Dois anos antes dos acontecimentos da guerra do oriente duas garotas de vida simples estão a caminho da escola secundária na cidade de Tokyo no Japão:

— Chiyo vamos nos atrasar primeiro dia não podemos perder tempo!!! – grita a garota de pele branca e cabelos vermelhos extremamente animada com a caminhada.

— Bah... pouco me importo não aguento mais estudar tanto... Uri você é muito empolgada com as coisas... – diz Chiyo arrastando sua mala com livros.

Chegando perto da escola se encontram com mais dois garotos um deles é namorado de Chiyo um garoto de cabelo arrepiado e pele levemente morena cuja o animo nunca é dos melhores durante o período escolar enquanto o segundo é um jovem branco e careca.

— Oi Taro... Oi Isao... – diz Chiyo que passa por entre os dois enquanto Uri os cumprimenta muito animada.

– Primeiro dia vamos logo mal vejo as aulas começarem!!! – diz Uri entrando no portão primeiro que todos Isao segura a mão de Chiyo cuidadosamente.

– Se anime... é apenas escola – Diz Isao acompanhando sua namorada.

As aulas ocorrem e tudo é apenas mais um dia comum na vida destes quatro adolescentes, durante as aulas de teatro uma peça referente ao mito de Izanagi e Izanami é ensaiada para apresentação nas festividades de primavera escolar Chiyo recebe o papel de Izanami e Izanagi é dado a Isao.

— Vamos ensaiar Chiyo temos que apresentar esta peça no festival da primavera, a escola inteira e nossos pais irão ver, se anime... não podemos passar vergonha – diz Isao com um bloco de anotações e o texto da peça em suas mãos.

— Isto é o que mais desanima... como podemos nós que juramos amor eterno, encenar duas divindades que o fizeram e não o cumpriram, veja o que ele fez com ela ao ver que ela se tornou um monstro – diz Chiyo um pouco entristecida mostrando as suas anotações.

– É apenas uma peça... são apenas contos e histórias na vida real eu não te deixarei, mesmo que a minha vida esteja em risco – diz Isao fazendo uma pose heroica arrancando um sorriso de Chiyo.

– Vamos ensaiar logo, estou com fome ... – diz Chiyo surpreendendo Isao.

– Mas ainda são quatro da tarde!!! – diz Isao antes de retomarem os ensaios no teatro da escola.

Depois dos ensaios Chiyo e Uri seguem juntas por uma parte do caminho aonde se separam em rumo de suas residências, alguns quarteirões a frente Chiyo começa a perceber que esta sendo seguida e apressa seus passos até a sua casa.

Chegando a dois quarteirões ela começa a correr desesperadamente em direção de sua casa tentando abrir a porta que aparentemente esta trancada ela, deseperada, procura a chave mas não a encontra percebendo que a deixou cair em algum momento de sua corrida, ela corre pelo jardim e entra em sua casa pelos fundos e se depara com uma casa totalmente vazia.

— Pai... mãe... onde vocês estão? – diz Chyio quase sussurrando enquanto pega uma faca na cozinha.

A casa esta com todos os cômodos apagados e ela não consegue resposta a seus chamados pelos pais, sobe discretamente no andar de cima olha o quarto dos pais e ele esta totalmente vazio, camas arrumadas como eles deixam sempre ao sair de manhã, quando ela tenta retornar ao andar de baixo, ao dar o primeiro passo em direção da sala ela ouve barulhos, quatro homens armados estão dentro de sua casa e pegando objetos e pertences de sua família.

— Rapido acho que a garota ainda deve estar tentando nos despistar – diz um dos ladrões mexendo em alguns pertences da sala de estar.

– Não se preocupe eles não chegam cedo esta casa é a mais fácil de roubar da rua toda e alias o que eles farão? Estamos armados nada poderia nos impedir – diz outro caminhando em direção do andar de cima enquanto Chiyo lentamente vai caminhando em direção de seu quarto, fechando a porta com o mínimo de barulho possível para não ser ouvida.

Dois ladrões sobem para o andar de cima e vasculham o quarto dos pais de Chiyo que esta trancada em seu quarto escondida no closet e totalmente desesperada sem saber como chamar a policia ou alertar seus pais, um dos ladrões tenta entrar no quarto, porém vê a porta fechada arrombando a porta e Chiyo quase grita de dentro do closet pelo susto, suas mãos estão suadas e seus olhos vidrados devido a tensão e o medo de ser encontrada. Os ladrões procuram por todos os lugares, roubam seu computador, removem suas gavetas de roupas e levam alguns pertences que acham ser valiosos, inclusive um anel com um Kanji que é passado por família.

— Essas porcarias devem valer algo... Hey olhem... ela tem um namoradinho... O babaca deve ser um riquinho qualquer olha só esta carta, “ amor eterno” , coisa estupida ... hey você olha no closet quem sabe encontramos algo de útil para vender também – diz o ladrão ordenando a um parceiro que esta indo em direção do closet e , no momento em que ele se aproxima, a porta de frente é aberta com os gritos dos pais de Chiyo a procura dela.

— Você ... rápido desça la e apague aqueles dois... não quero refém e nem provas da nossa chegada – diz um dos ladrões enquanto um desce já preparando a sua arma aonde se escuta dois tiros, Chiyo sai do closet desesperada e é pega pelo outro ladrão que apenas aguardava pela sua saída.

– Viu só ... como é fácil enganar estas garotinhas, agora peguem aqueles dois lá embaixo e traga para a sala – diz o ladrão rindo do sucesso de sua estratégia.

Chiyo é amordaçada e levada até a sala de estar quando encontra seus pais com ferimentos pelo corpo e amarrados de forma semelhante a ela.

— Então... o que vamos fazer com vocês... não temos muito tempo chamamos muito a atenção, então matem os dois e façam o que quiser com a garota, ela vai estar tão traumatizada que não vai conseguir pronunciar uma palavra do que aconteceu – diz um dos ladrões enquanto os outros dois que estavam ao seu lado já disparam diversas vezes contra os pais de Chiyo que grita de forma abafada por estar amordaçada e com lagrimas no rosto o mandante dos disparos e mais um outro comparsa caminham em direção de Chiyo que tem suas roupas rasgadas.

– Será que ela vai gostar... – diz um deles com um sorriso aterrorizante em seu rosto e soca Chiyo na face que começa a sangrar devido a força bruta do golpe.

“ Uri... Taro... Isao... se eu soubesse que o meu dia seria tão ruim eu juro que eu teria aproveitado mais a companhia de vocês, sorrido , me divertido, estado mais com Isao... eu te amo e para sempre vou te amar e espero que ame o que sobrar do meu corpo, se eu sobreviver eu juro... eu juro que vou matar cada um de vocês com todas as minhas forças farei com que tenham tanta dor e sofrimento que o que estou passando aqui será um arrependimento eterno para todos vocês” pensa Chiyo enquanto é terrivelmente agredida por um dos homens.

Após ser brutalmente agredida um dos ladrões tentam remover suas roupas intimas porém Chiyo com o pouco de suas forças luta contra.

– Não se preocupe garotinha não irá doer... muito!!! – diz o ladrão novamente com um sorriso aterrorizante no momento em que a campainha toca, sua amiga Uri esta do outro lado.

— Vocês façam silêncio – diz o ladrão enquanto os outros param as agressões a Chiyo que esta coberta de sangue e cercam a porta, um deles olha pelo olho mágico da porta e vê Uri, com uma estranha caixa em suas costas.

— Deve ser amiga que vimos sair da escola, abram a porta e a peguem rápido entenderam? – diz o homem abrindo a porta lentamente e no momento em que ela entra eles a pegam, Uri estranhamente não oferece resistência enquanto os homens amarram seus pulsos e pernas.

– Mais uma para diversão – diz um ladrão arrastando para junto de Uri o corpo extremamente ferido de Chiyo.

– Fica calma... eu vou proteger você, teremos muitos dias felizes... – diz Uri piscando em sinal de confiança para Chiyo que esta quase inconsciente com a perca de sangue.

— Hey senhor... posso dizer algo? – diz Uri sorrindo de forma incomum a situação.

– O que é garota? Não tem medo de nós? Não tem medo do que fizemos com a sua amiga? Não tem medo de ser a próxima? – diz o ladrão com um sorriso aterrorizante e coloca a arma na testa de Uri.

– Senhor... vou falar apenas uma vez, solte a minha amiga, devolvam os seus pertences e se entreguem a policia pelo que fizeram com os pais dela e eu prometo que serei misericordiosa – diz Uri ainda sorrindo.

— Olhe a sua situação garota não pode fazer nada... íamos brincar um pouco com a sua amiga antes de mata-la mas acho que vamos começar com você – diz o homem dando um soco no rosto de Uri que cai no chão com a boca sangrando mas ela ainda se mantem sorrindo.

– Ultima chance... eu prometo ser misericordiosa... – diz Uri mas sua expressão se torna séria.

— Ela deve estar em choque ao ver a amiga assim vamos acabar logo com isso – diz um dos ladrões coloca sua arma na testa de Uri.

– Ultimas palavras garota? – diz o ladrão com um sorriso diabólico.

— Sim... Sephirot !!!! – grita Uri e do cano da arma um emaranhando de espinhos de luz sai pela culatra cortando a cabeça do homem e quando o segundo ladrão olha para o lado um corte invisível passa pelo seu pescoço e já cai ao chão sem vida.

— Taro... deixei um para você – diz Uri e das sombras surge Taro vestido com uma armadura samurai e toca com as suas mãos nos braços do terceiro ladrão e no momento do contato eles explodem e são visceralmente amputados.

– Senhora Izanami... Chiyo... diga-nos o que faremos com o ultimo o assassino dos seus pais mortais? – diz Taro se ajoelhando diante de Chiyo que se levanta com a ajuda de Uri, o ultimo ladrão tenta fugir mas é barrado por um homem gigante.

– Taro!!! Esse aqui esta tentando fugir posso quebrar ele ao meio? – diz ao longe a voz do gigante.

— Katou traz ele aqui... com o máximo de gentileza por favor – diz Taro vendo o homem ser jogado de volta a sala de estar com violência.

– Chiyo viemos aqui te proteger, o que deseja que façamos com este homem? – diz Uri cuidadosamente levantando Chiyo.

– Prometo que o que desejar faremos com o nosso melhor – diz Taro ao lado de outro homem.

— Mas o que houve com vocês dois? Como você fez aquilo Uri? Como aquele homem gigante conseguiu entrar aqui? Eu estou confusa – diz Chiyo tentando não chorar.

– Meus pais... foram mortos... por eles – diz Chyio sem conter-se e um choro de total tristeza é ouvido comovendo todos ao seu redor.

– Me perdoe intrometer senhora, eu sou Satoru, juro que irei dar a minha vida para protege-la e que não terá mais lagrimas no seu caminho... minha força esta a sua disposição senhora Izanami – diz Satoru se ajoelhando diante de Chiyo .

— Izanami? – pergunta Chiyo sem entender nada.

– Estão entendendo tudo errado não sou Izanami é só uma peça da escola nada demais – diz a garota se afastando de todos no momento em que Uri aparece com o anel de família com o Kanji.

– Chiyo você é a reencarnação de Izanami, este anel é a prova de que na sua família todas as mulheres são descendentes da deusa da criação oriental... – diz Uri colocando o anel no dedo de Chiyo e seu cosmo acende, os gritos de tortura e dor conseguem ser ouvidos a medida que sua alma é esclarecida com o conhecimento da sua reencarnação , a expressão de Chiyo se torna séria.

— Agora que eu tenho minhas memórias... Eu ordeno que reencarnem meus amados heróis da história – exclama Chyio ao erguer seu anel estrelas negras se espalham em diferentes direções a procura das reencarnações dos heróis japoneses.

– Taro, Uri... aonde esta Isao? – diz Chiyo cuja a postura mudou completamente agora como a reencarnação de Izanami.

— Senhora... Chiyo não encontramos ele em lugar algum... – diz Taro se levantando indo em direção de Izanami.

— Vamos procura-lo mas antes tem alguém que me deve e muito... – diz Izanami olhando para o ladrão que esta petrificado de medo.

– Não se preocupe meu rapaz, eu tenho um... parque de diversões lá embaixo só para você... juro que será... inesquecível – diz Chiyo puxando o homem pelos cabelos que grita por ajuda desesperadamente porém ninguém o escuta.

– Nöhime... me leve para o Yomi, preciso recuperar as minhas forças enquanto os heróis se reúnem, me pergunto quem será que nos despertou? – diz Chiyo arrastando o homem para dentro de um portal para o Yomi seguido de Katou, Taro e Uri.