Família perfeita? Só que não!
5 Chris não é meu irmão
Notas iniciais
–Pai pelo amor de deus, toma meu celular, confisca o vídeo game, você que o chinelo para me bater?- perguntou desesperado.
–Filho não adianta- respondi olhando para ele no corredor do andar de cima.
–Porra que merda pai eu não vou- virou as costa e foi bravo para o seu quarto.
–Veremos- disse e só ouvi a porta do seu quarto bater com força
Ao chegar no quarto Annabeth e Jake estavam dormindo me deitei e pensei um pouco sobre tudo que aconteceu e acabei dormindo também.
Pov's Chris
Sabe aquele dia que você reza para não chegar logo e parece que chega mais rápido do que deveria ser? Então esse dia é hoje.
–Chris o papai tá falando para você anda mais rápido- disse Silena na porta do meu quarto.
Eu gosto dela, mesmo as vezes ela sendo um pouco irritante, a Si é o tipo de irmã parceira, agente briga muito, mas um encobre o outro quando precisa, nós nos damos bem apesar de tudo.
–Si vem cá-chamei- fecha a porta.
–O que foi?
–Se algum amigo meu pergunta onde eu to, não diz desse acampamento não pelo amor de Deus inventa uma historia, diz que eu fui passar o verão com uma tia distante, sei lá.
–Okay, mais alguma coisa senhor?- falo na ironia revirando os olhos.
–Acho que não- ela já tinha aberto a porta- É... toma cuidado com esse seu ¨namoradinho¨- falei seguindo-a.
–O que tem ele?- perguntou enquanto descíamos as escadas.
–Só toma cuidado pirralha- disse abraçando-a.
–Vou sentir falta de implicar com você também seu ridículo- ambos rimos.
Minha mãe estava na porta da garagem com Jake no colo me esperando, admiro-a muito, ela é uma mulher carinhosa, prestativa, romântica, paciente e faz tudo com muito amor se um dia eu for me apaixonar quero que seja uma garota como ela.
–Vou sentir sua falta filho-disse me abraçando.
–Eu também mãe- falei pegando Jake no colo.
–Ei campeão ajuda o papai cuidar da mamãe viu- falei sorrindo abraçando ele.
–Trás chiclete para mim Chris?- pediu com olhos pidões.
–Trago sim pirralho- falei rindo enquanto o colocava ele no chão, minha mãe me deu um beijo na testa e entrei dentro do carro.
–Está animado- falou meu pai sorrindo na maior cara de pau.
–Eu te odeio sabia?- falei fechando a cara.
–Você ainda vai me agradecer por isso.
Seguimos o caminho todo em silêncio só se escutava o som do carro tocando os maiores sucessos do rock. Ao chegarmos havia vários jovens chegando também, uns mais estranhos que outros, seguimos todos a pé por um caminho de pedras por uns 15 minutos, e na entrada tinha um cachorro enorme preso a uma arvore que dava medo só de olhar. Já dentro tinha uma garota ao lado de um velho barbudo que estava sentado em uma mesa pegando o nome dos jovens e a assinatura dos responsáveis que estavam em uma fila que não era muito grande quando chegou a nossa vez fizemos as coisas lá e a menina me deu um cartão com um numero e escrito chalé número 3,Poseidon.
–Esse é o seu chalé e o numero que tem ai é o que te diferencia dos outros aqui, você será chamado pelo seu numero não pelo seu nome- me falou com um tom tão frio e ríspido, quase perfurando meus olhos com aqueles olhos negros penetrantes me senti naquele momento um cachorro que o dono brigou por ter feito algo errado, nossa foi muito intimidador, e eu odeio pessoas intimidadoras.
–Então... Tchau filho- me deu um beijo na testa e se foi.
O lugar tinha uma estrutura meio grega, não parecia ser tão ruim quanto falavam, disseram que esse chalé de Poseidon era um dos ultimos dos doze e como estavam organizados em ordem decrescente era no final, enquanto ia até lá, passei por um lugar onde tinham vários cavalos, um campo de arco e flecha, uma fogueira, um local que juguei ser um refeitório e caralho tinha um anfiteatro muito foda.
Quando cheguei no meu chalé achei de todos o que ficava no lugar mais legal, muito a minha cara, tinha uma decoração de mar e ficava ao lado de um lago muito lindo, tinham 5 beliches então ficariam no máximo 10 pessoas ali, ao entrar tinham 2 garotos e escolhi a ultima beliche na parte de baixo que ficava ao lado da janela que dava vista para o lago.
– E ai cara, qual seu nome?- perguntou um dos garotos bem magro loiro dos olhos castanhos tinha olheiras rochas profundas e braços tatuados.
–Christian Jackson, mas pode me chamar só de Chris.
–Prazer, Maicon, mas pode me chamar de Mike-falou enquanto acendia um maço de cigarro- Vai um?
–Por favor- aceitei, nunca cheguei fumar nada além de cigarros.
–É dos meus- falou e me passou um maço.
Começamos a conversa sobre várias coisas e descobri que ele era um pouco mais barra pesada do que meus amigos, morava com o avô, pois não se dava muito bem com o pai e a mãe morreu quando era criança, veio para cá por causa do seu pai. Conversa vai conversa vem, o quarto já estava bem cheio ao meu ver e ouvimos a voz da garota que nós atendeu pela caixa de som que tinha no quarto.
–Todos no anfiteatro em 15 minutos- disse com aquela voz fria dela.
–Quem é essa garota?- perguntei alto.
–Ouvi dizer que é a sobrinha do dono, acho que o nome é Larissa, Clarissa, Clarisse, sei lá, algo assim-falo enquanto saímos em direção ao anfiteatro.
–Só sei que eu não fui com a cara dela-falei.
–Ela é gata- disse Mike com um sorriso safado no rosto, provavelmente imaginou algo meio pornográfico.
Como dito a 15 minutos depois começou e o local estava lotado deveria ter uns 200 a 300 jovens e a garota se apresentou como Clarisse, foi explicado como tudo funcionava lá e apresentou todas as pessoas que trabalhavam lá, nós íamos começar as atividades com um caça a bandeira ¨diferente¨ como disse a bruxa intimidadora.
–Ah e antes que me esqueça antes vamos fazer um revistada nas coisas de vocês, então tudo que acharmos que não for contra as regras será confiscado, isso inclui qualquer espécie de aparelhos eletrônicos, bebidas alcoólicas, objetos que podem machucar alguém e drogas, incluindo cigarros- falou olhando em minha direção, pois estava com um cigarro na mão e depois só se escutou pessoas reclamando seguindo de vaias.
Pov's Silena
Realmente não entendi o que o Chris quis dizer sobre tomar cuidado com o Bruno o garoto com quem venho ficando, quando meu pai chegou depois de ter deixado meu irmão no tal acampamento, pediu para que eu levasse o Jake no parque perto de casa então coloquei uma roupa confortável, pois ainda estava de pijama e fui.
Jake era um amorzinho muito carinhoso, as vezes um pouco danado, mas normal para a idade dele, lembro que quando minha mãe disse que ia ter um filho fiquei muito feliz, e quando ele nasceu era a coisinha mais linda do mundo, todo frágil, parecia que qualquer coisinha ia quebra-lo o tempo passa muito rápido parece que foi ontem que ele estava dando seus primeiro passinhos e agora está ai todo saudável, correndo para todo lado.
Enquanto pensava essas coisas vi o Jake esbarrando em uma menina que devia ter a mesma idade que ele, que caiu e começou a chorar, então me levantei e fui ate eles. Quando cheguei vi que o joelho da menina estava sagrando muito.
–Amorzinho você está com quem?- perguntei em quanto agachava ao seu lado.
–Minha irmã- falou um garoto enquanto se abaixava ao meu lado- Calma keyle é só um machucadinho já vai parar de doer- disse tentando acalmar a irmã.
–Tá doendo Alex- falou chorando.
–Ai meu deus tem que fazer um curativo- falei
–Eu deixei ela dodói Si?- perguntou jake com os olhinhos cheios de lagrimas.
–Não chora Jake, ela vai ficar bem- falei para meu irmão- Desculpa sério mesmo não é porque foi meu irmão mais foi sem querer- falei para o tal Alex .
–Tudo bem, vamos keyle- falou pegando a irmão no colo que ainda chorava.
–Minha casa é na rua daqui de trás vamos lá fazer um curativo logo- dei a sugestão.
–Tem certeza?- perguntou o garoto.
–Tenho, claro venham.
Não conversamos muito no caminho, quando chegamos em casa pedi para que esperassem na sala que eu ia pegar as coisas, quando subi em direção ao quarto dos meus pais a porta estava um pouco encostada e eles conversavam com alguém no telefone, a curiosidade falou mais alto e parei para escutar a conversa.
–Só um mês Luke e prometo, falar toda a verdade-falou minha mãe disse e como o telefone estava no viva voz, pois meu pai também escutava, ouvi o tal do Luke dizendo.
–Um mês e nenhum dia a mais, quero chama- lo o mais rápido de filho.
Filho? Como assim?
–Tenho certeza que o Chris nunca vai te chamar de pai Luke, principalmente sabendo de toda a verdade.
AI MEU DEUS!!!!! O Chris não é meu irmão de verdade?
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