Crime em plena luz do dia

Tempo encoberto em Edo. Gintoki, Shinpachi e Kagura voltavam de mais um serviço feito perto dali. Até por isso, o trio regressava a pé. Ao verem que apareciam nuvens carregadas, apressaram o passo, pois apenas Kagura carregava seu inseparável guarda-chuva.

Nisso, começou a pingar e os três começaram a correr, a fim de chegar logo à Yorozuya. Não estava muito longe dali e com mais alguns passos já chegariam lá.

- Mas que droga! – Gintoki reclamou. – Por que a Ketsuno Ana tinha que pegar férias agora? A substituta dela não é nada confiável!

- Foi você que disse... “Só 50% de possibilidades de chuva... Pra que guarda-chuva?” – Shinpachi arremedou seu “chefe”.

- Deixa pra lá! Vamos correr que a chuva não alcança!

Começaram a correr mais rápido para chegarem de vez e não se molharem. Kagura disparou na frente, seguida por Shinpachi. Gintoki ficou alguns passos atrás, mas porque havia demorado a começar a corrida pra valer. Resolveu se impulsionar, mas acabou trombando com uma mulher.

Mas, ao invés de ter prosseguido a corrida reclamando, Gintoki simplesmente tombou para frente, enquanto a mulher retirava uma adaga cheia de sangue.

Shinpachi e Kagura olharam para trás, procurando pelo mais velho, que já deveria tê-los alcançado. Mas logo estacaram ao ver o homem caído de bruços no chão.

- GIN-SAN!! – Shinpachi gritou apavorado e foi o primeiro a dar meia-volta.

O garoto, seguido pela Yato, alcançou o samurai, ao mesmo tempo em que a misteriosa mulher fugia correndo dali.

- Shinpachi, eu vou atrás dela! – Kagura disse.

Ele concordou, ela era mais rápida e poderia alcançar. Os pingos de chuva começaram a cair.

- Gin-san... Aguenta aí...

Nesse mesmo instante, outras pessoas se aglomeraram em volta dos dois. E, no meio desse aglomerado, houve quem chamasse o resgate e quem chamasse o Shinsengumi. Em questão de minutos, ambos apareceram.

Por coincidência – ou não – na viatura do Shinsengumi estavam justamente Hijikata Toushirou e Okita Sougo.

O vice-comandante chagou abrindo espaço pela multidão que continuava a se aglomerar ali.

- O que está acontecendo aqui? Pra que tanta gente amontoada?

Pra facilitar, Okita apontou a bazuca para os curiosos, que abriram passagem para os dois. Hijikata logo entendeu a razão de tanta gente.

*

Kagura corria com tudo para alcançar a mulher misteriosa. A garota a seguia por cima dos telhados, quando viu que não estava só. Um vulto correu a toda velocidade, ajudando-a a encurralar a tal mulher em um corredor entre dois prédios.

A mulher em questão tinha pela alva, cabelos curtíssimos e negros, e usava um quimono azul-claro florido. Ainda carregava em sua mão direita o punhal manchado de sangue.

- Pode parar aí mesmo! – soou uma voz de mulher adulta. – Você não vai querer piorar a sua situação, enfrentando uma garota Yato furiosa e uma cortesã da morte, vai?

- Tsuki! – Kagura exclamou ao ver que quem estava ali era Tsukuyo.

- Kagura – Tsukuyo disse sem tirar os olhos da outra mulher. – Por que você estava perseguindo ela?

- Ela tentou matar o Gin-chan. – a ruiva apontava seu guarda-chuva para a suspeita.

A morena encarou as outras duas. Em seguida, deu um sorriso sarcástico.

- Tolinhas... – disse. – Vocês não podem me deter.

Nisso, ela sacou uma espada e passou o punhal para a mão esquerda.

- Por que você tentou matar o Gin-chan? – Kagura perguntou.

- Não é da sua conta.

- São duas contra uma! Se não responder, vai se dar mal!

- Por que eu daria ouvidos a uma pirralha? Aliás, não sabia que o Gintoki chegaria a ser um “lolicon”...

- De onde você o conhece? – Tsukuyo, por seu turno, a interrogou.

- Isso te interessa, prostituta? – a outra disse com ar cínico. – Tem algum “casinho” com o Gintoki?

Tsukuyo corou violentamente. Como aquela mulher tinha a audácia de insinuar tal coisa?

- Vocês são apenas duas tolas. Não se metam no que for relacionado ao passado daquele homem... Ou perderão as suas vidas.

- Hah... Tá bom! – Kagura fez pose de convencida. – Somos duas, e você, apenas uma.

- Amantos pra mim não passam de escória.

Uma kunai voou na direção da morena, que rebateu instantaneamente com a espada. Em seguida, Tsukuyo a surpreendeu com um golpe e com outra kunai agarrou-a pelo pescoço e apontou a arma pontiaguda para a jugular de sua adversária.

- Quem é você? – a loira perguntou. – É melhor responder, ou perderá a cabeça... Ou pior, será alvo daquele guarda-chuva!

A mulher cedeu:

- Sou Yamada Naru. Sigo ordens para eliminar Sakata Gintoki.

Nisso, Naru se soltou magistralmente de Tsukuyo e sua espada descreveu um arco à sua volta, obrigando Kagura e a líder da Hyakka a se afastarem do golpe. Rapidamente, a morena saiu correndo e conseguiu sumir das vistas das outras duas.

Naru havia fugido e Tsukuyo e Kagura apenas haviam descoberto o nome dela e a razão de ter apunhalado Gintoki.

O resto ainda seguia incógnito.

Notas finais
Bom, como puderam perceber, esta fic segue um estilo diferente das fics de Gintama que eu normalmente posto. Ela vai ser mais "séria", como geralmente acontece em alguns arcos do anime. Mas, espero que gostem!