Far Away
5 Capítulo 4 - The Truth
Edward POV.
Eu fiquei um tempo observando a casa que dividi com Bella durante um ano. Suspirei pesadamente. Eu queria poder conversar com ela agora, mas ela não. Suspirei mais uma vez, e segui para meu carro.
- EDWARD!
Olhei para a porta da casa. Aquela voz era de Bella! Comecei a correr em direção a casa, quando a porta se abriu, e surgiu uma Bella desesperada com uma menina no colo. Ela parecia estar sufocando.
Peguei a garota no colo, já a levando para dentro.
- Salve minha filha – ouvi Bella dizer. – Por favor.
Bella POV.
Peguei Holly nos braços e comecei a me desesperar. Até me lembrar que Edward era médico. Corri com Holly nos braços.
- EDWARD! – gritei, torcendo para que ele me ouvisse.
Abri a porta de casa e ele estava ali. Pegou minha filha no colo e correu com ela para dentro de casa. Fechei a porta.
- Salve minha filha – disse. Não me importava se ela a recusara, se ele não a amava. Eu só queria que ele a salvasse. – Por favor.
Desabei na sala, rezando com todas as forças que tinha. Holly tinha que ficar bem.
(...)
Alguns minutos depois, Edward apareceu, as mãos no bolso. Eu ainda chorava desesperadamente, e ele se assustou com isso.
- Shh... – silenciou-me, puxando-me para um abraço. – Ela está bem. Você só tem que colocá-la para dormir com a cabeça deitada em um travesseiro um pouco mais alto.
- O-ok – murmurou.
- Bella – Edward ainda me abraçava, então me afastei para fitá-lo −, quem é essa menina?
Eu estava ferrada.
Edward POV.
A garotinha voltara a ressonar tranqüila, depois de eu tê-la ajudado. Procurei um travesseiro um pouco alto e coloquei para que ela não sofresse de outro sufoco devido a um refluxo.
Quem ela era? No fundo, eu já sabia a resposta, mas a temia. Os cabelos cor de bronze, os olhos verdes... Mas se ela fosse minha filha, por que Bella não teria me contado?
Ela me olhou com raiva, quando eu perguntei quem era aquela menina.
- Você sabe! – rosnou. – Como pode fingir?
- Fingir? Fingir o quê?
Bella começou a andar de um lado para o outro, desesperada.
- Você a rejeitou! Você!
- Você sabia que eu teria uma filha e não me contou? – gritei. – Como pode, Bella? Eu sou o pai, eu tinha o direito de saber!
Bella respirou fundo e me encarou.
- Eu te contei, Edward! Você a rejeitou!
- Ah, é? Então foi um clone, por que você NÃO me contou!
Bella veio até a mim e meu deu um tapa na cara.
- NÃO CONTEI? – gritou. – Eu contei sim. No dia do nosso aniversário de casamento! Eu disse: Eu estou grá... Seria meu segundo presente para você, mas você me interrompeu e disse: Eu já desconfiava. Faz uns dias que ando desconfiado e, Bella, sinceramente, eu não o quero. Eu não entendia, por isso perguntei por que e você disse: Porque é cedo demais. Somos casados há um ano, Bella, quero aproveitar o casamento com você primeiro.
Congelei. Ela. Tinha. Entendido. Tudo. Errado. Então era por isso? Era por isso que Bella quis o divórcio, por isso ela explodia por qualquer coisa naquela semana, por isso que ela me odiava.
- Eu não estava falando do nosso filho – murmurei. – Eu não fazia ideia de que você estava grávida.
- Sei – revirou os olhos. – E você acha que eu vou acreditar nisso? Você se arrependeu e decidiu que era à hora de vir conhecer a filha, não foi?
Fui até a ela e segurei em seus ombros.
- Bella – disse −, eu não sabia. Sério. Eu estava me referindo ao emprego.
Ela congelou.
- Ao emprego?
- Sim, eu estava desconfiado que eles me fizessem essa proposta, sabe? Mas eu não o queria, por que não queria ter que deixar Forks e ir embora, privando você de sua família, da família que você considera sua, nossa família. Eu não sabia que estava grávida, Bella – murmurei. – Eu nunca rejeitaria um filho, ainda mais um filho seu, um filho nosso.
Bella deixou que as lágrimas escorressem de seus olhos.
- Eu... Fui tão burra! Pensei que você não nos queria... Pensei que ir para Paris era o que você queria. Sinto muito, Edward. Eu...
- Shh... Bella, eu...
Um choro fez com que pulássemos. Bella correu até o quarto de Holly e eu fui atrás. Ela estava bem, só tinha acordado assustada.
Bella a pegou no colo e a embalou.
- Oh, anjinho – murmurou. Holly se acalmou instantaneamente, os meus olhos cheios de lágrimas. – Teve um pesadelo?
Ela assentiu.
- Moço – apontou para mim, e depois olhou para a mãe, parecendo confusa.
- Sim, meu anjo – sorriu. – Seu papai.
Congelei. Não imaginava que ela iria contar agora. Ofeguei, olhando para Holly e esperando que ela me aceitasse.
- Papa? – sorriu banguela. – Papa!
Não imaginava que ela fosse dizer aquilo. Provavelmente Bella lhe explicara o que era um pai. Holly estendeu seus braços pequenos até a mim e eu a peguei. Ela colocou a mão em meu rosto, e ainda sorria.
- Papa!
Eu ri, a felicidade me invadindo. Minha filha. Então era por isso que Alice queria tanto que eu voltasse para Forks?
- Oi, linda – sorri.
Ela sorriu mais um pouco e bocejou. Bella nos observava.
- Vou deixá-los a sós – sorriu. – Boa noite, meu anjo.
Bella beijou a testa de Holly e saiu, fechando a porta do quarto.
Inclinei Holly, embalando-a. Ela se aconchegou e fechou os olhos.
Mesmo ela tendo dormido alguns minutos depois, não consegui deixá-la no berço. Ela era mais parecida comigo, mas tinha alguns traços de Bella. Ela era linda. E era nossa. O fruto do nosso amor.
Coloquei-a no berço, deixando sua cabeça no travesseiro. Beijei sua testa delicadamente e saí, levando a babá eletrônica e apagando a luz.
Eu era pai.
Pai. Pai de uma filha de Bella.
Bella POV.
Edward chegou alguns minutos depois à sala. Ele sorria como um bobo, e eu me perguntava se podia existir alguém mais burra que eu.
- Vou indo – disse. – Pode levá-la amanhã à casa de meus pais?
- Ah, quando eu estou trabalhando, ela fica lá com sua mãe – sorri. – E amanhã tenho que ir visitar minha mãe.
Suspirei.
- Por quê? – indagou-me.
Só assim lembrei-me que Edward não sabia que ela estava doente.
- Ela... – hesitei. – Ela está com câncer terminal. Está no hospital de Forks. Vou lá sempre que possível, mas como tenho que ficar com Holly um pouco depois do trabalho, não dá muito. Meu pai fica com ela o tempo todo.
Edward me encarou e me puxou para um abraço, e eu chorei pela primeira vez, desde que descobri que minha mãe tinha câncer.
Ele não falou nada, apenas ficou ali me abraçando. Depois eu me separei dele, antes que cometesse alguma besteira.
- Obrigada – disse. – Holly fica com sua mãe das oito até a noite. Eu costumo almoçar lá com elas e seu pai.
Ele assentiu e saiu.
Havia acontecido tanta coisa! Não conseguia acreditar que por causa de um mal-entendido eu e Edward nos separamos. Mas não foi só por isso. Brigávamos por tudo. Não estava mais dando certo.
(...)
Holly chamou pelo pai assim que acordou. Eu sempre disse a ela que um dia ele viria vê-la, e parece que mesmo sendo um bebê, ela entendeu isso.
Arrumei-a e me arrumei, colocando-a na cadeirinha e já a levando para a casa dos Cullen. Esse tempo que ela ficaria lá seria bom para ela ficar com o pai.
Mal toquei a campainha e Edward já a abrira. Ele parecia ansioso e sorria. Holly o viu e sorriu.
- Papa!
Esme estava logo atrás e sorriu, lágrimas tomando seus olhos. Edward pegou Holly no colo. Carlisle sorriu e somente acenou.
- Bom, até o almoço – disse. – Até, Esme e Carlisle.
Eles acenaram e eu sorri.
Edward POV.
Permaneci ansioso e acordei cedo no outro dia. Contei aos meus pais e eles finalmente entenderam. Sorri quando ouvi a campainha tocar.
Foi mágico passar a manhã com Holly. Descobrindo cada coisinha que ela já podia fazer, acompanhá-la...
- Tenho que pedir a Bella para colocar o sobrenome Cullen na Holly – disse eu para minha mãe. Ela sorriu.
- Ela já o tem. Ela se chama Holly Grace Cullen.
Sorri. Holly me mostrou um de seus brinquedos, entregando-os para mim e me mostrando o que eu deveria fazer.
- Oh! – ela murmurava, cada vez que via algo que lhe chamava a atenção.
Eu sabia que era pai não tinha nem vinte e quatro horas, mas já a amava imensamente.
A campainha tocou, mas não me levantei para atender. Estava brincando com Holly. Ela já tinha a blusa completamente suja de tinta, lápis de cor e giz de cera. Eu ria e ela me acompanhava. Pelo visto, estava adorando a bagunça.
- Ah, não! – Ouvi a voz de Bella. – O que você fez com ela, Edward?
Eu olhei para trás e Bella estava ali, tentando reprimir um sorriso. Ela olhava a roupa suja de Holly.
- Mama! – gritou Holly, estendendo os bracinhos.
Bella avançou e a pegou no colo, sorrindo.
- O almoço está pronto! – Mamãe gritou.
Bella foi com Holly no colo até a sala de jantar, onde nos sentamos. Holly em uma cadeirinha alta, ficou entre mim e Bella. Bella colocou um pouco de comida só para ela, e começou a dar. Enquanto Holly mastigava, ela comia.
- Deixe que eu dê – disse.
Ela provavelmente se atrasaria para o trabalho.
Depois de termos almoçado, voltamos para a sala, onde continuamos a conversar.
Holly se deitou no colo de Bella, fechou os olhos e em poucos minutos estava dormindo. Quando estava na hora de voltar ao trabalho, Bella levantou-se com ela no colo.
- Onde ela fica? – perguntei.
Meu pai despediu-se da gente rapidamente, já saindo. Mamãe foi com ele, dizendo que iria acompanhá-lo até o carro.
- Ah, os bebês aqui têm um quarto – sorriu. – Vem, eu te mostro.
Subimos as escadas de minha casa e seguimos até um quarto que ficava mais próximo da escada. Era um dos milhares de quartos da casa.
Havia dois berços no quarto, e ele era decorado em branco, rosa e azul. Sorri.
- Bom, quando os três dormem, sua mãe costuma colocar a Holly e o Luke juntos – explicou-me Bella −, já que eles ainda só têm um ano e tudo o mais.
Bella colocou Holly no berço branco e rosa, e beijou a testa dela. Ela colocou o travesseiro para que ela não sufocasse.
- Vou indo – sorriu.
Segurei seu braço antes mesmo que ela saísse do quarto. Bella ofegou e veio de encontro ao meu corpo.
E eu, sem pensar em mais nada, beijei-a.
Nossos lábios moviam-se com urgência, paixão e saudade. O beijo foi rápido e quando nos separamos ambos estávamos ofegantes.
- Quando você voltar, podemos conversar? – pedi.
Bella suspirou fundo, mas assentiu.
Beijei seus lábios novamente e a soltei.
Finalmente, depois de dois longos anos, iríamos conversar.
Notas finais
Enfim, não cantem ainda, porque algumas coisas acontecerão *assovia*. Talvez vocês irão querer me matar, mas eu tenho que arriscar, né?
Espero que gostem desse capítulo tanto quanto eu
Beijos ;]
D.
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