Fantasma do desespero
1 Capítulo 1 - Oito facas, um desespero
Notas iniciais
Narrador: Sanji (personagem princicpal)
Eu queria morrer naquele momento, eu não aguentava assistir a todo aquele show de sangue, todos estavam com sorrisos psicopáticos em seus rostos, erram exatamente 8 facas antes reluzentes, agora mergulhadas no sangue, 8 corações agora sem pulsar, aquela era a minha família e tudo o que eu podia fazer era entrar em desespero. Ouvi sirenes, assustei-me e num piscar de olhos, estava algemado, dentro de um camburão, “É isso que eu ganho após assistir minha família toda enfiar facas em seus próprios corações.”, sentia infinitas lágrimas descendo em meu rosto, mas quem podia culpar os policiais? Eu era um jovem com fama de delinquente que acabara de completar 18 anos e encontraram-me em uma casa com todas as pessoas com facas no coração, com exceção é claro, de mim.
A primeira coisa que ouvi depois de passar o choque foram as grades da minha cela fechando-se, com um homem olhando para o teto friamente e uma garota com a minha idade (aproximadamente) chorando desesperadamente em um canto, 15 anos ali? Não pode ser verdade, mas não importava o quanto eu gritasse pela minha inocência, o quanto eu declarasse argumentos em minha liberdade, eu estavapreso e ninguém iria me tirar de lá,“minha família se foi… Eu estou sozinho.”, passaram-se dias e meu desespero só aumentava, meus machucados eram enormes porque o homem que estava lá odiava barulho e seus punhos pareciam de ferro, mas isso não diminuía o meu desespero.
Passaram-se meses, minha voz já não gritava como antes, desliguei meus pensamentos sobre minha vida e parei para olhar ao meu redor, a garota chorava dia após dia, o homem dormia e encarava as outras celas com um olhar vazio, na cela que estava em nossa frente, eu via um homem com aproximadamente 35 anos gritando e chorando desesperadamente por sua liberdade, o que estava acontecendo em vão,“Então eu estava assim…”, senti-me envergonhado e encolhi-me num canto, nada que eu fizesse adiantaria, olhei para a garota e pude prestar na sua aparência, ela tinha cabelos longos (talvez pelo tempo que ficou presa sem podê-lo cortar) escuros e lindos olhos azuis, agora avermelhados por conta do choro, eu andei em sua direção, mas ela não pareceu notar, foi então que, por um movimento involuntário eu abracei-a, ela apertou-me forte e só pude ouvir um leve sussurro seu:
—O-obrigada…— Sua voz estrava trêmula, mesmo assim ela me trazia conforto.
Ficamos algum certo tempo ali, mas eu não me importava, eu gostava de estar ali, nos braços daquela frágil e bela garota, logo em um momento de total desespero, eu sentia como se não tivesse problemas e mesmo se tivesse, eu poderia resolvê-los com facilidade, aquela foi a melhor sensação que eu havia sentido em minha vida toda.
De repente, ouvi uma explosão e mais sons de sirenes, soltei-a e olhei ao meu redor, havia um buraco na parede de nossa cela, eu olhei surpreso e senti-me arrastado por aquele homem, junto a garota, foi quando eu retornei a minha consciência e… Eu vi-me saindo daquela cela, encarando o mundo afora, com policiais tentando chegar perto de nós, eu… Havia saído, eu finalmente saí daquele lugar aterrorizante.
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