Far Away
3 Capítulo 2 - Going
Bella POV.
O almoço na casa dos Cullen correra de forma tranqüila e agradável. Alice estava ali com seu marido, Jasper, e o filho deles, Luke. Ele era cinco meses mais velho que a Holly. O Emmett tinha um filho também, o Scott, que completa três anos no mês que vem.
Esme e Carlisle só sorriam; eles adoravam os netos, viviam pedindo por mais. Rose dizia que quando viesse seria bem-vindo. Alice achava cedo. Luke ainda tinha um ano e sete meses; ela queria esperar até que ele tivesse pelo menos uns dois anos para tentar de novo. Quando a mim... Eles nem ousaram perguntar, mas mesmo assim... Eu queria ter mais filhos, mas era impossível.
Despedi-me de todos, mas acabou que Esme e Carlisle me acompanharam até o carro. Carlisle carregava uma Holly adormecida, que depois de passar o dia brincando com Luke e Scott, estava bem cansada.
- Volte mais vezes, Bella – Esme disse, depois de me dar um abraço. – Sinto falta de mimar minha neta.
- Você a mima a semana inteira, Esme! – disse, rindo.
Ela sorriu também. Era Esme quem ficava com Holly quando eu estava no trabalho.
Carlisle acomodou Holly em sua cadeirinha e eu o abracei.
- Se precisar de alguma coisa, não hesite em nos chamar – disse.
Sorri para eles, agradecendo. Minha mãe estava doente; câncer terminal. Não queria ter que ficar sofrendo por isso. Meu pai cuidava dela a maior parte do tempo, por isso eu não tinha muito com quem conversar. Fazia dias que eu não conversava com os dois, e isso me doía, por que em breve mamãe não estaria mais aqui. E meu pai também não era novo. Não sabia se ele agüentaria perder mamãe.
Encontrei amor ao lado de Edward, e sabia como seria difícil para Holly crescer sem seu pai.
Estacionei em casa, peguei Holly e segui até o quarto dela. Beijei seu rosto e fiquei observando-a dormir. Peguei a babá eletrônica e segui até meu quarto. O de hóspedes. Eu ainda não conseguia dormir no quarto que, por um ano, dividi com ele.
Antes de fechar os olhos, lembrei-me de quando fiquei oficialmente separada dele...
Flashback.
Estava em casa, com três meses de gravidez, quando a campainha tocou. Não fiquei curiosa nem nada do tipo; sabia que era meu advogado. E ele trazia os papéis que me tornariam a Srta. Swan novamente.
Conversamos só um pouco; tive que assinar em duas folhas, mas quando ele saiu com os papéis... Suspirei fundo, as lágrimas tornando a me invadir.
- Eu te amarei, ok, filho? – murmurei para minha barriga. – Eu te amarei.
Fim do flashback.
Suspirei profundamente e me virei de lado, tentando dormir.
Edward POV.
Mais uma semana do contrato que assinei por dois anos. Não voltaria para Forks; eu tinha até quarta-feira para decidir se assinaria outro contrato, um que me obrigaria a ficar ali por mais quatro anos.
Estava decidido a assinar, praticamente. O final de semana passou voando e a segunda-feira também. Quando dei por mim, estava voltando para casa, na noite de terça-feira. Abri a porta de meu apartamento e já ia me jogar no sofá, mas algo me impediu.
Alguém me impediu. Alice estava ali, sentada, olhando-me furiosamente.
- Mamãe e papai disseram que você está pensando em não voltar – disse. – Você precisa voltar, Edward. É caso de vida ou morte.
Olhei-a e sorri. Fazia dois anos que eu não a via; quando saí de Forks, Alice estava grávida de seis meses, sabia que seria um menino. Meu afilhado. Agora ela voltara a ser magra, e eu realmente sentia falta dela. Éramos irmãos gêmeos, tínhamos uma ligação especial.
- Eu senti sua falta, baixinha – disse.
Alice sorriu e me abraçou. Sentei-me ao seu lado.
- Por que eu tenho que voltar? – indaguei-a. – Não há nada que me prenda lá... Eu não quero vê-la.
Alice me analisou, parecendo pensar em algo. Seu sorriso se aumentou do nada e eu a olhei. Não estava entendendo nada.
- Edward, você, um dia, gostaria de ser pai? – perguntou.
- Sim – sorri triste. – Mas não me vejo sendo pai mais, Allie. Eu queria ser pai de um filho dela, mas acabou.
Alice sorriu.
- Quero que me conte o que aconteceu há dois anos – pediu. – É essencial.
Contei. Nunca havia fornecido detalhes a ninguém antes, mas ali estava eu, contando tudo a Alice.
Falei que Bella ficara assim por que eu disse que não queria o emprego, que eu não a entendi, mas aceitei sua decisão. Contei tudo, todos os detalhes. Eu ainda me recordava bem daquele dia. O quão acordei feliz e o quão fui dormir triste.
- Então... – murmurou. – Foi isso? Isso?
Assenti.
- Você vai voltar, Edward Cullen. Vou ficar aqui até sexta, já até comprei as passagens – sorriu.
- Não posso... Não posso vê-la – sussurrei.
- Edward, olhe para mim – pediu. Eu a olhei. – Você confia em mim, não confia? – eu assenti.
Realmente confiava em Alice. Éramos mais do que irmãos, éramos amigos.
- Então, eu quero que volte comigo. Não vai se arrepender. Você tem que... Deixa para lá. Você vai entender quando for embora comigo.
Alice estava séria. Ela agia assim quando ela tinha certeza de algo. Suspirei pesadamente, sem saber o que fazer.
- Volta para Forks, volta! – pediu e sorriu.
Suspirei, e apenas assenti. Ela riu e me abraçou bem forte.
Permanecemos alguns minutos ali, até que fomos dormir.
Deitado em minha cama, eu pensava se era mesmo certo voltar para Forks. Eu não ouvia falar de Bella desde quando assinei os papéis do divórcio.
Flashback.
Eu já estava em Paris. Havia chegado há quase uma semana, quando Johnson chegou. Ele viera trazer os papéis que fariam de mim um homem divorciado.
Hesitei na hora de assinar; eu não queria que as coisas terminassem daquela maneira.
- Edward – meu advogado chamou-me −, assine. Sei que é difícil, mas não tem mais jeito.
Assenti, suspirando pesadamente. Por fim, olhei para o cordão que sempre ficava no meu pescoço e assinei minha sentença de morte.
Separados. Eu e Bella estamos separados.
Fim do Flashback.
Fechei os olhos e segurei uma foto nossa firme no peito, antes de adormecer.
(...)
Quando voltei no dia seguinte do trabalho, Alice me contou sobre meus sobrinhos.
- Jazz ficou cuidando do Luke – sorriu. – Você tem que vê-lo, Edward! Ele é apenas um pouco mais velho que sua...
- Que minha o quê? – indaguei-a, sem entender.
- Eu quis dizer que uma conhecida – sorriu. – Só isso.
Dei de ombros.
Ela me contava às histórias que meu afilhado se metia, fazendo-me rir cada vez mais. Por fim, decidimos ir dormir. Amanhã seria meu último dia de serviço aqui em Paris; eu recomeçaria minha vida em Forks.
E eu a veria novamente.
Depois de dois anos longos.
Será que Bella ainda me amava?
Bella POV.
O final de semana passou voando. Acordei cedo na segunda, arrumei-me e arrumei a Holly, colocando casacos a mais. Estava frio – grande novidade – em Forks.
Levei-a, ainda meio dormindo, para a casa dos Cullen. Carlisle estava de saída. Todos os dias, ele esperava um pouco mais para dar um beijo na neta. Deixei Holly com Esme e segui para o trabalho.
Eu almoço na casa deles, para poder ficar um pouco com Holly, e depois voltava no fim do dia, e íamos eu e Holly para casa.
Almoçava nos sábados com eles ou nos domingos, às vezes até nos dois dias.
E era assim que minha vida passava.
Quando a sexta chegou, eu estava extremamente cansada. Tive que dividir uma cliente no tribunal e, foi difícil, eu estava contra um colega que era muito bom, um dos melhores, mas fui eu quem ganhou a causa.
Saí do trabalho, passei na casa de Esme e peguei minha Holly. Naquele dia, Luke, filho de Allie e Jazz, também estava ali.
- Alice precisou viajar – Esme disse, sorrindo. – Jasper pediu para eu olhar o Luke por alguns momentos.
Sorri.
- Obrigada, Esme – beijei-a docemente no rosto. – Eu até pediria alguém para olhar a Holly, mas não posso... Meu pai fica cuidando de minha mãe doente, aí...
- Não se preocupe com isso, Bella – Esme disse. – Você sabe que eu considero você como uma filha.
Sorrindo, abracei-a, despedi-me de Luke e peguei Holly, levando-a para casa.
Às vezes fico imaginando como teria sido com Edward aqui. Ele teria cuidado de mim em casa momento da gravidez, teria me adulado, teria ficado preocupado e nervoso... Imaginei-o sendo um pai maravilho, um pai e um marido maravilhoso. Entretanto, isso nunca vai acontecer.
Ele não a quer. Não quer a nossa filha.
Encolhi-me no sofá. Holly dormia. Eu estava sozinha...
Uma mão macia acariciava meu rosto. O cheiro que eu tanto amava invadiu minhas narinas, fazendo com que eu abrisse os olhos; Edward estava diante de mim, sorrindo o sorriso que eu tanto amava.
- Oi, amor – sussurrou, beijando meus lábios. – Não devia ficar encolhida assim no sofá, pode fazer mal ao nosso bebê.
Surpresa, olhei para minha barriga, constatando que ela estava um pouco grande.
- Vem – chamou-me −, vamos dormir. Podemos passar no quarto da Holly para ver como ela está.
Assenti ainda confusa. Assustei-me quando cheguei ao quarto de Holly. Ela estava deitada na cama e não no berço; estava maior também. Seus cachos cor de bronze caindo sobre seu rosto de anjo.
- Ela é linda – murmurou ele, abraçando-me por trás, enquanto acariciava minha barriga.
- Claro – sorri. – Ela é muito parecida com você.
Ele riu.
- Vamos dormir? – perguntou-me. – Ou podemos não dormir... Antes que você acorde no meio da noite com um de seus desejos malucos.
Sorri, lembrando-me que na noite passada, quando acordei desejando manga com mamão. Edward saiu para comprar de madrugada.
- Ok, amor.
Ele me levou até nosso quarto e me beijou levemente.
- Eu te amo – sussurrou. – Obrigado por me dar uma família tão linda.
- Eu também te amo, amor, e você não tem que agradecer por nada. É nossa família.
Acordei de uma vez, e só assim percebi que era um sonho. Chorei desesperadamente, sabendo que isso nunca iria acontecer.
Edward não queria ter filhos. Não queria.
Por que isso teve que acontecer? Por quê?
Edward POV.
Fim de expediente. Despedi-me de todos no hospital, sabendo que não iria mais pisar ali. Minhas coisas estavam arrumadas, o apartamento vendido. Quando cheguei, Alice já estava com tudo organizado. Deixei a chave com o dono e rumamos para o aeroporto.
Eu estava voltando para Forks.
(...)
Meus pais me esperavam quando chegamos ao aeroporto de Port Angeles. Abraçaram-me com igual felicidade, mal se contendo. Abracei meu afilhado pela primeira vez, vendo que ele parecia mais com Jasper que com Alice. Abracei meu cunhado e fomos para Forks.
Há uma hora até que passou rápida e logo estávamos estacionando. Meu Volvo chegaria a Forks em dois dias, e eu começaria a trabalhar em duas semanas.
Eu queria perguntar a todos se Bella sabia que eu tinha voltado, mas provavelmente ela nem ia ligar, mesmo se soubesse.
Desejei boa noite para meus pais e segui para meu quarto. Deitei-me na cama e dormi quase que instantaneamente.
(...)
Acordei cedo no outro dia, e levantei-me a contragosto. Desci para tomar café. Cheguei a sala de jantar e vi que meus pais estavam com Luke e Scott. Carreguei Scott, não o via desde quando ele tinha alguns meses. Cumprimentei Rose e Emm; havia sentido falta de todos.
E eu queria poder ter filhos logo, mas era impossível.
A mulher que eu amava, a única com quem eu era capaz de ter filhos, não me queria. Estávamos divorciados.
Tomamos café da manhã e meus pais foram para a sala, para conversarmos.
Fiquei apenas um pouco e aleguei que precisava descansar mais um pouco.
Subi as escadas e fiquei um tempo em meu quarto, à toa, olhando pela janela.
Foi então que vi um carro, um Fiat Stilo, passando nos portões de minha casa. Foi quando alguém abriu a porta que eu ofeguei.
Uma mulher de cabelos castanhos saía do carro, totalmente sorridente. Não. Não. Não podia ser. Não mesmo. Eu devia estar com tanta vontade de vê-la que estava alucinando.
Oh. My. God.
Isabella Swan estava ali, na minha casa. O que iria fazer?
Notas finais
O próximo capítulo está prontinho, amores, basta vocês comentarem '
O que vocês acham que vai acontecer?
Beijões
Deh ;*
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