Far Away.
1 Capítulo Único.
Notas iniciais
Lucy acordou em um lugar branco onde a luz do sol entrava por uma janela. Sentou-se lentamente estranhando não sentir dor, esfregou o olho castanho e olhou por todo o quarto, buscando por um companheiro.
Até onde se lembrava, eles estavam numa batalha contra Zeref e Acnologia.
Uma carta na mesinha ao lado da cama onde estava chamou sua atenção. Havia um selo vermelho com o formato de um dragão e a maga celestial sorriu ao dar-se conta de quem a havia escrito.
Pegou-a, abriu e começou a ler. Em segundos as lágrimas começaram a escorrer por seus olhos.
Hey Luce.
Provavelmente quando você estiver lendo isso eu estarei fazendo companhia a Igneel.
Você com certeza está chorando agora, aposto. E também está muito confusa. Pois até onde você se lembra, estávamos batalhando contra Zeref. Acertei?
Então, irei lhe explicar tudo.
Logo após a batalha, estranhei não te ver ali comemorando e fui te procurar. Após alguns minutos a encontrei.
E garanto que odiei a visão que tive.
Você estava caída no chão, cheia de ferimentos e encharcada de sangue. Corri até seu corpo e a sacudi, mas não recebi resposta. Luce, acho que nunca senti tanta angústia em tão poucos segundos.
Rapidamente coloquei você em meus braços e corri o mais rápido possível até onde todos estavam, e o sorriso de todos murchou ao te ver naquele estado.
Wendy rapidamente começou a te tratar, mas você nem se mexia, e seu peito subia e descia com muita dificuldade.
Você deve imaginar como fiquei.
Saímos de lá rapidamente e fomos até Poluyusca, a rosada estava prestes a brigar pela invasão, mas ao te ver, me mandou colocar você na cama.
Em seguida, fomos expulsos da sala e apenas Wendy e Makarov tiveram permissão para ficar. Eu estava apreensivo e preocupado, todos estavam.
Perder-te Luce... Seria uma das coisas mais aterrorizantes pra mim.
Cinco horas depois Poluyusca surgiu na porta, sua expressão estava triste, Wendy chorava e Makarov estava de cabeça baixa.
Meu coração parou ao pensar no por que eles estavam assim.
— Fairy Tail... – Poluyusca começou – eu sinto muito informar que a amiga de vocês está completamente sem poder mágico, com 2% apenas. Provavelmente sobreviverá por apenas mais algumas horas.
Meu corpo congelou. Tudo pareceu ficar silencioso, apesar dos berros de Wendy e gritos de Happy. Luce, meu mundo escureceu por completo.
Só de imaginar uma vida sem seus cabelos dourados, sem seu sorriso, sem seus orbes chocolate olhando pra mim... Era horrível demais.
Tinha que ter algum jeito de te salvar.
— Não... Tem nada que você possa fazer? – Perguntei baixinho, meus olhos começando a arder. Não ia chorar. Não agora.
— Infelizmente nã... – Ela parou, sua expressão iluminou-se, mas logo esta se apagou – na verdade...
— Qual? Como o conseguimos? – Disparei, qualquer coisa servia Lucy. Qualquer coisa pra não ficar sem você.
— É bom, mas ao mesmo tempo ruim. – Todos encaravam a rosada, que suspirou – alguém podia doar seu poder mágico para ela. Isso custaria à vida da pessoa. Mas não pode ser qualquer um tem que ser... – Ela fez uma pausa – tem que ser alguém que ame-a acima de tudo.
That I love you
I have loved you all along
Eu não hesitei muito. Há um tempo, havia percebido que perto de você todo meu corpo reagia do jeito que meu pai havia descrito. E agora, com essa sensação tenebrosa que tomava meu peito, só tive mais certeza dos meus sentimentos.
— Quando começamos? — Perguntei, levantando-me.
Todos me encararam espantados, menos Poluyusca. Ela parecia saber que eu faria aquilo.
— Tem dois minutos. – Ela disse e saiu.
Agora cá estou eu, aproveitando esse breve tempo para lhe escrever Luce. Ei, não se preocupe, não vai virar uma Dragon Slayer que vai sair destruindo tudo. Parece que a Poluyusca tem um jeito de transformar a magia transferida na original da pessoa.
Bem, Luce, tenho que ir agora. Poluyusca está me chamando.
Só uma coisa:
Sorria, continue a mostrar para o mundo esse lindo sorriso que fez eu me apaixonar por você.
Mesmo eu estando longe de você. Nunca se esqueça Luce:
Eu amo você. E sempre vou amar. E quando você morrer estarei aqui te esperando, de braços abertos, para continuarmos nossa aventura.
Natsu D.
— Natsu... – Murmurou a loira com a voz embargada, seu coração tremia – Mesmo eu estando tão longe de você... – Lucy soluçou forte – eu ainda te amo com todas as forças.
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