Fanfic Saint Seyia : Guerra no Oriente

8 Capitulo 6 – A chave dos mortos


Tristan se encontra na cidade de Jerusalém seguindo a luz de Atena que brilha acima de um hospital psiquiátrico, o cavaleiro adentra a instituição e vê ao longe um homem de pele branca, careca e de olhos fechados reconhecendo-o como D’eon de virgem, o cavaleiro de libra se aproxima de uma das enfermeiras próximas ao balcão de atendimento.

— O que aconteceu com ele? – diz Tristan a uma das enfermeiras sem entender natureza da estadia do cavaleiro naquele local, ao longe uma das enfermeiras se aproxima de D’eon que esta em uma ala que pode ser vista de uma janela oposta.

— Senhor D’eon precisa de algo? – diz uma enfermeira ao jovem cavaleiro que se vira e antes de responder sorri.

— Não senhorita muito obrigado... alias um amigo esta por perto logo ele chegará por favor o recepcione bem – diz D’eon retirando uma atadura de seu bolso para trocar a que esta em seus olhos.

Tristan chega até a ala aonde esta D’eon, o cavaleiro de virgem percebe a passada de Tristan se virando antes que ele se virasse para chama-lo.

— Bem vindo Tristan de Libra – diz D’eon sorridente.

— O homem mais próximo dos deuses... D’eon de Virgem... precisamos da sua força novamente para enfrentarmos os inimigos de Atena – diz Tristan de forma sorridente a recepção de seu aliado.

— Infelizmente Tristan não poderei estar nesta batalha, como pode perceber, eu enlouqueci finalmente – diz o cavaleiro com uma expressão totalmente tranquila.

— Esta dando as costas para o seu dever? Você que é o mais iluminado dentre a elite como pode dar as costas ao seu dever como cavaleiro? – diz Tristan com uma face de desapontamento.

— Eu já estou nesta batalha a mais tempo que todos, inclusive antes mesmo da ciência de Atena do despertar dos deuses da luz e das trevas... Tristan quando se encontrar com Atena diga-lhe que é necessário a chave dos mortos para que possamos ir para o outro lado do Meikai... o mestre sabe o que estou falando agora parta e não retorne mais a este lugar – diz o D’eon se virando e saindo em direção de um dos corredores da instituição.

— Você era um dos que eu mais respeitei entre nós e me desaponta deste jeito... não posso perdoar um traidor devo mata-lo – diz Tristan e seu cosmo se acende, D’eon se vira.

— Se eu sou um traidor veja para que lado a balança de libra irá pender quando perguntar sobre a minha fidelidade... eu não quero que o Zero surja novamente e destrua tudo – diz o cavaleiro finalmente desaparecendo pelo corredor.

Tristan vai até o jardim da instituição e tira a armadura de libra da caixa de pandora ela se mostra totalmente montada a sua frente, ele se ajoelha encarando a balança.

— Armadura de ouro de libra... desde os primeiros cavaleiros sempre os ajudou com a sua força e preciso entender a decisão de um aliado, ele esta ou não ao lado da deusa Atena? – diz Tristan para a armadura que lentamente se move pesando para o lado da justiça.

— Mas por que ele não esta do nosso lado? – diz o cavaleiro confuso ao tentar entender a decisão de D’eon.

Uma enfermeira acaba testemunhando o acontecido e chama Tristan de forma discreta.

— Senhor... Senhor... – diz a enfermeira baixinho.

— Sim... – responde Tristan procurando a voz que o chama até uma moça de cabelos negros acenar para ele.

— O senhor D’eon não quer ser perturbado pois quando ele fica fora de controle a senhora Lia aparece e destrói tudo... foi assim quando os homens samurais invadiram a cidade, ela surgiu e matou todos. – diz a enfermeira tentando falar o mais baixo possível.

— E ... por que esta sussurrando? – diz Tristan falando no mesmo tom sem perceber.

— Por que os homens que cuidam deste lugar são homens samurais, mas não sabem que a senhora Lia é na verdade o subconsciente do senhor D’eon, eu presenciei todos os testes, ela é o Zero do subconsciente dele... – diz a enfermeira se aproximando e mostrando um prontuário.

— O Zero? – pergunta Tristan curioso.

— É aonde o subconsciente dele realmente não tem regras e costumes e tudo o que ele abomina, no Zero ele se torna o oposto, então a calma e tranquilidade que o senhor D’eon apresentam... no Zero se tornam uma tempestade de raiva e psicose sem limites e ele não é alguém comum não é? – diz a enfermeira virando uma página e mostrando uma foto de uma mulher loira, olhos verdes e uma mordaça a sua boca.

— Muito longe de uma pessoa normal... – responde Tristan tentando reconhecer a pessoa da foto.

— Com eles os efeitos são piores, esse Zero é algo totalmente autônomo ele consegue mudar até as feições do senhor D’eon surgindo uma mulher amordaçada não a vemos falar mas parece que estamos ouvindo ela em nossas cabeças, ela defendeu a cidade mas quase a destruiu no processo, quando o senhor D’eon soube disso ele se trancou naquele quarto e não saiu desde então... Essa outra personalidade se autodenomina Lia e sempre que tentamos contato ela nunca fala nada... – diz a enfermeira mostrando outra página do prontuário a Tristan.

— Então ele realmente já esta lutando contra eles a muito tempo... – diz Tristan pensando em uma solução.

– Vou falar com ele pela ultima vez... talvez isso o motive a se juntar a mim.. – diz Tristan decido a convencer seu amigo e vai em direção do corredor dos quartos quando é parado por dois seguranças que, ao tocarem no cavaleiro, mostram uma enorme intenção assassina revelando suas identidades como guardiões.

— Você não irá sair daqui vivo – diz um dos homens segurando o ombro de Tristan que rapidamente se afasta, de seu terno o guardião tira uma enorme espada que corta as alças da caixa de pandora de libra

— Não acredito ... outros deles eleve-se meu cosmo justo!!! Venha sagrada armadura de libra !!!! – grita Tristan e a armadura de ouro de libra sai de dentro da caixa e veste o cavaleiro.

— Chamem o senhor Hiruko ele precisa saber que há um cavaleiro de ouro aqui e matem esta mulher que estava ajudando o outro invasor – diz o guardião que ataca com sua espada a enfermeira mas é defendo pelo tridente de libra que já esta nas mãos de Tristan.

— Não irei permitir que ataque alguém que não pode se defender – diz o cavaleiro que já esta em postura de combate.

Na sala da diretoria ocorre uma explosão e um homem salta da cortina de fumaça surgindo a frente de Tristan.

— Não irá sair vivo daqui, nem você nem seu amiguinho... – diz o homem já trajando uma bushido totalmente azul cobrindo seu rosto com a máscara tradicional de demônio.

— Qual é o samurai que reencarna guardião? – diz Tristan que encara o guardião com o tridente em sua direção.

— Eu sou Hiruko o guardião do bushido do grande soldado Hamaru Mori, não irá sair vivo daqui vocês chamem Rei ele deve estar próximo e avise que encontramos aquele ser que destruiu a melicia – diz Hiruko e um dos guardas tenta correr em direção da saída mas até ser impedido pelo tridente de Tristan que foi lançado mas apenas momentaneamente já que Hiruko arremessou uma lança também.

— Você é um mestre de armas não é? Dizem que libra possui seis pares de armas totalizando doze armas para seus cavaleiros de ouro... será que minhas doze mil armas de Oda são capazes de irem contra as suas doze de ouro – diz Hiruko com um sorriso sarcástico, Tristan sorri de volta.

— Veremos isso neste momento!!!! – diz Tristan puxando para si com seu cosmo a lança atacando o guardião trocando golpes de lança com o inimigo que mostra pericia igual a dele.

– Não pense que sou fraco como os outros que caem por este caminho que fez, sou parte da elite e você irá sentir na pele o poder da alma dos guardiões Lança Perfeita!!!!! – diz Hiruko enquanto ataca e dentre os ataques lançados surge uma segunda lança que se divide em milhares perfurando quase todo o corpo de Tristan que cai muito ferido.

– É esse o poder do grande mestre de armas do santuário? Patético demais irei finalizar isto rapidamente morra diante da minha Lança Perfeita!!! – diz Hiruko lançando outras milhares de lanças contra Tristan que ainda esta caído porém ele se move desviando de todas sem sofrer um dano a seguir.

– Então essas são as suas lanças? Eu pensei que era elite... mas não atingiu um ponto vital ... tanto que eu ainda caminho mesmo com tantos ferimentos... irei mostrar o que um cavaleiro de ouro é capaz Coléra dos Cem Dragões!!!! – diz Tristan girando o tridente e cem dragões avançam na velocidade da luz em direção de Hiruko que conjura um escudo tentando se defender que se quebra e o lança para dentro do prédio do hospital.

– Droga... esse maldito me obrigou a usar um dos escudos... ainda tenho onze mil novecentos e noventa e nove outras armas para lutar – diz o guardião se levantando quando é ajudado por um homem.

— Hiruko temos que ser rápidos a senhora Izanami disse que devemos estar próximos dela nesse momento – diz o homem tirando um terço budista de dentro de suas bushido vermelha já trajada e uma máscara dourada.

– Gankutsuo a maldição do senhor dos domínios – diz o homem erguendo seu terço e uma dimensão totalmente escura toma conta do hospital e a voz do homem é o único som a ser ouvido.

— Mas o que diabos é isso? – diz Tristan se preparado para qualquer ataque já que sua visão esta bloqueada pela escuridão.

— Eu sou Rei o guardião do sagrado bushido de Tadakatsu Honda a sua sabedoria era o seu maior legado e sua iluminação o levou aos caminhos do Takamagahara, o nosso paraiso, e eu sua reencarnação consigo manipular os caminhos da luz e das trevas em direção da grande punição divina que esta eminente aos cavaleiros de Atena –diz Rei sendo o único ponto de luz em quilômetros.

– Iremos honrar nossa grande senhora Izanami e eu serei o primeiro a arrancar a cabeça do primeiro cavaleiro que matou um de nós... o domínio primário o domínio da dor!!!!! – diz Rei mudando a posição do rosário em suas mãos e apenas se escutam gritos de dor de todos os lados e Tristan sente como se seu corpo estivesse coberto por laminas, seguido de uma dor indescritível.

– Dentro do Gankutso um minuto significam sete dias dentro do domínio e se passaram quase dez minutos... esta sofrendo com a dor de ser perfurado sem cessar por setenta dias... – diz a voz calma de Rei diante dos gritos de dor de Tristan.

— Não... me compare com outros que talvez tenham sucumbido a dor destes domínios – diz Tristan entre os gritos de dor das pessoas que estão dentro do raio de ação do ataque.

– Eu sou um cavaleiro de Atena e um dos doze honrados a ser um cavaleiro de ouro, não posso sucumbir a simples setenta dias de dor sabendo que eu posso lutar por mil dias... – diz o cavaleiro de ouro e seu cosmo se eleva surgindo um segundo ponto de luz no meio da área de ataque de Rei.

– Não posso... me render... Cólera do Dragão!!! – grita Tristan ao erguer seu punho mesmo ferido lançando um dragão dourado vai em direção de Rei, mas o cenário muda durante do trajeto e o ataque se desfaz, agora todo o local é semelhante a um templo budista porém corpos estão espalhados por todo o local.

— Segundo domínio... o domínio das almas perdidas!!!! – diz Rei mudando seu terço de posição e devido aos corpos que não sobreviveram ao primeiro domínio milhares de almas se erguem, muitas já estão agarradas ao cavaleiro de libra as almas sugam seu cosmo e energia vital enquanto induzem uma dor imensa.

— Não ... eu tenho que vencer e avisar Atena sobre tudo isso – diz Tristan antes de cair no chão quase inconsciente e uando Tristan esta no limiar da sua vida ele escuta a voz de uma mulher jovem.

— Tristan não desista... – A voz de Atena é ouvida pelo cavaleiro de ouro trazendo mais coragem ao cavaleiro de libra.

— Isso mesmo não desista eu já estou aqui e vou salva-lo – diz uma segunda voz ouvida diretamente no cosmo de Tristan, uma voz feminina com um cosmo extremamente agressivo que surge de dentro do quarto de D’eon seguida de uma explosão de luz de onde uma mulher surge, vestida em uma burca negra e um rosário budista em sua mão.

“Eu sou Lia de Virgem e mesmo que D’eon não queira lutar, eu lutarei... eu lutarei por tudo o que eu significo !!! “ – diz através de seu cosmo Lia que com seu imenso poder toma conta do lugar aonde surgem milhares de mandalas budistas dividindo a área entre as duas técnicas.

“Eu acho que a sua luta acaba aqui guardião...” – diz Lia diretamente no cosmo de Rei.

— Hiroku essa é a mulher que repeliu o ataque a cidade... este cosmo é inconfundível – diz Rei enquanto troca de posição o seu rosário mais uma vez , porém é interrompido por Hiroku.

– Temos que nos retirar ... ainda não é a hora — diz o guardião enquanto lentamente os dois desaparecem dentro da dimensão escura de Honda e quando somem por completo todo o hospital volta ao normal.

“Esta vivo Tristan? “ – diz Lia diretamente com o consciente do cavaleiro.

— Sim... obrigado – diz o Tristan se levantando com dificuldade.

O cosmo de Lia aumenta de forma que as duas personalidades conseguem ser vistas como uma sombra da outra.

— Tristan eu decidi ir com você... estes homens são mais fortes do que imaginei prometo não ser um fardo a Atena, a guerra já havia começado antes de chegar ao santuário apenas o destruidor das galáxias conseguiu entender o que acontecia... mas eles não são como eu, vivo esta distorção... vivo esta... maldição mas juramos que eu e ela somos os cavaleiros defensores de Atena... – diz D’eon que lentamente vai se sobrepondo a imagem de Lia até ser visto somente ele.

— Amigo... obrigado por estar do nosso lado nesta guerra, devemos ir ao santuário e proteger Atena devemos falar sobre o que aconteceu aqui e tudo oque vivenciou – diz Tristan caminhando com dificuldade até a saída enquanto D’eon vai ao seu quarto e quando retorna já esta com sua caixa de pandora em suas costas e a jovem enfermeira em seus braços.

– Tenho uma divida com esta jovem, vamos leva-la a um lugar seguro antes de partir – diz o cavaleiro de virgem enquanto os dois seguem em direção da saída do hospital.

No Takamagahara os sons da luta entre Tristan, Hiruko e Rei puderam ser ouvidos claramente enquanto o homem em repouso sorri com prazer ao ouvir os gritos de dor que aconteciam na luta.

– Logo traremos a este mundo... a justiça que eles tanto desejam... – diz uma das três deusas ajoelhadas diante do homem que se levanta e caminha em direção do seu trono.

– Esta na hora de governar novamente... – diz o homem sentando-se em seu trono.