Fantasy Hunter

5 Capítulo 5: As consequências daquela noite.


Notas iniciais
Já faz o que dois anos que não apreço? Mas apareci. Bom esse capitulo está do jeito que eu queria.

Um homem de cabelo pretos lisos, seu rosto pálido, olhos cansados, profundos. Ele estava em pé olhando para um pátio com chão de grama, algumas árvores que balançavam com vento gelado daquela noite e um lago no meio daquela paisagem que refletia a luz da lua crescente.

Sua visão vai para seu punho que tinha uma agulha inserida em uma das suas veias ligado a um tubo com líquido azul. Ele respira fundo e escuta uma voz feminina:

— Pai, já falei para você ficar sentado ou deitado. — Adverte uma voz jovem.

Se virando para observar de onde vem a voz, era uma jovem garota de cabelos longos, rosados, olhos grandes e verdes, duas orelhas de raposa com duas caudas saindo de sua cintura, usando um vestido médio com babados. O homem sorriu e disse:

— Momo, estou bem. — Afirmava segurando onde estava o soro.

— Você está em tratamento. — Advertiu bufando de raiva. — Era para você estar deitado ou sentado.

O homem sorriu para sua filha, enquanto sentava na poltrona ao lado da sua cama. Dando um sorriso, voltou a olhar para sua filha que mudou sua expressão para uma mistura de angústia com tristeza, e diz:

— Filha, pega a guitarra do lado da porta. — Pediu apontando para seu instrumento.

— Mas por que?

— Pegue ela, quero tocar uma canção para você.

A jovem kitsune pegou a guitarra azulada que estava próxima, começou a caminhar com tristeza até seu pai e diz:

— Você vai tocar a música do gênio e sua amada? — Perguntou, por sentando na cama macia.

— Claro para te fazer sorri, mas para isso preciso dela. — Confirmou dando um sorriso.

Momochi olhou para guitarra, depois para seu pai suspirando, e entregando o instrumento para ele que o pega delicadamente como fosse algo muito mais precioso do que aparenta ser, A jovem vendo isso, comenta:

— Você pega a Metal dessa forma porque foi o último presente dela, né?

— Foi sim, ela me deu um pouco depois de descobrirmos sobre você. — Afirma afinando o instrumento, observando a tristeza no olhar de sua filha. — Por que essa cara?

— Toca logo, seu meio elfo chato. — Reclamou fazendo uma careta.

O homem gargalhou ao escutar aquilo, começou a dedilhar as cordas, fazendo uma melodia calma, serena como uma música oriental. A letra contava sobre um amor proibido entre uma samurai destinada a utilizar uma arma poderosa e um bardo de outro reino que estava em guerra com reino que ela protegia que no final a jovem espadachim descobre que seu amado é um gênio que estava destinado a se sacrificar para acabar com aquilo, mas seria morto por sua amada que era seus destinos.

Enquanto isso em outro lugar do hospital...

Num quarto branco grande, com uma cômoda com um vaso com flores amarelas, e um prato com alguns biscoitos, esse objeto está do lado de uma maca que estava uma jovem mulher, sentado ao lado da maca estava um homem com jaleco branco cabelos brancos, óculos de grau, olhos com olheiras e uma prancheta em mãos. Ele observava o corpo imóvel e sereno dela, pensando: “Droga, esse composto não está funcionando mais...eu poderia utilizar o que está sendo testa no paciente Deker, mas ainda está em fantasys”. Enquanto vagava em seus pensamentos, uma voz vinda de trás dele diz:

— A culinária da família Foxes continua maravilhosa. — Elogia enquanto lambe os dedos. – Vocês humanos não dizem que desperdiçar comida é pecado?

O homem ajeita os óculos dando um sorriso debochado, se virando para ver de onde vem a voz, e observa um homem de cabelo laranja liso, usando um tapa-olho no lado esquerdo, nove rabos da mesma cor de seu cabelo, e usando um quimono azul escuro.

O homem dá uma risada anasalada e diz:

— Não sabia que Kitsunes comiam comida de inseto, Kitsu. — Debocha do comentário da raposa. – Eu deveria proibir a entrada daquela coi...sa vir vê-la.

— Alberto, eu não entendo o porquê você odeia seu filho tanto, o Lucas também sofre com ela nessa cama. – Comenta colocando o prato na cabeceira. — Isso é ilógico, enquanto eu fiz de tudo pela Hikari, Kaite e minha esposa Hinata, e você trata o Lucas desta forma me dá raiva, doutorzinho.

— Por favor, não chame ele pelo nome, pois ele não me...re...ce. — Pede calmamente se levantando.

— Eu não entendo a sua mente.

— Poucas pessoas iriam entender, o porquê disso. — Explica com a voz pesada.

— Você é tão egoísta que me dá nojo.

Kitsu observa seu “parceiro” olhando sua esposa calmamente, e anotando o que o soro está afetando a mulher. Ainda observado pensa: “Eu no fundo entendo sua mente...mas eu queria não entender e me sinto sujo ao entender isso”. Seu pensamento é interrompido por uma melodia que ele estranhamente sente nostálgica.

Enquanto isso em outro lugar...

Gabriel sente gotas bater em sua testa, e umidade nas suas costas ao abrir seus olhos observa um local totalmente negro e com uma fina camada de água. Ele tenta olhar para sua mão, mas apenas vê uma silhueta negra, mas mesmo assim não sente seu corpo, uma gargalhada alta vindo de trás dele e uma voz diz:

— Ei muleque, eu achei que você estava morto! – Falou para chamar a atenção. — Como está se sentido?

Gabriel reconhece aquela voz no instante que ela entra em seus ouvidos, ao olhar para atrás vendo um vulto preto, humanoide com olho direito saindo um tipo de energia vermelha e com sorriso praticamente demoníaco. Aquele ser estava sentado, Gabriel sente um frio na espinha ao vê-lo e diz:

— Aon...d.…de é que eu estou, Fafnir? — Sua voz fica trêmula ao observá-lo.

— É difícil de explicar, mas vamos lá. — Dá uma rápida pausa para respirar. — Este local é como fosse uma parte na sua mente onde eu posso me materializar para falar com você.

Gabriel tenta se levantar com suas pernas tremendo um pouco por ainda não sentir tão bem seu corpo naquele “mundo” mental, Fafnir sorri ao ver que seu parceiro consegue com dificuldade se mexer ali, O garoto bota mão na cabeça e diz:

— Cara, isso é muita informação para minha cabeça de estudante. — Explica negando com a cabeça. — Até algumas horas ou minutos atrás, eu estava lutando contra...alguém?

O garoto senti sua mente ficar em branco como algo muito importante estivesse sumido, Fafnir gargalha alto com o rosto de confusão de seu parceiro e diz:

— Como você quer ser um Hunter se você esqueceu com quem lutou?

— Eu lembro da luta com aquele mago que estava junto com Guru, eu lembro com quem eu luto...é só que...

Gabriel tenta se lembrar se algo da luta, mas nada vem a sua mente depois, mas um com um estalar de dedos uma imagem de várias correntes aparecem, logo depois somem. Fafnir diz:

— Você se lembra do último golpe que utilizou na luta?

— Último golpe...

O jovem bota a mão em sua cabeça, fecha os olhos, tentando procurar algo sobre aquilo, nada veem além de uma tela em branco e ao observá-la melhor aquela imensidão unicolor em sua mente, um flash de uma lembrança de um corte de chamas verde com roxo que destrói parte de uma floresta e como esse flash que veio do nada, ele também some.

Ele abre seus olhos, voltando a olhar aquele local negro e a silhueta do seu pé sobre a fina camada de água. Alguns segundos se passam e voltando a olhar para Fafnir, diz:

— Eu me lembro de um corte muito forte e gigante de chama...só isso. — Responde ainda sem entender de onde veio aquela imagem. — Esse golpe que você estava falando?

— Exatamente. — Confirma se levantando.

O homem de olhos vermelhos começa a andar em direção de Gabriel, mas para no meio do caminho, e dá umas batidas no ar gerando ondas de choque se dissipando em algum tipo de barreira invisível, Fafnir dá uma risada anasalada e diz:

— Está vendo essa barreira?

— Sim, Fafnir, o que é isso?

— É uma barreira que seu subconsciente fez para que conter o meu poder, pois seu corpo não aguentava ele por completo. — Explica cruzando os braços olhando diretamente para os olhos de seu companheiro. — E você não gostava de usar meu poder por causa do ocorrido quando me despertou.

— Isso é muita informação jogada para mim, está parecendo as minhas histórias que o Lucas e o Eduardo reclamam… — Dando uma pausa na fala para respirar e raciocinar aquelas informações. – O que isso tem haver com golpe?

— Aquele golpe foi a primeira vez desde o despertar que você utilizou meu poder sem pensar, foi nosso primeiro ataque com nossas forças juntas. — Respondeu se sentando no nada. — Foi a primeira vez que você aceitou meu poder, deixou ele fluir.

Quando o jovem abre a boca para falar algo, um tremor acontece tão forte que ele cai no chão, a figura negra apenas sorri e diz:

— Parece que está na hora de você ir embora.

Fafnir dá um sorriso enquanto acena, um clarão ilumina todo aquele local negro e quando some revela que Gabriel desapareceu, O ser negro abre sua mão que tinha uma cruz prateado, olhando o objeto e pensa: ´´Estou cumprindo minha promessa, seu vampiro de merda, espero que você cumpra sua parte e mate seu irmão de merda``.

Enquanto isso em algum local da cidade...

Lucas estava sentado olhando pela janela do bondinho a cidade iluminada pessoas passando conversando, jogando e crianças brincando. Sua visão muda da janela para uma garota que está sentada ao seu lado que tinha orelhas parecida de raposas de coloração preta assim como se cabelo que é tingido de vermelho que ia até as costas, sua estatura era média, porém baixa comparada ao jovem. A menina dá um sorriso e diz:

— Como está Lucas? — Pergunta com os olhos brilhando com a luz da lua.

— Estou bem, Tamamo. — Responde dando um sorriso. — Gostaria que respondesse algo, se importa?

— Pode perguntar qualquer coisa, agora somos colega de quarto. — Afirma animada para tentar animar seu parceiro.

— Por que de tantos hunters você me escolheu? — Questiona sério ajeitando os óculos. — Existem hunters muito melhores que eu, como os veteranos ou não sei.

— Foi pelas suas armas que são duas lordes antigas das kitsune. — Explica colocando o indicador em cima de cada um dos seus punhos. — Esse poder é o mais confiante para me proteger, entendeu?

— Sim… — Confirma desanimado e pensando: “Nossa, eu achei que era por alguma coisa especial minha e não por causa das minhas armas que merda...Cara quando achei que teria relevância na vida, eu só fui escolhido por isso”. — Então irei lhe proteger como seu segurança.

— Para de chorar, Lucas. — Adverte uma voz feminina vinda do lado esquerdo do jovem.

O garoto olha para onde vem a voz, vários pequenos orbes de luz negra se agrupam vindo do seu braço esquerdo, dessa luz toma forma de uma pequena garota de cabelo castanho escuro que chega próximo do chão, com nove caudas pretas e belas como suas orelhas e brilhando com a luz da lua que reflete nos pelos.

Tamamo se assusta ao ver aquela jovem aparecer no lado do Lucas, que ao ver aquele ser que saiu do seu braço dá um sorriso, dando carinho na sua cabeça e diz:

— Fala ai, Katie.

— E aí mestre? — Pergunta dando um sorriso de superioridade. — Vamos lá, para de ser pessimista, você é especial pelo menos para mim e a Hikari.

Lucas continua fazendo carinho na sua arma com um sorriso feliz, enquanto isso, Tamamo fica olhando aquilo levemente ruborizada como estivesse com ciúme da raposa que estava ganhando atenção do garoto e pensa: “Eu queria receber carinho dele, atenção e amor...eu gostaria que ele me visse mais como Tamamo e menos como princesinha que tem que ser cuidada e tal”.

Algum tempo depois em outro local…

Uma viatura policial azul com branca corre em alta velocidade em uma via expressa da cidade do rio de janeiro, dentro dela há um capitão, um tenente e um cabo. O cabo era um jovem que estava na faixa de seus vinte cincos ou vinte quatro anos, ele estava nervoso e preocupado, enquanto olhava as luzes passando rápido pela rua, assim como os carros que davam passagem e escutava o som da sirene da viatura.

O capitão olha pelo espelho o cabo que estava preocupado e olhando para janela e diz:

— Aspira, tudo bem com o senhor? — Indaga com sorriso no rosto, porém com tom de ordem. —Pode ficar calmo que a gente só vai ir até a casa do elemento e vamos dar uma olhada, entendido?

— Sim, Capitão Fernandes. — Confirma o aspira em alto e bom som.

Todos as suas voltas dão uma risada de canto de boca com a resposta, o tenente leva a mão até o bolso e puxa uma barra de cereal e joga para o banco de trás onde se encontra o cabo, e diz:

— Ei, come isso para te acalmar, Cabo Correia. — Sugere com um sorriso, enquanto ajeita o fuzil. — Essa operação é a última da noite, é só ir dar uma olhada na mansão dos Garcias, ver se está tudo bem, entendido?

Todos confirmam com a cabeça juntos, algum tempo depois, a viatura para na frente de um imenso portão de ferro fundido com um logo de sete triângulos que juntos viram heptágono, todos descem da viatura. O cabo fica nervoso pela imponência da imensa mansão de dois andares no estilo colonial que está logo depois do portão e o jardim.

Fernandes por ser o capitão toma a frente e toca o interfone da mansão, alguns instantes se passam e uma voz rouca diz:

— Boa noite, quem gostaria? — Questiona a voz masculina.

— Boa noite, senhor. — Responde ajeitando a farda por causa do vento frio que passa pela noite. — Sou Capitão Fernandes do segundo batalhão de investigação hunter do rio de janeiro, o senhor Altair está no local?

— Sim, ele está, mas o que os senhores gostariam com meu mestre?

— Estamos com um mandato para fazer algumas perguntas para ele, teria algum problema de abrir o portão? — Indaga puxando um papel e levantando para mostrar as câmeras. — Temos autorização para usar força, podemos entrar?

— Pode entrar, Fernandes. — Autoriza uma voz masculina suave e jovem. — Vamos rápido que o meu pai tem que descansar.

O líder a cena com a mão para que o esquadrão entrar na residência, o Cabo ainda nervoso olhando para os lados ao adentrar o caminho até o jardim, o cheiro de grama molhada da garoa leve que começou a cair os belos arbustos cortados, um tapa em suas costas lhe faz sair do transe e uma voz diz:

— Tudo bem cara? — Questiona um jovem de cabelo preto alto, negro portando uma pistola no coldre.

— Sim, estou bem Tenente Castiel. — Responde respirando fundo e tentando voltar a compostura de um militar.

— Pode ficar calmo, eu sei que é sua primeira missão desse nível, mas deve continuar com a postura séria de um policial, entendido? — Explica sorrindo e dando leves tapas no ombro dele.

— Sim, Senhor! — Responde de forma firme.

O grupo para na frente de uma grande porta de madeira, alguns instantes se passam e ela se abre com um grande ranger da porta aparece duas figuras, um jovem de cabelo branco assim como sua pele e seus olhos amarelos brilhantes, ao seu lado tem uma jovem de longos cabelos pretos como a noite, orelhas de gato da mesma cor e usando uma roupa de empregada. O jovem cabo fica encantado com a jovem, mas sua admiração é cortada quando o jovem de cabelos branco diz:

— Boa noite, polícias. — Cumprimenta estendendo a mão ao capitão. — Por favor, poderia ser uma busca rápida?

— Bom, boa noite, Senhor? — Indaga Fernandes apertando a mão. — Será uma busca rápida, meu tenente irá procurar enquanto eu e o cabo vamos falar com o senhor Altair.

—Meu nome é Enzo, prazer. — Se apresenta e aponta para gata. — Essa é Yui, uma das servas que meu pai cuida.

—Bom, Capitão Fernandes, vamos começar.

O capitão levanta seu braço e com dedo indicador fica fazendo círculos, Tenente imediatamente entra na casa e começa a inspecionar, Enzo vira e sai andando para dentro da grande mansão. Eles vão andando pela mansão passa pelo hal de entrada com uma grande escadaria que leva ao segundo andar, logo depois do término da escada está uma grande porta Madeira bruta com vários desenhos como vinhas. O jovem para na frente da porta e bate.

Alguns instantes se passam então a porta se abre ao adentrar o local, eles reparam um escritório grande com o chão brilhante de madeira muito polido que dava para ver o reflexo da lua crescente que vinha das grandes janelas que ficavam atrás de uma mesa de escritório. Um senhor estava sentado lá de cabelos brancos, óculos e barba por fazer, a mulher gato então diz:

— Mestre Altair, esses são os policiais que vieram-lhe fazer algumas perguntas. – Explica fazendo uma reverência.

— Muito obrigado por apresenta-los, Yui. — Agradece apontando para a gata sair do local. — O que gostariam de pergunta?

A garota ao ver o gesto faz uma reverência a todos, ela fica meio avermelhada ao chegar próximo do cabo assim como ele que a segue com olhar até sair do local. Fernandes dá um passo à frente e fala:

— Bom, Senhor aonde esteve essa noite das nove às dez da noite?

— Eu estava num restaurante na Barra da Tijuca, O Travine, é um restaurante de comidas típicas, por que?

— Tivemos uma denúncia que talvez você tenha atacado alguns alunos na academia Hunter do estado do Rio de Janeiro, neste horário. — Explica anotando o que o homem disse. — O senhor teve ou tem alguma ligação com a mortes de alguns donos de bordéis na zona oeste e sul da cidade?

— Isso já é uma acusação bem pesada, só irei dizer algo com meu advogado, algo mais?

— Nada, devemos acabar essa busca e iremos. — Responde acenando para o cabo sair.

— Eu vi, como você olhava para uma das minhas empregadas. — Comenta apontando para o jovem Cabo com uma voz sugestiva.

Correia ao escutar aquilo quando estava indo tocar na maçaneta, seus olhos ficam um pouco arregalado e começa a suar frio, mesmo assim ele junta suas forças e volta a postura de militar e sai porta a fora, Fernandes por sua vez dá um sorriso e diz:

— Vai com calma, Senhor Altair. — Adverte colocando suas mãos em cima da mesa e se debruçando sobre ela.

— Tudo bem, eu só queria confirma, mas a mudança de postura dele já disse tudo. — Explica se ajeitando na poltrona. — Bom, vamos aos negócios, aqui está minha ajuda à corporação.

O homem pega debaixo da sua mesa uma maleta e a coloca na mesa, o capitão por sua vez a virar para sua frente e a abre, revelando que estava cheia de dinheiro que no total dava mais de meio milhão de reais. Logo depois da contagem das cédulas, ele diz:

— Isso é o dobro eu normalmente recebo, por que o aumento da quantia? — Questiona nervoso com aquela quantidade. — Isso tem haver com o ocorrido na academia?

— Bom, tire suas próprias conclusões. — Responde dando um grande sorriso. — Mais uma coisa, dê isso para o seu cabo.

— O que seria? — Pergunta olhando e vendo um cartão de visita em branco. — Para que esse cartão?

— Diga para a jovem Neko para colocar seu nome e número no cartão. — Explica Altair entregando o cartão ao policial. — Digamos, que estou investindo.

O policial acena confirmando, se levanta com a maleta e o cartão. Altair somente acende um charuto e pensa: “Menos um problema, agora com aquela garota que eu ia vender sendo usada para ficar de olho naquele cabo e com a polícia na minha mão, vai ficar tudo bem”. Em sua mente alguém diz:

— Mestre, acha que deveríamos chamar já ele? — Questiona uma voz bela e doce.

— Espere, os policiais ainda iram embora, logo depois disso pode o chamar, Belzebu. — Responde calmamente. — Aquele garoto está preparando bem o terreno dele, espero que aquele que é guardado pela dama branca saiba se defender bem.

— Entendido, mestre. — Concorda Belzebu com sua voz sumindo.

Enquanto no lado de fora da mansão...

Correia estava encostado no carro que estava molhado com algumas gotas de agua vinda da garoa que caia do céu nebuloso, enquanto pensava: “Imaginar que com pouca idade já seria cabo, eu tenho só 23 anos e já sou cabo concursado, eu sou muito imaturo ainda, nunca namorei a sério e quando vou ir na casa de um investigado por algo eu fico com cara de bobo ao ver uma garota da minha idade”. Sons de passos nas poças de água, fazendo os pensamentos sumirem e ao olhar para aonde eles vinham, Ele observa Fernandes chegando com uma maleta e Castiel voltando com alguns HDs. O jovem ao ver aquilo diz:

— São provas que estão na maleta?

— Sim, aspira. — Responde dando uns tapas no ombro do garoto. — Ainda precisa melhorar sua postura, mas nada que um tempo FHM-RJ não te deixe melhor.

— Entendido, Capitão! — Afirma batendo continência.

— É mesmo, já ia me esquecendo. — Informa entregando o cartão com número da jovem. — Ela pediu para te entregar.

Correia, Fernandes e Castiel entram no carro, uma chuva leve começa a cair na cidade do rio com a noite fria do começo do outono.

Enquanto na recepção do hospital de Petrópolis...

Já era quase meia-noite, no hospital estava o grupo do dormitório Bluestorm, Wellington estava sentado quieto pensativo com o ocorrido, Yago estava numa máquina de expresso com Hemera, João Pedro estava no telefone, Amara estava acalmando Sarah e Eduardo que era o mais inquieto dali. Matheus se aproxima dele e diz:

— Yuna está no quarto com Gabriel, Aline está com Péricles e Cayra está com Vinicius na UTI. — Explica calmamente. — Gesê está acionando as autoridades.

— Por que caralhos vocês estão tão calmos? — Grita Eduardo olhando para todos. — Eu vou lá em cima, vou acordar aquele retardado que se chama Gabriel na porrada.

— Calma, vai ficar tudo bem Eduardo. — Pede Mariana colocando a asa sobre o ombro dele. — Os médicos vão cuidar dele.

— Eu vou lá, sim! — Afirma dando um tapa na mão da jovem com olhar em fúria. — Aquele animal que vai atrás de um inimigo; e nem avisa?

— Se acalme, Eduardo. — Ordena uma voz grossa vindo de trás dele. — Está assustando que não te conhece a muito tempo.

Ao olhar para trás o jovem se assusta com um grande homem preto, cabelo longo com cabelo pretos, barba rala, com orelhas um pouco pontudas e olhar ameaçador, todos no local olham para o homem, sem entender que era ele ou como conhecia o Eduardo. O homem olha em volta para todos e somente aponta para o lado e diz:

— Olhe como sua companheira está, Eduardo.

O garoto ainda irritado olha, neste momento aquela fúria some ao ver Sarah encolhida no canto, chorando de medo ao ver seu colega assim. Eduardo respira fundo e vai para próximo dela que por sua vez mais se encole, ao chegar em sua frente diz:

— Foi mal, Sarah. — Se desculpa acariciando sua cabeça. — Vamos para casa?

— Eu v.…ou se vo.…cê não gritar mais. — Responde tremula de medo.

Eduardo somente acena que sim e estende a mão, o homem por sua vem esboça um sorriso de canto ao ver a cena e diz:

— Bom, gostei desse seu jeito quando não está irritado. — Comenta elogiando o jovem. — Zayn escolheu bem.

— Quem é você? E como sabe o nome do pai da Sarah? — Questiona Matheus se metendo na conversa.

— Eu achei que alguma das princesas ia me apresentar, mas tudo bem. — Diz com tom de brincadeira. — Me Chamo Soriel Nishiro, mas me chame de Sora, sou guarda costa real do reino dos elfos negros, sirvo direto ao Rei Rafiq Bravid que é pai da princesa Yuna.

Makena que estava séria começa a gargalhar assim como Amara, Sarah que estava apertando muito a mão do seu parceiro depois do Sora se apresentar, ela solta um pouco e Hemera somente coloca sua mão sobre o rosto em negação, os garotos por sua vez ficam sem entender nada, então uma pequena garota de pele cinza longos cabelos brancos, olhos vermelho, orelhas pontudas e um longo vestido dizendo:

— Você é um irresponsável por falar desse jeito brincalhão para se apresentar, nem parece ter mais de vinte e sete anos! — Adverte beliscando o jovem na costela o fazendo se ajoelhar. — Desculpa, pelo jeito do meu noivo, para quem não me conhece sou Taliana, uma arquimaga do conselho de magia mundial e representante dos elfos cinzas.

— Que? Que porra tá rolando? — Questiona Matheus sem entender o porquê das risadas.

— O Sora é um dos únicos Fantasys que pode usar uma arma Hunter e es sempre ficava comigo, Yuna, a Jeane e Amara na época que éramos crianças. — Explica Makena parando de rir. — Ele sempre se apresenta de forma de fortão, mas na realidade é um bobalhão.

— Nós fomos chamados pelo nosso rei para vir aqui olhar se está tudo bem com as princesas, eu teleportei a gente para a runa de teleporte daqui. — Explica Taliana calmamente. — O diretor Gesê deve mandar o memorando que a gente estava vindo.

Todos ali ficam calmo depois das explicações, Eduardo acena com a mão para se despedir e começa a sair do hospital, então Matheus diz:

— Espera, acho melhor todos vocês irem também. — Aconselha Mariana.

— Eu não vou. — Diz Wellington que até aquela hora esteve quieto. — Não vou deixar o idiota sozinho.

— Por favor, amor. — Pede Makena dando um beijo em seu rosto. — Já está tarde e não quero dormi sozinho hoje.

Wellington suspira ao escutar aquilo, seus colegas de dormitório ficam olhando o casal com olhar duvidoso depois do fato que a vampira disse. Alguns instantes de silencio ficam no local, então Sora o quebra dizendo:

— Olha, o escolhido pelo Imperatriz dragão branco ou como é mais conhecida com a Dama Branca, eu vou ficar de olho nesse moleque, pode fica de boas. — Explica levantando os braços levemente e com ar leve de brincadeira.

— Vocês podem confiar nesse imbecil que fala fica no lugar de ficar na frase, eu vou estar de olho também. — Reforça Taliana com um sorriso enquanto dá um soco em seu noivo. — Então confiem na gente, jovens hunters.

Todos os jovens se entre olham como um sinal de suas dúvidas em acreditar neles tanto assim, mas então Yago que só estava observando até então diz:

— Ir para o dormitório é o mais certo a se fazer, pois as princesas estarão mais seguras e também não podemos fazer muita coisa. — Comenta com firmeza na voz enquanto limpa seus óculos.

— Eu não vou e ponto. — Discorda Wellington se levantando.

— Ele está certo, viado. — Diz João Pedro colocando a mão sobre o ombro dele. — Aqueles imbecis são meus amigos também, mas eu sei que eu aqui parado, não muda nada.

— Eu sei, mas...

— Mas nada, vamos logo, eu estou cansado e puto com aqueles três, preciso descansar ou jogar algo! — Grita Eduardo irritado ao lado de Sarah.

O grupo sai da recepção, Matheus diz seu número ao Sora e se despede. O elfo se senta após a saída do grupo e sua postura confiante e cheia de si se torna uma postura mais calma e cansada, então uma voz doce lhe chama em sua mente:

— Garoto, ele está bem barulhento hoje, tem dormido direito?

— Sim, Freya. — Confirma abaixando sua cabeça. — Eu não estava pronto para me aproximar dele.

— E você acha que eu estava, Garoto? — Questiona irritada. —Eu queria que fosse mais tarde e com Alther controlado.

— O remédio parou de fazer efeito faz algumas semanas, mas ele assim como eu não gosta de ver ela triste. — Explica olhando para Taliana com um pequeno sorriso. —Mesmo que ele só queira destruição, ele não quer o mal dela.

— Vou me concentrar em mantê-lo acorrentado dentro dessa sua cabeça, garoto se possível tenta não fazer merda falando demais para ele.

A voz se some de sua cabeça, quando isso ocorre ele se levanta e pega a mão de sua noiva e vai andando até o elevado.

Enquanto em outro lugar de Petrópolis...

Lucas e Tamamo estavam saindo do transporte público, ao olha seu celular vê que já passa da meia noite e que existia várias mensagens em celular escrito:

“[23:50] Ash: Kitsune...

[23:51] Ash: A

[23:51] Ash: A

[23:51] Ash: A

[23:52] Ash: A

[23:52] Ash: A

[23:53] Ash: Mano, tó pedindo um lanche para o pessoal, só falta você e a Tamamo

[23:53] Ash: Sune

[23:53] Ash: SUNE

[23:54] Ash: Fodase vou pedir um combo e pau no seu CU”

Lucas somente marca como lido e desliga o celular, ele vai caminhado a caminho de um dormitório grande de dois andares com um anexo no lado esquerdo que era a academia do local, sua fachada toda coberta de azulejos vermelho. O jovem estava muito desapontado ainda do porquê foi escolhido para missão pois seus colegas de quarto como Lucas Farah que tem como espirito da arma um antigo onii com grande força, Ronald que a arma era um vampiro que ninguém conhece, Luiz que era uma elfa branca que era líder de um batalhão, Steven que não tinha arma mas tinha grande poder magico e Ash que tinha um espirito artificial na arma. Ele fica mais cabisbaixo enquanto adentra o local, ele passa direto sem perceber que Tamamo já estava lá dentro, então uma voz grita:

— Kitsune, sua puta! — Chama uma voz masculina vindo da esquerda do jovem. — Porra, não responde o chat?

Lucas olha para a voz, quem o chamou era um jovem de cabelo castanhos enrolados, usando um óculos, barba grande e bem arrumado ao lado dele estava um garoto de cabelo liso preso num coque samurai, um brinco samurai e um pequeno bigode. Os dois garotos acima do peso estavam tirando os lanches de um saco. Ao ver aquilo Lucas diz:

— Fala ae, Ash. — Comprimente apontando para o garoto de barba. — Compro lanche no Buguer Queen?

— Sim, tinha uns combos barato hoje. — Responde o garoto de bigode. — Ah é, hoje é RPG do Ultu.

— Puta verdade, Farah. — Concorda Ash com um sorriso. — O Uxilei entro, A Tamamo, Naomi e a Laura.

— Beleza, vou tomar banho e já venho. — Diz Lucas se virando para subir a escada.

Lucas sobe as escadas de cabeça baixa, logando em alguns jogos de celular. A escada era maior que o normal e mais largar, ao chegar ao segundo andar vê um garoto negro, cabelo raspado dos lados, barba um pouco falhadas, baixo comparado aos outros garotos e usando um óculos e um roupão. Ele estava conversando com um outro garoto com cabelo cacheado, alto e cima do peso, usando óculos e uma blusa de um anime. Lucas se aproxima dos dois e diz:

— Sother, por que você está de roupão? — Questiona incrédulo de vê-lo assim.

— Isso que eu estava perguntando a ele. — Diz o garoto de cabelo cacheado.

— Como eu ia dizer para o Steven aqui, Lucas. — Fala o garoto ajeitando a roupa. — Hoje temos RPG e eu junto com o grande Lucas fizemos irmão gêmeos, como eu sou um íncubo vou me vestir assim e ainda tem mais vamos até tarde hoje então vou confortável.

— Eu e a Kaite fizemos nosso famoso combo de kitsune com feiticeiro. — Complementa uma voz feminina vinda de um clarão branco no ombro do Lucas que se transforma numa linda Kitsune branca. — Se preparem para ser uma batata comparada a nós.

— Elas pegaram maximizar magia, então a Hikari com a Kaite vão explodir tudo. — Explica o jovem de longos cabelos com um sorriso. — Mas se tomarem um peteleco, vocês morrem.

— É por isso que existe nosso grande guerreiro Steven e monge Lucas Farah.

Lucas somente acena para seus amigos, deixa Hikari no chão e indo até seu quarto. Ao entra em seu quarto, ele vê Tamamao enrolada em uma toalha, mostrando cada detalhe delicado do corpo dela; antes que ele pudesse nem ao menos dizer algo a menina diz:

— Seu pervertido. — Grita jogando uma bola de fogo em direção dele.

— Nem ao menos me deixa explicar. — Diz calmamente enquanto aparece uma manopla em seu braço esquerdo com detalhes preto com marrom metálico e segura a chama como fosse nada. — Poderia ter destruído algo do apartamento.

— Des....cul...pa, mas você entrou sem dizer nada.

— Tudo bem, se prepara para o RPG de hoje.

Lucas vai até seu quarto, após tomar seu banho observa a bela lua que brilhava no céu e pensa: “ Será que fui o cara correto para estar de olho nela, porra deve ter várias pessoas que devem ser mais treinados na província das nove caldas e não o líder deles Shirou Foxes me escolhe a dedo, um moleque que está na sombra do pai e do irmão para cuidar da sua filha única e pior só fui escolhido pelas minhas armas”. O garoto pede seus pensamentos ao escutar um bater na porta e era Tamamo acenando para eles descerem.

Enquanto isso na UTI do hospital de Petrópolis...

Cayra estava sentada em uma cadeira no corredor, mesmo com seus pelos a cerberus tremia de frio ou talvez nervoso, pois seu colega de quarto estava na UTI já a quatro horas e nada de notícia sobre o quadro, então naquele silencioso corredor vazio, passos são escutados e uma voz diz:

— Tudo bem jovem? — Questiona uma voz masculina.

Cayra olha imediatamente para direita e vê Albert vindo em sua direção com um pequeno sorriso e ela diz:

— Sim, estou bem. — Responde se dando leves tapas na perna para amenizar sua tremedeira. — Estou esperando alguma notícia de um amigo que está no quarto quatrocentos e quatro.

— Entendo, bom é o Vinicius Louzada, certo?

— Sim, é ele. — Confirma com seus grandes olhos brilhando de alegria e calda balançado.

— Bom, não me apresentei, Sou Albert Britto. — Diz abrindo um sorriso e sentando do lado dela. — Sou responsável da ala dos quartos e medicina fantasy e responsável de levar seu amigo para o quarto.

— Que bom. — Fala aliviada, soltando o ar devagar. — Também devo me apresentar, sou Cayra Cerbinos, sou a futura Alfa dos cerberus.

— Entendo, prazer em conhece-la. — Comprimente com um grande sorriso. — Pode ir para o quarto trezentos e cinco, terceiro andar, já vamos leva-lo.

A garota se levanta e sai andando para o elevador. Enquanto isso, no andar a baixo Yuna estava sentada ao lado da cama de Gabriel que ainda dormia, ela pega o telefone e liga para o contato de Elizabeth, alguns segundos se passam e o telefone atende, somente alguns gemidos abafados são escutados e após esses segundos com esse som, uma voz diz:

— Boa noite, Yuna. — Cumprimenta a elfa com a voz ofegante. — Ocorreu algo?

— Sim, Gabriel, Péricles e Vinicius se meteram numa luta. — Responde irritada. — Aonde você está?

— Estou com meu... — A ligação é interrompida por mais um gemido baixo. — Primo Philip e já vamos para academia.

— Entendo. — Diz com tom de desconfiança. — Me ligue quando estiver próxima.

— Tudo bem.

A ligação é encerrada. A jovem segura a mão de Gabriel que por sua vez a aperta por espasmo, então ao observar a lua crescente no alto do céu, pensa: “Esse foi só o começo, pequeno dragãozinho, espero quando a lua cheia chegar, vocês todos terão que segurar as bestas que todas nós seguramos.

Enquanto isso numa floresta...

Alguns homens vestidos de preto estão retirando caixas de um galpão e colocando num caminhão, nessas caixas haviam vários fantasys, desde crianças a jovens adultos, mulheres e homens. Seus corpos estavam muito maltratados, magros e sem pelos. Um dos homens diz:

— Celso, esse é o último! — Grita enquanto fecha a caçamba do caminhão. — Cadê o cadeado?

— Mano, ele quebro. — Responde dando uns tapas na porta. — Vamos logo que vou devagar pois a mercadoria do chefe Garcia é frágil.

— Se algum deles cair a culpa é tua. — Comente entrando no caminhão.

— Entendido, capitão obvio. — Confirma dando partida.

Algum tempo de estrada na via que liga região serrana do Rio de Janeiro com o centro da cidade, o caminhão bate em alguns olhos de gato e uma caixa cai contendo um garoto com seus quatro anos com cabelo longo preto, orelhas de gato e rabo da mesma cor e uma garota com mesma idade cabelo longo castanho orelhas e rabo de cão. A caixa ao se chocar ao chão se quebra e os dois mudam de forma para dos animais que suas orelhas e cauda representam. O caminhão segue viagem.

Os dois animais seguem algum tempo pela estrada sem rumo até uma jovem com um carro de pet shop, parar próximo dele e resgata-los, ela segue seu caminho até Petrópolis.

Notas finais
Bom, esse texto só saiu pois um fã queria muito ler ele. Se eu te fiz ler isso aqui quer dizer que te diverti, então comente