Fantasia

7 Capítulo 6 - Acreditar (Parte II)


Notas iniciais
Olá, lindinhos da Tia! Como vocês estão? Como combinamos, estou postando os capítulos divididos em vários pedacinhos, já que tenho dedicado mais tempo à organização da minha mudança. Dessa forma, vocês não ficam muito tempo sem atualizações. Espero que estejam gostando da história!
Não custa pedir para que façam propaganda dela aos amigos! Peça que eles deixem comentários também! Vocês sabem como isso me deixa feliz, não é? *-* E a Tia Su mais feliz é igual a mais ânimo para escrever, então...
Quero agradecer, de coração, à Piettra Scherlloc, pela recomendação! *-* Fiquei super emocionada! Obrigada, lindinha! Espero que continue acompanhando a história, e que ela mantenha o Kakashi super vivo em seu coração! ;*
Ok, agora vamos para a segunda parte do capítulo 6. ;)
Como não poderia deixar de dizer: Naruto não me pertence; peguei emprestado de Kishimoto Masashi-sensei. *reverência*

Capítulo 6 – Acreditar (Parte II)


“A única forma de chegar ao impossível, é acreditar que é possível.”

(Lewis Carroll)

O estacionamento do Instituto de Pesquisas Fitoterápicas estava lotado, praticamente berrando para Keiko que ela estava atrasada. Por sorte, Keiko tinha uma vaga reservada. Estacionou o carro, pegou sua mochila e saiu, indo em direção ao prédio principal do IPF.

Não se preocupou em correr. Não se importava mais com o horário. Entrou no saguão e deu de cara com Natsume que, misteriosamente, sempre estava por ali quando Keiko se atrasava. Mas, hoje, ela também não se importou com Natsume. Até acenou um tchauzinho alegre para a morena de cabelos longos, que ameaçou vir em sua direção, pronta para ralhar sobre seu atraso, mas desistiu, ao ver que Keiko já entrava no elevador.

Quando abriu a porta que dava acesso ao seu laboratório, Keiko viu Aki encostada no balcão da recepção, conversando animada com Tsuki, a secretária.

– E apareceu a margarida! – Aki disse, com um sorrisinho malandro. – O amor faz muito bem às pessoas, não é Tsuki? – Ela disse, apontando para o novo visual de Keiko.

A secretária sorriu, concordou com a cabeça e disse: — Bom dia, Keiko-san. Você está muito bonita, hoje!

Keiko estava tão feliz que nem se sentiu envergonhada.

– Bom dia, meninas! – A sua voz saiu mais alegre do que o normal. – Obrigada pelos elogios!

– Então, Tsuki, como eu ia te dizendo, — Aki falou, aparentemente continuando a conversa que mantinha com a secretária antes de Keiko chegar – vou conseguir o telefone da agência que a Keiko procurou. Os serviços dela me pareceram de excelente qualidade!

– Que agência? – Keiko perguntou, enquanto Aki ria e Tsuki ficava vermelha.

Entretanto, Aki não respondeu. Pegou a amiga pelo braço e foi arrastando-a até sua sala. Quando ficaram a sós, ela fechou a porta e disse:

– A agência daquele cosplay maravilhoso, ué!

Keiko respirou fundo — duas vezes — e massageou as têmporas bem devagar, se acalmando e tomando fôlego, pensando por onde devia começar aquela conversa com a amiga.

– Aki, senta. – Ela disse, apontando para a poltrona em frente à sua mesa. – Eu só vou dizer mais uma vez: o homem que você viu não é um cosplay.

O sorriso de Aki desapareceu e ela ficou séria, de repente.

– Quero que você me diga o seu nome completo e o número do seu registro nacional. – Ela disse, encarando a amiga.

– Como é? – Keiko perguntou atordoada.

– Eu quero ter certeza de que você está em sã consciência. Quem pode me garantir que você não pirou depois daquele incidente com as ervas da Miko?

Definitivamente, esta seria uma conversa complicada. Keiko, então, achou que era melhor contar todos os detalhes, desde o começo, na esperança de que a amiga acreditasse que aquilo que ela falava era verdade.

– Lembra quando fiquei sozinha com a Miko? – Ela perguntou.

– Claro que sim. Fiquei do lado de fora, curiosa pra saber o que vocês duas estavam fazendo.

– Então, ela me disse que me daria um presente e que faria um ritual muito antigo comigo. Depois disso, ela queimou umas ervas e ficou dizendo palavras que eu não entendia. Naquela hora, comecei a ouvir coisas.

– Sim. E depois você desmaiou. – Aki interrompeu. – Olha, Keiko, eu sinceramente acho que ela te fez inalar alguma droga.

– Não, Aki. Esse não é o ponto. Até aí é compreensível que você pense que a Miko me drogou e que ela é uma charlatã. Mas as coisas ficaram estranhas, mesmo, depois que você me deixou em casa.

Aki franziu as sobrancelhas, preocupada.

– O que aconteceu? – Ela perguntou.

Keiko ficou feliz ao perceber que a amiga estava, pelo menos, levando o assunto a sério.

– Eu não dormi direito naquela noite. O tempo todo, eu ouvia vozes, sentia o cheiro das ervas da Miko e acabava acordando. Então, numa das poucas vezes que adormeci profundamente, eu tive um sonho... – Keiko olhou para a amiga, com medo de que ela estivesse achando a história bizarra demais para acreditar; mas ela fez um sinal para que a ruiva continuasse. – Sonhei que uma névoa envolvia meu corpo e que, depois, ela flutuava até o pôster do Kakashi e apagava o desenho dele.

– E o que esse sonho tem a ver com você ter contratado um cosplay?

Keiko respirou fundo, ignorando o comentário de Aki. Estava chegando à parte crucial da história, não podia parar para discutir sobre Kakashi ser um cosplay, ou não.

– Depois do sonho, eu acordei. Minha visão estava embaçada e eu estava assustada. Levantei e corri para o pôster pra checar se ele ainda estava lá. – Ela corou um pouco por assumir, tão abertamente, seu fanatismo por um simples desenho num pôster.

– E...?

– Estava. – Ela continuou. — Então, eu voltei para a cama e adormeci. No dia seguinte, quando me levantei, fui até a sala procurar pelo Shippo e descobri que o Kakashi havia se transformado numa pessoa de verdade.

Aki fez uma cara de quem não achava que aquilo fosse possível. Era o que Keiko temia.

– Aki, pela nossa amizade, por favor, acredite! – Ela disse, sentindo uma pontada de desespero. – Quando tive a oportunidade, eu fui checar o pôster no meu quarto, e a figura dele havia desaparecido!

Finalmente, Aki esboçou uma expressão de surpresa.

– Como assim, desaparecido?

– Kakashi não estava mais desenhado no pôster! Ele estava no meu apartamento como um homem real.

Aki levantou-se e começou a caminhar de um lado para o outro, com uma mão na cintura e outra no queixo, como sempre fazia quando estava prestes a descobrir uma resposta para os enigmas das pesquisas que realizava. Keiko ficou em silêncio, dando tempo para a amiga pensar e torcendo para que ela estivesse chegando à mesma conclusão que ela havia chegado.

– Você está querendo dizer – ela começou – que a Miko transformou o desenho de Kakashi no pôster, em um Kakashi de verdade?

Bingo.

– Isso! – Keiko levantou-se e ficou de frente para a amiga. – Não tem outra explicação, Aki! E não tem motivos para eu mentir pra você! Eu nunca inventaria uma história dessas.

Aki estava com uma expressão chocada.

– Kami Sama... Mas como isso é possível? – Ela disse, perplexa.

– Não sei. – Keiko respondeu. – Só sei que agora um personagem fictício está no meu apartamento e eu posso garantir que ele é bem real.

Aki voltou a sentar-se na poltrona e Keiko imitou-a.

– Keiko, eu vou ser sincera com você. – Ela encarou a amiga. – Só acreditei nessa história toda porque foi você quem me contou. Ela não faz o menor sentido!

Keiko riu, sentindo-se aliviada.

– E você acha que eu não sei? Quando eu percebi que não estava sozinha em casa, achei que fosse um assalto. Quando me dei conta de que era ele, eu até desmaiei!

– Sério!?

– Sim! E quando acordei, eu estava amarrada na cama e ele estava por cima de mim me enchendo de... – Keiko parou de falar ao ver que a expressão de Aki começava a assumir aquele seu típico ar malicioso. – Me enchendo de perguntas! – Ela completou a frase. — Pelo amor de Kami Sama, Aki! Será que você só pensa besteira?

– Olha, se eu acordasse de manhã cedo com um homem daqueles no meu apartamento, definitivamente, só pensaria besteiras! – Ela respondeu.

– Acontece que ele estava achando que eu era uma inimiga! E até me ameaçou de morte!

– Mas ele não te matou, não é?

– Não, mas...

– Ok, ok! – Aki abanou uma mão no ar, num sinal de impaciência, interrompendo a amiga. – Vocês tiveram um momento de tensão. Ele te ameaçou, você implorou por sua vida e ele tentou arrancar informações de você. Você deve ter chorado horrores, ele ficou com pena, blá, blá, blá. Aí ele te soltou, vocês se olharam, ele arrancou a máscara, se jogou em cima de você e é aí que você me conta os detalhes.

Keiko não sabia se estava vermelha de vergonha ou de raiva.

– Nós não fizemos nada disso, Aki! – Ela sibilou.

– Ah, não? Que desperdício...

Keiko estava pronta para ralhar com a amiga, mas não conseguiu, ao ver o sorriso brincalhão dela. Precisava confessar: também achava que tinha sido desperdício.

– Apesar de não ter tido esse momento que você esperava, outras coisas bem legais também aconteceram, Aki-chan. – Ela disse, corando. – Mas eu acho que vou ter que te contar outra hora. Eu já estou bem atrasada e tenho que diluir aquelas soluções para continuar o experimento.

– Eu já diluí. – Aki disse. – E também já solicitei aos estagiários que aprontassem mais algumas placas de petri para você fazer prosseguir com a etapa de testes nas colônias de fungos. Além disso, o novato do laboratório de química vai regar nossas mudas na estufa a semana toda, em troca de uma indicação minha. – Ela sorriu, vitoriosa. – Então pode ir tratando de me contar tudinho, agora mesmo!

Keiko estava perplexa. Era por essas e outras que adorava a amiga. Ela sempre a surpreendia – de um modo bom. A ruiva pegou o telefone e disse à secretária que não queria ser interrompida, pois estava numa “reunião importante” com Aki, “discutindo o futuro das suas pesquisas”.

A verdade é que as duas passaram a manhã inteira trancafiadas no escritório, fofocando sobre as grandes novidades. Keiko sentiu como se tivesse voltado a ser uma adolescente apaixonada.

Depois de ter contado a Aki tudo o que havia acontecido até aquela manhã, ela disse:

– Eu não quero que ele saiba sobre a Miko, Aki-chan.

– Por quê?

– Porque não quero que ele descubra que tudo isso é culpa minha. Tenho medo que ele fique com raiva de mim.

– Hum... Eu não sei. – Aki disse, pensativa. – Acho que a verdade é sempre a melhor opção. Mas não quero dar palpite.

Keiko quedou-se quieta por um minuto. Aki era bem maluquinha às vezes, mas era uma mulher sensata. Entretanto, nada tirava do seu coração o medo de que Kakashi a odiasse por ser a responsável pela sua vinda a esse mundo.

– Ei... – Aki disse, notando que o semblante da amiga tinha ficado triste. – Nada de pensar coisas ruins. Se você acha que essa é a melhor solução, então tudo bem. Eu não vou dizer nada a ele, não se preocupe. – E deu uma piscadinha pra Keiko, que sorriu. – Você merece ser muito feliz, então aproveite o momento!

– Obrigada, Aki-chan. – Keiko disse, com um sorriso. – Se não fosse a sua ideia maluca de ir ao templo, o Kakashi não estaria lá em casa agora.

Aki sorriu.

– Você pode me agradecer depois. – Ela disse. – Agora vamos almoçar, porque eu cheguei cedo e, a julgar pelo seu atraso, aposto que você nem tomou café direito.

Keiko sorriu.

Um dos melhores sentimentos que existem, definitivamente, é aquele que se sente quando um amigo acredita em você.

–x-x-x-x-


Notas finais
Olá, meus amores! E aí, estão gostando da fic? Deixem seus comentários fofos, me dizendo o que gostaram mais, o que não gostaram, e suas impressões diversas sobre a história, ok?
Grande beijo e até o próximo encontro!