Fantasma - Faces do Espírito
7 Epílogo - Uma nova história
Quando a Polícia de Mawittan partiu levando quatro desacordados sujeitos, Wan olhou melancolicamente para seu estabelecimento. Depois que as luzes se apagaram devido a, ele agora sabia, um disjuntor que desarmara, houve tiros e gritos. Ele chegara a ver um vulto imenso se movendo em meio à confusão que reinara, mas tratou de proteger-se atrás do balcão.
Depois veio o silêncio, quebrado repentinamente por uma voz que lhe disse: “Senhor Wan, em breve a Polícia virá buscar estes quatro para juntar-se ao amigo deles na cadeia. Desculpe os estragos, mas fique tranquilo que tudo será acertado.”
Então as luzes se acenderam. O velho Eddie tinha a cabeça baixa escondida sob as mãos. Samantha espreitava da porta do banheiro para onde correra buscando refúgio. Kenta estava com um olhar agitado e ao mesmo tempo satisfeito. E em meio a várias mesas e cadeiras quebradas, os quatro sujeitos desacordados e com marcas semelhantes àquela que o velho Eddie possuía, ou àquela que vira certa vez no escritório de seu avô.
Agora que limpava toda aquela bagunça, Wan notou que o homem de chapéu havia desaparecido no meio da confusão. “Mais essa” – ele pensou – “ainda por cima alguém saiu sem pagar a conta.”
Mas quando se aproximou da mesa onde o sujeito estivera, viu um pequeno embrulho em cima de um jornal dobrado. Pegou-o e sentiu o peso. Ao abri-lo encontrou três diamantes brilhantes como as estrelas. Espantado olhou para o jornal onde o embrulho havia sido deixado e viu a marca de uma caveira.
Wan sorriu. Agora era ele quem tinha uma grande história para contar.
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