Família Versão 2.0
12 Prima
Notas iniciais
Caramba, eu não esperava que o hotel fosse tão grande.
– Vamos entrar, marido? – Convidou Keiko.
Ai ai, e essa Keiko ai? Dando em cima do Kaze desse jeito, se ela der uma de engraçadinha, tudo que eu estou fazendo para juntá-lo com a Haruna-chan vai ser em vão...
– Nossa, é grande mesmo, Kazemaru... – Comenta Endou.
– É verdade Endou... Endou?! O que você está fazendo aqui?!
– Eu chamei o Endou e os outros! – Eu expliquei. Aki, Haruna, Gouenji, Endou e Kidou estavam todos lá.
– Pessoal? Bem... É legal que vocês estejam aqui...
– Vocês são amigos do meu marido?! – Aquela Keiko logo se entrometeu e ainda chamando o Kaze de marido na frente da Haruna...
– Ora ora, então vocês chegaram, vamos, tem quartos separados para vocês, feliz aiversário Kazemaru-chan e Kazumi-chan.
– Tia Megumi! – Faz um tempão que eu não vejo a tia Megumi, a dona do hotel aonde estariamos nos hospedando.
A tia Megumi separou dois quartos presidenciais, um para o Kazemaru, o Endou, o Gouenji e o Kidou e o outro para eu, a Keiko, a Aki e a Haru-chan. Nós quatro fomos arrumar nossas coisas no quarto, enquanto os meninos simplesmente jogaram as malas lá e foram conhecer o hotel, obviamente, eles foram para a ala de esportes, procurando por um bom jogo de futebol.
– Caramba, Kazemaru! Por que você nunca disse que tinha um lugar tão bom para treinarmos? –perguntou Kidou.
– Bom, nem eu sabia... – Meu irmão respondeu meio encabulado.
– Cuidado! – Gouenji percebe uma bola vindo em alta velocidade na direção dos quatro.
– “God Hand!” – Endou grita, fazendo sua principal técnica, em ordem de se protejer, porém a “God Hand” não foi o suficiente para parar a bola.
– Mas... Que poder... O Endou nem pode defender.
– Isso é porque essa bola foi lançada com o poder das mãos. – O garoto que havia lançado a bola se revelava, acompanhado de três parceiros. – Nós estavamos jogando vôlei aqui e a bola acabou indo na direção de vocês, desculpem.
– Tudo bem...
– Ei, por que vocês quatro não jogam contra nós quatro? – Perguntava Nishi, o garoto jogador de vôlei.
– Mas... Somos jogadores de futebol... – Ponderou Endou.
– Tudo bem, vocês se acostumam, vamos lá... As quadras de vôlei aqui são muito boas, sabe...
Os quatro se olharam e sem dizer uma palavra sequer, apenas balançam a cabeça positivamente, seria divertido e interessante praticar um esporte que não o futebol para variar.
Logo os meninos se vestiram e se botaram na quadra, ficando contra Nishi e seus três companheiros, foi nessa hora que eu e as outras garotas chegamos, logo compusemos uma torcida para os meninos da Raimon.
O garoto Nishi começa sacando a bola que vai ao campo dos meninos, pelo costume meu irmão dominou no peito e chutou de volta, por cima da rede.
– Boa, marido! – Gritou a Keiko.
–Kazemaru, seu baka! Se você for ficar jogando futebol não vai ganhar nunca, use as mãos.
Nesse momento, Gouenji tenta pegar uma bola lançada pelo time adversário com os pés e a perde.
– Eu falei!
Logo os meninos começaram a usar a mão no vôlei e, apesar de estarem em desvantagem pelo time adversário ter treinado por mais tempo, eram ótimos esportistas e conseguiram acompanhar o jogo bem.
Quando todos se cansam eles saem da quadra, Keiko logo foi abraçar meu maninho...
– Você foi muito bem, maridinho!
Eu percebi um olhar diferente na Haruna, será que aquilo incomodava ela mesmo?
– Ta bom! Ta bom! Todos foram bem! Agora vamos descançar um pouco, já está tarde, temos que tomar banho e dormir. – Aki concordou comigo também.
De volta ao nosso quarto, Aki e Haruna foram as primeiras a tomar banho e desceram, sobrando apenas eu e Keiko no quarto.
– Ei, Keiko, o que você sente pelo meu irmão, hein?
– O que?... Eu amo ele, claro! – Como uma garota pode ser tão direta?
– Ha... Haha... Mas... Por que?
– Bem... Quando eramos pequenos e você morava com sua mãe, o Kazemaru me visitava bastante.
Há muito tempo atrás, uma Keiko de nove anos chorava, escondida dentro de um dos brinquedos do parquinho do hotel, todos procuravam por ela, mas só o pequeno Kazemaru foi quem a achou.
– Por que você está chorando, Keiko-chan?
– P... Porque... Meus pais... Eles se divorciaram e agora meu papai foi embora.
– Não se preocupe com isso... – Ele sorria tentando animar a prima. – Ele te ama estando perto ou longe.
– Não é verdade! Ninguém gosta de mim, por isso todos estão indo embora!
– Isso não é verdade! – Kazemaruzinho protestava. – Eu gosto muito de você, e por isso não quero que você chore!
– É... É verdade? – Ela segurava as lágrimas.
– Sim! Então pare de chorar! Eu não gosto de você chorando...
– Se eu nunca mais chorar e me tornar uma menina forte... Você se casa comigo? – A pequenina oferece.
O pequenino fica confuso, mas concorda.
– Claro que sim, mas só se nunca mais chorar mesmo!
– E foi isso que aconteceu.
– Puxa vida, Keiko... Eu não sabia que era assim, mas é claro que aquilo foi só uma promessa de quando vocês eram crianças... Ele não deve nem lembrar mais disso...
– Eu sei... Mas aquilo foi o suficiente para fazer com que eu me apaixonasse pelo Kaze, mesmo sabendo que não posso ser correspondida.
Depois daquilo eu passei a entender um pouco melhor a Keiko, apesar de ainda não querer ela agarrando o Kazemaru.
Terminamos nosso banho e fomos jantar com a Aki e a Haruna, depois fomos dormir esperando pelo nosso próximo divertido dia de viagem de aniversário.
Notas finais
Espero críticas e sugestões nos reviews.
Byebye :)
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