Fantasias
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Outubro. Seria um mês comum caso não tivesse um enorme apelo comercial de um evento tradicional de alguns países do ocidente: o Halloween. Os japoneses têm sua maneira de comemorar a festa, mas um bom motivo para se fantasiar é ótimo, não é? Eles estavam nas vésperas do dia combinado de passarem a tarde no parque de diversões o qual estava completamente decorado para o evento.Os recém formados Ikki e Shaka estavam se estabelecendo em suas carreiras, o fator tempo estava complicado e haviam poucas datas como aquela que eles poderiam sair e se divertirem sem culpa. O mais empolgado com a festa era o pequeno Shun, que havia recém-completado seus quatro anos no mês anterior. Apesar de ser uma criança bem tranquila e fácil de se lidar na maioria das vezes, o assunto “Halloween” estava deixando o menino muito ansioso e isso se refletia em seu comportamento. Desde que o mês começou a criança pergunta insistentemente ao irmão sobre quando será a festa e quando eles iriam ver suas fantasias.O trio chegou na loja de fantasias, não demorou para Ikki escolher logo a fantasia de vampiro para si. Convencer o virginiano mais velho a também se fantasiar foi um desafio.
— Eu não vou usar fantasia.
— Vai amor, por favor, escolhe logo, qualquer uma. Essa é a graça da festa — disse Ikki.
— Nem é uma tradição do seu país. Essa data é somente um apelo comercial para gastar dinheiro com bobagens — resmungou Shaka.
— O halloween não é bobagem, Shaka-chan — respondeu o pequeno. — A gente vai se divertir mais brincando com as fantasias! — Puxou a mão do seu cunhado e o guiava pelas araras de roupas. — Eu te ajudo. — Estava determinado.
— Eu acho que não há como contra-argumentar com o Shun. — Ikki ria da situação. — Ajude a escolher algo bem bonito para o "Shaka-chan"!
— ‘Tá bom, nii-san!
Meia hora depois, Shaka já tinha uma fantasia. Caveira mexicana foi a decisão final, já que estava em um “choque de culturas” mesmo, ele pensou “por que não?”. Os adesivos de pedrinhas foram comprados e a maquiagem pegaria emprestada com Misty, um amigo excêntrico do casal.
— Agora é a minha vez! — Deu uns pulinhos de empolgação. — O que eu vou usar? — Começou a olhar as fantasias.
— Que tal aquela ali de pirata? — apontou o indiano.
— O Seiya-kun vai de pirata…
— Que tal se fantasiar de vampiro igual a mim?
— Eu fui da última vez.
— Que tal múmia?
— É assustador, nem sei como o Mu-kun vai de múmia. — Sentiu um leve arrepio.
— Então um animalzinho? — disse Ikki
— Você gosta de gatinhos. — Shaka complementou.
— Neko! — Finalmente ele havia gostado de uma sugestão dos dois adultos — Qual cor?
— Que tal aquela ali cor de caramelo? Acho que é do seu tamanho. — Shaka apontou para a fantasia próxima a eles.
— Vai ficar uma gracinha, nii-san!
— Eu não devia ficar assustador?
— Você não conseguiria ficar assustador nem se quisesse, Shunny. — O mais velho bagunçou os cabelos do mais novo que inflou as bochechas.
Com as roupas para o halloween alugadas, o trio foi para casa de Shaka se arrumar, pois ficava no caminho do metrô para irem ao parque de diversões, antes passaram na casa de Misty para pegar emprestadas as maquiagens. Ikki basicamente passou uma base mais clara e um pó arroz no rosto para dar a palidez, usou uma sombra preta e usou um batom vermelho para marcar o “sangue falso” que escorria nos cantos da boca do vampiro. Shaka utilizou dos pincéis com mais maestria do que esperava, conseguiu copiar as imagens do tutorial da internet. Já nosso pequeno gatinho não precisou de tanta maquiagem, usou apenas um lápis preto para marcar seus bigodinhos felinos.
O trio pegou o metrô e esperaram os outros amigos chegarem no ponto de encontro. Misty não havia ido com eles, pois tinha um encontro marcado com uma garota que conheceu por aplicativo de namoro. Não demorou muito para as primeiras pessoas chegarem, Mu, a múmia, veio com seu pai que estava se esforçando em ser mais presente na vida do pequeno ariano. Shion usava roupas comuns e fez uma maquiagem no braço como se tivesse sido mordido e no rosto abusou do branco e cinza para se transformar em um zumbi.
Quando todos os amiguinhos dos dois meninos chegaram com seus acompanhantes, eles foram até o parque de diversões e brincaram até cansar. Os adultos se revezavam em vigiar as crianças e se divertiram um pouco também. Algumas piadas foram feitas sobre as fantasias dos presentes.
— Ikki de vampiro é muito previsível — comentou Milo. — A mesma coisa todo ano!
— Previsível foi você e o Camus fazerem fantasia de casal, o imprevisível foi ver você de Arlequina — rebateu em tom de deboche.
— Pelo menos estamos combinando. — Deu língua enquanto se apoiava no namorado, constrangido, em um meio abraço. — No que um vampiro e uma caveira mexicana da Índia combinam?
— Não precisa combinar Milo, não queremos pagar mico de casal — respondeu o indiano. — Eu nem queria vestir fantasia, mas um pequenino me obrigou.
— Meu irmãozinho é um prodígio, será um diplomata, eu sinto — falava o leonino orgulhoso.
— O Shun só tem quatro anos e brinca de massinha, nem aprendeu a ler. Baixa a bola, Ikki! — falou Saga, vestido de morte, pragmático enquanto mexia em sua foice de plástico.
— Shiii! Sai p'ra lá, mau agouro! — Incarnava na fantasia do amigo.
— Precisamos revezar com o Shion e os outros para olhar os meninos — falou Camus.
Eles foram até o grupo de Shion para fazer a troca, os pequenos são cheios de energia e o cansaço no grupo dos “trintões” era nítido. Albafica só queria voltar para casa com seu pequeno Afrodite, vestido de Cat Noir de “Ladybug”, mas ele sabia que seu filho precisava daqueles momentos de interação social e era claro que o menino seria super popular. Manigold estava dando avisos ao pequeno Carlo, o mascarado tartaruga ninja, a parar com as brincadeiras brutas com Mu. Degel estava aliviado por seu irmão Camus estar lá para cuidar de seu priminho Hyoga, fantasiado de Olaf de “Frozen”.
— Chegaram bem na hora! Só quero sentar naquele banco e “vegetar” por alguns minutos, deixar a mente vazia — declarou o pisciano mais velho.
— Ah, Alba! O Ditinho está bem tranquilo e é um doce brincando com os mais novos — falava o zumbi. — Mas, concordo que alguns minutinhos sentado fazendo nada serão bem vindos. — Riu.
— Não se preocupem, vamos cuidar bem dessa mini “gangue”! — garantiu Milo.
— Vamos ter que cuidar das crianças e do Milo, esse só tem tamanho! — Brincou Shaka e todos riram com o comentário.
Os adultos foram em mais alguns brinquedos com as crianças e depois foram todos lanchar na lanchonete do parque. As maquiagens de alguns dos pequenos já estavam derretendo devido à correria entre uma brincadeira e outra, isso já estava incomodando principalmente o boneco de neve.
— Eu quero ir no banheiro — resmungou Hyoga — ‘Tá caindo tinta no meu olho!
— Eu posso levá-lo, também quero tirar essa maquiagem do meu rosto. — Se ofereceu o indiano.
— Posso ir com você, Shaka-chan? Eu ‘tô apertado… — resmungou o neko virginiano.
— Pode vir sim, Shun!
— Eu vou querer ir também! — disse Afrodite — Posso?
— Nós também! — falaram Seiya e Shiryu.
— Olha só o “babá” Shaka novamente? Já pode abrir uma creche se quiser! — Brincou o namorado.
— Ikki… agora você virá comigo, não dá para eu olhar tantas crianças de uma vez só! — Já estava perdendo a paciência. — E quem rir virá arrastado comigo também.
— Até o “buda” ficou bravo e a bateria do leãozinho aqui acabou. Acho que já deu por hoje, gente — disse o arqueiro Aiolos com seu irmãozinho dormindo em seu colo.
— Encerramos o Halloween? Graças aos céus! — decretou Albafica.
Feliz Halloween!
Notas finais
Como prometido, estou deixando aqui o link da fanfic que iniciou esse universo todo (Marvel, quem? kkkkkkk):
https://fanfiction.com.br/historia/795361/Baba_Shaka/
Abraços e até a próxima!
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