Fantasias Perigosas
3 Não faça mais isso
Notas iniciais
Gente, obrigada pelas reviews, mesmo! Quem estiver lendo e não estiver comentando, manda ao menos um "oi", para nós vermos se vocês gostam mesmo ok? Custa nada não ó.ó
***
Hana falando!
E agora? Será que Shun vai ter coragem de pedir aquilo ao irmão? Como Ikki reagiria diante de um pedido tão... estranho?
Reforçando o pedido da Yukari, não esqueçam de deixar a opinião de vocês! Adoramos saber o que pensam sobre a história. Boa leitura! =]
Fazia mais ou menos uma semana que Ikki parecia zangado. Apesar de seu típico mau humor, Shun sentia que era algo mais, pois o irmão geralmente o tratava bem e dessa vez não trocavam mais do que duas palavras.
Comentou com Hyoga que estava um pouco chateado com isso, achando que havia feito algo de errado, mesmo tendo certeza de que nada havia feito. O namorado resmungou alguma coisa sobre Ikki ser sempre assim, chato, e depois encontrou algo mais interessante para os dois fazerem... Algumas boas vezes... Consecutivas.
Já era madrugada e Shun estava cansado e com sede, devido à noite agitada. Hyoga ressoava ao seu lado quase dormindo, ainda com seu corpo suado colado ao dele. Shun teve que insistir para que o loiro o soltasse, para que pudesse ir à cozinha beber um copo d’água. Conseguiu convencê-lo depois de alguns beijos e levantou-se da cama, colocando novamente a roupa que estava jogada por cima da cadeira do computador. Abriu a porta devagar, saindo em silêncio para não acordar o irmão, mas espantou-se ao passar pelo corredor e ver uma fresta de luz por debaixo da porta. Era muito tarde para Ikki estar acordado...
Pensou em bater na porta antes de entrar, mas assim que encostou seu punho, a porta se abriu sozinha. Estava somente encostada. Abriu um sorriso antes de entrar, pronto para fazer alguma brincadeira de como Ikki era um preguiçoso de estar ali numa sexta à noite matando tempo ao invés de dar suas escapadas noite adentro, quando notou que o irmão não parecia muito bem.
O mais velho se encontrava sentado na beira da cama, de frente para a porta com as mãos na cabeça. Olhava para os próprios pés – pelo menos era o que parecia – e tinha sua respiração pesada.
– Ikki...? – perguntou curioso e preocupado.
– Entre, Shun... E feche a porta. – respondeu em um fôlego só.
Shun fechou a porta sem tirar os olhos dele. Estranhou sua voz rouca e achou que o assunto devia ser sério. Talvez ele estivesse precisando de algo...
Aproximou-se um pouco e se espantou ao ser puxado com tudo. Ikki o pegara pelo pulso e Shun não tivera alternativa senão ajoelhar-se de frente para o irmão. Seus joelhos ficaram imediatamente doloridos com o impacto repentino. O mais velho o encarou finalmente com seus olhos mais escuros do que o de costume. Um brilho estranho pairava sobre eles.
Pensou em formular uma pergunta, pois já estava ficando preocupado, mas assim que abriu a boca, Ikki soltou seu pulso e colocou a mão na nuca do irmão e, com um novo gesto brusco o puxou para si, unindo sua boca à dele sem que houvesse uma explicação lógica para aquilo.
Nem mesmo quando Hyoga estava excitado, o beijara com tamanha vontade como Ikki estava fazendo. Shun não sabia como agir. A pressão da mão do irmão sobre seu pescoço não permitia que se afastasse. Sua língua acabou ganhando vida própria para acompanhar a afobação do mais velho, que possuía lábios úmidos e quentes.
Pelos deuses, aquele era seu irmão!
Seu cérebro quase o dominou. No entanto, da mesma forma rápida como o beijo começara, acabou. Shun tinha a face levemente avermelhada assim como a de Ikki, ambos afetados pela urgência daquele beijo.
Ikki não deu tempo para que organizasse os pensamentos. Aumentou a pressão em sua nuca, o puxando para baixo. Foi só então que Shun percebeu que o irmão já havia puxado a bermuda de seda para revelar seu membro admiravelmente desperto.
O mais novou ficou sem reação, espantado com o que viu, ainda sentindo a mão firme pressionando sua nuca em direção ao membro. Shun só recuperou do choque quando seus lábios o tocaram de leve. Sentiu um leve estremecimento passar pelo corpo do irmão, que com a outra mão afastou os fios de cabelo caídos sobre o rosto do mais novo, a fim de vê-lo melhor.
Ele não podia dar continuidade àquilo! O que estava acontecendo? Ikki queria mesmo que ele...? Mas ele não podia, não era correto!
Tentou mover a cabeça pra trás, desistindo daquela loucura, mas logo a pressão que o outro fazia sobre sua nuca aumentou, para que permanecesse ali. Isso fez com que seus lábios deslizassem levemente pela extensão rígida fazendo com que o outro soltasse um leve gemido, subisse a mão para seus cabelos e os apertasse com força. Foi a vez de Shun estremecer.
Arriscou uma olhada para cima, o que conseguiu parcialmente, o observando de lado. Os cabelos de Ikki lhe caiam nos olhos, sua boca estava entreaberta e podia ver que estava tentando controlar a respiração. Experimentou então depositar um beijo no órgão e viu Ikki morder os lábios. Aquela visão mandou embora o espanto para dar lugar à curiosidade. O outro apertou ainda mais seus cabelos, impaciente para que prosseguisse.
Shun finalmente resolveu atendê-lo.
Com a mão esquerda pegou o membro e o direcionou para dentro da boca. Ikki estremeceu ainda mais e tentou segurar um gemido, sem sucesso. Aquela voz rouca o arrepiou e Shun procurou não pensar em mais nada... Por enquanto.
Sua língua descreveu movimentos circulares, da cabeça até a base, enquanto ele engolia mais o membro para depois tirá-lo e recomeçar. Ikki fechou os olhos. A mão livre se agarrava ao lençol da cama cada vez com mais força. Arquejava e vergava as costas, buscando mais contato com a boca do outro, contorcendo seu corpo de prazer.
Shun passou a chupá-lo quando percebeu que Ikki deixara o corpo mais entregue. O segurava firme, apertando e massageando, num ritmo cadenciado, só para ver até quando Ikki conseguiria manter seus gemidos presos na garganta. Sentiu um arrepio na nuca. Já não pensava no que estava fazendo e muito menos com quem fazia aquilo. Porque, verdade fosse dita, ele estava... Gostando, apesar de tudo.
Sentiu o membro ficar mais enrijecido e passou a sugá-lo com mais vontade. Ikki puxou ainda mais seu cabelo com força e o mais novo empenhou-se mais ao sentir o clímax se aproximando.
Com um chupão mais forte, ouviu Ikki deixar escapar um gemido alto e gozar em sua boca. Soltou o membro e sentiu um pouco do líquido escorrer por seus lábios. Engoliu o resto enquanto o mais velho deitou-se na cama ofegante, de olhos fechados.
Shun levantou-se desajeitado, limpando a boca com o dorso da mão. Olhou para Ikki e sem pensar, inclinou-se sobre ele lhe roubando um selinho demorado.
– Não faça mais isso...
O mais velho abriu os olhos espantado vendo o irmão dando-lhe as costas e fechando a porta sem ao menos encará-lo. Shun então voltou ao seu quarto deitando-se ao lado do namorado. Passou vários minutos sem conseguir pregar os olhos, pensativo, encarando o teto. Não estranhou ao ouvir a porta da sala batendo com força. Imaginava que isso aconteceria, afinal, por motivos bem menores Ikki já havia saído pela madrugada sem rumo. Talvez fosse beber em algum bar aberto. Talvez fosse apenas sentar num banco de praça e pensar no nada. Aconchegou-se no peito desnudo de Hyoga, que resmungando algo — provavelmente sonhando — o enlaçou com os braços pesados.
Shun só queria dormir naquele momento, mas foram os primeiros raios de sol invadindo sua janela que o embalaram num sono pesado e confuso. Teria ele sonhado com tudo aquilo? Não. A ausência de seu irmão pelos dois dias seguintes confirmou que aquela noite fora mais real do que pensava.
Notas finais
Quem quer saber como ficam as coisas depois disso??? Até o próximo!
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