Far Away
7 Seven
Notas iniciais
Obrigada pelos reviews!
~boa leitura
Olhei meu celular e vi seu nome Harry. Droga! Como ele tinha conseguido me ligar? Quer dizer, sem os códigos de área e tudo mais... — pensei em uma desculpa e suspirei, depois peguei o telefone e o atendi.
- Oi! — disse mais animada do que deveria.
- Oi! Meu Deus gatinha! Que saudade de ouvir sua voz. — sorri do jeito dele.
- Quase morreu de saudade é? — perguntei sorrindo.
- Você nem imagina. Quer dizer, foi muito ruim ficar sem você. — sorri quando ouvi aquilo.
- Que fofo! — disse rindo — Desculpe ter sumido tá?
- Tudo bem, você precisava de um tempo né? — como ele podia saber?
- Na verdade sim, eu estava meio... confusa.
- Eu te entendo, pode ficar tranquila, quer dizer, foi tudo meio rápido né? — eu ri.
- Você nem imagina.
- Imagino sim. — ouvi sua risada e sorri — Mas diz, você está bem?
- Ótima, precisava mesmo falar com você. — admiti sem culpa — E você como está?
- Ótimo agora,as últimas seis semanas foram... longas. — ele disse apenas, me senti a pior pessoa do mundo.
Eu sabia que ele sentia minha falta, nas seis semanas ele me disse isso, mas ouvir aquilo, sentir em sua voz foi quase como uma facada, respirei fundo.
- Me desculpa mesmo, só achei que assim seria melhor, eu não queria atrapalhar a sua vida.
- O que? — ele perguntou incrédulo e riu irônico — Atrapalhar a minha vida? Você se tornou a minha vida.
- Harry...
- Eu sei é cedo, é errado e eu estou quebrando a única regra do nosso jogo, mas eu não aguento mais esconder isso. Eu gosto de você, eu adoro o som da sua risada, adoro o bico que você faz pra me convencer, adoro a sua voz, adoro o jeito que me faz rir e você já faz parte do meu mundo.
Ele disse aquilo tão rápido, ou será que era meu cérebro que não estava conseguindo conter todas aquelas informações? Eu me afastei dele pra isso não acontecer, pra ele não se apaixonar, muito menos, sofrer por mim e a distância tinha piorado tudo.
- Harry eu nem sei o que te dizer. — disse apenas em um sussurro.
- Só quero ouvir que não vai mais sumir desse jeito, eu quase pirei. — ele disse implorando.
- Eu prometo não sumir mais. — disse devagar.
- Isso já é um começo. — sua voz era uma mistura de alivio e alegria — Agora diz pra mim que não está brava por eu ter quebrado a nossa regra.
- Eu estou surpresa. — disse devagar, respirei fundo — Eu sei que é uma desculpa muito esfarrapada, mas eu me afastei de você pra isso não acontecer, eu nunca quis que você se apaixonasse, muito menos, sofresse por mim, me desculpa.
- Linda para de se desculpar. Eu também não queria me apaixonar, mas como eu disse ao Zayn, foi tudo tão rápido, eu me acostumei com você tão depressa que quando me vi sem você, fiquei louco.
- Ah eu sou tão idiota. — pensei alto.
- Ei não faz assim. Você não tem culpa.
- Tenho sim, eu me afastei, te preocupei, te deixei triste. — minha voz tremeu, senti meus olhos se encherem de lágrimas e em seguida um nó fechando minha garganta. — Por favor me desculpa. — minha voz saiu falhada, tampei minha boca pra que ele não me ouvisse chorando.
- Minha gatinha manhosa. — aquilo fez meu coração apertar mais, fazendo os soluços se misturarem as lágrimas — Ei... você está chorando? — ele perguntou preocupado, tentei falar, mas minha voz não saía — Meu Deus! Não chora por favor, me desculpa se eu falei alguma coisa errada, nossa eu odeio saber que está chorando, me desculpa.
- Harry — disse respirando fundo e fiz uma pequena pausa — posso te ligar daqui a pouco?
- Pode, mas para de chorar por favor.
- Eu vou me acalmar, e já te ligo. — disse respirando fundo e tentando secar as lágrimas.
- Tá bom, não demora. Vai me dizer o que eu fiz pra você chorar assim? — ele perguntou angustiado.
- Você não me fez nada, a culpa é minha. Fica tranquilo, depois eu te digo o que houve. — suspirei — Daqui a pouco te ligo por chamada de video ta bom?
- Tudo bem. Até daqui a pouco e não demora, por favor. — sorri fraco.
- Eu não vou demorar. — minha voz enrroscava.
- Tá bom. Até daqui a pouco minha gatinha.
- Até. — esperei ele desligar e depois soltei o celular.
Respirei fundo e escondi meu rosto, joguei meu corpo pra trás deitando na cama, em seguida puxei um travesseiro, o agarrei tão forte, eu queria me esconder, sentia tanta vergonha, tanto arrependimento. Como eu podia ter sido tão egoísta? Tão estúpida? Fiquei achando que não ia o fazê-lo sofrer e foi exatamente o que eu fiz.
Depois de alguns minutos meu peito se comprimia com os soluços, porém as lágrimas já não escorriam mais, encarei o teto e tentei respirar mais lentamente, pros soluços pararem, demorou mas funcionou. Levantei e abri a porta devagar, não queria que Fêah e Zayn me vissem, olhei o corredor que já estava escuro, andei devagar até banheiro e lavei meu rosto, depois voltei pro quarto e fechei a porta.
Coçei meus olhos um pouco, eles ardiam. Apaguei a luz e acendi apenas o abajur que ficava ao lado da cama, me deitei, e peguei meu celular, liguei de volta pra ele, chamou apenas uma vez e ele atendeu.
- Oi! — ele disse desesperado, e logo abrindo um sorriso.
- Oi. — minha voz saiu baixa e rouca e sorri fraco o vendo.
- Ah meu Deus gatinha, me dói o coração te ver assim. Você é sempre tão alegre e engraçada... — sua expressão logo mudou, ficando sério e preocupada.
- Eu estou bem, sou incrível, mas as pessoas incríveis choraram de vez enquando sabia? — sorri, tentando parecer mais animada, aquilo o fez rir e abrir um sorriso aliviado.
- É assim que eu gosto. Me diz, você está melhor?
- Agora sim, estava precisando por tudo pra fora. — disse suspirando cansada e passando a mão no meu olho direito.
- É eu te entendo. Bom, vai me dizer porque chorou tanto?
- Pra começar me senti péssima por te dar aquele gelo, as coisas pioraram ainda mais quando você confessou que gostava de mim desse jeito, eu não imaginava que eu fosse tão especial pra você e pra ajudar, meu arrependimento pesou minha consiciência.
- Por que esta dizendo isso? — ele franziu a testa, parecia confuso e apreensivo.
- Porque eu fiz tudo pra isso não acontecer! Pra você não sofrer e pra não me amar, e foi tudo contrário.
- Não gosta que eu ame você? — sua voz saiu pesada.
- Não é isso. — disse apenas.
- É o que então? — ele falava rápido, estava ansioso e preocupado.
- É que... — interrompi a frase e suspirei, depois continuei — eu amo você também.
Seus olhos se arregalaram e seus lábios se separaram lentamente, seu peito se encheu de ar como se ele fosse começar um discurso, mas nenhuma palavra saiu. Alguns segundos depois, seus olhos ficaram baixos e sua expressão estava confusa e surpresa.
- Harry? — perguntei o observando.
- Desculpa. Eu... — ele ergueu os olhos, parecia procurar as palavras, ele parou e fez uma pequena pausa, respirando fundo — repete pra mim, por favor?
- Eu também te amo, eu neguei isso, tentei por um fim, por isso sumi daquele jeito. Achei que acabaria esquecendo das nossas conversas, do som da sua risada e da sua respiração, do seu sorriso e do jeito que me enfraquesse ouvir você me chamando de minha gatinha.
- Está falando sério? — ele estava com a mesma expressão, porém um sorriso começa a brotar.
- Lógico que sim, por que eu mentiria?
- É só que parece que eu estou sonhando! — ele disse sorrindo, depois ficou me olhando, pude ver o desejo que ele tinha de me abraçar, de me beijar, eu sentia o mesmo. Sorri o olhando, e ele sorriu mais — Gatinha eu já volto.
- Ta, mas vai fazer o que? — perguntei curiosa.
- Gritar pro mundo que a garota mais linda do mundo me ama. — aquilo me fez sorrir que nem uma boba — É rápido, espera ai.
- Tá bom. — eu ri, passou alguns segundos e ouvi sua voz meio longe e abafada, a câmera estava coberta.
- AAH ELA ME AMA! OUVIRAM? ELA ME AMA! — sorri e o esperei voltar ao telefone — Pronto.
- Você é lindo sabia? — eu sorria de um jeito bobo.
- Sabia, mas é bom saber isso de você. — ri e ele também.
- Harry... a gente tem um caso ainda? — perguntei suspirando.
- Não, você é minha namorada agora, e nem vem, que eu não aceito não como resposta.
- Mas... — ele me interrompeu.
- Não. Não. Não. Eu vou te mandar uma aliança por correio. — ri do jeito dele.
- Por que você mesmo não me dá ela? — perguntei, tentando não sorrir.
- Gatinha não brinca comigo assim, sabe que estou muito longe. — sua expressão ficou angustiada.
- Nem tanto. — disse tentando ser indiferente. Não sorria Carol!
- É podia ser pior eu sei, mas mesmo assim é longe. Queria morar na sua rua. — ele sorriu torto com a última frase, podia imaginar tudo que se passava naquela mente perversa, nossa imaginação é parecida.
- E se eu estivesse na mesma rua que você nesse exato momento? — acabei sorrindo.
- Eu iria correr até a sua casa, esperar você abrir a porta e te encher de beijos. Depois ia de abraçar e te girar no ar, então ia te colocar no chão e dizer o quanto você é linda, ai eu ia te beijar mais, e mais, e mais.
- Quem sabe você não possa fazer isso... — disse sorrindo ainda.
- Ia ser bom se eu pudesse, mas... — ele parou — o que está querendo dizer hein? Está me dando muitas indiretas. — ele franziu a testa, eu sabia que tinha me entregado.
Por que ele tem que ser tão curioso? Por que eu tinha que dar indiretas? Não podia simplesmente dizer: "vem pra casa da Fêah que você vai entender." ou podia?
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