu berço, e nem fez conta do barulho que suas irmãs faziam no quarto.

– Papai, você trouxe chocolates? – perguntou Scarlet, a mais velha.

–Sim, mas vocês só comerão após o jantar, está certo?

– E em falar em jantar... está na hora do banho, princesinhas! – Rachel bateu palmas, e as filhas correram para o banho, apostando quem terminaria primeiro.

Eles riram e se abraçaram, contemplando por um minuto silencioso o bebê adormecido.

– Que pena não podermos ainda passar férias na Inglaterra, não é? – Finn suspirou. – Com esta guerra na Europa, torna-se impossível ir para lá.

– É...mas eu sei que ainda criaremos nossos filhos em um mundo sem guerras, onde poderemos leva-los aonde quisermos.

Finn abraçou Rachel por trás e apoiou seu queixo no ombro dela, sentindo o perfume bom de seu lindo cabelo:

– Os preparativos para o lançamento do seu livro estão a todo vapor, não é? – ele comentou.

– Espero que ele seja bem aceito pela crítica. Mas, convenhamos, não parece boa uma história baseada no diário de uma órfã que vai parar em uma escola rica paga por um homem misterioso, e quando isso acontece, ela ainda descobre seu verdadeiro amor?

Finn riu:

– Bom é meio fantasiosa. Você acha que isso aconteceria na vida real?

Rachel virou-se e pôs os braços nos ombros do marido:

– Pode ser... – e riu também, antes de beijá-lo.

Notas finais
Reviews???
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!